Qual a importância da prova sabe?
Qual o objetivo do SAEB? A partir da avaliação do SAEB, é possível otimizar processos e estratégias educacionais. O principal objetivo do SAEB é fornecer subsídios que contribuam para a universalização do acesso à educação e para a ampliação da qualidade, equidade e eficiência do ensino no Brasil.
Avaliação Somativa (Prova SABE) – avaliação externa, com a mesma metodologia das avaliações do SAEB, que tem por finalidade aproximar os estudantes dos procedimentos exigidos em diversas avaliações usadas nacionalmente e subsidiar as escolas com informações sobre a evolução das aprendizagens dos estudantes, por meio de instrumentos calibrados, para melhoria dos processos de ensino e das aprendizagens.
Quem faz a prova do SABE?
Quem faz o SAEB? Desde 2021, ficou determinado que os exames serão aplicados anualmente para os alunos do 2º ano do Ensino Fundamental até o 3º ano do Ensino Médio, além da avaliação da Educação Infantil a cada dois anos. No caso das Instituições Públicas, o exame é obrigatório.
O novo fundo receberá, a partir de 2026, uma complementação da União de 23% de seu valor total, isto é, 13 pontos percentuais a mais do que o esforço feito hoje pelo governo central. Além disso, os recursos da União serão distribuídos segundo três critérios:
VAAF – Valor aluno ano Fundeb -10 pp (pontos percentuais) continuarão a ser repassados para os fundos estaduais que não atingem o valor mínimo nacional por aluno, como já previa a lei desde 2007;
VAAT – Valor Aluno Ano Total - 10,5 pp serão repassados diretamente para redes de ensino com menor capacidade fiscal, isto é, com menor Vaat, considerando todas as receitas vinculadas à educação;
VAAR – Valor Aluno Ano Resultado - 2,5 pp serão transferidos conforme indicadores de gestão, de acesso e de desempenho dos alunos da rede, a partir de 2023.
“Art. 14. A complementação-VAAR será distribuída às redes públicas de ensino que cumprirem as condicionalidades e apresentarem melhoria dos indicadores referidos no inciso III do caput do art. 5º desta Lei. § 1º As condicionalidades referidas no caput deste artigo contemplarão:
I - Provimento do cargo ou função de gestor escolar de acordo com critérios técnicos de mérito e desempenho ou a partir de escolha realizada com a participação da comunidade escolar dentre candidatos aprovados previamente em avaliação de mérito e desempenho;
II - Participação de pelo menos 80% (oitenta por cento) dos estudantes de cada ano escolar periodicamente avaliado em cada rede de ensino por meio dos exames nacionais do sistema nacional de avaliação da educação básica;
III - Redução das desigualdades educacionais socioeconômicas e raciais medidas nos exames nacionais do sistema nacional de avaliação da educação básica, respeitadas as especificidades da educação escolar indígena e suas realidades;
IV - Regime de colaboração entre Estado e Município formalizado na legislação estadual e em execução, nos termos do inciso II do parágrafo único do art. 158 da Constituição Federal e do art. 3º da Emenda Constitucional nº 108, de 26 de agosto de 2020;
V - Referenciais curriculares alinhados à Base Nacional Comum Curricular, aprovados nos termos do respectivo sistema de ensino.”
Resultados do Sabe
A avaliação externa informa aos profissionais da educação como está o aprendizado dos estudantes nas redes e nas escolas. Essa informação permite traçar e monitorar estratégias, metas e iniciativas que possam aprimorar o processo de ensino-aprendizagem.
Nesta página, você pode consultar os indicadores de participação e desempenho dos estudantes nas avaliações somativas, aplicadas ao final dos ciclos escolares. Com a nova legislação do Fundeb, é importante conferir se, no seu estado, o repasse dos recursos da educação para os municípios utiliza dados fornecidos por essas avaliações.
Os dados abaixo indicam o nível de aprendizado dos estudantes por etapa e componente curricular avaliados, além da taxa de participação na avaliação. Também é possível observar os resultados de uma perspectiva pedagógica e verificar o desempenho em cada uma das habilidades avaliadas.
A escala de proficiência do SABE é a mesma escala utilizada pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), cuja variação vai de 0 a 500 pontos.
Padrões de desempenho: intervalos da escala de proficiência correspondentes ao desenvolvimento de determinadas habilidades e competências, nos quais estão alocados estudantes com desempenho similar.
Os intervalos correspondentes a cada padrão de desempenho são estabelecidos pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia, e cada um desses padrões corresponde a um conjunto de tarefas que os estudantes são capazes de realizar, de acordo com as habilidades que desenvolveram.
Padrões de Desempenho
O desempenho escolar de qualidade implica a concretização dos objetivos curriculares – traduzidos em direitos de aprendizagem – propostos para cada etapa de escolaridade. A partir da identificação desses objetivos, são estabelecidos padrões de desempenho estudantil que permitem identificar o nível de desenvolvimento dos estudantes – aferido por meio dos testes de proficiência – e acompanhá-lo ao longo do tempo. Nesse sentido, os padrões de desempenho correspondem a conjuntos de determinadas tarefas que os estudantes são capazes de realizar, de acordo com as habilidades que desenvolveram. Dessa forma, é possível agrupar, em um determinado padrão, alunos que apresentam desempenho similar.
O trabalho pedagógico é bem-sucedido, quando a escola é capaz de proporcionar padrões de aprendizagem adequados a todos os estudantes, independentemente de suas características individuais, familiares e sociais. Se apenas um grupo de estudantes consegue aprender de modo satisfatório o que é ensinado, verificam-se as desigualdades educacionais, que têm como consequências os altos índices de repetência, evasão e abandono escolar.
Conheça os padrões de desempenho estudantil estabelecidos para o SABE:
Abaixo do básico: Este padrão reúne estudantes com carência de aprendizagem nas habilidades e competências mínimas para a etapa de escolaridade e que necessitam de recuperação.
Básico: Este padrão agrupa estudantes que ainda não demonstram ter desenvolvido adequadamente as habilidades e competências essenciais para a sua etapa de escolaridade, os quais demandam reforço na aprendizagem.
Adequado: Este padrão reúne estudantes que consolidaram o desenvolvimento das habilidades e competências previstas para a etapa de escolaridade, mas que ainda requerem ações para aprofundar a aprendizagem.
Avançado: Este padrão agrupa estudantes com desenvolvimento além do esperado para a sua etapa de escolaridade, os quais precisam de estímulos para continuar avançando no processo de aprendizagem.
Matrizes de Referência
O currículo é um elemento-chave para a garantia do direito de aprendizagem, visto que expressa os objetivos da educação formal, previstos para toda a Educação Básica no Brasil.
Assim como as avaliações internas, realizadas pelos próprios professores da escola, a avaliação externa em larga escala encontra no currículo o seu ponto de partida. As matrizes de referência, utilizadas nas avaliações externas, descrevem as habilidades essenciais para o desenvolvimento dos estudantes ao longo das etapas de escolaridade.
Essas habilidades são selecionadas a partir do currículo de cada componente curricular e organizadas para dar origem aos itens que compõem os cadernos de testes. Isso significa que matriz de referência não é a mesma coisa que currículo, pois a primeira é elaborada tendo o currículo como referência. A matriz é, portanto, um material que deve ser do conhecimento de todos os professores e precisa ser analisado à luz do currículo. Ela não pode, porém, ser usada como se fosse um documento curricular, visto que o segundo é muito mais amplo e compreende diversos aspectos do processo educativo. As matrizes de referência, utilizadas na avaliação em larga escala, têm por objetivo, apenas, listar as habilidades que são passíveis de serem aferidas em testes dessa natureza e orientar a elaboração dos itens que fazem parte dos testes.
Língua Portuguesa
PARTICIPAÇÃO
DESEMPENHO
DESENVOLVIMENTO DAS HABILIDADES
2. Percentuais de estudantes que consolidaram as habilidades avaliadas
Além da pontuação de 0 a 100, também é possível determinar o percentual de estudantes que já consolidaram as habilidades avaliadas em cada um dos campos temáticos, tanto de Língua Portuguesa quanto de Matemática. Ao acessar esse resultado, é possível visualizar todas as turmas da etapa de escolaridade selecionada anteriormente e, para cada campo temático, o percentual de estudantes que já consolidaram as habilidades que compõem os respectivos campos. As habilidades que compõem cada um dos campos temáticos são os descritores elencados na matriz de referência para avaliação da referida etapa de escolaridade avaliada. Os dados percentuais em cada uma das habilidades indicam, em cada uma das turmas, os estudantes que já consolidaram tais habilidades. Essa informação é extremamente relevante para o planejamento das aulas, pois o professor pode organizar a turma e suas atividades pedagógicas, articulando o que é estabelecido pelo currículo da etapa avaliada e o que foi observado nos resultados da avaliação em larga escala, a partir das habilidades constantes na matriz de referência para avaliação.
3. Desempenho individual dos estudantes em cada habilidade
Os resultados produzidos por meio dessa nova metodologia permitem uma aproximação da realidade do desenvolvimento das aprendizagens minimamente esperadas para cada estudante avaliado, o que, consequentemente, deve levar o professor a articular três pontos essenciais do processo educacional: currículo, ensino e avaliação, sendo a avaliação entendida em uma perspectiva diagnóstica e formativa, ou seja, uma avaliação cujos resultados oferecem:
• ao gestor – indicadores para uma gestão educacional mais eficaz;
• ao professor – ferramentas para orientar e/ou enriquecer suas práticas de ensino.
Para os resultados individuais relacionados ao desenvolvimento das habilidades de cada um dos campos temáticos, utilizou-se uma progressão de 0 a 2, onde:
0 habilidade não desenvolvida;
1 habilidade em processo de desenvolvimento;
2 habilidade consolidada.
Essa forma de apresentação oferece ao professor um diagnóstico muito concreto para o conhecimento de sua turma. É importante analisar essa informação, pois permite verificar que os estudantes se encontram em momentos diferentes do desenvolvimento das habilidades.
Pode-se concluir, portanto, que se trata de uma turma bastante heterogênea, o que exigirá do professor estratégias de ensino diversificadas, de modo a permitir que aqueles que ainda não desenvolveram as habilidades (0) possam fazê-lo; que aqueles que estão desenvolvendo essas habilidades (1) as consolidem; e os que já as consolidaram (2) sejam desafiados a avançarem ainda mais.
Língua Portuguesa - Resposta Construída
PARTICIPAÇÃO
DESEMPENHO
DESENVOLVIMENTO DAS HABILIDADES
Localizar informação explícita.
Inferir informações em textos.
Avaliar e analisar criticamente o conteúdo e elementos textuais.
Matemática
PARTICIPAÇÃO
DESEMPENHO
Participação e desempenho – MATEMÁTICA
DESENVOLVIMENTO DAS HABILIDADES
HABILIDADES E ACERTOS – MATEMÁTICA
Matemática - Resposta Construída
PARTICIPAÇÃO
DESEMPENHO
DESENVOLVIMENTO DAS HABILIDADES
Identificar a
localização de
números reais
na reta numérica.
Resolver problema
que envolva
porcentagem.
Resolver problema que envolva variação proporcional, direta ou inversa, entre grandezas.
AVALIAÇÃO EXTERNA
COMO COMPREENDER E UTILIZAR OS RESULTADOS
Avaliação de larga escala e da aprendizagem na escola: um diálogo necessário - Clarilza Prado de SousaI; Sandra Lúcia FerreiraII
��PREPARE-SE PARA A APLICAÇÃO�10 dicas para o gestor organizar a escola antes dessas provas��
�HORA DA PRÁTICA�Cinco propostas de ações para desenvolver na escola e obter mais do que uma boa nota em avaliações externas�
"MOMENTO PARA VER O QUE FOI BOM E O QUE PRECISA MELHORAR. A DISCUSSÃO AJUDA A DEFINIR AS AÇÕES DESENVOLVIDAS NA ESCOLA."
"ASSIM NOSSO TRABALHO NÃO FICA ISOLADO E FORTALECE A PARCERIA NÃO APENAS COM A SECRETARIA, MAS COM TODA A REDE.�"VANUSA M. S. BARBOSA, DIRETORA ENTRE 2013 E 2016 DA EMEIF ANTONIO ROZENDO NETO, EM SANTA INÊS, NO MARANHÃO.�
"ENVOLVER OS PAIS MOSTRA A TODOS A IMPORTÂNCIA DA LEITURA E FAZ COM QUE OS ALUNOS TAMBÉM SINTAM VONTADE DE LER."MARIA EDNA PARGA, DIRETORA ENTRE 2013 E 2016 DA EM TEREZINHA LOPES, EM SANTA INÊS, MARANHÃO.�
"IDENTIFICAMOS AS DIFICULDADES E ELABORAMOS PROJETOS DE LEITURA OU CÁLCULO, EM QUE O ALUNO CONSTRÓI JUNTO A AÇÃO."�PAULO SIDNEI DA SILVA, DIRETOR DA EM DE ABADIA, EM CARBONITA, MINAS GERAIS.
INTERVENÇÕES
Exemplificando: após analisar juntamente com o corpo docente os dados de uma dada avaliação de larga escala e estabelecer as dificuldades dos alunos em Língua Portuguesa e Matemática, observamos que seria necessário, no mínimo:
O QUE NÃO FAZER
CRIAR CLASSES HOMOGÊNEAS�
LIMITAR A PREPARAÇÃO A SIMULADOS�
TER DIFERENTES EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM�
ANALISAR APENAS A NOTA MÉDIA�
CULPAR ALUNOS�
FOCAR NA PROPAGANDA�
Nota do Ideb ou da Prova Brasil estampada em cartaz na entrada da escola, com os parabéns pelo aumento em relação à avaliação anterior. É normal encontrar esse tipo de divulgação. O problema ocorre quando esta é a única ação dos gestores após receber os resultados. Cabe a eles promover debates sobre o que esses dados revelam e transformar isso em ações que garantam a aprendizagem.
https://novaescola.org.br/avaliacao-externa-compreender-e-utilizar-resultados/