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  • Desenvolvida as margens do Rio Nilo, na África, a civilização egípcia foi uma das mais importantes da Antiguidade. De organização Social bastante complexa e de riquíssima em realizações culturais, produziu também uma escrita bem estruturada, graças à qual podemos, hoje, conhecer muitos detalhes dessa civilização, chamada escrita Hieróglifa, através de símbolos. A religião é uma das mais relevantes, pois tudo no Egito é orientado por ela, justificava a organização social, e política, determinando o papel das classes sociais e orientando consequentemente toda a produção artística.

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Sociedade egípcia:

  • Opulência, abundância, e complexidade fabulosas em suas realizações culturais e na sua organização social;
  • Estruturação da escrita;
  • Faraó – um representante de Deus na Terra;
  • Questão da permanência da arte por 3.000 anos.

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Arte para a eternidade:

  • Religiosidade;
  • Crença nos deuses;
  • Vida após a morte – mais importante do que a terrena;
  • Colossais obras de arte – render glórias e eternizar esses espíritos após a morte;
  • A estática de suas figuras, a regularidade geométrica e a profunda observação da natureza foram características de toda a arte egípcia.

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  • Uma arte dedicada à vida depois da morte .
  • Segundo a arte desenvolvida, a vida humana podia sofrer interferência dos deuses. Além disso, a vida após a morte era considerada mais importante do que a existência terrena. Assim, desde seu início a arte egípcia concretizou-se nos túmulos e nos objetos , como estatuetas e vasos deixados junto aos mortos. Também a arquitetura egípcia realizou-se sobretudo nas tumbas e nas construções mortuárias.

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  • As obras arquitetônicas mais famosas, são as pirâmides do deserto de Gizé, construídas por ordem de três importantes faraós do Antigo Império: Quéops, Quéfren e Miquerinos. A maior dessas três é a de Quéops: tem 146 metros de altura e ocupa uma àrea de 54. 300 metros quadrados. Esse monumento revela o domínio técnico da arquitetura egípcia: não foi utilizada nenhuma espécie de argamassa entre blocos de pedra que formam suas imensas paredes.

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  • No Egito antigo eram também construídas esfinges, figuras fantásticas, por exemplo, com o corpo de leão e cabeça humana, cuja finalidade era guardar os túmulos. Junto às pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos, encontra-se a mais conhecida delas, a esfinge do faraó Quéfren. É outra obra gigantesca: tem 20 metros de altura e 74 metros de comprimento. Sua cabeça representa o faraó Quéfren, mas a ação erosiva do vento e das areias do deserto deu-lhe ao longo dos séculos, um aspecto enigmático e misterioso.

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Padrões e Regras:

  • Os padrões e regras criados pelos egípcios em sua arte limitava a criatividade ou a imaginação pessoal do artista. Então o artista deveria executar uma arte que revela-se perfeito domínio das técnicas de execução, e não o estilo de quem a executava.
  • Suas características gerais são: �* ausência de três dimensões;�* ignorância da profundidade; �* colorido a tinta lisa, sem claro-escuro e sem indicação do relevo; * Lei da Frontalidade.�Quanto a hierarquia na pintura: eram representadas maiores as pessoas com maior importância no reino, ou seja, nesta ordem de grandeza: o rei, a mulher do rei, o sacerdote, os soldados e o povo. Arte com figuras representadas em postura rígida e em absoluto repouso. Pinturas com características específicas, como: cabeças, braços e pernas mostrados de perfil, olhos representados sempre na posição frontal, Obras planas, não possuíam sombreamento, nem perspectiva, usavam as cores: vermelho-tijolo para os homens, amarelo-ocre para as mulheres, negro para pupilas e íris, e verde e azul para detalhes, como colares, árvore, água e animais.

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Esculturas

  • A escultura egípcia obedecia a uma orientação predominantemente religiosa. Eram numerosas as estátuas esculpidas com a finalidade de ficar dentro dos túmulos. Atingiu o seu desenvolvimento máximo com os sarcófagos, esculpidos em pedra ou madeira. Os artistas procuravam reproduzir com fidelidade as feições dos mortos, a fim de facilitar o trabalho da alma na busca do seu corpo. Para maior perfeição do trabalho, incrustavam nos olhos, pupilas de cristal ou de esmalte branco. Quando expressavam algum movimento, apresentavam a perna esquerda em posição de avanço.

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  • Escultura: escriba sentado .

  • Já na escultura vemos uma manifestação artística que ganhou as mais belas representações., embora cheia de convenções, a escultura desenvolveu uma expressividade que surpreende o observador. Um bom exemplo é a imagem que mostra um escriba no exercício de sua função. Essa obra, encontrada em um sepulcro da necrópole de Sacará, representa bem a importância dada à escultura no Antigo Império, por meio dela, revelam-se dados particulares do retratado, como a fisionomia, seus traços raciais e sua condição social. Trata-se de uma obra de autoria desconhecida, realizada entre 2620 e 2350 a. C, e que retrata, um escriba ou um príncipe. Os cuidados com os detalhes não eram comumente dedicados pelos artistas na representação dos funcionários da burocracia do Império. A hipótese de que se trata de um escriba é reforçada pelos olhos fixos em um provável interlocutor e lábios cerrados do homem retratado, que no momento , não está falando ou sorrindo, mas concentrado em ouvir para reproduzir por meio da escrita as palavras de quem lhe fala alguma coisa. As mãos completam a atitude de prontidão para a escrita.

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Estruturação da Escrita�

  • Usaram desenhos:
  • Hieróglifos – considerados a escrita sagrada;
  • Hierática – uma escrita mais simples, utilizada pela nobreza e sacerdotes;
  • Demótica – a escrita popular.

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Hieróglifos

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Hierática

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Demótica

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Arquitetura:

  • Conservação e solidez;
  • Perpetuidade;
  • Regularidade geométrica;
  • Apropriação de elementos da natureza;
  • Enigmabilidade e inacessibilidade;

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Arquitetura: Há três tipos de câmaras mortuárias .

Pirâmide - túmulo real, destinado ao faraó.

Necrópole de Gizé

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Mastaba - túmulo para a nobreza .

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Hipogeus - túmulo destinado à gente do povo .

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  • A Esfinge�Representa corpo de leão (força) e cabeça humana (sabedoria). Eram colocadas na alameda de entrada do templo para afastar os maus espíritos.
  • O Templo de Karnak, sendo o maior dos templos do antigo Egito cujos vestígios chegaram até nós, foi dedicado à tríade divina de Amon, Mut e Khonshu, e foi sucessivamente aumentado pelos diversos faraós, tendo levado mais de mil anos a construir. Constitui uma mescla de vários templos fundidos num só.

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Estilos de colunas e capiteis:

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Templo de Karnak

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    • No Novo Império (1580- 1085 a.C.) que o Egito viveu o ponto alto de seu poderio e de sua cultura. Neste período os faraós reiniciaram as grandes construções, processo que havia sido interrompido. Dessas construções, um das mais conservadas é o Templo de Karnac, dedicados ao Deus Amon.

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  • Após a morte de Ramsés II, o poder real tornou-se muito fraco e o Império passou a ser governado pelos sacerdotes. Com isso, houve uma estabilidade apenas aparente, e as ameaças de invasão acabaram tornando-se realidade. O Egito foi invadido sucessivamente por etíopes, persas, gregos e, finalmente, pelos romanos. Aos poucos, essas invasões foram desorganizando a sociedade egípcia e, consequentemente, sua arte: influenciada pela cultura dos povos invasores, ela foi perdendo suas características e refletindo a própria crise política do Império.