SIMULAÇÃO E MODELAGEM
Semana 05 - Aula 15
Validação de modelos de simulação
Prof. Anibal Tavares de Azevedo
Teste original
Mapas Mentais da Semana 05
Análise Estatística
Se uma simulação com variáveis aleatórias for executadas duas vezes, os valores produzidos serão diferentes.
X0
X0
X0
Xn
Xn
Xn
Entrada
Saída
Análise Estatística
Se uma simulação com variáveis aleatórias for executadas duas vezes, os valores produzidos serão diferentes.
Análise Estatística
Seja performance do sistema medida por um parâmetro θ, então, a simulação tem por objetivo fornecer uma estimativa de θ, bem como determinar a acurácia através do desvio padrão do estimador . Essa medida de variabilidade pode ser colocada na forma de um intervalo de confiança para um dado nível de confiança.
Análise Estatística
Seja performance do sistema medida por um parâmetro θ, então, a simulação tem por objetivo fornecer uma estimativa de θ, bem como determinar a acurácia através do desvio padrão do estimador . Essa medida de variabilidade pode ser colocada na forma de um intervalo de confiança para um dado nível de confiança.
| Sistema | Fila | Serviço |
Tempo Médio | W | Wq | Ws |
# Médio Clientes | L | Lq | Ls |
Período transição
ou de “warm-up”.
Duas formas de resolver o problema do warm-up
Período estado
permanente.
(2)Condições iniciais em t = 0 influenciam dados saída:
Primeiros clientes da fila não esperam o mesmo tempo que aqueles que chegam bem depois.
Análise Estatística
(2.1) Usar condições iniciais representativas do estado permanente do sistema. O problema é às vezes é difícil determinar estas condições iniciais.
Análise Estatística
Período transição
ou de “warm-up”.
Período estado
permanente.
(2.2)Rodar simulação por um período de tempo e descartar a parte da simulação relativa ao “warm-up” e coletar estatísticas já em estado permanente.
Análise Estatística
Período transição
ou de “warm-up”.
Período estado
permanente.
TE
T→∞
Aula 12 - Análise Estatística
Para análise dos dados de saída, as simulações podem ser classificadas em duas categorias:
(1) Simulação Terminal: É aquela que funciona por um período de tempo TE.
(2) Simulação de Estado Estacionário: Funciona por um longo período de tempo.
TE
10:00-16:00
A escolha de categoria depende do problema em análise. P.ex., a simulação de uma fila em banco deve usar simulação terminal, pois o banco fecha de tarde.
Análise Estatística
T→∞
Para simular de um sistema computacional é melhor usar estado estacionário, pois o sistema funciona por um tempo suficientemente grande até que o sistema sofra um quebra ou tenha que realizar manutenção.
Análise Estatística
Análise Estatística
Suponha que são realizadas n replicações independentes que empregam a simulação terminal. Se as n simulações começam com a mesma condição inicial e usam diferentes sequências de valores aleatórios, então, cada simulação pode ser tratada com uma replicação independente. Supor que exista uma medida de performance representada pela variável X.
Análise Estatística
Então, Xj é o estimador da medida de performance da j-ésima replicação, tal que a sequência X1, X2, ..., Xn será de variáveis aleatórias i.i.d. Para estas variáveis a análise estatística clássica pode ser aplicada para construir um intervalo de confiança 100*(1-α)% para
θ = E(x) usando:
Análise Estatística
Média
Análise Estatística
Variância amostral
Análise Estatística
Análise Estatística
É o valor da distribuição t com n – 1 graus de liberdade tal que: P(tn-1 ≥ t(α,n-1)) = α.
Análise Estatística
Erro (em α% dos casos) ao se afirmar que a medida está no intervalo de valores fornecido.
É o valor da distribuição t com n – 1 graus de liberdade tal que: P(tn-1 ≥ t(α,n-1)) = α.
Valor da distribuição t-Student com n – 1 graus
de liberdade pode ser substituída por: Zα/2
Pois t(α/2, n-1) ≅ Zα/2 para n suficientemente grande.
A vantagem é que Zα/2 o valor de não depende de n.
Zα/2 que é o ponto da distribuição normal tal que
100*(1-α/2)% abarca dos valores da distribuição.
Análise Estatística
α/2% das observações
⇔
α/2% da área sob a curva
zα/2 = 1,6; p.ex.
Z é função de distrib. normal
y
x
Análise Estatística
(5/2)% das observações
⇔
2,5% da área sob a curva
y
x
Análise Estatística
Para IC = 95%, então,
α = 5% = 0,05 !
zα/2 = 1,6; p.ex.
Simulação | Xj |
1 | 9,252 |
2 | 9,273 |
3 | 9,413 |
4 | 9,198 |
5 | 9,532 |
6 | 9,355 |
7 | 9,155 |
8 | 9,558 |
9 | 9,310 |
10 | 9,269 |
Sejam resultados de 10 simulações de mesma duração.
Exemplo 1
Seja X médio 9,331, a
variância S2 = 0,018 e
t(0,25, 9) = 2,26, então:
Este é o intervalo com
confiança de 95%
Exemplo 1
Simulação | Xj |
1 | 9,252 |
2 | 9,273 |
3 | 9,413 |
4 | 9,198 |
5 | 9,532 |
6 | 9,355 |
7 | 9,155 |
8 | 9,558 |
9 | 9,310 |
10 | 9,269 |
Sejam resultados de 10 simulações de mesma duração.
Comparando ≠ Configurações
Alternativa 1
Alternativa 2
Comparando ≠ Configurações
Comparando ≠ Configurações
é a observação obtida pela i-ésima replicação da simulação da alternativa 1, onde: i=1,...,b1.
é a observação obtida pela i-ésima replicação da simulação da alternativa 2, onde: i=1,...,b2.
Comparando ≠ Configurações
Se as duas alternativas foram simuladas por um mesmo número de replicações, ou seja, b1 = b2 = b, então, pode-se empregar o teste t para amostras emparelhadas. O teste obtém um intervalo de confiança por meio dos seguintes passos:
Comparando ≠ Configurações
Passo 1:Calcular as diferenças: di = x1i – x2i, i = 1,..., b.
-
-
=
Passo 2: Calcular a média e o desvio-padrão sd das diferenças:
Comparando ≠ Configurações
Passo 3:Construir um intervalo de confiança [θ1,θ2], para o valor da média das diferenças .
Comparando ≠ Configurações
Passo 4:Se o intervalo de confiança [θ1,θ2]:
Comparando ≠ Configurações
0
Caso 1
Caso 2
Caso 3
Comparando ≠ Configurações
0
Caso 1
Caso 2
Caso 3
Passo 4:Se o intervalo de confiança [θ1,θ2]:
Comparando ≠ Configurações
0
Caso 1
Caso 1: Contiver o 0, isto é, θ1 < 0 e θ2 > 0, então, nada pode ser concluído sobre a diferença entre as médias das alternativas. Podem ser iguais ou diferentes.
Passo 4:Se o intervalo de confiança [θ1,θ2]:
Comparando ≠ Configurações
0
Caso 1
Caso 2
Caso 3
Passo 4:Se o intervalo de confiança [θ1,θ2]:
Comparando ≠ Configurações
0
Caso 2
Caso 2: Se o intervalo cair totalmente à direita do zero, isto é, θ1 > 0 e θ2 > 0, então a média da alternativa 1 é a maior.
Passo 4:Se o intervalo de confiança [θ1,θ2]:
Comparando ≠ Configurações
0
Caso 1
Caso 2
Caso 3
Passo 4:Se o intervalo de confiança [θ1,θ2]:
Comparando ≠ Configurações
0
Caso 3
Caso 3: Se o intervalo cair totalmente à esquerda do 0, isto é, θ1 < 0 e θ2 < 0, então a média da alternativa 2 é a maior.
Passo 4:Se o intervalo de confiança [θ1,θ2]:
Exemplo 1
Sejam os dados de tempo médio de espera para 10 replicações de duas configurações como dado na Tabela a seguir. Calcular: Intervalo de Confiança de 95% e da diferença.
R | X1i | X2i |
1 | 2,545 | 3,809 |
2 | 2,370 | 3,529 |
3 | 1,266 | 4,457 |
4 | 1,359 | 2,186 |
5 | 4,171 | 3,358 |
6 | 3,397 | 3,399 |
7 | 3,200 | 3,429 |
8 | 4,026 | 3,827 |
9 | 2,312 | 3,933 |
10 | 2,606 | 3,532 |
R | X1i | X2i |
1 | 2,545 | 3,809 |
2 | 2,370 | 3,529 |
3 | 1,266 | 4,457 |
4 | 1,359 | 2,186 |
5 | 4,171 | 3,358 |
6 | 3,397 | 3,399 |
7 | 3,200 | 3,429 |
8 | 4,026 | 3,827 |
9 | 2,312 | 3,933 |
10 | 2,606 | 3,532 |
Exemplo 1
O tempo médio de espera das
10 replicações é de 2,7252,
a variância S2 = 0,9887, e se
t(0,25 , 9 ) = 2,26, então:
α/2
b-1
1
R | X1i | X2i |
1 | 2,545 | 3,809 |
2 | 2,370 | 3,529 |
3 | 1,266 | 4,457 |
4 | 1,359 | 2,186 |
5 | 4,171 | 3,358 |
6 | 3,397 | 3,399 |
7 | 3,200 | 3,429 |
8 | 4,026 | 3,827 |
9 | 2,312 | 3,933 |
10 | 2,606 | 3,532 |
Exemplo 1
O tempo médio de espera das
10 replicações é de 3,5459,
a variância S2 = 0,5820, e se
t(0,25 , 9 ) = 2,26, então:
α/2
b-1
2
R | Di |
1 | -1,264 |
2 | -1,159 |
3 | -3,191 |
4 | -0,827 |
5 | 0,813 |
6 | -0,002 |
7 | -0,229 |
8 | 0,199 |
9 | -1,621 |
10 | -0,926 |
Exemplo 1
O tempo médio de espera das
10 replicações é de -0,8207,
a variância S2 = 1,1210, e se
t(0,25 , 9 ) = 2,26, então:
α/2
b-1
3
Passo 4:Se o intervalo de confiança [θ1,θ2]:
Comparando ≠ Configurações
0
Caso 1
Caso 2
Caso 3
Passo 4:Se o intervalo de confiança [θ1,θ2]:
Comparando ≠ Configurações
0
Caso 3
Caso 3: Se o intervalo cair totalmente à esquerda do 0, isto é, θ1 < 0 e θ2 < 0, então a média da alternativa 2 é a maior.
-1,5774
-0,0640
Exemplo 1
R | X1i | X2i |
1 | 2,545 | 3,809 |
2 | 2,370 | 3,529 |
3 | 1,266 | 4,457 |
4 | 1,359 | 2,186 |
5 | 4,171 | 3,358 |
6 | 3,397 | 3,399 |
7 | 3,200 | 3,429 |
8 | 4,026 | 3,827 |
9 | 2,312 | 3,933 |
10 | 2,606 | 3,532 |
Validação de Modelos de Simulação
Os testes anteriores poderiam ser usados para comparar os resultados de um modelo de simulação e os dados coletados e validar modelos de simulação.
“O Teste de Turing testa a capacidade de uma máquina exibir comportamento inteligente equivalente a um ser humano, ou indistinguível deste. (...). Se o juiz não for capaz de distinguir com segurança a máquina do humano, diz-se que a máquina passou no teste.” Fonte: Wikipedia.
Teste de Turing
Teste de Turing Original
Alan Turing
“O Teste de Turing testa a capacidade de uma simulação exibir comportamento inteligente equivalente a um sistema real, ou indistinguível deste. (...). Se o juiz não for capaz de distinguir com segurança a simulação do real, diz-se que a simulação passou no teste.”
Teste de Turing para simulação
Reformulação via Simulação
Alan Turing
Teste original
Teste validação simulação
?
Teste de Turing para simulação
Validação de Modelos de Simulação
Alan Turing
Mapa Mental da próxima Semana