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Pesquisa nacional sobre cobertura vacinal,

seus múltiplos determinantes e as ações de imunização nos territórios municipais brasileiros

Principais Resultados

PARAÍBA

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�A pesquisa

Pesquisa nacional sobre cobertura vacinal, seus múltiplos determinantes e as ações de imunização nos territórios municipais brasileiros

  • Período de execução: março a dezembro de 2021

  • Desenvolvida pelo Núcleo de Educação em Saúde Coletiva da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (NESCON/FM/UFMG), sob demanda do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS)

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Objetivo

Analisar a situação atual da cobertura vacinal e identificar os principais desafios à efetividade da política e das ações de imunização nos territórios municipais em nível nacional, investigando a queda da cobertura vacinal e seus determinantes, com ênfase na hesitação vacinal e desinformação

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�Antecedentes

  • Declínio na cobertura vacinal no Brasil desde 2016, acarretando o reaparecimento de algumas doenças imunopreveníveis

  • Comprometimento da homogeneidade das coberturas vacinais (obtenção da meta de cobertura vacinal em 70% dos municípios)

  • Fenômeno da hesitação vacinal (atraso em aceitar ou recusa às vacinas recomendadas) que ocorre mundialmente e que vem se tornando mais presente no Brasil

  • Impacto da pandemia da COVID-19 no enfraquecimento dos programas de imunização

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�Antecedentes

Literatura indica alguns fatores que podem estar relacionados a esse declínio:

    • Enfraquecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) (DONIEC; DALL’ALBA; KING, 2018; RASELLA et al., 2018)

    • Mudanças recentes nos sistemas de informação do PNI (SILVA et al., 2020)

    • Baixa percepção de risco para doenças que não são mais comuns atualmente (SATO, 2018)

    • Desconhecimento dos esquemas vacinais preconizados nos calendários (BRASIL, 2018)

    • Questões estruturais: Horário de funcionamento das salas de vacina, desabastecimento de insumos, número insuficiente de profissionais de saúde capacitados, dificuldades na alimentação do sistema de informação do PNI (BRASIL, 2018)

    • Movimento antivacina (APS et al., 2018)

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�Questões orientadoras da pesquisa

  • Quais fatores estão associados à queda nos índices vacinais?
  • Quais componentes da hesitação vacinal podem estar relacionados à queda das coberturas vacinais?
  • Quais são as maiores dificuldades e desafios para a realização das ações de imunização nos territórios municipais considerando os fatores associados à queda da cobertura vacinal e aos componentes da hesitação vacinal e da desinformação?
  • Quais são as sugestões/recomendações para o enfrentamento dos problemas apontados?
  • O que mudou a partir do ano de 2016 e que contribuiu para a queda da cobertura vacinal no Brasil?

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�Metodologia

Pesquisa quali-quantitativa, organizada em 4 componentes

COMPONENTE

METODOLOGIAS

FONTE/ATOR/PÚBLICOS-ALVO

TIPO

1 - Contextualização

Revisão de literatura

Artigos científicos e literatura cinzenta

Preparação

Estudo descritivo retrospectivo da cobertura vacinal

DATASUS

Quantitativa

Mapeamento de atores, percepções e atitudes sobre vacinação

Postagens em mídias digitais (Twitter, Youtube, Telegram, Instagram, Facebook)

Qualitativa

2 - Coleta de dados com atores envolvidos nas ações de imunização

Survey online

Secretarias Municipais de Saúde (Secretários de Saúde e Responsáveis pelas ações de Imunização nos municípios)

Quantitativa

Grupos focais online

Gestores municipais; apoiadores COSEMS/CONASEMS; profissionais de saúde; e população adulta

Qualitativa

Entrevistas em profundidade interpessoais online

Gestores federais, Coordenadores Estaduais de Imunização e especialistas na área

Qualitativa

3 - Survey de hesitação vacinal

Survey por Entrevistas Telefônicas Assistidas por Computador (ETAC)

Usuários, Profissionais de Saúde 

Quantitativa

4 - Pesquisa de opinião deliberativa

(Diálogos Online)

Fóruns

Gestores municipais de saúde, profissionais de saúde e usuários

Quali-quantitativa

Grupos de Diálogos online (GDol) / rodas de conversa

Gestores municipais de saúde e profissionais de saúde

Qualitativa

Webinários e Conferências

Público geral

Divulgação

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Resultados ��Retrospectiva Cobertura Vacinal 2010/2020

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��Retrospectiva da Cobertura Vacinal no Brasil: 2010-2020

Estudo descritivo retrospectivo sobre cobertura vacinal no Brasil, analisando os registros realizados no período entre 2010 a 2021.

Foram consideradas as 11 vacinas que compõem o calendário básico de imunização de crianças até os 15 meses de vida.

A análise foi realizada a partir dos dados do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI)/DATASUS.

Indicadores utilizados:

  • Índice de Cobertura Vacinal (ICV)
  • Homogeneidade das CV
  • Taxa de Abandono (TA)

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Retrospectiva da Cobertura Vacinal: 2010-2021

Índice de Cobertura Vacinal de crianças até 15 meses, por imunobiológico

BRASIL

Fonte: NESCON/FM/UFMG a partir dos dados do SI-PNI/DATASUS.

Metas preconizadas: 90% para BCG e Rotavírus, 100% para Febre Amarela e 95% para as demais.

Legenda

Muito baixo < 50%

Baixo ≥ 50% a < meta

Adequado ≥ meta a ≤ 120%

Imunobiológicos (calendário infantil)

2010

2011

2012

2013

2014

2015

2016

2017

2018

2019

2020

2021

BCG

106,7

107,9

105,7

107,4

107,3

105,1

95,6

98,0

99,7

86,7

73,3

70,7

Hepatite B

.

.

.

.

88,5

90,9

81,8

85,9

88,4

78,6

62,8

62,2

Rotavírus Humano

83,0

87,1

86,4

93,5

93,4

95,4

89,0

85,1

91,3

85,4

77,0

70,5

Pentavalente

.

.

24,9

95,9

94,8

96,3

89,3

84,2

88,5

70,8

76,9

70,5

Pneumocócica

24,0

81,7

88,4

93,6

93,5

94,2

94,9

92,2

95,3

89,1

81,0

73,5

Poliomielite

99,4

101,3

96,6

100,7

96,8

98,3

84,4

84,7

89,5

84,2

75,9

70,0

Meningococo C

26,9

105,7

96,2

99,7

96,4

98,2

91,7

87,4

88,5

87,4

78,2

71,0

Febre Amarela

86,1

89,5

90,2

94,0

86,0

83,5

80,7

77,5

80,7

77,4

57,1

57,7

Tríplice Viral (SRC-D1)

99,9

102,4

99,5

107,5

112,8

96,1

95,4

86,2

92,6

93,1

79,5

73,5

Tetra Viral (SRC+VZ)

.

.

.

34,2

90,2

77,4

79,0

35,4

33,3

34,2

20,7

5,7

Hepatite A

.

.

.

.

60,1

97,1

71,6

78,9

82,7

85,0

74,9

66,9

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Retrospectiva da Cobertura Vacinal: 2010-2021

Índice de Cobertura Vacinal de crianças até 15 meses, por imunobiológico

REGIÃO NORDESTE

Fonte: NESCON/FM/UFMG a partir dos dados do SI-PNI/DATASUS.

Metas preconizadas: 90% para BCG e Rotavírus, 100% para Febre Amarela e 95% para as demais.

Legenda

Muito baixo < 50%

Baixo ≥ 50% a < meta

Adequado ≥ meta a ≤ 120%

Imunobiológicos (calendário infantil)

2010

2011

2012

2013

2014

2015

2016

2017

2018

2019

2020

2021

BCG

108,8

109,2

104,7

106,3

105,6

105,5

94,3

97,3

100,4

85,4

70,6

67,6

Hepatite B

.

.

.

.

86,6

90,9

79,4

86,1

92,6

80,5

66,2

64,3

Rotavírus Humano

78,3

82,7

83,0

90,3

90,7

94,3

85,8

81,9

92,1

84,0

73,3

66,9

Pentavalente

.

.

20,4

92,5

93,1

95,9

86,2

81,5

89,5

71,3

68,9

67,7

Pneumocócica

11,0

74,7

86,7

90,3

89,6

93,3

92,2

90,5

97,3

88,5

78,3

70,3

Poliomielite

100,0

100,7

95,6

100,4

96,5

100,4

81,6

81,9

90,0

82,7

71,8

66,7

Meningococo C

28,5

93,4

94,2

96,3

93,2

97,4

88,7

85,7

90,4

86,3

74,7

67,3

Febre Amarela

107,9

104,2

101,5

100,3

88,3

83,4

71,8

70,7

83,3

79,8

34,9

43,3

Tríplice Viral (SRC-D1)

104,6

105,0

98,4

112,0

116,9

95,3

97,2

87,1

94,6

94,4

77,9

69,2

Tetra Viral (SRC+VZ)

.

.

.

31,2

92,4

77,1

66,2

26,0

10,2

6,4

3,2

4,9

Hepatite A

.

.

.

.

53,8

94,4

70,1

78,1

80,2

82,3

69,7

60,9

12 of 66

Retrospectiva da Cobertura Vacinal: 2010-2020

Índice de Cobertura Vacinal de crianças até 15 meses, por imunobiológico

PARAÍBA

Fonte: NESCON/FM/UFMG a partir dos dados do SI-PNI/DATASUS.

Metas preconizadas: 90% para BCG e Rotavírus, 100% para Febre Amarela e 95% para as demais.

*O estado da Paraíba tornou-se ACRV para febre amarela a partir de 2019.

Legenda

Muito baixo < 50%

Baixo ≥ 50% a < meta

Adequado ≥ meta a ≤ 120%

Imunobiológicos

2010

2011

2012

2013

2014

2015

2016

2017

2018

2019

2020

2021

BCG

110,5

113,4

108,7

112,4

111,9

105,7

97,3

104,0

105,4

94,9

63,6

62,7

Hepatite B

.

.

.

.

91,6

87,1

75,3

85,4

99,0

86,9

59,4

59,6

Rotavírus Humano

77,1

84,4

79,6

89,8

92,5

92,5

88,9

84,8

96,1

95,5

75,2

68,9

Pentavalente

.

.

29,2

97,6

93,2

93,6

87,5

82,4

91,6

82,2

72,3

69,3

Pneumocócica

31,2

82,9

83,5

93,3

90,0

92,1

93,5

91,1

100,7

99,9

80,1

72,4

Poliomielite

101,0

102,0

92,1

108,2

100,4

96,1

85,5

82,3

92,3

92,6

72,5

68,5

Meningococo C

2,3

82,7

86,9

96,8

92,2

94,2

89,2

85,5

94,9

96,9

75,5

68,5

Febre Amarela*

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

13,3

46,5

Tríplice Viral (SRC-D1)

119,3

102,3

92,7

114,6

120,4

93,7

96,6

90,9

96,7

105,7

78,8

70,0

Tetra Viral (SRC+VZ)

.

.

.

34,2

77,4

58,0

61,2

23,8

8,6

13,2

5,5

6,9

Hepatite A

.

.

.

.

42,2

83,4

75,0

83,5

83,2

91,8

69,3

60,6

13 of 66

ICV crianças até 15 meses�

MACRORREGIÃO I – JOÃO PESSOA

Fonte: NESCON/FM/UFMG a partir dos dados do SI-PNI/DATASUS.

Metas preconizadas: 90% para BCG e Rotavírus, 100% para Febre Amarela e 95% para as demais.

* O estado da Paraíba tornou-se ACRV para febre amarela a partir de 2019.

Legenda

Muito baixo < 50%

Baixo ≥ 50% a < meta

Adequado ≥ meta a ≤ 120%

MUNICÍPIO JOÃO PESSOA

Imunobiológicos

2010

2011

2012

2013

2014

2015

2016

2017

2018

2019

2020

2021

BCG

104,9

118,0

115,7

115,6

124,4

117,7

108,5

117,2

111,0

96,0

63,9

76,7

Hepatite B

.

.

.

.

99,6

96,9

88,5

107,1

106,6

89,4

61,8

75,5

Rotavírus Humano

74,7

83,9

82,7

92,5

91,3

88,8

85,4

80,5

91,0

89,7

70,8

63,0

Pentavalente

.

.

30,3

98,0

90,5

89,5

83,9

78,0

86,1

76,0

65,5

62,3

Pneumocócica

30,0

79,6

83,5

89,6

85,2

86,9

91,5

90,3

98,4

96,6

76,3

66,7

Poliomielite

101,3

104,1

100,7

112,7

102,5

93,1

80,8

77,3

86,8

86,0

66,6

61,0

Meningococo C

3,0

78,7

89,5

96,0

89,7

90,9

86,1

82,1

90,7

91,3

70,8

62,0

Febre Amarela*

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

14,3

40,1

Tríplice Viral (SRC-D1)

135,7

106,1

99,0

122,0

118,6

93,6

96,6

91,2

96,3

103,6

73,5

63,9

Tetra Viral (SRC+VZ)

.

.

.

32,2

80,3

59,5

51,3

25,3

8,1

12,4

4,5

5,2

Hepatite A

.

.

.

.

41,4

80,7

69,4

80,3

79,9

86,5

61,5

53,0

Imunobiológicos

2010

2011

2012

2013

2014

2015

2016

2017

2018

2019

2020

2021

BCG

146,3

177,8

187,6

181,1

185,4

183,8

157,7

168,2

165,4

140,2

100,5

106,1

Hepatite B

.

.

.

.

164,7

146,5

134,1

166,9

164,7

136,6

101,2

106,7

Rotavírus Humano

67,5

79,2

80,5

89,2

95,6

87,0

78,6

72,4

87,7

85,0

63,0

46,7

Pentavalente

.

.

29,0

87,2

92,2

83,6

78,2

70,3

85,8

80,0

59,9

44,7

Pneumocócica

23,1

76,9

87,8

87,2

89,6

82,3

86,2

79,4

95,9

93,6

69,3

49,9

Poliomielite

96,3

93,9

95,0

101,7

103,2

91,2

75,1

64,1

80,5

81,6

57,8

43,7

Meningococo C

,0

75,4

92,0

96,1

95,2

88,3

81,3

70,6

84,1

85,0

62,5

45,5

Febre Amarela*

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

9,2

27,8

Tríplice Viral (SRC-D1)

167,4

97,5

97,2

114,4

95,0

99,0

105,8

88,0

96,6

99,4

65,0

50,5

Tetra Viral (SRC+VZ)

.

.

.

28,8

77,8

66,8

38,7

26,2

8,2

12,5

,5

0,3

Hepatite A

.

.

.

.

53,8

88,1

63,2

73,6

76,7

82,6

51,2

39,8

14 of 66

ICV crianças até 15 meses�

MACRORREGIÃO II – CAMPINA GRANDE

Fonte: NESCON/FM/UFMG a partir dos dados do SI-PNI/DATASUS.

Metas preconizadas: 90% para BCG e Rotavírus, 100% para Febre Amarela e 95% para as demais.

* O estado da Paraíba tornou-se ACRV para febre amarela a partir de 2019..

Legenda

Muito baixo < 50%

Baixo ≥ 50% a < meta

Adequado ≥ meta a ≤ 120%

Imunobiológicos

2010

2011

2012

2013

2014

2015

2016

2017

2018

2019

2020

2021

BCG

131,6

119,9

120,2

120,1

94,7

77,6

79,1

82,5

90,8

87,5

69,6

50,4

Hepatite B

.

.

.

.

73,5

57,5

53,1

48,6

83,5

81,6

63,8

45,6

Rotavírus Humano

78,5

84,6

78,4

85,5

90,2

92,2

89,0

90,6

102,7

103,5

73,6

68,4

Pentavalente

.

.

34,0

96,4

92,3

93,9

87,8

88,0

99,3

88,4

72,5

69,1

Pneumocócica

26,9

83,8

87,2

95,1

91,3

93,7

91,1

92,7

104,5

105,2

79,2

72,7

Poliomielite

102,4

100,0

87,5

101,6

95,7

94,1

86,5

89,1

100,0

101,4

72,9

68,4

Meningococo C

1,1

85,1

87,8

95,5

91,3

93,1

88,7

89,8

101,1

104,0

74,6

69,2

Febre Amarela*

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

13,7

47,8

Tríplice Viral (SRC-D1)

104,5

95,5

89,9

105,6

116,8

91,5

91,1

88,5

98,0

106,7

79,6

71,0

Tetra Viral (SRC+VZ)

.

.

.

35,3

71,6

45,9

69,4

19,2

8,8

16,3

7,7

9,6

Hepatite A

.

.

.

.

43,5

75,1

79,7

85,5

91,0

100,9

71,4

62,9

Imunobiológicos

2010

2011

2012

2013

2014

2015

2016

2017

2018

2019

2020

2021

BCG

95,2

95,3

79,0

95,1

106,4

115,2

97,1

103,8

111,1

102,7

60,1

44,1

Hepatite B

.

.

.

.

97,3

103,6

76,2

87,5

101,1

88,1

54,0

39,1

Rotavírus Humano

80,3

85,1

74,7

89,4

98,2

101,8

96,6

86,6

99,4

99,0

89,3

83,6

Pentavalente

.

.

20,8

98,3

100,4

102,5

95,3

84,8

94,8

89,0

90,0

86,8

Pneumocócica

39,1

88,7

78,6

99,4

98,8

102,0

101,4

90,8

101,2

101,0

92,1

85,8

Poliomielite

98,3

100,0

79,5

106,9

102,0

105,9

94,4

84,5

95,3

97,0

87,5

86,7

Meningococo C

5,0

88,0

80,3

100,3

99,1

103,4

96,9

87,1

96,8

101,3

89,4

83,5

Febre Amarela*

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

10,6

60,4

Tríplice Viral (SRC-D1)

103,6

103,1

83,0

109,9

129,0

96,7

104,0

93,5

96,1

109,7

94,2

83,3

Tetra Viral (SRC+VZ)

.

.

.

37,1

78,7

70,5

72,1

27,0

9,6

10,8

5,5

8,3

Hepatite A

.

.

.

.

42,1

100,6

80,8

88,2

80,8

92,4

87,3

75,9

MACRORREGIÃO III – SERTÃO / ALTO SERTÃO

15 of 66

Variação (%) do Índice de Cobertura Vacinal* 2015 a 2021

Fonte: NESCON/FM/UFMG a partir dos dados do SI-PNI/DATASUS.

  • crianças com até 15 meses por imunobiológico
  • * O estado da Paraíba tornou-se ACRV para febre amarela a partir de 2019.

Brasil, Região Nordeste, Paraíba, João Pessoa e Macrorregiões

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Taxa de Abandono do esquema vacinal básico*: 2015 e 2020

Rotavírus, Pentavalente, Pneumocócica, Poliomielite, Meningocócica C e Tríplice Viral.

Brasil, Região Nordeste, Paraíba, João Pessoa e Macrorregiões

Fonte: NESCON/FM/UFMG a partir dos dados do SI-PNI/DATASUS.

* crianças com até 15 meses por imunobiológico

Taxa de abandono

Baixa < 5%

Média ≥ 5% a < 10%

Alta ≥ 10%

2015

2020

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Taxa de Homogeneidade das Coberturas Vacinais 2010-2020

% de municípios que atingiu a meta de cobertura vacinal preconizada pelo PNI

PARAÍBA

Fonte: NESCON/FM/UFMG a partir dos dados do SI-PNI/DATASUS.

Metas preconizadas: 90% para BCG e Rotavírus, 100% para Febre Amarela e 95% para as demais.

* O estado da Paraíba tornou-se ACRV para febre amarela a partir de 2019.

Legenda

Muito baixo < 50%

Baixa ≥ 50% a < 70 meta

Adequada (≥ meta 70)

Imunobiológicos

2010

2011

2012

2013

2014

2015

2016

2017

2018

2019

2020

BCG

15,7

15,7

7,6

12,6

18,8

26,0

20,2

22,9

26,5

22,9

15,7

Hepatite B em crianças até 30 dias

10,8

15,3

13,5

9,9

17,0

11,2

6,7

Rotavírus Humano (VORH)

36,3

37,7

23,3

54,3

55,6

67,7

55,6

44,4

73,1

72,7

54,3

Pentavalente

0,0

60,1

48,4

57,0

40,8

29,2

52,9

34,1

48,0

Pneumocócica

4,0

38,6

27,4

51,6

45,7

54,7

54,7

42,6

71,3

69,1

52,5

Poliomielite

63,2

59,2

35,4

61,9

53,8

56,1

37,7

30,9

58,3

57,4

43,1

Meningococo C

0,0

33,2

27,4

57,9

46,6

58,3

43,1

31,4

69,1

65,5

45,3

Tríplice Viral (SRC-D1)

66,8

53,4

35,0

70,4

71,8

47,5

49,3

32,7

49,8

69,5

49,8

Tetra Viral (SRC+VZ)

2,7

25,6

13,5

28,7

0,0

0,0

0,0

0,5

Hepatite A

 

 

 

 

1,4

50,2

29,2

29,2

30,9

55,2

39,5

18 of 66

Indicador do PQA-VS

% municípios que atingiram a meta de 80% de salas de vacina alimentando mensalmente o SI-PNI 2013 a 2019.

Brasil, Região Nordeste, Paraíba e Macrorregiões

Fonte: NESCON/FM/UFMG a partir dos dados da SVS/MS.

19 of 66

Resultados ��Survey online � Secretarias Municipais de Saúde

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Survey online com Secretarias Municipais de Saúde

 

Nº munic.

Nº respondentes

%

Norte

450

438

97,3

AC

22

22

100,0

AM

62

62

100,0

AP

16

16

100,0

PA

144

136

94,4

RO

52

52

100,0

RR

15

15

100,0

TO

139

135

97,1

Nordeste

1.794

1.674

93,3

AL

102

102

100,0

BA

417

387

92,8

CE

184

160

87,0

MA

217

160

73,7

PB

223

223

100,0

PE

185

180

97,3

PI

224

222

99,1

RN

167

165

98,8

SE

75

75

100,0

Sudeste

1.668

1.268

76,0

ES

78

77

98,7

MG

853

555

65,1

RJ

92

92

100,0

SP

645

544

84,3

Sul

1.191

905

76,0

PR

399

353

88,5

RS

497

302

60,8

SC

295

250

84,7

Centro-Oeste

467

405

86,7

DF

1

1

100,0

GO

246

202

82,1

MS

79

75

94,9

MT

141

127

90,1

Brasil

5.570

4.690

84,2

% de municípios respondentes por estado

Fonte: NESCON/FM/UFMG.

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Survey online com Secretarias Municipais de Saúde

Caracterização dos respondentes

  • 84% dos respondentes da Paraíba eram do sexo feminino, proporção um pouco superior à do Brasil (78%) e da Região Nordeste (79%).

  • Cerca de 80% possuem curso superior na Paraíba (Brasil e NE 80%) sendo a maioria em Enfermagem. Aqueles com pós-graduação representavam 42% dos respondentes na Paraíba.

  • 53% dos respondentes na Paraíba ocupavam o cargo de coordenador/responsável pela imunização, Brasil (39%) e Nordeste (47%).

  • 30% ocupavam o cargo de secretário municipal de saúde. Brasil 34% e Nordeste 30%

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Survey online com Secretarias Municipais de Saúde

Estruturação das ações de imunização nos municípios

  • Na Paraíba a Atenção Básica foi a principal área responsável pelas ações de imunização nos municípios (63%), superando os percentuais do Nordeste e Brasil (53% e 45%).

  • Em cerca de 80% dos municípios da PB havia um cargo específico de coordenação, gerência ou gestão das ações de imunização no município, superior ao verificado no Brasil (68%) e similar ao Nordeste (77%).

  • Na Paraíba a aplicação de vacinas ocorria de forma descentralizada em todas as UBS em 49% dos municípios, similar ao percentual alcançado em nível nacional (50%) e inferior ao do NE (70%).

  • 42% dos municípios do estado centralizam a aplicação de vacinas em uma UBS ou Central de Imunização.

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Recebimento de vacinas

Distribuição (%) dos respondentes em relação a problemas no recebimento de vacinas

Fonte: NESCON/FM/UFMG.

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Problemas frequentes* no recebimento de vacinas

* % dentre os municípios que afirmaram ter problemas relacionados ao recebimento de vacinas

Fonte: NESCON/FM/UFMG.

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Armazenamento de vacinas�

Distribuição (%) dos respondentes em relação a problemas de armazenamento de vacinas

Fonte: NESCON/FM/UFMG.

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Problemas frequentes* no armazenamento de vacinas

* % dentre os municípios que afirmaram ter problemas relacionados ao armazenamento de vacinas

Fonte: NESCON/FM/UFMG.

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Armazenamento de vacinas: perda de doses

Fonte: NESCON/FM/UFMG.

Principais causas para a perda de doses*

 

Brasil

Nordeste

Paraíba

Macro I João Pessoa

Macro II Campina Grande

Macro III Sertão/Alto Sertão

Perda de doses

53,7

57,5

53,8

53,1

58,6

50,6

* O respondente podia selecionar mais de 1 motivo

28 of 66

�Aplicação de vacinas

Distribuição (%) dos respondentes em relação a problemas na aplicação de vacinas

Fonte: NESCON/FM/UFMG.

29 of 66

Problemas frequentes* na aplicação de vacinas

* % dentre os municípios que afirmaram ter problemas relacionados à aplicação de vacinas

Fonte: NESCON/FM/UFMG.

30 of 66

Questões relacionadas a atividades de capacitação e busca ativa

% dos respondentes em relação à oferta de ações de capacitação para atividades de vacinação

Busca ativa dos faltosos

  • Em 99% dos municípios da Paraíba os ACS realizam busca ativa, além de verificação do cartão de vacina (66%) e participação em ações de mobilização para vacinação (52%).

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�Registro de vacinas�

Distribuição (%) dos respondentes em relação a problemas de registro de vacinas

Fonte: NESCON/FM/UFMG.

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Problemas frequentes* no registro de vacinas

Problemas identificados como frequentes nos registros de vacinas

* % dentre os municípios que afirmaram ter problemas relacionados aos registros de vacinas

Fonte: NESCON/FM/UFMG.

33 of 66

Problemas frequentes* no registro de vacinas

Problemas identificados como frequentes nos registros de vacinas (continuação)

* % dentre os municípios que afirmaram ter problemas relacionados aos registros de vacinas

Fonte: NESCON/FM/UFMG.

34 of 66

�Atraso ou recusa

Distribuição (%) dos respondentes em relação a problemas de atraso ou recusa da população em receber a vacinação

Fonte: NESCON/FM/UFMG.

35 of 66

Questões relacionadas ao atraso/recusa

% dos respondentes* que consideram que houve aumento no atraso ou recusa da população em se vacinar nos últimos 5 anos

Brasil

Nordeste

Paraíba

Macro I João Pessoa

Macro II Campina Grande

Macro III Sertão/Alto Sertão

41,6

34,8

25,1

37,5

18,6

21,3

* Todos os respondentes

36 of 66

Problemas frequentes no atraso/recusa

Motivos identificados como frequentes para o atraso/recusa na vacinação

* % dentre os municípios que afirmaram ter problemas relacionados ao atraso/recusa na vacinação

Fonte: NESCON/FM/UFMG.

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Problemas frequentes no atraso/recusa

Motivos identificados como frequentes para o atraso/recusa na vacinação (continuação...)

* % dentre os municípios que afirmaram ter problemas relacionados ao atraso/recusa na vacinação

Fonte: NESCON/FM/UFMG.

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Impacto da pandemia da COVID-19 na cobertura vacinal de rotina

Para os entrevistados, a pandemia:

  • Ampliou a circulação de notícias falsas sobre vacinas ( + de 77% no BR, NE e Paraíba);
  • Diminuiu a procura por vacinas de rotina do PNI nos municípios (64% BR e NE; 55% PB)
  • Diminuiu a capacidade operacional de vacinação de rotina do PNI (44% BR, 50% NE e 47% PB);
  • Diminuiu a disponibilidade de pessoal para a aplicação de vacinas de rotina do PNI nos municípios (43,5% BR, 45% NE e 40% PB).

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Resultados�Surveys Hesitação Vacinal

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SURVEY TELEFÔNICO COM POPULAÇÃO ADULTA ��

Entrevistas com adultos, com questões sobre hesitação vacinal e seus motivos, incluindo aspectos relacionados à vacinação de crianças e jovens de 0 a 17 anos, para seus responsáveis.

    • 2.235 pessoas acima de 18 anos de idade

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41 of 66

SURVEY TELEFÔNICO COM POPULAÇÃO ADULTA �

Confiança nas vacinas

  1. Confiança nas vacinas como forma de proteção individual e coletiva, no SUS e PNI

  • Confiança elevada nos profissionais que prescrevem, informam e aconselham sobre vacinas

  • Confiança em líderes religiosos e informações de postagens em redes sociais na hora de se decidir sobre a própria vacinação (> idosos e pessoas com baixa escolaridade e renda)

Fatores associados à hesitação vacinal em crianças, adolescentes e adultos

  1. Preocupação com os efeitos colaterais das vacinas
  2. Baixa percepção de risco para doenças que não são mais comuns atualmente
  3. Percepção de que as vacinas disponibilizadas pelo setor privado são mais confiáveis
  4. Percepção de que as vacinas novas apresentam mais risco que as antigas
  5. Percepção de que administrar a vacina contra o HPV para adolescentes pode incentivar a vida sexual precocemente
  6. Percepção de que a indústria farmacêutica inventa a necessidade de vacinar para ganhar dinheiro
  7. Dificuldades de deslocamento para chegar até os locais de vacinação

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SURVEY TELEFÔNICO COM PROFISSIONAIS DE SAÚDE��

Entrevistas com profissionais que realizam ações de imunização, com questões relacionadas à prática cotidiana e experiência de vacinação, percepção de hesitação vacinal e recursos de informação sobre a vacinação em geral.

    • 1.005 profissionais de salas de vacina de UBS de todas as regiões do país
    • 110 pediatras de consultórios privados

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PROFISSIONAIS DE SAÚDE DE SALAS DE VACINA DE UBS

Confiança nas vacinas

  1. As vacinas são seguras, são eficazes e confiam nas recomendações do PNI

  • Os respondentes se consideram bem preparados, com conhecimentos e habilidade necessários para lidar com situações em que há hesitação por parte dos usuários

  • Se sentem confortáveis para prescrever, recomendar e aplicar as vacinas para os diversos grupos populacionais

Percepção da hesitação vacinal

  1. 1/3 dos profissionais percebem hesitação por parte dos usuários sobre as vacinas

  • A hesitação é maior do que a recusa completa

  • A hesitação em se vacinar ocorre mais notadamente para vacinas contra a COVID-19, gripe e HPV

SURVEY TELEFÔNICO COM PROFISSIONAIS DE SAÚDE

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��SURVEY TELEFÔNICO COM PROFISSIONAIS DE SAÚDE

PROFISSIONAIS DE SAÚDE DE SALAS DE VACINA DE UBS

Fatores associados à hesitação vacinal na população

    • Preocupação com os efeitos colaterais

    • Medo de agulhas, por acharem que são muito dolorosas

    • Conhecer ou já ter ouvido falar de alguém que teve uma reação adversa

    • Muitas vacinas sendo administradas ao mesmo tempo

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PEDIATRAS DE CONSULTÓRIOS PRIVADOS

Confiança nas vacinas

  1. A maioria dos pediatras respondentes considera que as vacinas são seguras

Percepção da hesitação vacinal

  1. Percepção de que a hesitação em vacinar crianças e adolescentes ocorre com pouca frequência e a recusa é mais rara

  • Houve crescimento da hesitação e da recusa nos últimos anos

Fatores associados à hesitação vacinal na população

  1. Preocupação com os efeitos de longo prazo das vacinas

  • Crença de que terapias alternativas são uma escolha melhor do que as vacinas

SURVEY TELEFÔNICO COM PROFISSIONAIS DE SAÚDE

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Resultados�Análise qualitativa com atores envolvidos nas ações de imunização

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��Entrevistas em profundidade e grupos focais

25 entrevistas em profundidade:

  • gestores federais cuja prática tivesse interseção com a política nacional de imunização;
  • coordenadores estaduais de imunização;
  • e especialistas referência no domínio de temas abordados na pesquisa.

17 grupos focais:

  • gestores municipais;
  • rede de apoiadores COSEMS/CONASEMS;
  • trabalhadores de saúde;
  • população adulta.

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A Pesquisa de Opinião Deliberativa foi conduzida a partir do evento denominado Diálogos Online (DOL) – Cobertura vacinal, desinformação e hesitação, realizado em plataforma digital, entre os dias 9/11/21 a 13/12/21, com 2.533 inscritos.

Diálogos Online (DOL)

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�Diálogos Online (DOL)

4 Webinários

  • Retrospectiva da cobertura vacinal no Brasil (2010-2020)
  • Como o SUS pode se fortalecer para os desafios das ações de imunização nos territórios?
  • O que é hesitação vacinal e o quanto ela impacta a cobertura vacinal?
  • Informação e desinformação: como as redes sociais podem afetar a cobertura vacinal no Brasil?

4 Conferências

  • Políticas de saúde e ações de imunização no âmbito do SUS
  • O(s) movimento(s) antivacina(s) no Brasil
  • Desafios em Ciência e Tecnologia em Saúde: as lições da pandemia da Covid-19
  • Conferência de encerramento: Apresentação dos encaminhamentos construídos nos Diálogos Online

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� Identificação de aspectos comuns apontados pelos atores

Queda da cobertura vacinal no Brasil como um problema multifatorial

    • Hesitação vacinal
      • Percepção de que a população atrasa para receber os imunizantes, mas são raros os casos de recusa
      • Atraso amplamente associado à complacência (baixa percepção de risco, em função da erradicação de diversas doenças)
      • Barreiras de acesso também foram amplamente apontadas como importante causa do atraso do calendário de vacinação (conveniência)
      • Desinformação e receio dos possíveis efeitos adversos causados pelos imunizantes

    • Gargalos da força de trabalho
      • Com frequência um único profissional fica responsável por administrar a vacina, registrá-la na caderneta e no sistema, orientar os pacientes e/ou suas famílias, entre outras atribuições (sobrecarga)
      • Escassez de mão de obra qualificada e alta rotatividade de profissionais
      • Ausência de profissional exclusivo para atividade de registro
        • Problemas de RH são mais evidentes nos municípios de pequeno porte

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Identificação de aspectos comuns apontados pelos atores

    • Barreiras de acesso às salas de vacina
      • Horário de funcionamento das salas de vacina (dias úteis e horário comercial), em geral, não atende à dinâmica cotidiana da população e contribui para o atraso da imunização

4. Problemas no Registro

      • Mudança nos sistemas de informação do PNI, com dificuldade de compatibilização com sistemas anteriores e/ou próprios (municipais e/ou estaduais), agravada pela resistência dos profissionais envolvidos, bem como a falta de capacitação dos mesmos frente às mudanças
      • Acesso precário à internet e/ou a computadores

5. Qualificação das ações de busca ativa e ausência de políticas intersetoriais

      • Necessidade de incremento das ações de busca ativa e das políticas intersetoriais, em especial com as secretarias de educação

6. Ausência e fragilidade das campanhas de vacinação

      • Campanhas de vacinação cada vez mais irregulares e perdendo a capacidade efetiva de se comunicar com seus públicos-alvo

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Resultados�Monitoramento do debate público contra vacinas em plataformas digitais

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��

  • Monitoramento dos conteúdos e vocabulários empregados na discussão contra vacinas no Brasil por meio da análise das plataformas digitais

Twitter, YouTube, Instagram, Telegram, Facebook

  • A análise realizada entre 11 de maio e 15 de novembro de 2021

  • Contexto da pandemia da Covid-19 influencia o comportamento das pessoas diante da vacinação contra a Covid-19 em redes sociais digitais e plataformas de compartilhamento de conteúdo

Análises de mídia

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Análises de mídia

Algumas estratégias:

  1. uso de imagens de fácil reconhecimento;
  2. estética semelhante à de peças de divulgação científica e de campanhas de conscientização;
  3. a negação de conteúdo produzido por veículos de informação tradicionais;
  4. tradução de conteúdo antivacinas produzido no exterior;
  5. autovitimização dos disseminadores de conteúdo falso, quando denunciados;
  6. A atuação multiplataformas.

Cenário: disseminação de conteúdo contra vacinas segue gramáticas de desinformação intensificadas nos últimos cinco anos, no país e no exterior

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  • Levar os hesitantes a sério, buscando compreender suas razões para hesitação;
  • Desenvolver estratégias adequadas e permanentes de escuta institucional e acompanhamento do debate público sobre vacinas;
  • Não tratar todo conteúdo que pode promover hesitação vacinal como forma de desinformação, criando táticas distintas para lidar com diferentes formas discursivas que possam produzir hesitação;
  • Evitar discursos que culpabilizem o indivíduo pela hesitação;

Recomendações a partir da análise de mídias sociais

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Reflexões sobre o alcance dos resultados

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Reflexões sobre o alcance dos resultados na Paraíba

ICV

  • Tendência de queda dos índices de cobertura vacinal também foi observada na Paraíba, nas 3 macrorregiões, para todos os imunobiológicos analisados.

  • As macrorregiões Campina Grande e Sertão/Alto Sertão apresentaram queda nas coberturas em 2016 e principalmente 2017, mas recuperaram cobertura adequada para a maior parte dos imunizantes em 2018 e 2019, a partir de 2020 há tendência de queda nestas 2 regiões.

  • Em 2020 e 2021 nenhuma vacina atingiu a meta preconizada nas 3 macrorregiões

  • A partir de 2019 a Paraíba tornou-se ACRV para febre amarela. A cobertura saiu de 0,5% em 2019 e aumentou consideravelmente nas 3 macros em 2020 e 2021, atingindo uma cobertura de 60% (baixa) na macro Sertão/Alto Sertão e de 40% e 48% (muito baixa) nas macro João Pessoa e Campina Grande

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Reflexões sobre o alcance dos resultados na Paraíba

Taxa de abandono 2020

  • Cenário estável: - Rotavírus; Pneumocócica (taxas baixas e melhoria em relação à 2015)

  • Cenário de atenção: Poliomielite com taxas médias – piora em relação à 2015); Meningocócica C - (taxas baixas, apesar de ter aumentado relação à 2015);

  • Cenário preocupante: Pentavalente e Poliomielite (taxas altas, com piora em relação à 2015) Tríplice Viral –(taxas muito altas, com piora em relação à 2015)

  • Macrorregião III – Sertão /Sertão Alto: Taxas de abandono baixas para a maioria das vacinas em 2015 e 2020 (exceto Tríplice Viral)

Homogeneidade das CV 2020

  • Muito baixa para a maioria dos imunobiológicos analisados

Pode levar ao aumento do risco atribuível às doenças imunopreveníveis.

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Reflexões sobre o alcance dos resultados na Paraíba

Survey com Secretarias Municipais de Saúde da Paraíba

Cenário de HETEROGENEIDADE entre as 3 macrorregiões

  • Problemas de recebimento: média frequência (31% a 37%) – Mais comuns na Macro João Pessoa
  • Problemas de armazenamento: baixa frequência (12% a 29%) - Mais comuns na Macro Campina Grande (intensidade maior na Macro João Pessoa)
  • Problemas de aplicação: média frequência (22% a 35%) – Mais comuns na Macro João Pessoa
  • Problemas de registro: alta frequência (47% a 62%) - comuns nas 3 macrorregiões, com algumas variações em relação à intensidade de cada problema entre as regiões
  • Problemas de atraso/recusa: muito alta frequência (71% a 87%) - comuns nas 3 macrorregiões, com algumas diferenças em relação aos motivos mais comuns entre as regiões (Macro João Pessoa)

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Reflexões sobre o alcance dos resultados na Paraíba

Survey com Secretarias Municipais de Saúde da Paraíba: Pontos de convergência com os surveys de hesitação, entrevistas e grupos focais

  • Percepção de que a população atrasa para receber os imunizantes, mas a recusa é rara;
  • Atraso amplamente associado à complacência (baixa percepção de risco);
  • Desinformação e crença em fake news
  • Receio dos possíveis efeitos adversos causados pelos imunizantes;
  • Problemas de RH: alta rotatividade, falta de capacitação e sobrecarga de trabalho.

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Reflexões sobre o alcance dos resultados

  1. O sucesso do PNI no Brasil foi historicamente destacado por todos os grupos pesquisados.

  • O país possui cenários distintos na execução do PNI, especialmente na organização do trabalho e infraestrutura (falta de energia, armazenamento de vacinas, rede de frio, recebimento das vacinas, aplicação e registro, centralização das salas, busca ativa, entre outros).

  • População e profissionais de saúde confiam no SUS e nas vacinas. A hesitação e a recusa absoluta foram reportadas com pouca frequência, mas tem sido mais comuns.

  • As atuais estratégias de comunicação adotadas não sido efetivas.

  • Gargalos em recursos humanos repercutem nas baixas coberturas. Desafios: capacitação; alta rotatividade.

  • Profissionais relatam que assumir salas de vacina envolve mais estresse e cobrança.

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Reflexões sobre o alcance dos resultados

  1. Sistemas de informação: municípios utilizam sistemas paralelos que geram questionamento sobre metas e apresentam um cenário de heterogeneidade dos dados.

  • Muitos municípios relatam que as metas de cobertura são inatingíveis/inadequadas devido a previsões demográficas imprecisas, especialmente para municípios pequenos.

  • Os gestores e profissionais precisam priorizar o problema mais relevante no alcance das metas de cobertura vacinal para mobilizar cada região de saúde. Os profissionais devem ter acesso e discutir essas análises críticas.

  • Pouca integração e comunicação entre a Vigilância em Saúde e a Atenção Básica.

11. Ponto crítico: dados de vacinação oriundos do setor privado (especialmente de pequenos consultórios e clínicas médicas). Buscar apoio da vigilância sanitária, considerando a legislação (RDC 197/2017).

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Reflexões sobre o alcance dos resultados

12. Os movimentos antivacina para COVID 19 amplificaram a desinformação para outras vacinas, com impacto na hesitação.

  1. Forte relação entre hesitação e o perfil socioeconômico no território.

  • Importância da parceria entre a academia e CONASEMS.

  • Expectativa de que os achados contribuam para elaboração de estratégias de enfrentamento às baixas coberturas de modo regionalizado.

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Referências bibliográficas

  • APS, L. R. de M. M.; PIANTOLA, M. A. F.; PEREIRA, S. A.; CASTRO, J. T. de; SANTOS, F. A. de O.; FERREIRA, L. C. de S. Adverse events of vaccines and the consequences of non-vaccination: a critical review. Revista de Saúde Pública, [S. l.], v. 52, p. 40, 2018. DOI: 10.11606/S1518-8787.2018052000384. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rsp/article/view/145028.
  • BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de Imunizações (Brasil). Coberturas Vacinais no Brasil – Período 2010-2014. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2015a. Disponível em: http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2017/agosto/17/AACOBERTURAS-VACINAIS-NO-BRASIL---2010-2014.pdf. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador. Plano de Resposta às Emergências em Saúde Pública. Brasília – DF: Ministério da Saúde, 2015b. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/plano_resposta_emergencias_saude_publica.pdf.
  • BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Vigilância em Saúde. Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações. Avaliação das coberturas vacinais - Calendário Nacional de Vacinação, jun. 2018. Disponível em: http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2018/junho/29/3.a-Avaliacao-coberturas-vacinais-2018.pdf. COUTO, M. T.; BARBIERI, C. L. A.; MATOS, C. C. de S. A. Considerações sobre o impacto da COVID-19 na relação indivíduo-sociedade: da hesitação vacinal ao clamor por uma vacina. [s.l: s.n.]. Disponível em: <https://preprints.scielo.org/index.php/scielo/preprint/view/1196/version/1282>. Acesso em: 3 mar. 2021.
  • DONIEC, K.; DALL’ALBA, R.; KING, L. Brazil’s health catastrophe in the making. The Lancet, v. 392, n. 10149, p. 731–732, set. 2018. Disponível em: https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(18)30853-5/fulltext.
  • RASELLA, D. et al. Child morbidity and mortality associated with alternative policy responses to the economic crisis in Brazil: A nationwide microsimulation study. PLOS Medicine, v. 15, n. 5, p. e1002570, 22 may 2018. Disponível em: https://journals.plos.org/plosmedicine/article?id=10.1371/journal.pmed.1002570.
  • SATO, A. P. S. What is the importance of vaccine hesitancy in the drop of vaccination coverage in Brazil? Revista de Saúde Pública, v. 52, p. 96, 22 nov. 2018. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102018000100601.
  • SILVA, B. S. et al. Structural and procedural conditions in National Immunization Program Information System establishment. Rev. Bras. Enferm., Brasília, v. 73, n. 4, e20180939, 2020. Disponível em: http://reben.com.br/revista/artigos/?volume=73&ano=2020&numero=4&item=162.

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COORDENAÇÃO DA PESQUISA:

Francisco Eduardo de Campos (Prof. FM/UFMG e Especialista FIOCRUZ)

Palmira de Fátima Bonolo (Profa. DMPS/FM/UFMG)

Sabado Nicolau Girardi (Coordenador EPSM/NESCON/FM/UFMG)

EQUIPE CONASEMS: Kandice Falcão, Rosângela Treichel, Alessandro Chagas e Flávio Álvares

EQUIPE NESCON/FM/UFMG:

Alice Werneck Massote (EPSM/NESCON)

Ana Cristina de Sousa van Stralen (EPSM/NESCON)

Ana Carolina M. de Assis Chagas (EPSM/NESCON)

Camilo de Oliveira Aggio (DCS/FAFICH/UFMG)

Carla Luiza de Oliveira (Margem/UFMG)

Carla Rodrigues (INCT.DD)

Cecília Nogueira Rezende (EPSM/NESCON)

Daisy Maria Xavier de Abreu (NESCON)

Dilvan Passos de Azevedo (INCT.DD)

Érica Araújo Silva Lopes (NESCON)

Erick de Oliveira Faria (EPSM/NESCON)

Fabiana Guerra Pimenta (EPSM/NESCON)

Fernando Antônio Camargo Vaz (EPSM/NESCON)

Filipe Mendes Motta (Margem/UFMG)

Gabriela Wenzel (INCT.DD)

Gilvânia Westin Cosenza (NESCON)

Hugo André da Rocha (NESCON)

Jackson Freire Araujo (EPSM/NESCON)

Jeferson Canesso (EPSM/NESCON)

Joana Natália Cella (EPSM/NESCON)

João Batista Girardi Junior (EPSM/NESCON)

João Guilherme Bastos dos Santos (INCT.DD)

Larissa Mary de Carvalho (EPSM/NESCON)

Lucas Pereira Wan Der Maas (EPSM/NESCON)

Renato Duarte Caetano (Margem/UFMG)

Ricardo Fabrino Mendonça (DCP/FAFICH/UFMG)

Samuel Araujo Gomes da Silva (EPSM/NESCON)

Ulysses Panisset (DMPS/FM/UFMG)

�Equipe

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Obrigada!

comunicacao@nescon.medicina.ufmg.br

assessoria@conasems.org.br