FRANCISCO
SOUSA
GEOGRAFIA
ORIGENS E BASES
DO MUNDO GLOBAL:
GLOBALIZAÇÃO
06/05/2022
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ROTEIRO DE AULA
CONTEÚDO: Origens e bases do mundo global: Globalização
HABILIDADE:
• (EF09GE05) Analisar fatos e situações para compreender a integração mundial (econômica, política e cultural), comparando as diferentes interpretações: globalização e mundialização.
OBJETIVOS:
• Abordar as origens e bases da globalização, destacando a importância do desenvolvimento dos transportes e das telecomunicações;
• Destacar a aproximação e intensificação das relações entre distintos povos e culturas, apresentando os aspectos econômicos, políticos e culturais da globalização.
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INTRODUÇÃO
Até o século XV, o meio natural e as limitações tecnológicas dificultavam as relações econômicas e culturais entre povos de diferentes continentes e entre populações de uma mesma região.
Cadeias montanhosas, cordilheiras e oceanos dificultavam as viagens e as comunicações, e, embora o comércio de longa distância ocorresse, era realizado em ritmo muito mais lento se comparado aos padrões atuais.
Dessa maneira, o isolamento e a autossuficiência econômica eram condições comuns à maioria dos povos: muitas vezes, as pessoas nasciam, viviam e morriam sem saber da existência de outros povos e culturas diferentes da sua ou acabavam tomando conhecimento deles apenas por meio de lendas e relatos de viajantes.
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Assim, até o século XV, a Terra abrigava cinco economias-mundo, ou seja, cinco grandes regiões do planeta economicamente autônomas, capazes de garantir o abastecimento de suas próprias populações. Segundo o historiador francês Fernand Braudel, essas cinco regiões eram: Europa, China, Índia, a África árabe e a América, ocupada por civilizações pré-colombianas. Desenvolviam-se, em grande parte, separadas entre si, embora nos limites geográficos entre algumas delas ocorressem trocas culturais e comerciais. Esse cenário começou a se modificar no século XV, com a transformação das economias-mundo em um sistema-mundo.
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AS QUATRO FASES DA GLOBALIZAÇÃO
O processo de globalização, que teve início no século XV, passou por diferentes fases de desenvolvimento até chegar à atualidade. É possível distinguir quatro delas.
• Primeira fase
Os primeiros movimentos da globalização se iniciaram com a expansão geográfica da economia-mundo europeia por meio das Grandes Navegações marítimas dos séculos XV e XVI. Alguns povos europeus, impulsionados pela busca de metais preciosos que cobrissem os gastos das monarquias europeias e de produtos exóticos para serem comercializados na Europa, aproveitaram os avanços das técnicas de navegação e estabeleceram relações comerciais mais intensas com as demais economias-mundo.
Entre o século XV e meados do XIX, ampliaram-se a migração de pessoas e a circulação de produtos, fazendo surgir novos mercados entre regiões antes isoladas, favorecendo a expansão comercial.
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• Segunda fase
Entre a segunda metade do século XIX e o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, o processo de globalização adquiriu novo impulso com a expansão da dominação política, econômica e militar europeia sobre grandes extensões da África e da Ásia, onde foram estabelecidos impérios coloniais.
As inovações técnicas aplicadas à indústria, aos transportes e às comunicações, com a expansão das ferrovias, do uso de automóveis, aviões, telégrafos, telefones e rádios, contribuíram para intensificar, agilizar e ampliar a difusão de relações econômicas capitalistas para outros territórios.
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• Terceira fase
Entre 1945 e 1989, o processo de globalização esteve condicionado à Guerra Fria — conflito caracterizado pela presença de dois blocos de poder político e econômico rivais: o capitalista, liderado pelos Estados Unidos, e o socialista, capitaneado pela extinta União Soviética. Esses dois países disputavam entre si a ampliação de suas áreas de influência no mundo. Nessa fase, a globalização continuou a expandir-se, em grande parte graças aos avanços tecnológicos na informática, nas telecomunicações e nos transportes.
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• Quarta fase
Desde a última década do século XX, com o fim da Guerra Fria, o mundo passou a viver a quarta fase da globalização, ampliada em função do avanço do capitalismo em direção aos países nos quais antes existia o socialismo.
A Revolução Técnico-Científico-Informacional, ou seja, os avanços do conhecimento em diversas áreas, como informática, telecomunicações, robótica, biotecnologia, química, entre muitos outros, ocorridos a partir dos anos 1970, favoreceu ainda mais a expansão do capitalismo e provocou grandes mudanças na produção industrial, na agropecuária, na prestação de serviços e na própria geração de novos conhecimentos técnicos e científicos. Provocou também mudanças na circulação de mercadorias, nos transportes de cargas e passageiros, na difusão de bens culturais e de artigos de consumo, entre outras. A maior eficiência das telecomunicações também possibilitou a formação de redes digitais mundiais e estimulou o avanço da globalização, que pode ser entendida como a fase atual do capitalismo.
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TRANSPORTES E TELECOMUNICAÇÕES: OS MOTORES TECNOLÓGICOS DA GLOBALIZAÇÃO
Nas últimas décadas, os meios de transporte se modernizaram, tornando-se mais rápidos e mais baratos. Com isso, aumentou a capacidade de transporte de carga e de passageiros, e intensificaram-se os deslocamentos de pessoas e mercadorias em intervalos de tempo cada vez menores, possibilitando a integração de diferentes regiões do mundo.
Do mesmo modo, os avanços tecnológicos na informática permitiram que os fluxos de informação se tornassem cada vez mais intensos e velozes, tanto em escala local e regional como em âmbito nacional ou global.
Nos dias atuais, pessoas, empresas, governos e organizações dos mais variados tipos comunicam-se por meio de telefones fixos e móveis e por computadores conectados a diversas redes sociais, através de antenas, estações de satélites, cabos de fibra óptica. Vivemos, assim, em um mundo ligado por redes de fluxos de informações, conectando pessoas, capitais e negócios.
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O ENCURTAMENTO DO
ESPAÇO-TEMPO
Inovações nos transportes “encurtam o espaço por meio do tempo”
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No entanto, é importante lembrar que esses fluxos de informações não incluem países, regiões e lugares do mundo da mesma maneira, assim como os efeitos da globalização não chegam a todos igualmente. Em verdade, a globalização, muitas vezes, gera ou amplia desigualdades no espaço geográfico mundial.
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