1 of 103

O ESPÍRITO DAS LEIS

Montesquieu

2 of 103

O espirito das Leis

LIVRO PRIMEIRO

Das leis em geral

3 of 103

O espirito das Leis

CAPÍTULO I

Das leis em suas relações com os diversos seres

4 of 103

O espirito das Leis

1 – Leis amplas e próprias: natureza, seres, Deus, anjos, homens.

2 – Fatalidade cega 🡪 absurdo.

3 – Há uma razão primeira: Deus.

4 – Deus criador do mundo 🡪 leis.

5 of 103

O espirito das Leis

5 – Movimento do mundo  leis constantes.

6 – Leis positivas depois das leis naturais.

7 – Homem e mundo: quem melhor obedece?

6 of 103

O espirito das Leis

8 – Leis humanas: constantemente negligenciadas.

9 – Animais: leis naturais; não positivas.

7 of 103

O espirito das Leis

10 – MORTE para o HOMEM e o ANIMAL:

“Os animais não possuem as supremas vantagens que nós possuímos; possuem outras que não possuímos. Não têm as nossas esperanças mas também não têm os nossos temores; estão, como nós, sujeitos à morte, mas sem conhecê-la; a maioria conserva-se mesmo melhor do que nós e não faz tão mau uso de suas paixões.”

8 of 103

O espirito das Leis

11 – HOMEM: inteligência e fragilidade:

“O homem, como ser físico, é tal como os outros corpos, governado por leis invariáveis. Como ser inteligente, viola incessantemente as leis que Deus estabeleceu e modifica as que ele próprio estabeleceu. Cumpre que ele se oriente e, entretanto, é um ser limitado; está sujeito, como todas as inteligências finitas, à ignorância e ao erro, e perde ainda os frágeis conhecimentos que possui; torna-se, como criatura sensível, sujeito a mil paixões.”

9 of 103

O espirito das Leis

CAPÍTULO II

Das leis da natureza

10 of 103

O espirito das Leis

1 – Antecedente a todas as outras.

Lei que remete a Deus.

3 – O homem primitivo: o silvícola que teme.

4 – Estado natural: onde reina a paz (crítica a Hobbes).

11 of 103

O espirito das Leis

5 – Hobbes;

“Por que os homens, mesmo quando não estão em guerra, estão sempre armados?”

  • Consciência da fraqueza.

12 of 103

O espirito das Leis

6 – O sentimento das necessidades: o alimento.

8 – Medo: congregação, associação.

13 of 103

O espirito das Leis

9 – Resumo: quatro leis naturais:

  1. Ir a Deus
  2. Segurança
  3. Alimento
  4. Associação

14 of 103

O espirito das Leis

CAPÍTULO III

Das leis positivas

15 of 103

O espirito das Leis

1 – Homem em sociedade e a instauração do estado de guerra.

Necessidade do estabelecimento de leis:

  1. Direito das Gentes 🡪 entre povos.
  2. Direito Político 🡪 entre governo e governados.
  3. Direito Civil 🡪 entre cidadãos.

16 of 103

O espirito das Leis

3 – O Direito das Gentes 🡪 1 – na paz: tanto bem possível; 2 – na guerra: mínimo mal possível.

O objetivo da guerra 🡪 vitória – conquista – conservação.

17 of 103

O espirito das Leis

4 – O Direito Político 🡪 existe em cada sociedade.

“Sem governo, nenhuma sociedade poderia subsistir.”

Cf. Pierre Clastres – A sociedade contra o Estado.

18 of 103

O espirito das Leis

Estado Político 🡪 reunião de todas as forças individuais.

Força geral:

  1. nas mãos de um.
  2. nas mãos de muitos.

Pátrio poder 🡪 Natureza 🡪 poder de acordo com a Natureza (refutado).

Poder Político 🡪 reunião de muitas famílias.

19 of 103

O espirito das Leis

Governo adequado com a Natureza 🡪 o que melhor atende seu povo.

“As forças individuais não se podem reunir sem que todas as vontades se reúnam.”

Estado Civil 🡪 reunião de todas as vontades.

20 of 103

O espirito das Leis

6 – A lei geral é a razão humana.

7 – Leis políticas e civis 🡪 tão adequadas a um povo que, raramente, podem servir a outro.

8 – Vida e costume 🡪 as leis devem ser relativas à vida e costume de um povo.

21 of 103

O espirito das Leis

“Devem as leis ser relativas ao físico do país, ao clima frio, quente ou temperado; à qualidade do solo, à sua situação, ao seu tamanho; ao gênero de vida dos povos, agricultores, caçadores ou pastores; devem relacionar-se com o grau de liberdade que a constituição pode permitir; com a religião dos habitantes, suas inclinações, riquezas, número, comércio, costumes, maneiras.”

22 of 103

O espirito das Leis

9 – O espírito das leis: o objetivo da obra.

“É isso que pretendo realizar nesta obra. Examinarei todas essas relações; formam elas, no conjunto, o que chamamos de Espírito das Leis.”

23 of 103

O espirito das Leis

“Não separei de modo algum as leis políticas dos civis, pois, como absolutamente não trato de leis mas do espírito das leis e como esse espírito consiste as diferentes relações que as leis podem ter com diversas coisas, devo seguir menos a ordem natural das leis que a dessas relações e dessas coisas.”

24 of 103

O espirito das Leis

LIVRO SEGUNDO

Das leis que derivam diretamente da natureza do governo

25 of 103

O espirito das Leis

CAPÍTULO I

Da natureza de três diferentes governos

26 of 103

O espirito das Leis

1 – Três espécies de governo:

  1. Republicano
  2. Monárquico
  3. Despótico

27 of 103

O espirito das Leis

2 – Republicano 🡪 o povo ou parcela do povo possui o poder soberano.

3 – Monárquico 🡪 um só governa, com leis fixas e estabelecidas.

4 – Despótico 🡪 uma só pessoa, sem leis e regras, de acordo com seus caprichos.

28 of 103

O espirito das Leis

CAPÍTULO II

Do governo republicano e da leis relativas à democracia

29 of 103

O espirito das Leis

1 – Democracia 🡪 quando o povo detém o poder soberano.

2 – Aristocracia 🡪 uma parte do povo.

3 – Na democracia, o povo é SOBERANO e SÚDITO.

30 of 103

O espirito das Leis

4 – SUFRÁGIO

  • Único meio do povo chegar à soberania.
  • O sufrágio constitui a sua vontade.
  • Vontade do soberano é o próprio soberano.
  • Necessidade de regulamentação: COMO, POR QUEM, A QUEM, SOBRE O QUE.

31 of 103

O espirito das Leis

5 – Testemunho de Libanio (314-390 a.C.), sofista grego:

Em Atenas --. Pena capital para quem se imiscuísse da Assembleia.

6 – Assembleias: necessidade de estipular o número.

32 of 103

O espirito das Leis

7 – Competência 🡪 POVO e seus MINISTROS:

“O povo que possui o poder soberano deve fazer por si mesmo tudo o que pode realizar corretamente, e, aquilo que não pode realizar corretamente, cumpre que o faça por intermédio de seus ministros.”

33 of 103

O espirito das Leis

8 – MINISTROS:

“Seus ministros só lhe pertencem se ele os nomeia; é, pois, uma máxima fundamental deste governo que o povo nomeie seus ministros, isto é, seus magistrados.”

34 of 103

O espirito das Leis

9 – SENADO: o povo necessita ser conduzido por um senado ou um conselho.

10 – Crença no povo 🡪 “O povo é admirável para escolher aqueles a que deve confiar parte de sua autoridade.”

35 of 103

O espirito das Leis

11 – POVO ADMIRÁVEL

  • Admiração que vem de sua atuação, como prova, nas causas da cidade.

“Coisas que o povo aprende melhor na praça pública do que um monarca em seu palácio.”

36 of 103

O espirito das Leis

12 – Ressalva:

“Sabe o povo dirigir um negócio, conhece os lugares, as ocasiões, os momentos e aproveitá-los? Não: não saberá.

  • Testemunhos da História: atenienses e romanos 🡪 erros.
  • O baixo povo: “nunca aconteceu de o baixo povo escolher os que pudessem defender sua segurança e sua glória.”

37 of 103

O espirito das Leis

13 – Elegibilidade:

A maioria do povo tem capacidade suficiente para eleger, mas não para ser eleito.

Pode julgar a gestão dos outros, mas não está apto para governar por si próprio.

38 of 103

O espirito das Leis

14 – Ação do povo: MUITA e POUCA

“Algumas vezes, com cem mil braços, tudo transforma; outras, com cem mil pés, só caminha como insetos.”

39 of 103

O espirito das Leis

15 – CLASSES e GOVERNO POPULAR:

  • Divisão onde s legisladores se revelam.
  • De que dependem a continuidade da democracia e sua prosperidade.

Ex.: Roma, Sólon e o voto.

40 of 103

O espirito das Leis

16 – VOTO:

  • Divisão dos que têm direito ao voto é lei fundamental.
  • A forma de distribuir o voto é outra lei.
  • Sufrágio elo sorteio 🡪 natureza da democracia.
  • Sufrágio pela escolha 🡪 natureza da democracia.

41 of 103

O espirito das Leis

19 – SORTEIO:

  • Maneira de eleger que a ninguém aflige.
  • Defeituosa e careceu de regulamentação. Ex.: Sólon.
  • Nomeação sob o escrutínio de juízes.

42 of 103

O espirito das Leis

20 – CÉDULA ELEITORAL:

“A lei que determina a maneira de conceder as cédulas de sufrágio é ainda na democracia uma lei fundamental.”

  • Públicos ou secretos.
  • Cícero sobre o sigilo do voto 🡪 ruína da República.

43 of 103

O espirito das Leis

21 – VOTO PÚBLICO: LEI FUNDAMENTAL

“Quando o povo vota, seus votos devem ser públicos.”

  • Controle da plebe pela seriedade do dirigente.
  • VOTO, quando na Aristocracia, dos NOBRES ou SENADO, deve-se prevenir os CONLUIOS.
  • Não-secreto.

44 of 103

O espirito das Leis

22 – CONLUIO:

Perigoso para o SENADO e o corpo de NOBRES.

Não-perigoso entre o POVO 🡪 sua natureza é agir ela paixão.

45 of 103

O espirito das Leis

23 – CONLUIO e DINHEIRO:

“A desgraça de uma república advém quando não há mais conluios e isso acontece quando se corrompe o povo pelo dinheiro: ele torna-se indiferente e afeiçoa-se ao dinheiro, porém não mais se afeiçoa aos negócios: sem se preocupar com o governo e com o que nele se propõe, espera tranquilamente seu salário.”

46 of 103

O espirito das Leis

24 – LEIS INSTITUÍDAS PELO POVO:

  • Na democracia, é lei fundamental.
  • O papel do Senado: estatuí-la e experimentá-la.

47 of 103

O espirito das Leis

CAPÍTULO III

Das leis relativas à natureza da aristocracia

48 of 103

O espirito das Leis

1 – Poder soberano nas mãos de um número certo de pessoas.

2 – O povo obedece a elas como numa Monarquia.

3 – SUFRÁGIO: não deve existir por sorteio, para evitar inconvenientes.

4 – Quando numerosos 🡪 necessário o SENADO.

49 of 103

O espirito das Leis

6 – O SENADO não se nomeia nem se elege:

“Os senadores não devem ter o direito de substituir os que faltam ao senado, pois nada perpetuaria tanto os abusos.”

50 of 103

O espirito das Leis

7 – A AUTORIDADE EXORBITANTE:

  • Se numa república, configura Monarquia e Despotismo.
  • “numa república em que um cidadão se faz atribuir um poder exorbitante, o abuso desse poder é maior.”

51 of 103

O espirito das Leis

8 – DITADORES:

Em estado de exceção.

“Cumpria que essa magistratura fosse exercida com brilho pois se tratava de intimidar o povo e não de puni-lo; cumpria que o ditador só fosse criado para uma única função e só tivesse autoridade ilimitada em razão dessa função, uma vez que era ele sempre criado para um caso imprevisto.”

52 of 103

O espirito das Leis

9 – AGISTRATURA OCULTA:

“Necessita-se de uma magistratura oculta porque os crimes que ela pune, sempre profundos, formam-se no segredo e no silêncio.”

53 of 103

O espirito das Leis

10 – Extensão do poder dessa magistratura:

“É mister compensar, em toda magistratura, a grandeza de seu poder pela brevidade de sua duração.”

54 of 103

O espirito das Leis

11 – MELHOR ARISTOCRACIA:

  • Parte do povo que participa do poder é tão pequena que desinteressa a opressão sobre ela.
  • Aristocracia e povo = melhor, perfeita.

55 of 103

O espirito das Leis

“A melhor forma de aristocracia é aquela em que a parte do povo que não participa do poder é tão pequena e tão pobre que a parte dominante não tem qualquer interesse em oprimi-la.”

56 of 103

O espirito das Leis

CAPÍTULO IV

Das leis em sua relação com a natureza do governo monárquico

57 of 103

O espirito das Leis

1 – PRÍNCIPE na MONARQUIA 🡪 fonte de todo o poder político e civil.

2 – PODERES INTERMEDIÁRIOS, SUBORDINADOS e INDEPENDENTES 🡪 natureza do poder monárquico.

  • NOBREZA: poder intermediário subordinado.
  • Faz parte da essência da Monarquia.

“Sem monarca não há nobreza; sem nobreza não há monarca.”

58 of 103

O espirito das Leis

4 – ABOLIÇÃO da JUSTIÇA dos SENHORES:

  • Como no Parlamento inglês.
  • Resultado:

Estado popular

Estado despótico

59 of 103

O espirito das Leis

6 – PRIVILÉGIOS ECLESIÁSTICOS:

  • Fixar sua jurisdição.
  • Se faz parte das leis do país.

60 of 103

O espirito das Leis

7 – PODER ECLESIÁSTICO CONVENIENTE:

“Assim como, numa república, o poder do clero é perigoso, ele é conveniente numa monarquia, sobretudo nas que caminham para o despotismo. Onde estariam a Espanha e Portugal, desde a perda de suas leis, sem esse poder que, sozinho, contém o poder arbitrário?”

61 of 103

O espirito das Leis

7 – PODER ECLESIÁSTICO CONVENIENTE:

“Barreira sempre útil quando não existem outras, pois, como o despotismo causa à natureza humana males horríveis, o próprio mal que o limita é um bem.”

62 of 103

O espirito das Leis

8 – REPOSITÓRIO das LEIS:

  • Na Nobreza 🡪 Conselho do príncipe.
  • No Estado despótico 🡪 não há depositórios de leis.

63 of 103

O espirito das Leis

CAPÍTULO V

Das leis relativas à natureza do Estado despótico

64 of 103

O espirito das Leis

1 – O único homem que o exerce, o faça também exercer por um só.

2 – VIZIR 🡪 ter o mesmo poder que o rei.

3 – Lei fundamental --. O 1º Ministro ou o VIZIR.

65 of 103

O espirito das Leis

LIVRO TERCEIRO

Dos princípios dos três governos

66 of 103

O espirito das Leis

CAPÍTULO I

Diferença entre a natureza do governo e seu princípio

67 of 103

O espirito das Leis

1 – Diferença:

  1. NATUREZA é o que faz ser o que é = SER.
  2. PRINCÍPIO é o que o faz AGIR.

68 of 103

O espirito das Leis

  • A estrutura particular (natureza).
  • As paixões humanas que o movimentam (princípio).
  • As leis são relativas à natureza e ao princípio.

69 of 103

O espirito das Leis

CAPÍTULO II

Do princípio dos diversos governos

70 of 103

O espirito das Leis

1 – Da natureza:

  1. Governo republicano 🡪 o povo ou certas famílias possuem o poder soberano.
  2. Governo monárquico 🡪 o príncipe possui o poder soberano, de acordo com leis estabelecidas.
  3. Governo despótico 🡪 um só possui o poder soberano segundo sua vontade e caprichos.

71 of 103

O espirito das Leis

CAPÍTULO III

Do princípio da democracia

72 of 103

O espirito das Leis

1 – No governo monárquico ou despótico, não se carece de muita probidade.

FORÇA:

  1. A força da lei.
  2. O braço do príncipe

Tudo regulamenta ou contém.

73 of 103

O espirito das Leis

2 – VIRTUDE: a força mais necessária no governo popular.

“Pois é claro que numa monarquia, onde quem manda executar as leis se julga acima das leis, tem-se necessidade de menos virtude do que num governo popular, onde quem manda executar as leis sente que ele próprio a elas está submetido e que delas sofrerá o peso.”

74 of 103

O espirito das Leis

3 – CORRUPÇÃO da república – ERODIÇÃO do Estado:

“Entretanto, quando num governo popular as leis não mais são executadas, e como isso só pode ser consequência da corrupção da república, o Estado já está perdido.”

75 of 103

O espirito das Leis

4 – Fatos históricos:

  1. Os ingleses: as convulsões até chegar à mobarquia parlamentar.
  2. Sila em Roma: “todos os golpes foram dirigidos contra os tiranos, mas nenhum contra a tirania.”

76 of 103

O espirito das Leis

“Todos os golpes foram dirigidos contra os tiranos, mas nenhum contra a tirania.”

Montesquieu

77 of 103

O espirito das Leis

c) Políticos gregos: a força da virtude.

“Os políticos gregos, que viviam no governo popular, só reconheciam uma força capaz de mantê-los: a força da virtude.”

d) Políticos atuais: comércio.

“Os políticos atuais só nos falam de manufaturas, de comércio, de finanças, de riquezas e até de luxo.”

78 of 103

O espirito das Leis

e) Atenas: “temia-se Filipe não como o inimigo da liberdade mas como inimigo dos prazeres.”

f) Cartago: “Pelas coisas que o desespero fez na Cartago desarmada, podemos imaginar o que ela teria feito com sua virtude, quando ainda possuía suas forças.”

79 of 103

O espirito das Leis

5 – A VIRTUDE DESAPARECIDA

“Os que devem mandar executar as leis contra seus colegas sentem imediatamente que agem contra eles próprios.”

80 of 103

O espirito das Leis

CAPÍTULO IV

Do princípio da aristocracia

81 of 103

O espirito das Leis

1 – Virtude tão necessária no governo popular quanto na aristocracia.

2 – Mas não absolutamente.

5 – Como coibirão s nobres?

  • Sentem que agem contra si mesmos.
  • Necessita virtude.

82 of 103

O espirito das Leis

5 – Possui uma força que a democracia não possui:

  • Nobreza é um corpo que reprime o povo.
  • Dificuldade para reprimir a si próprio.
  • Coloca as mesmas pessoas sob a força da lei e dela as retira.

83 of 103

O espirito das Leis

6 – Das repressões possíveis:

  1. Uma grande virtude que faça com que se identifiquem com o povo.
  2. Uma virtude menor que os iguale entre si = moderação.

84 of 103

O espirito das Leis

CAPÍTULO V

De como a virtude não é do governo monárquico

85 of 103

O espirito das Leis

1 – Fazer política com o mínimo de virtude.

“Nas monarquias, a política manda fazer as grandes coisas com o mínimo de virtude possível, da mesma maneira como, nas máquinas mais perfeitas, a arte emprega o menor número possível de movimentos, forças e rodas.”

86 of 103

O espirito das Leis

2 – A lei ocupa o lugar de todas as virtudes.

  • Não há necessidade delas.
  • O Estado dispensa as virtudes.

87 of 103

O espirito das Leis

3 – Crimes públicos e crimes particulares:

  1. Na República 🡪 os crimes particulares são os mais públicos (atentam mais contra a constituição do Estado do que os indivíduos).
  2. Na Monarquia 🡪 os crimes públicos são mais particulares (atingem mais as fortunas particulares do que a constituição).

88 of 103

O espirito das Leis

Explicações:

  • “refiro-me a todas as histórias.”
  • O rei pode ser virtuoso, mas o povo não.
  • Triste experiência: o caráter dos cortesãos. (p.52).
  • Embora a virtude não esteja totalmente excluída, ela não constitui sua mola.

89 of 103

O espirito das Leis

CAPÍTULO VI

Como se cumpre a virtude no governo monárquico

90 of 103

O espirito das Leis

1 – HONRA: o preconceito de cada pessoa e de cada cidadão.

  • Ela pode, junto com as leis, levar o governo a seus objetivos.
  • Há bons cidadãos, mas não homens de bem.

91 of 103

O espirito das Leis

CAPÍTULO VII

Do princípio da monarquia

92 of 103

O espirito das Leis

1 – Preeminência, categorias, nobreza de origem.

2 – Natureza da honra 🡪 exigir preferências e distinções.

3 – Ambição: ruim na república, ótimos resultados na monarquia.

  • Pode ser incessantemente reprimida.
  • Idêntica à força gravitacional.
  • 4 – Falsa honra 🡪 útil como a verdadeira.

93 of 103

O espirito das Leis

CAPÍTULO VIII

De como a honra não é o princípio dos Estados despóticos

94 of 103

O espirito das Leis

CAPÍTULO IX

Do princípio do governo despótico

95 of 103

O espirito das Leis

CAPÍTULO X

De como a obediência é diferente nos governos moderados e nos governos despóticos

96 of 103

O espirito das Leis

CAPÍTULO VIII

De como a honra não é o princípio dos Estados despóticos

97 of 103

O espirito das Leis

CAPÍTULO XI

Reflexão sobre tudo isso

98 of 103

O espirito das Leis

M

99 of 103

O espirito das Leis

M

100 of 103

O espirito das Leis

M

101 of 103

O espirito das Leis

M

102 of 103

O espirito das Leis

M

103 of 103

O espirito das Leis

M