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LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO

Disciplina: Gramática

Profª: Lidiane Ferreira

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Para começo de conversa...

O ser humano, desde sempre, utiliza-se de diferentes tipos de linguagem para se comunicar, tais como as linguagens verbais e não verbais, cores, sons, mímicas, desenhos, palavras…

A palavra é pronunciada pelo ser humano com o objetivo de descrever e ordenar a realidade. Aqui no Brasil, utilizamos, preferencialmente, o código da língua portuguesa para interagir com as pessoas.

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A comunicação oral �e escrita

Roman Jakobson (1896-1982) concluiu que, para haver comomunicação, são necessários seis componentes essenciais:

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A comunicação oral�e escrita

  • Emissor: Aquele que diz alguma coisa: o locutor;
  • Receptor: Aquele com quem o emissor estabelece a comunicação: o interlocutor;
  • Mensagem: O texto transmitido pelo emissor ao receptor;
  • Código: Conjunto organizado de signos (palavras) comum ao emissor e ao receptor;
  • Canal ou contato: O meio físico pelo qual a mensagem é transmitida (língua oral, escrita…)
  • Contexto ou referente: A situação social que envolve os interlocutores e a mensagem.

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Os elementos da comunicação na prática

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FUNÇÕES DA LINGUAGEM

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As funções da linguagem

  • São os elementos que constituem o processo comunicativo. Ou seja, é a forma como cada indivíduo se expressa, segundo as suas próprias intenções.

  • As funções da linguagem evidenciam a multiplicidade da língua.

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Função emotiva ou expressiva

  • Os textos que possuem essa função, expressam, por meio de verbos e pronomes relacionados à primeira pessoa, opiniões e sentimentos de quem emite a mensagem. A pontuação é marcada por pontos de exclamação e reticências, o surgimento de interjeições e de adjetivos. Ex: poemas, depoimentos, entrevistas, cartas, memórias, etc., que dão ênfase à voz do emissor.

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Que poderei do mundo já querer,

Que naquilo em que pus tamanho amor,

Não vi senão desgosto e desamor

E morte, enfim; que mais não pode ser?

Pois vida não me farta de viver,

Pois já sei que não mata grande dor,

Se cousa há que mágoa dê maior,

Eu a verei; que tudo posso ver.

A morte, a meu pesar, me assegurou

De quanto mal me vinha; já perdi

O que perder o medo me ensinou.

Na vida desamor somente vi

na morte a grande dor que me ficou:

parece que para isto só nasci!

(Que poderei do mundo querer – Luís de Camões)

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Entrevista com�Conceição Evaristo

Você usa o termo “Escrevivências” que significaria uma escrita comprometida com a vida, com a vivência, defendendo que mesmo no processo de ficcionalização, uma escrita irá estar atravessada diretamente pela vivência de quem escreve. Como você acha que essa prática e essa forma de escrita podem ajudar na visibilidade das mulheres?

Eu digo que tudo que escrevo, seja de um ponto de vista crítico, como pesquisadora, ou de um ponto de vista da criação literária, é profundamente marcado pela minha condição de mulher negra na sociedade brasileira.

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O que tenho percebido é o seguinte: essa “escrevivência” tem ajudado outras mulheres a se perceberem. Percebo cada vez mais que, na medida em que essas mulheres se encontram nos meus textos e encontram os meus textos, elas se apossam da vida com muito mais certeza. Acho que a minha escrita tem possibilitado que essas mulheres acreditem mais em si mesmas, que se reconheçam, que sabemos ser muito difícil. A literatura que nós conhecemos, essa literatura canônica, ela não nos representa e quando nos representa é sempre de uma maneira limitada, de uma maneira estereotipada. Então o meu texto é um lugar onde as mulheres se sentem em casa, se sentem reconhecidas de verdade.

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Função Conativa ou Apelativa

  • Nesta função o receptor é que se torna o destaque. Por meio de sugestões, ordens, apelos propostos pelo emissor, o receptor é estimulado a expressar alguma reação diante de uma mensagem. A intenção é que o receptor seja convencido a mudar seu comportamento sob a influência do emissor. Os verbos mais utilizados nessa função são empregados no modo imperativo, na segunda ou terceira pessoa, e sob o pronome de tratamento “você). Ex: textos publicitários, horóscopo, livros de autoajuda, discursos políticos, pregações religiosas...

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Função Poética

Nesta função a mensagem é o foco. O emprego de cada palavra que compõe a mensagem é cuidadosamente pensado pelo emissor, que considera a disposição e a sonoridade dos termos em um texto, o qual pode ser em prosa ou verso.

[…] Medo

Quando o dia está muito escuro,

E chove em cada dobra do mundo.

Ele abraça a minha mão.

(Poeminhas de amor sem enfeite nenhum – Lívia Natália)

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Função Metalinguística

O código linguístico é o destaque nessa função. A linguagem é tema ao falar da própria linguagem, iou seja, o emissor emprega seu código para explanar sobre termos e situações que envolvem a linguagem. Ex: Dicionários, gramáticas.

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Função Fática

Destaca um canal para a comunicação. Nesse caso, a linguagem tem a função de confirmar que a interação entre o emissor e receptor se faz presente, caracterizando o vínculo social. Por meio de diálogo, são estabelecidas as condições para o sucesso da interação verbal.

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Função Fática

Pode-se perceber a preocupação dos interlocutores em prolongar o contato por meio de expressões muitas vezes vazias de significado.

Ex: Hunhum/ Tá… tá/ certo...certo/ sim… sim/ hum…

É comum também o emprego de certas expressões coloquiais nos encontros diários:

Ex: Bom dia/ como vai?/ calor hoje, não?/ será que vai chover? Etc.

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Função Referencial

Destaca-se o contexto ou a referência daquilo que se fala. A intenção é transmitir a mensagem ou a informação de maneira precisa, sem possibilidade de interpretação senão a de uma realidade objetiva. Para atender essa exigência, é necessária a escolha de palavras que digam exatamente o que se pretende dizer. Pode ser denominada também de informativa ou denotativa. Ex: textos jornalísticos, técnicos, didáticos, dissertativos, em que as frases são elaboradas em 3ª pessoa e, em geral, no modo indicativo.

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Canção do vento e da minha vida

O vento varria as folhas,

O vento varria os frutos,

O vento varria as flores...

E a minha vida ficava

Cada vez mais cheia

De frutos, de flores, de folhas.

[...]

O vento varria os sonhos

E varria as amizades...

O vento varria as mulheres...

E a minha vida ficava

Cada vez mais cheia

De afetos e de mulheres.

O vento varria os meses

E varria os teus sorrisos...

O vento varria tudo!

E a minha vida ficava

Cada vez mais cheia

De tudo.

BANDEIRA, M. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1967.

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(ENEM 2009) - Predomina no texto a função da linguagem

(A) fática, porque o autor procura testar o canal de

comunicação.

(B) metalinguística, porque há explicação do significado

das expressões.

(C) conativa, uma vez que o leitor é provocado a participar

de uma ação.

(D) referencial, já que são apresentadas informações

sobre acontecimentos e fatos reais.

(E) poética, pois chama-se a atenção para a elaboração

especial e artística da estrutura do texto.

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