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Lição Digital

Adultos

Lição 3 - 19/07/2026

A Graça que Alcança Todas as Nações

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Resumo

da lição

(livro de apoio CPAD)

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Pontos-chave: O conflito sobre a entrada dos gentios revelou uma importante questão doutrinária na Igreja Primitiva: seria necessário cumprir a Lei de Moisés para receber a salvação? Alguns cristãos judaizantes defendiam essa necessidade, principalmente em relação à circuncisão, enquanto Paulo e Barnabé afirmavam que Deus já havia recebido os gentios pela fé em Cristo. A discussão ameaçava dividir a Igreja entre judeus e gentios, tornando necessária uma decisão conjunta dos líderes cristãos em Jerusalém. Pedro, ao

RESUMO DO LIVRO DE APOIO ADULTOS (CPAD) – 3T2026

Capítulo 3: A Graça que Alcança Todas as Nações

Ideia central: O capítulo apresenta um dos maiores desafios enfrentados pela Igreja Primitiva: a entrada dos gentios (não judeus) na comunidade cristã e a discussão sobre a necessidade de cumprir a Lei de Moisés, especialmente a circuncisão, para alcançar a salvação. Alguns cristãos de origem judaica defendiam que os gentios deveriam primeiro se tornar judeus para fazer parte do povo de Deus, enquanto Paulo e Barnabé ensinavam que a salvação acontece exclusivamente pela graça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo. A questão foi levada ao Concílio de Jerusalém, realizado aproximadamente entre 48 e 50 d.C., onde os líderes da Igreja analisaram o problema com base nas Escrituras, no testemunho dos apóstolos e na atuação do Espírito Santo. A decisão estabeleceu que a salvação não depende das obras da Lei ou de práticas religiosas externas, mas da graça de Deus concedida por meio de Cristo. O ensinamento central do capítulo é que a graça de Deus alcança todos os povos, rompendo barreiras culturais e religiosas, e que a Igreja deve permanecer unida na verdade do evangelho sem acrescentar exigências humanas à obra de Cristo.

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e pronunciar no Concílio, lembrou que Deus havia demonstrado sua aceitação dos gentios ao conceder o Espírito Santo sobre eles, como aconteceu com Cornélio. Seu argumento mostrou que Deus não faz distinção entre pessoas e que a verdadeira purificação acontece no coração pela fé, e não por rituais externos. Pedro também advertiu que impor a Lei como requisito de salvação seria colocar sobre os cristãos um peso que nem os próprios judeus conseguiram suportar plenamente. Paulo e Barnabé apresentaram o testemunho daquilo que Deus havia realizado entre os gentios durante suas viagens missionárias. Eles demonstraram que o evangelho estava produzindo frutos, acompanhados por sinais e transformações, confirmando que Deus estava incluindo pessoas de todas as nações em seu plano de salvação. O testemunho de Barnabé também destacou a importância da reconciliação, do equilíbrio e da capacidade de unir diferentes grupos dentro da Igreja. Paulo reforçou que o evangelho verdadeiro apresenta Cristo como único meio de salvação e que acrescentar exigências da Lei seria diminuir a suficiência da obra realizada na cruz. O capítulo destaca que a liberdade cristã não representa ausência de compromisso, mas libertação do legalismo para uma vida guiada pelo Espírito Santo, marcada pelo amor e pela obediência a Deus. Tiago apresentou a conclusão do Concílio de Jerusalém, buscando unir a fidelidade às Escrituras com a necessidade de preservar a comunhão da Igreja. Ele demonstrou que a inclusão dos gentios fazia parte do plano de Deus e confirmou que eles não deveriam ser obrigados a guardar toda a Lei de Moisés para serem salvos. Entretanto, recomendou que abandonassem práticas pagãs que poderiam prejudicar a comunhão entre os cristãos, como idolatria, imoralidade, consumo de sangue e carne sufocada. A decisão final do Concílio foi aceita pela Igreja e comunicada às comunidades gentílicas. Essa resolução preservou a unidade dos cristãos, confirmou a salvação pela graça e

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GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios: Da Chamada Missionária à Consolidação do Evangelho entre os Povos. (Livro de apoio). 1a ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2026.

Conclusão: O Concílio de Jerusalém marcou um momento decisivo na história do cristianismo, pois confirmou que a Igreja não estaria limitada às fronteiras culturais do judaísmo, mas seria uma comunidade formada por pessoas de todas as nações. A principal mensagem do capítulo é que a salvação é um presente da graça de Deus, recebido pela fé em Jesus Cristo, e não resultado de méritos humanos ou cumprimento de tradições religiosas. O episódio também ensina que a unidade da Igreja deve ser preservada por meio da verdade bíblica, da maturidade espiritual e do equilíbrio entre liberdade cristã e responsabilidade. A graça de Deus alcança todos os povos, e a missão da Igreja é anunciar esse evangelho sem barreiras, mantendo Cristo como centro da fé e da comunhão cristã.

permitiu que o evangelho continuasse avançando livremente entre diferentes povos e culturas. O episódio tornou-se um modelo de como conflitos doutrinários devem ser tratados com base na Palavra de Deus, no diálogo e na direção do Espírito Santo.

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