1 of 34

3.2 CÉLULAS E BIOMOLÉCULAS

Prof. Nuno Meia-Onça – Biologia e Geologia 10º ano

2 of 34

Células e Biomoléculas

  • Dos 92 elementos químicos da tabela periódica, o ser humano apenas precisa de 25 e as plantas de 17.

  • 96% de toda a matéria viva é formada apenas por 4 elementos químicos: oxigénio, carbono, hidrogénio e nitrogénio.

A química da vida

Principais elementos da vida

65%

O Oxigénio

18%

C Carbono

9,5%

H Hidrogénio

3,2%

N Nitrogénio

Outros elementos da vida

4,5%

K Potássio

1,5%

Ca Cálcio

1,2 %

P Fósforo

0,2%

Na Sódio

0,2%

S Enxofre

> 1%

Outros

Prof. Nuno Meia-Onça

3 of 34

Células e Biomoléculas

  • Os compostos podem ser de dois tipos: orgânicos ou inorgânicos.

A química da vida – compostos orgânicos e inorgânicos

Fig - Percentagem de compostos orgânicos e inorgânicos em mamíferos (valores aproximados).

Compostos Químicos

Inorgânico

Orgânicos

  • Gerados espontaneamente na natureza.
  • Dimensões e estruturas simples.
  • Não apresentam cadeias de carbono e hidrogénio.
  • Ex: água e sais minerais
  • Resultam do metabolismo de seres vivos.
  • Constituídos por C, H, O.
  • Apresentam grandes dimensões e estruturas complexas (polímeros) resultantes de repetições de unidades simples (monómeros).
  • Ex: proteínas, lípidos, ácidos nucleicos

Prof. Nuno Meia-Onça

4 of 34

Principal constituinte dos seres vivos.

Água

Prof. Nuno Meia-Onça

5 of 34

Molécula polar o que lhe confere grande capacidade de dissolver substâncias

Água

Prof. Nuno Meia-Onça

6 of 34

Participa diretamente nas reações metabólicas

Água

Prof. Nuno Meia-Onça

7 of 34

Participa na termorregulação

Água

Prof. Nuno Meia-Onça

8 of 34

Participa na distribuição de substâncias

Água

Prof. Nuno Meia-Onça

9 of 34

Sais Minerais

Prof. Nuno Meia-Onça

10 of 34

Biomoléculas: Moléculas Orgânicas

  • Existem moléculas com um reduzido número de átomos – micromoléculas – enquanto outras são formadas por milhares ou milhões de átomos – macromoléculas.

  • Essa macromoléculas são geralmente polímeros, pois são formadas pela ligação de pequenas moléculas que constituem a sua unidade básica – os monómeros.

  • Os polímeros formam-se por reações de polimerização, reações que permitem a ligação entre dois monómeros com libertação de uma molécula de água - condensação.

  • A reação inversa é a reação de despolimerização, em que há a separação dos monómeros que formam um polímero. Designa-se também por reação de hidrólise pois é necessária a presença de uma molécula de água.

Fig – Reação de despolimerização/hidrólise

Fig – Reação de polimerização/condensação.

Prof. Nuno Meia-Onça

11 of 34

Proteínas

Prof. Nuno Meia-Onça

12 of 34

  • São compostos quaternários, com carbono, hidrogénio, oxigénio e nitrogénio.

  • Os monómeros são os aminoácidos (a.a.) sendo constituintes de todos os prótidos. Na natureza existem 20 aminoácidos diferentes.

Biomoléculas – Prótidos

Proteínas

Prof. Nuno Meia-Onça

13 of 34

  • As ligações entre vários aminoácidos faz-se através das ligações peptídicas.

  • Os polímeros resultantes são sequências lineares de aminoácidos – peptídeos. Por possuírem muitos a.a., alguns desses peptídeos são designados polipeptídeos ou polipéptidos

Fig – Formação de polipéptidos.

Proteínas

Prof. Nuno Meia-Onça

14 of 34

Algumas proteínas são exclusivamente constituídas por aminoácidos – holoproteínas.

Outras proteínas apresentam outros elementos associados aos aminoácidos – heteroproteínas ou proteínas conjugadas.

Proteínas

Prof. Nuno Meia-Onça

15 of 34

  • As proteínas são unidades funcionais constituídas por um ou vários polipéptidos com uma estrutura tridimensional que determina a função.

  • Essa estrutura resulta de uma organização espacial que vai aumentando de complexidade.

  • Esta estrutura tridimensional é estável dentro de certos limites de temperatura ou pH.

  • Variações nesses valores podem levar à desnaturação das proteínas.

Biomoléculas – Prótidos

Fig – Níveis de organização estrutural de uma proteína.

Proteínas

Prof. Nuno Meia-Onça

16 of 34

  • As enzimas são proteínas produzidas por células vivas, que aceleram reações químicas sem se consumirem nelas – são biocatalisadores.

Enzimas, um tipo especial de proteínas

Proteínas

Prof. Nuno Meia-Onça

17 of 34

  • As enzimas são altamente especificas.
  • Cada uma atua sobre um substrato específico.
  • O local onde o substrato se liga na enzima é o centro ativo.
  • Quando se ligam forma-se o chamado complexo enzima-substrato.

Atividade enzimática

O centro ativo está

disponível para a ligação com os substratos.

Os substratos ligam-se ao centro

ativo e a enzima muda de forma

para acomodar melhor os substratos

e para que a catálise ocorra.

Os substratos são

convertidos no produto,

com libertação de uma

molécula de água.

O produto é libertado e a

enzima regressa à conformação

inicial, ficando disponível para

se ligar a mais moléculas de

substratos.

Proteínas

Prof. Nuno Meia-Onça

18 of 34

  • As principais funções dos prótidos são:

Biomoléculas – Prótidos

Hormonal

Transporte

Armazenamento

Defesa

Enzimática

Estrutural

Motora

Pepsina

Queratina

Proteínas do leite

Anticorpos

Insulina

Proteínas musculares

Hemoglobina

Fig. – Principais funções das proteínas.

Proteínas

Prof. Nuno Meia-Onça

19 of 34

Glícidos

Prof. Nuno Meia-Onça

20 of 34

  • Também conhecido por Hidratos de Carbono (CnH2nOn)

  • São compostos ternários, ou seja, são constituídos por três tipos de átomos de carbono, hidrogénio e oxigénio.

  • Os monómeros são os monossacarídeos (doces e solúveis). Entre estes estabelecem-se ligações glicosídicas formando polímeros (não são doces e insolúveis).

  • Principais funções dos glícidos são energética e estrutural.

Fig. 10 – Reação polimerização entre a glicose e a frutose.

Glícidos

Prof. Nuno Meia-Onça

21 of 34

  • Os monossacarídeos ou oses são os monómeros constituintes dos glícidos.

  • Podem apresentar estrutura linear ou cíclica.

  • São solúveis em água.

  • Os monossacarídeos são classificados de acordo com o número de átomos de

carbono que os compõem (entre 3 e 9).

    • trioses (3 C);
    • tetroses (4 C),
    • pentoses (5 C) ,
    • hexoses (6 C),
    • heptoses (7C).

Glícidos

Prof. Nuno Meia-Onça

22 of 34

Polissacarídeos

Oligossacarídeos

Formados por 2 a 9 monómeros.

Polissacarídeos

Formados por mais de 10 monómeros

Sacarose

(glicose + frutose)

Glicogénio

Glícidos

Prof. Nuno Meia-Onça

23 of 34

Glicogénio

Substância de reserva dos músculos.

Celulose

Principal constituinte da parede da célula vegetal (estrutural).

Amido

Substância de reserva da batata.

Quitina

Constituinte do exoesqueleto de invertebrados (estrutural).

Fig – Diversos polissacarídeos de glicose: glicogénio, amido e celulose. A quitina é um polissacarídeo de um derivado da glicose.

Glícidos

Prof. Nuno Meia-Onça

24 of 34

Fig. – Funções dos glícidos.

Glícidos

  • Os glícidos têm função energética e estrutural.

Prof. Nuno Meia-Onça

25 of 34

Lípidos

Prof. Nuno Meia-Onça

26 of 34

  • São compostos, essencialmente, ternários, podem também conter S, N ou P.

  • Moléculas heterogéneas. Não formam polímeros e são insolúveis em água.

  • Alguns exemplos de lípidos são as gorduras, óleos, ceras e algumas hormonas.

  • Principais funções dos lípidos são reserva, energética, estrutural e hormonal.

Lípidos

Prof. Nuno Meia-Onça

27 of 34

  • São formados por ácidos gordos ligados a uma molécula de glicerol por ligações éster.
  • De acordo com o número de moléculas de ácidos gordos podem ser classificados como monoglicerídeo, diglicerídeo ou triglicerídeo.

Fig. Estrutura dos triglicerídeos.

Lípidos

Prof. Nuno Meia-Onça

28 of 34

  • Caso o glicerol não esteja ligado a um ácido gordo, pode ligar-se a outros elementos, como um grupo fosfato, formando fosfolípidos.

  • Os fosfolípidos apresentam uma região apolar – hidrofóbica (caudas de ácidos gordos); e uma região polar – hidrofílica (grupo fosfato). Estas moléculas designam-se por anfipáticas. Por essa razão são os principais constituintes das biomoléculas.

Fig. Estrutura dos fosfolípidos.

Lípidos

Prof. Nuno Meia-Onça

29 of 34

  • As ceras são moléculas complexas. São compostos hidrofóbicos que geralmente constituem barreiras que impedem a perda de água.

Colesterol

Testosterona

Estrogénio

  • Os esteroides são constituídos por 4 anéis de carbono ligados entre si.

  • Como exemplos temos as hormonas sexuais (testosterona e estrogénios) ou o colesterol.

Fig. Exemplo do dimorfismo sexual num casal de patos-reais. Representação das moléculas das hormonas sexuais.

Lípidos

Prof. Nuno Meia-Onça

30 of 34

Lípidos

Energética

Isolante térmico/Reserva

(Triglicéridos)

Estrutural

Membrana Celular

(Fosfolípidos e colesterol)

Protetora

Impermeabilizante

(Ceras)

Hormonal

(Testosterona)

Vitamínica

(Vitamina A)

Prof. Nuno Meia-Onça

31 of 34

Ácidos Nucleicos

Prof. Nuno Meia-Onça

32 of 34

  • Os ácidos nucleicos – codificam a informação genética dos organismos e regulam a atividade celular. Existem dois tipos de ácidos nucleicos:

                  • O DNA (Ácido Desoxirribonucleico) armazena e transmite a informação genética.

                  • O RNA (Ácido Ribonucleico) participa na conversão dessa informação em proteínas.

  • Os monómeros dos ácidos nucleicos são os nucleótidos, sendo o DNA e o RNA os polímeros - polinucleótidos.

Fig. 23 – Nucleótido.

Ácidos Nucleicos

Prof. Nuno Meia-Onça

33 of 34

  • Os nucleótidos numa mesma cadeia ligam-se entre si por ligações fosfodiéster, que se estabelecem entre o grupo fosfato (C 5) e a pentose (C-3) – 5´ -> 3´.

  • Entre duas cadeias formam-se ligações por pontes de hidrogénio entre as bases nitrogenadas.

Fig. – Ligações nas moléculas de DNA

Ácidos Nucleicos

Prof. Nuno Meia-Onça

34 of 34

Fig. 24 – Representação das moléculas de DNA e de RNA.

Características

DNA

RNA

Pentose

Desoxirribose

Ribose

Bases nitrogenadas

Adenina, Citosina, Guanina e Timina

Adenina, Citosina, Guanina e Uracilo

Estrutura

Cadeia dupla

Cadeia simples

Localização

Núcleo, mitocôndrias e cloroplastos

Núcleo, citosol, mitocôndrias e cloroplastos

Duração

Longa

Curta

Ácidos Nucleicos

Prof. Nuno Meia-Onça