JULHO DAS PRETAS
25 de julho dia da mulher negra Latino-Americana e Caribenha
Sumário
(01) Apagamento histórico da mulher negra�- O período de escravidão no brasil, o corpo negro e o processo de desumanização.�- Representados em jornais e na literatura como objetos, figuras violentas ou perigosas. �- Demonização cultural. �- A história dos grandes heróis. �- Gênero��(02) Mulheres negras brasileiras (resistências e lutas).�- Tereza de Benguela �- Dandara dos Palmares �- Carolina Maria de Jesus�- Luiza Mahin��(03) Intelectuais negras Brasileiras.�- Djamila Ribeiro�- Lélia Gonzalez �- Sueli Carneiro�- Barbara Carine ��(04) Mulheres negras importantes na Política.�- Mariele Franco �- Jurema Werneck�- Antonieta de Barros�- Marina Silva��(05) Mulheres Negras na música.�- Elza Soares�- Iza�- Ludmilla�- Alcione Marrom���
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Apagamento histórico da mulher negra
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O período de escravidão no brasil, o corpo negro e o processo de desumanização.
O processo de colonização impôs o trabalho forçado, que era justificado pela elite colonial através da ciência, religião e filosofia. Sendo assim, o indivíduo negro foi utilizado como força de trabalho e escravizado amplamente em praticamente todo o território da colônia portuguesa na América. O projeto colonial de exploração alimentou o tráfico negreiro desde o seu início até o final do século XIX, atravessando um período de quase 400 anos de escravidão. As consequências sociais estão presentes até hoje, mesmo após a abolição que acorre de forma oficial em 1888, muitas formas de descriminação e desumanização do corpo negro ainda estão presentes na sociedade atual, como parte da herança da era colonial do Brasil.�
Representados em jornais e na literatura como objetos, figuras violentas ou perigosas.
Era comum durante o período colonial e até mesmo já durante o chamado período imperial, que a população negra sempre estivesse representada como um povo inferior aos brancos(colonizadores), sendo descritos em muitos meios como: violentos; preguiçosos; perigosos; sexualizados(em sua maioria com as mulheres). Os jornais muitas vezes anunciavam a fuga ou venda de escravizados como meros objetos de valor.
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Demonização cultural
A política de apagamento cultural dos colonizadores sobre os escravizados. Houve um empenho muito grande em tentar a todo custo apagar a memória e história das populações Negras e suas ancestralidades. A pessoa escravizada ao chegar aos portos no Brasil recebiam outros nomes, eram separados de suas famílias e muitas vezes eram impedidos de praticarem seus hábitos espirituais/ religiosos, sob o pretexto colonizador de impor a figura diabólica às religiões não cristãs. Os costumes, as músicas, os ritos que não se encaixavam dentro da visão eurocêntrica eram automaticamente rotuladas de bárbaras, não civilizadas e deviam ser reprimidas e aniquiladas.
A história dos grandes heróis
O processo de escrita da história do “Brasil”, foi e ainda é de certa forma um dos maiores vilões responsáveis pelo apagamento histórico negro, e em especial da mulher negra no Brasil. O processo de escrita da história foi planejado pelas elites para engrandecer e tornar heróis as figuras de poder políticos e de influência social, ou seja, as figuras de homens brancos, heterossexuais ,ricos e de status de nobreza tiveram seus nomes escritos na história do Brasil como grandes heróis, mesmo tendo cometido e consentido diversas atrocidades contra a vida humana. Enquanto os homens brancos e ricos tinham seus nomes exaltados como heróis por terem espancado, massacrado e matado a população negra, o negro ou a negra que resistia a tais processos de violência eram automaticamente considerados como grandes vilões e inimigos do “”civilizado””.
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�A mulher negra brasileira sofre dentro da ideia de apagamento cultural uma ação ainda mais forte do que o homem negro, ambos durante todo o processo colonial e mesmo após o fim da colônia e do império do Brasil sofreram e ainda sofrem com o racismo estrutural, que é herança desse passado colonial, Porém a mulher negra está submetida além da descriminação racial, pela descriminação de gênero. Houve durante toda a história do Brasil mulheres negras de grande importância para a causa antirracista e na luta pelo direito de igualdade racial e de gênero. Muitas delas silenciadas pelo preconceito da descriminação de gênero e pelo racismo, mulheres que tiveram seus nomes quase que totalmente retirados da história. A seguir destacarmos a biografia de algumas importantes representantes femininas negras Brasileiras, desde o processos de resistência contra a escravidão, até o tempo presente na literatura, música e política . A mulher negra sempre ocupou um papel fundamental na construção social do Brasil, e não há mais como continuar a negar sua importância, é hora de fazer a voz e a luta da mulher negra ecoar em alto e bom som, é preciso lutarmos contra o silêncio fruto do preconceito de gênero, que vem durante muito tempo calando a mulher negra.
Grandes figuras da resistências negras no Brasil estiveram atuando de diversas formas para colaborar com o processo do fim da escravidão, existiram nomes reconhecidos em frentes de resistência diferentes como exemplo: Zumbi dos Palmares e Gangazumba seu antecessor, foram líderes do quilombo dos Palmares muito famosos; Luiz Gama foi um grande redator, literário e advogado que lutou do forma política e jurídica a favor dos negros. É inegável que a luta destes homens foi de fundamental importância, mas enquanto as mulheres negras ? Elas não estiveram de forma ativa envolvidas ?
Gênero
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Mulheres negras brasileiras
(resistências e lutas)�
Tereza De Benguela
Pintura a óleo "Mullher negra sentada", de Félix Vallotton. Não há fotos de Tereza de Benguela.
Tereza de Benguela foi líder do Quilombo do Piolho, localizado no atual estado de Mato Grosso, por cerca de vinte anos. Inicialmente atuou ao lado do marido, José Piolho, e assumiu o comando após o assassinato dele, por volta de 1750. Durante seu governo, o quilombo prosperou e resistiu a diversas investidas portuguesas, mantendo-se ativo até 1770, quando sofreu um ataque que resultou na morte de nove quilombolas e na fuga de muitos outros. O destino de Tereza após esse episódio é incerto: alguns registros indicam que ela pode ter morrido em combate, enquanto outros sugerem que conseguiu escapar e viver por mais alguns anos. Hoje, Tereza de Benguela é reconhecida como símbolo da liderança feminina negra e da resistência dos povos escravizados no Brasil, sendo lembrada por sua luta contra o racismo e a discriminação de gênero. Em sua homenagem, foi criado, pela Lei nº 12.987 de 2014, o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, celebrado em 25 de julho.
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Dandara dos Palmares foi uma destacada líder quilombola que viveu no Quilombo dos Palmares, sendo reconhecida como uma mulher guerreira que liderou tropas palmaristas na resistência contra os portugueses. Pouco se sabe sobre sua biografia: especula-se que tenha nascido no Brasil, filha de uma africana escravizada, e chegado a Palmares ainda criança. Casou-se com Zumbi dos Palmares, último líder do quilombo, com quem teve três filhos, Motumbo, Harmódio e Aristogíton. Além de sua atuação militar, Dandara era ativa nas atividades diárias da comunidade, como colheita, caça e capoeira. Ela se opôs ao acordo proposto por Ganga Zumba em 1678, influenciando Zumbi a rejeitá-lo também. Quando finalmente foi capturada pelos portugueses, em fevereiro de 1694, tirou a própria vida para evitar a escravidão
Imagem representativa de Dandara dos Palmares.
Não há fotos de Dandara dos Palmares. Reprodução.
Dandara dos Palmares
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Carolina Maria de Jesus
Carolina Maria de Jesus (1914–1977) foi uma escritora e catadora de papel brasileira, reconhecida por seu importante papel na literatura nacional ao dar voz à realidade das favelas. Nascida em Sacramento, Minas Gerais, mudou-se para São Paulo, onde viveu na favela do Canindé. Sua obra mais famosa, Quarto de Despejo (1960), é um diário que relata com honestidade e sensibilidade as dificuldades da vida na periferia, como a fome, a pobreza e a luta pela sobrevivência. O livro alcançou grande repercussão, tornando Carolina uma das primeiras escritoras negras do Brasil a ganhar destaque nacional e internacional. Sua escrita direta e crítica expõe as desigualdades sociais e raciais do país, tornando-se um marco para a literatura marginal e um símbolo da resistência negra e feminina.
Carolina Maria de Jesus, Foto: Reprodução.
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Luiza Mahin foi uma mulher negra africana livre, nascida na região da Costa da Mina, na atual Gana, no início do século XIX. Após conquistar sua liberdade em 1812, estabeleceu-se em Salvador, onde atuou como quituteira. Sua posição permitiu-lhe circular livremente e servir como ponto de articulação entre escravizados e abolicionistas. Luiza Mahin desempenhou um papel crucial na Revolta dos Malês de 1835, sendo descrita por Luiz Gama como "uma negra africana, livre da nação nagô". Após a repressão à revolta, fugiu para o Rio de Janeiro, onde também participou de levantes negros. Há registros que sugerem que tenha sido deportada para a África, mas não há documentos que confirmem essa informação. Sua figura tornou-se símbolo de resistência negra e feminina no Brasil.
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Não há fotografias ou pinturas de Luiza Mahin, foto representativa de 1870, "Mulher de Turbante". Foto: Alberto Hensche
Luiza Mahin
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Intelectuais negras Brasileiras
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Djamila Ribeiro
Djamila Ribeiro é filósofa, escritora e ativista brasileira, reconhecida por sua atuação no movimento feminista negro e na luta antirracista. Graduada em Filosofia e mestre em Filosofia Política pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ela é coordenadora da Coleção Feminismos Plurais e autora de obras como Lugar de Fala (2017), Quem tem medo do Feminismo Negro? (2018), Pequeno manual antirracista (2019). Foi laureada com o Prêmio Prince Claus de 2019, concedido pelo Reino dos Países Baixos, e considerada pela BBC uma das 100 mulheres mais influentes do mundo. Em 2020, recebeu o Prêmio Jabuti na categoria Ciências Humanas pelo livro Pequeno Manual Antirracista. Desde 2022, ocupa a cadeira nº 28 da Academia Paulista de Letras e é conselheira da Fundação Padre Anchieta, da Pinacoteca de São Paulo e do Fundo Patrimonial da USP.
Djamila Ribeiro, Foto: Reprodução.
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Lélia Gonzalez
Lélia Gonzalez foi uma intelectual e ativista negra brasileira, nascida em Belo Horizonte em 1º de fevereiro de 1935. Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se graduou em História e Geografia, fez mestrado em Comunicação e doutorado em Antropologia Política. Atuou como professora em escolas de nível médio, faculdades e universidades, e iniciou o primeiro curso de Cultura Negra na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Sua obra acadêmica e militância contribuíram para impulsionar o debate sobre a problemática racial no Brasil, destacando a ideologia do branqueamento e a dupla opressão da mulher negra. Lélia foi uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado (MNU) nos anos 70, sendo comparada a Ângela Davis no contexto brasileiro. Faleceu em 1994, deixando um legado significativo para os estudos de gênero, raça e classe no Brasil e na América Latina.
Lélia Gonzalez, Foto: Reprodução.
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Sueli Carneiro
Sueli Carneiro é filósofa, escritora e ativista brasileira, reconhecida como uma das principais autoras do feminismo negro no país. Fundou o Geledés – Instituto da Mulher Negra em 1988, organização pioneira na luta antirracista e feminista. Ao longo de sua trajetória, Sueli atuou em diversos espaços, incluindo o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) no primeiro governo Lula, e foi articulista do jornal Correio Braziliense, com 151 artigos publicados. Além disso, é fellow da Ashoka Empreendedores Sociais e tem ministrado palestras no Brasil e no exterior. Sua produção intelectual abrange temas como desigualdade racial, direitos humanos e políticas públicas, consolidando-a como uma referência na luta por equidade racial e de gênero no Brasil.
Sueli Carneiro, Foto: Reprodução.
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Bárbara Carine Soares Pinheiro, nascida em Salvador em 1987, é escritora, professora e ativista brasileira. Formada em Filosofia e Química pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). É coordenadora do Grupo de Pesquisa em Diversidade e Criticidade nas Ciências Naturais (DICCINA). Bárbara é fundadora da Escola Afro-Brasileira Maria Felipa, a primeira escola afro-brasileira registrada oficialmente no Brasil, que promove a valorização da identidade negra e saberes ancestrais. Seu trabalho acadêmico e literário é focado na educação antirracista e na descolonização dos saberes, destacando a importância das contribuições históricas das pessoas negras nas ciências e cultura. Entre suas obras mais reconhecidas está Como ser um educador antirracista, vencedora do Prêmio Jabuti em 2024. Ela é uma voz fundamental na luta contra o racismo estrutural no Brasil..
Barbara Carine
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Mulheres negras na Política
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Marielle Franco
Marielle Francisco da Silva (1979–2018) foi uma socióloga, ativista e política brasileira, eleita vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL em 2016. Ela se destacou por sua defesa incansável dos direitos humanos, especialmente dos direitos das mulheres negras, da população LGBTI+ e dos moradores de favelas, denunciando abusos policiais e desigualdades sociais. Marielle usava sua voz para lutar contra a violência e a discriminação, tornando-se um símbolo da resistência e da luta por justiça social no Brasil. Em 14 de março de 2018, ela foi assassinada a tiros junto com seu motorista, Anderson Gomes, no Estácio, no Rio de Janeiro. Seu assassinato chocou o país e gerou mobilizações nacionais e internacionais em busca de justiça, reforçando a importância da sua trajetória política e ativista.
Marielle Franco, Foto: Reprodução.
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Jurema Werneck é médica, ativista e diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil. Nascida no Morro dos Cabritos, no Rio de Janeiro, ela é negra, lésbica e feminista, e sua trajetória é marcada pela luta contra o racismo estrutural e pela defesa dos direitos humanos. Em junho de 2021, Jurema foi ouvida pela CPI da Pandemia do Senado como representante do Movimento Alerta, grupo composto por 12 organizações médicas e de direitos humanos que denunciou mortes evitáveis durante a pandemia. Sua fala emocionou os presentes ao destacar a importância da ciência e da equidade no enfrentamento da crise sanitária. Jurema é reconhecida por sua coragem e compromisso com a justiça social e racial.
Jurema Werneck, Foto: Reprodução.
Jurema Werneck
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Antonieta Barros
Antonieta de Barros (1901–1952) foi uma educadora, escritora, jornalista e política catarinense. Filha de uma ex-escravizada, ela se destacou como defensora da educação como meio de transformação social. Criou uma escola para alfabetizar pessoas carentes ainda jovem e atuou como professora, sendo diretora da Escola Normal Catarinense entre 1944 e 1951. Além disso, foi jornalista e escritora, fundando e dirigindo o jornal A Semana e publicando o livro Farrapos de Ideias, o primeiro de uma mulher negra em Santa Catarina. Em 1934, foi eleita deputada estadual por Santa Catarina, tornando-se a primeira mulher negra a ocupar um cargo legislativo no Brasil. Foi responsável pela criação do Dia do Professor, comemorado em 15 de outubro.
Antonieta Barros, Foto: Reprodução.
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Marina Silva é uma ambientalista negra e política brasileira reconhecida por sua trajetória de luta socioambiental que dura mais de 40 anos. Nascida em um seringal no Acre, enfrentou dificuldades como pobreza e acesso limitado à educação, mas superou essas barreiras tornando-se professora e historiadora. Sua carreira política começou como vereadora em Rio Branco, depois deputada estadual e senadora, sendo a mais jovem senadora do Brasil. Entre 2003 e 2008, foi ministra do Meio Ambiente, período em que implementou importantes políticas de combate ao desmatamento e preservação da Amazônia. Marina recebeu diversos prêmios internacionais por sua atuação ambiental, incluindo o "Champions of the Earth" da ONU. Em 2023, foi nomeada ministra do Meio Ambiente no governo Lula.
Marina Silva, Foto: Reprodução.
Marina Silva
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Cantoras �Negras Brasileiras
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Elza Soares
Elza Soares (1930–2022) foi uma das artistas mais emblemáticas da música brasileira, reconhecida por sua voz potente e por sua luta contra o racismo, a violência doméstica e a desigualdade social. Nascida na favela de Moça Bonita, no Rio de Janeiro, Elza enfrentou uma infância marcada por dificuldades, incluindo um casamento forçado aos 12 anos. Sua carreira musical teve início em 1953, quando participou de um programa de calouros na Rádio Tupi, surpreendendo a todos com sua performance. Ao longo de sua trajetória, Elza desafiou padrões de gênero e se tornou um ícone da resistência feminina e negra no Brasil. Em 1999, foi reconhecida pela BBC como "Cantora do Milênio". Seu álbum "A Mulher do Fim do Mundo" (2015) foi aclamado internacionalmente. Elza faleceu em 20 de janeiro de 2022, deixando um legado musical e político que transcende gerações
Elza Soares, Foto: Reprodução.
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IZA, Foto: Reprodução.
IZA, nome artístico de Isabela Cristina Correia de Lima, nasceu dia 3 de setembro de 1990, no Rio de Janeiro, filha de uma professora de música e de um militar naval, cresceu no subúrbio carioca de Olaria. Desde criança, demonstrava talento artístico — cantava, atuava e até cobrava ingresso para suas apresentações caseiras. Formou-se em Publicidade e Propaganda na PUC-Rio, mas trocou a carreira estável de editora de vídeos para se dedicar integralmente à música. Começou a ganhar visibilidade em 2015 por meio de um canal no YouTube, resultado disso sendo contratada pela Warner Music Brasil em 2016. Alcançou grande sucesso com o álbum de estreia Dona de Mim (2018), que lhe rendeu uma indicação ao Grammy Latino. Também se destacou como jurada no The Voice Brasil, apresentadora, atriz e dubladora da personagem Nala em O Rei Leão..
IZA
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Ludmilla�
Ludmilla Oliveira da Silva, conhecida apenas como Ludmilla, é uma das maiores cantoras brasileiras da atualidade. Nascida em Duque de Caxias (RJ), começou a carreira ainda jovem no funk, gênero no qual se destacou ao lado de artistas do funk melody, conquistando reconhecimento por ajudar a popularizar e desestigmatizar o estilo. Com uma musicalidade versátil, mistura funk, pop, R&B e samba, além de compor canções românticas que a colocaram no topo das paradas nacionais. Ludmilla lançou, em 2018, o bloco de carnaval Fervo da Lud, consolidando sua presença também no samba e no carnaval. Recebeu prêmios como o Juventude Brasileira (2015), Multishow (2019) e Troféu Band Folia (2020). Seus clipes ultrapassaram 1,4 bilhão de visualizações no YouTube e ela reúne mais de 6 milhões de ouvintes mensais no Spotify. Também já apresentou o programa “Só Toca Top” e, em 2020, surpreendeu com o lançamento de um EP de pagode.
Cantora Ludmilla, Foto: Reprodução.
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Alcione Dias Nazareth, conhecida como Alcione Marrom, nasceu em 21 de novembro de 1947 em São Luís, Maranhão. É uma das maiores cantoras de samba do Brasil, chamada carinhosamente de "A Voz do Samba" e "Dama do Samba". Sua carreira começou aos 20 anos no Rio de Janeiro, onde lançou seu primeiro álbum, A Voz do Samba, em 1975. Com mais de cinco décadas de trajetória, Alcione já lançou 30 discos de estúdio e nove ao vivo, vendendo mais de 8 milhões de cópias mundialmente. Além da música, sua influência cultural rendeu prêmios como o Grammy Latino e o Prêmio da Música Brasileira. Em 2022, celebrou 50 anos de carreira com o musical “Marrom, o Musical”, que narra sua vida e legado.
Alcione Marrom, Foto: Reprodução.
Alcione Marrom
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