A separação do lixo em casa
João Gomes - 3ºTGPSI
Disciplina: Cidadania e Desenvolvimento
Professora: Helena Borges
Escola Secundária da Amora
Todos os dias, cada português produz em média 1,32 kg de lixo urbano, contribuindo globalmente para uma produção anual de 4,75 milhões de toneladas de resíduos às quais é necessário dar um destino.
Mas afinal o que fazer com o nosso lixo? Onde o devemos colocar? Como fazer para que ele seja reciclado? O que é feito com aquilo que é reciclado?
Para o futuro, estão reservadas metas bastante ambiciosas - em 2035, temos de reduzir a deposição de lixo em aterro dos atuais 32% para apenas 10% e aumentar a reciclagem dos 38% para os 65%. E como vamos fazer isto?
É preciso pôr mãos à obra e todos juntos ajudarmos a separar o nosso lixo, aumentar as taxas de reciclagem e contribuir para mais e melhor reciclagem em Portugal (e no mundo).
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Como fazer a separação do lixo e reciclar mais?
Em casa, produzimos uma variedade muito grande de resíduos, desde as embalagens aos medicamentos, aos eletrodomésticos, às cápsulas de café, às revistas e jornais, livros antigos, entre muitos outros.
Cada um destes tipos de lixo tem um destino diferente, devido à sua natureza e à ecotaxa que paga quando é colocado, para garantir que depois “alguém” vai assegurar a sua recolha quando se transformar em lixo.
Desta forma, o que interessa saber é onde colocar cada um destes resíduos para ajudar a encaminhá-los para a reciclagem ou tratamento no sítio certo.
ECOPONTO AMARELO
Pode colocar embalagens de plástico, de aço e de alumínio, nomeadamente:
O que não pode colocar:
ECOPONTO AZUL
Pode colocar os materiais de papel e cartão que não estejam sujos de gordura, por exemplo:
O que não pode colocar:
ECOPONTO VERDE
Este contentor é dedicado exclusivamente a materiais de embalagens de vidro, pelo que apenas deverá colocar os seguintes tipos de lixo:
O que não pode colocar:
Aquilo que não poderá ser colocado nos ecopontos tem um destino alternativo. Muitas vezes estes locais alternativos de reciclagem estão associados a instalações das autarquias ou das empresas que tratam dos lixos urbanos, ou as redes de hipermercados, que acabam por garantir a recolha e entrega dos mesmos para tratamento ou reciclagem.
Assim, para estes outros tipos de lixos, devemos procurar o encaminhamento mais adequado, nomeadamente:
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Como reduzir o lixo?
Os números da produção de lixo são assustadores e a poluição associada ao incorreto encaminhamento é crescente, com os rios, mares e oceanos contaminados com lixo, principalmente do plástico. Uma quantidade significativa é encaminhada para aterros (e aqui permanece durante anos) ou para incineração, provocando a emissão de gases com efeito de estufa.
Assim, sugerimos que pense bem antes de comprar seja o que for. Precisa mesmo de comprar aquele produto? Entre outras dicas, salientamos as seguintes opções:
As consequências da falta de participação na recolha seletiva
Se não separarmos o lixo das nossas casas, teremos três grandes problemas:
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Se não cumprirmos as metas, estamos sujeitos a coimas e as taxas do lixo aumentam. Se enchermos aterros, ocupamos estes espaços com lixo durante anos, não podendo usar o local enquanto estiver em monitorização.
Os gases, lixos, resíduos e todos estes recursos devem ser tratados. Os mares e oceanos, ruas e até florestas já estão carregados de lixo.
Não queremos isto, certamente. Temos de aceitar de uma vez por todas que é nosso dever separar o nosso lixo e dar-lhe um destino certo, para que este possa ser conduzido para a reciclagem.
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“Não há Planeta B” - Carmen Lima
Bibliografia