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Patricia Gonçalves Tenório

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Travessia

João Guimarães Rosa

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Fim de um ciclo

Estamos chegando ao fim do nosso curso on-line Estudos em Escrita Criativa 2021 Os mundos de dentro. Tanto chão percorremos, em tantas veredas mergulhamos e nos sentimos maiores, melhores, quem sabe na escritura, ao menos na leitura de escritoras e escritores brasileiros maravilhosos.

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As veredas de Milton, João e Patricia

Parece que Milton Nascimento captou a obra-prima que é Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa, e que, ousadamente, venho destrinchar as técnicas, facilitar caminhos, percorrer as veredas estreitas desse grandioso romance que, além de representar a inteira vida do autor, resume tudo quanto apreendemos nos quase vinte módulos de curso on-line desde 2020.

Mas vejamos por quê.

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O sertão...

João Guimarães Rosa nasce em 27 de junho de 1908, na cidade de Cordisburgo, entre Curvelo e Sete Lagoas, nas imediações da Gruta do Maquiné. Filho de dona Francisca Guimarães Rosa (dona Chiquitinha) e Florduardo Pinto Rosa (seu Fulô), cresce na venda do pai, anexa à casa onde nasceu (hoje o Museu Casa Guimarães Rosa), escutando as estórias dos vaqueiros, jagunços, do sertão e que irão perdurar pela vida inteira, sendo o tema central de sua obra.

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... e Os mundos de dentro

Conhece diversos escritores de Os mundos de dentro: Carlos Drummond de Andrade, que estudou no mesmo Colégio Arnaldo, em Belo Horizonte; Graciliano Ramos, de quem recebe críticas ferrenhas pela primeira versão do livro de contos Sagarana (Graciliano aprova a versão final); e Ferreira Gullar, que, como outros escritores, achava a linguagem de Grande sertão: veredas hermética. Foi amigo de Manuel Bandeira e admirado por Clarice Lispector (a Clarice dos Estudos em Escrita Criativa On-line 2020, no módulo sobre o Brasil).

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Mas o que realmente importa para este breve artigo sobre a magnífica e monstruosa obra-prima de mais de seiscentas páginas é encontrarmos diversas das técnicas abordadas em nosso curso, e ser o livro que Guimarães Rosa construiu a vida inteira, quer seja na escuta dos causos na venda de seu Fulô e nas cartas-entrevistas trocadas pela vida afora com o pai, quer seja na transmutação de personalidades reais em personagens ficcionais (coronel Hermógenes, de João Pinheiro; coronel Ricardo Gregório, de Curralinho, hoje Corinto; coronel Ornelas, de Goiás), quer seja na criação de uma nova língua (lembramos o módulo 9 com Mário de Andrade), muito próxima ao inconsciente, convergindo línguas do mundo inteiro em uma linguagem que se encontra por trás das palavras, além dos significados, e que nos faz sair maiores e melhores após a nossa imersão e profunda leitura.

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Como escrever uma biografia romanceada

João era fabulista?

fabuloso?

fábula?

Sertão místico disparando

no exílio da linguagem comum?

(Um chamado João, Carlos Drummond de Andrade na abertura de Grande sertão: veredas)

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No meio do redemoinho

Nas anotações feitas durante a viagem pelo sertão de Minas Gerais em maio de 1952, Guimarães colhe material prolixo para preencher a sua bíblia ou tentar responder à pergunta principal da sua obra – e quem sabe da vida inteira: o Diabo existe?

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Explico ao senhor: o diabo vige dentro do homem, os crespos do homem – ou é o homem arruinado, ou o homem dos avessos. Solto, por si, cidadão, é que não tem diabo nenhum. Nenhum! – é o que digo. O senhor aprova? Me declare tudo, franco – é a alta mercê que me faz: e pedir posso, encarecido. Este caso – por estúrdio que me vejam – é de minha certa importância. Tomara não fosse... Mas, não diga que o senhor, assisado e instruído, que acredita na pessoa dele?! Não? Lhe agradeço! Sua alta opinião compõe minha valia. (ROSA, (1956 in) 2001, p. 26)

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[...] apesar de estar nesta cidade [Chamonix, Suíça] tão ambicionada e disputada, sonho com o dia em que voltarei ao Brasil, daqui a 4 anos, para então tirar o meu ano de licença-prêmio, e consagrá-lo a viajar pelo interior de Minas: descer o rio das Velhas em canoa, ir a Paracatu, e outras excursões. (ROSA, 2006, p. 26, colchetes com o nome da cidade nossos)

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As técnicas

Guimarães usa o recurso do refrão – vide Edgar Allan Poe, em “A filosofia da composição”, que estudamos nos módulos 2, 3 e 9 de Os mundos de dentro – quando repete, ad infinitum, “Viver é muito perigoso” e “O diabo na rua, no meio do redemoinho...”.

Vai costurando a construção de um romance caudaloso, causando-nos a impressão que o faz à medida que vai escrevendo por meio do alter ego do rapaz da cidade grande que escuta Riobaldo, assim como o fazer-fazendo do nosso Mário de Andrade, do módulo 9, no seu Amar, verbo intransitivo: idílio.

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Fazer-fazendo

Estou contando fora, coisas divagadas. No senhor me fio? Até-que, até-que. Diga o anjo-da-guarda.... Mas, conforme eu vinha: depois soube, que mesmo os soldados do Tenente e os cabras do Coronel Adalvino remitiram de respeitar o assopro daquele Joé Cazuzo. E que esse acabou sendo o homem mais pacificioso do mundo, fabricador de azeite e sacristão, no São Domingos Branco. Tempos! (ROSA, (1956 in) 2001, p. 37)

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Contextualização dos personagens

Banda desta mão, o Alaripe: soubesse o senhor o que é que se preza, em rifleio e à faca, um cearense feito esse! Depois mais: o João Nonato, o Quipes, o Pacamã-de-Presas. E o Fafafa – este deu lances altos, todo lado comigo, no combate velho do Tamanduá-tão: limpamos o vento de quem não tinha ordem de respirar, antes esses desrodeamos... O Fafafa tem uma eguada. Ele cria cavalos bons. Até um pouco mais longe, no pé-de-serra, de bando meu foram o Sesfrêdo, Jesualdo, o Nelson e João Concliz. O Triol... E não vou valendo? (ROSA, (1956 in) 2001, p. 40)

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Possíveis temas

Podemos supor que o tema central do romance é o amor impossível pelo jagunço Reinaldo/Diadorim. Ou a luta entre o bem e o mal, que não precisa necessariamente nenhum dos lados vencer. Ou mesmo a reconstrução da memória. Ou então a imensidão que o sertão é, sertão que não se categoriza nem para o bem nem para o mal, nem para Deus nem para o Diabo, no meio do redemoinho.

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Sertão. Sabe o senhor: sertão é onde o pensamento da gente se forma mais forte do que o poder do lugar. Viver é muito perigoso... (ROSA, (1956 in) 2001, p. 41)

[...]

O amor, já de si, é algum arrependimento. Abracei Diadorim, como as asas de todos os pássaros. Pelo nome de seu pai, Joca Ramiro, eu agora matava e morria, se bem. (ROSA, (1956 in) 2001, p. 57)

[...]

Assim é que digo: eu, que o senhor já viu que tenho retentiva que não falta, recordo tudo da minha meninice. Boa, foi. Me lembro dela com agrado; mas sem saudade. Porque logo sufusa uma aragem dos acasos. Para trás, não há paz. (ROSA, (1956 in) 2001, p. 58)

[...]

A gente vive repetido, o repetido, e, escorregável, num mim minuto, já está empurrado noutro galho. [...] o real não está na saída nem na chegada, ele se dispõe para a gente é no meio da travessia. (ROSA, (1956 in) 2001, p. 80, colchetes nossos)

[...]

O mal ou o bem, estão é em quem faz; não é no efeito que dão. (ROSA, (1956 in) 2001, p. 113)

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Zigue-zague da linguagem

Estou contando ao senhor, que carece de um explicado. Pensar mal é fácil, porque esta vida é embrejada. A gente vive, eu acho, é mesmo para se desiludir e desmisturar. A senvergonhice reina, tão leve e leve pertencidamente, que por primeiro não se crê no sincero sem maldade. Mas ponho minha fiança: homem muito homem que fui, e homem por mulheres! nunca tive inclinação pra os vícios desencontrados. Repilo o que, o sem preceito. Então o senhor me perguntará o que era aquilo? (ROSA, (1956 in) 2001, p. 162)

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Cantigas-poemas de se guerrear e cantar

“Olerereêe, bai-

ana...

Eu ia e

não vou mais:

Eu fa-

ço que vou lá dentro, oh baiana,

e volto

do meio

p’ra trás...” (ROSA, (1956 in) 2001, p. 193, itálico da edição)

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Transmutação da realidade

Ah, mas falo falso. O senhor sente? Desmente? Eu desminto. Contar é muito, muito dificultoso. Não pelos anos que se já passaram. Mas pela astúcia que têm certas coisas passadas – de fazer balancê, de se remexerem dos lugares. O que eu falei foi exato? Foi. Mas teria sido? Agora, acho que nem não. São tantas horas de pessoas, tantas coisas em tantos tempos, tudo miúdo recruzado. (ROSA, (1956 in) 2001, p. 200)

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Apreendendo as técnicas durante a leitura

As nove [léguas]. Com mais dez, até à Lagoa do Amargoso. E sete, para chegar numa cachoeira no Gorutuba. E dez, arranchando entre Quem-Quem e Solidão; e muitas idas marchas: sertão sempre. Sertão é isto: o senhor empurra para trás, mas de repente ele volta a rodear o senhor dos lados. Sertão é quando menos se espera; digo. (ROSA, (1956 in) 2001, p. 302, colchetes nossos)

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Como se fosse um seriado

Mas foi nesse lugar, no tempo dito, que meus destinos foram fechados. Será que tem um ponto certo, dele a gente não podendo mais voltar para trás? Travessia de minha vida. Guararavacã – o senhor veja, o senhor escreva. As grandes coisas, antes de acontecerem. Agora, o mundo quer ficar sem sertão. Caixeirópolis, ouvi dizer. Acho que nem coisas assim não acontecem mais. Se um dia acontecer, o mundo se acaba. O senhor vá escutando. (ROSA, (1956 in) 2001, p. 305)

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Os ciclos infinitos

O que lembro, tenho. Venho vindo, de velhas alegrias. A Fazenda Santa Catarina era perto do céu – um céu azul no repintado, com as nuvens que não se removem. A gente estava em maio. Quero bem a esses maios, o sol bom, o frio de saúde, as flores no campo, os finos ventos maiozinho. (ROSA, (1956 in) 2001, p. 204-205)

[...]

E que, com nosso cansaço, em seguir, sem eu nem saber, o roteiro de Deus nas serras dos Gerais, viemos subindo até chegar de repente na Fazenda Santa Catarina, nos Buritis-Altos, cabeceira de vereda. Que’s borboletas! E era em maio, pousamos lá dois dias, flôr de tudo, como sutil suave, no conhecimento meu com Otacília. O senhor me ouviu. Em como Otacília e eu ficamos gostando um do outro, conversando, combinados no noivável, e na sobremanhã eu me despedi, ela com sua cabecinha de gata, alva no topo da alpendrada, me dando a luz de seus olhos; e de lá me fui, com Diadorim e os outros. (ROSA, (1956 in) 2001, p. 323)

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As repetições em voz alta...

Deram um tiro, de rifle, mais longe. O que eu soube. Sempre sei quando um tiro é tiro isto é quando outros vão ser. Deram muitos tiros. Apertei minha correia na cintura. Apertei minha correia na cintura, o seguinte emendando: que nem sei como foi. Antes de saber o que foi, me fiz nas minhas armas. O que eu tinha era fome. O que eu tinha era fome, e já estava embalado, aprontado. (ROSA, (1956 in) 2001, p. 340, sublinhado nosso)

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... até a elaboração do trauma

Tudo isto, para o senhor, meussenhor, não faz razão, nem adianta. Mas eu estou repetindo muito miudamente, vivendo o que me faltava. Tão mixas coisas, eu sei. Morreu a lua? Mas eu sou do sentido e reperdido. Sou do deslembrado. Como vago vou. E muitos fatos miúdos aconteceram.

Conforme foi. Eu conto; o senhor me ponha ponto. (ROSA, (1956 in) 2001, p. 546)

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O presente da escrita

Fazia fole de calor. Mas, entre as vertentes, no Corguinho rabo serelepe que passamos, de beiras de terra preta, só os animais foram que beberam a toda sede: que, nós, mesmo da água corrente a gente receava. Donde é que decorre a peste? Até o ver o ar. A poeira e miséria. Azul desbotado poído, sem os realces. O sol carregando de envelhecer antesmente as folhagens o começo do mês de junho já dava parecença de alto fim de agosto. (ROSA, (1956 in) 2001, p. 407-408)

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Mais uma casa mineira

A Casa dos Tucanos aguentava as batalhas, aquela casa tão vasta em grande, com dez janelas por banda, e aprofundada até em pedras de piçarrão a cava dos alicerces. A Casa acho que falava um falar – resposta ao assovioso – a quando um tiro estrala em dois, dois.

[...]

A minha terra era longe dali, no restante do mundo. O sertão é sem lugar. (ROSA, (1956 in) 2001, p. 369 e 370, itálico nosso)

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O museu de Tatarana

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O Museu Casa Guimarães Rosa fica na avenida Padre João, 744, em Cordisburgo a cidade do coração , bem diante de uma estação de trem, como se adivinhando o futuro de Joãozito: viajar o mundo inteiro, principalmente a sua Minas Gerais. O Museu Casa é constituído pela casa onde Guimarães nasceu e morou até os nove anos com acervo de fotos, coleção com as ilustres gravatas-borboleta, aproximadamente setecentos documentos textuais, toda a obra literária, originais manuscritos ou datilografados, matrizes de xilogravuras usadas em livros, espada, bainha e diploma da Academia Brasileira de Letras, máquina de escrever, rascunhos de trabalhos e outros objetos pessoais –, e a venda do pai, seu Fulô, em anexo. E, como afirmamos no módulo 10 sobre Carlos Drummond de Andrade, no Museu Casa podemos escutar trechos dos livros de Guimarães na boca dos jovens adolescentes miguilins.

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As veredas de João, Patricia...

Na ida a Três Marias, pedi a Adélcio para dirigir. Ele me guiando, ele me dizendo o certo e o errado e de tanto ouvir decorei seus passos, ensinei seu nome.

A chapada. Os buritis. De um instante ao outro todo o mistério se revelava e o que era depois virou presente. As flores guardei para devolver a Laura que me disse antes quem realmente eu era e ainda nem sabia.

Fotos, fotos, fotos. E não dá para captar o meu sentimento de sertão.

Não vai dar dez minutos e o São Francisco chega.

O mar doce. Pedi em nome do Pai que Ele me batizasse novamente: não acredito que tenho as coisas que desejo, mas tenho o meu desejo nas coisas. Sorri com o frio da água na nuca, os pés descalços, a calça jeans suspendida até os joelhos. De joelhos me refiz e o homem novo levantou-se das pedras e sobre as pedras edificou o seu caminho.

E se Manuelzão não quisesse me receber em Andréquicé? Um novo João a ele perguntava, para entre a barba longa suspirar-lhe algum segredo? Quicé de André, quiçá de Maria. Quem sabe do João que sabia que ele não sabia? (TENÓRIO, Oráculo, em Diálogos, em 7 por 11, 2019, p. 263-264)

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... e de Gustavo

Ser o Autor de um livro? É executar um salto de fé. Sem a intenção de adentrar muito no campo da filosofia, pego emprestada de Sören Kierkegaard a noção de “salto de fé” com o intuito de ilustrar essa afirmativa: para o filósofo dinamarquês, o homem que se encontra no estádio ético da existência pode passar para o estádio religioso através de um “salto de fé”, um arremessar em direção ao desconhecido confiando que a salvação estará lhe esperando.

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Filmes sobre João Guimarães Rosa e a Escrita Criativa�

1) Grande sertão: veredas Minissérie da Rede Globo (1985): https://memoriaglobo.globo.com/entretenimento/minisseries/grande-sertao-veredas/

2) Guimarães Rosa | TV Cultura: https://www.youtube.com/watch?v=MUgLZ4euUzI

3) Conhecendo museus | Episódio 8 | Museu Casa Guimarães Rosa: https://www.youtube.com/watch?v=jxuZ6sioA5k

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Exercício de desbloqueio�

Dando continuidade ao exercício de desbloqueio do módulo 9 sobre Mário de Andrade, apresentem, por meio de entrevistas, fotografias, vídeos, podcasts, a estrutura de um romance (auto)biográfico ou (auto)biografia romanceada, seguindo as sugestões de João Guimarães Rosa estudadas por nós em Grande sertão: veredas no módulo 11 do nosso curso, que se aproxima do fim, Os mundos de dentro.

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Referências

  • Cadernos de Literatura Brasileira João Guimarães Rosa. Rio de Janeiro: Instituto Moreira Salles, 2006.
  • CZEKSTER, Gustavo Melo. A nota amarela: seguida de “Sobre a escrita – um ensaio à moda de Montaigne”. Porto Alegre, RS: Zouk, 2021
  • ROSA, João Guimarães. Grande sertão: veredas. 19ª ed. Prefácio de Paulo Rónai. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.
  • TENÓRIO, Patricia Gonçalves. Oráculo. In Diálogos. In 7 por 11. Recife: Raio de Sol, 2019.
  • Travessia, em Travessia, 1967, de Milton Nascimento e Fernando Brant, com arranjos de Luiz Eça.