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INTOLERÂNCIAS ALIMENTARES​

Danielle Andrade da Silva - Nutricionista​

Isabela Vinholi Gonçalves – Médica de Família e Comunidade​

CliniCASSI Jabaquara- SP​

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Reações adversas a alimentos

Recorrente

Episódio isolado

Intoxicação alimentar

Intolerância alimentar

Alergia alimentar

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Reações adversas a alimentos (recorrentes)

Intolerância alimentar

Dificuldade de digerir ou metabolizar um determinado alimento

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Gravidade da reação depende da quantidade ingerida

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Espectro bem variável

de sintomas

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MAIS COMUNS

(15-20% da população)

Alergia alimentar

= Hipersensibilidade

Reação imunológica anormal (mesmo com quantidade mínima)

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Mediado por IgE ⟶

imediata ⟶ anafilaxia (grave!)

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Não mediada por IgE ⟶

mais lenta e limitada a pele e gastrointestinal (não é grave)

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MENOS COMUNS

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Principais intolerâncias alimentares:​

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Deficiência parcial ou total da enzima lactase, levando à má digestão da lactose.​

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Sintomas (poucas horas após a ingestão):​

    • Distensão abdominal ​
    • Flatulência ​
    • Dor abdominal ​
    • Diarreia ​
    • Náuseas​

Intolerância à lactose​

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Intolerância à lactose​

Conduta nutricional

Priorizar alimentos sem lactose quando necessário.

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Avaliar tolerância.

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Reintrodução gradual para identificar a tolerância individual.

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Diagnóstico:​

Dieta com restrição de lactose

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Teste de hidrogênio expirado (TH2)** (com sobrecarga de lactose)

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Teste de tolerância oral à lactose

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Absorção intestinal reduzida da frutose.​

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Sintomas:​

    • Distensão abdominal ​
    • Gases ​
    • Diarreia ​
    • Dor abdominal ​
    • Desconforto após frutas muito ricas em frutose, mel e xaropes​

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Intolerância à frutose​

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Intolerância à frutose​

Conduta nutricional

Redução a exclusão temporária do consumo de alimentos ricos em frutose.

​

Reintrodução gradual para identificar a tolerância individual.

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Diagnóstico:​

(Controverso)

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Teste de hidrogênio expirado (TH2) com sobrecarga de frutose***

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    • Os FODMAPs são carboidratos fermentáveis de cadeia curta (incluem: Incluem: frutanos, galacto-oligossacarídeos (GOS), lactose, frutose em excesso e polióis tipo sorbitol e manitol).

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​​Sintomas:​

    • Distensão abdominal ​
    • Dor ​
    • Flatulência ​
    • Alteração do hábito intestinal ​

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Intolerância aos FODMAPs​

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Intolerância aos FODMAPs​

Conduta nutricional

Restrição temporária dos alimentos FODMAPS (30 a 60 dias).

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Reintrodução estruturada.

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Observação de sintomas.

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Restrição prolongada impacta a microbiota intestinal.

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Diagnóstico:​

Dieta de eliminação e reintrodução em três fases

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(Testes não confiáveis)

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​​Sintomas:​

    • Distensão abdominal ​
    • Dor abdominal ​
    • Cefaleia ​
    • Fadiga ​
    • "Névoa cerebral" ​
    • Dor articular ​
    • Alterações intestinais​
    • Coceira​​

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Sensibilidade ao glúten não celíaca​

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Doença celíaca x

sensibilidade ao glúten

não-celíaca

Sensibilidade ao glúten

não-celíaca (10% da pop.)

Diagnóstico de exclusão, sem biomarcadores validados

Mecanismo ainda não é bem esclarecido

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Resposta imune, mas sem anticorpo específico

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Sintomas após horas/dias

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(Sorologia para Dça celíaca negativa)

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Tratamento: restrição parcial ao glúten, tempo incerto

Doença celíaca (1% da pop.)

Doença intestinal autoimune

Resposta imune robusta (autoanticorpo contra uma enzima (TG2)) em indivíduos geneticamente predispostos (HLA-DQ2/DQ8)

Atrofia vilositária e dano intestinal progressivo

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Sintomas após dias/semanas.

Sinais de má-absorção (perda de peso, diarreia crônica, deficiências nutricionais)

Outras doenças autoimunoes concomitantes /HF de dça celíaca

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Tratamento: restrição vitalícia ao glúten

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Sensibilidade ao glúten não celíaca​

Conduta nutricional

Avaliar resposta clínica à retirada e reintrodução do glúten.

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Geralmente pão de fermentação longa tem melhor tolerância digestiva.​

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Diagnóstico:​

De exclusão

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Não tem marcadores específicos

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​​Redução da degradação da histamina relacionada à atividade reduzida da enzima DAO (diamina oxidase).

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Sintomas:

•Cefaleia

•Enxaqueca

•Rubor

•Prurido

•Congestão nasal

•Palpitações

•Diarreia

•Dor abdominal

•Urticária

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Intolerância à histamina

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Intolerância à histamina

Conduta nutricional

Dieta pobre em alimentos alto e médio em histamina por curto período.

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Reintrodução gradual e avaliar tolerância.

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Identificação dos alimentos desencadeantes.

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Diagnóstico:​

Essencialmente clínico, por exclusão.

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Apoiado por resposta a dieta pobre em histamina.

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Não tem teste específico

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Glutamato monossódico (MSG), sulfitos, benzoatos, tartrazina, nitritos e nitratos

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Sintomas:

•Cefaleia

•Rubor

•Urticária

•Palpitações

•Desconforto gastrointestinal

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Sensibilidade aos aditivos alimentares

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Sensibilidade aos aditivos alimentares

Conduta nutricional

Exclusão desses alimentos conforme sintomatologia.

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Trabalhar leitura de rótulos.

Diagnóstico:​

Essencialmente clínico, por exclusão.

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Apoiado em desafio oral controlado.

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Não tem teste específico

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Dica da nutri:

Leia sempre a lista de ingredientes;

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A ordem da quantidade é decrescenta, ou seja, começa pelo ingrediente que tem mais;

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Verifique cuidadosamente as informações sobre alergênicos e possíveis contaminações cruzadas, como “contém” ou “pode conter traços de”.

APP desrotulando

Leitura de rótulo

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Leitura de rótulo

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Escute seu corpo, pois ele lhe dá sinais.

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