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NINGUÉM É PROFETA EM SUA TERRA

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O preconceito social, motivado pelo orgulho e vaidade, assim como a inveja e o ciúme são imperfeições espirituais que refletem o caráter de alguns indivíduos que não conseguem reconhecer o valor moral ou intelectual das pessoas que lhes são próximas. � Por este motivo afirmou Jesus, com sabedoria: Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa. Mateus, 13:57.

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Roteiro de diálogo

  1. Do horizonte profético
  2. O texto evangélico
  3. A interpretação

Explicar, à luz do entendimento espírita, a afirmativa de Jesus de que ninguém é profeta em sua terra.

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1. DO HORIZONTE PROFÉTICO

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Da saída do Gregarismo ao individualismo

  • Os homens enquanto indivíduos, autônomos...explica o aparecimento, no mundo que se estende, mais ou menos, do século nono ao terceiro, antes de Cristo, das grandes individualidades de sábios, místicos, poetas e profetas, numa vasta área de grande desenvolvimento da civilização.
  • Essa área abrange o chamado Fértil Crescente, que vai da Grécia e o Egito, passando pela Palestina e a Mesopotâmia, até a Índia e a China.

O Espírito e o tempo por Herculano Pires

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  • Nos limites de tempo e espaço assim configurados, vemos brilharem a filosofia grega, o profetismo hebraico, o misticismo hindu e o moralismo chinês. Atrás deles, como pano de fundo, estão o patriarcalismo mesopotâmico, o sacerdotismo egípcio e o magismo persa.

  • Descobrindo o seu próprio poder, e conquistando a habilidade de manobrá-lo a seu talento, o homem civilizado eleva-se ao plano do profetismo.

  • O horizonte profético atingiu, entre os hebreus, a sua culminância, mas nem por isso se apresenta em estado de pureza ideal;

O Espírito e o tempo por Herculano Pires

Moisés e os 10 mandamentos

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  • Os motivos da culminância do horizonte profético entre os hebreus, segundo nos parecem, e considerando-se a hereditariedade histórica já apontada, podem ser assim discriminadas:

  • Essas mesmas razões farão do profeta hebreu um indivíduo tridimensional, de sua individualização mais poderosa que o indivíduo grego e o seu herdeiro romano.

1º) aceitação do monoteísmo, pela primeira vez na história, e consequentemente individualização da ideia de Deus;

2º) acentuação dos atributos éticos;

3º) estabelecimento de ligações diretas do Deus individual com o indivíduo humano, no caso o profeta.

O Espírito e o tempo por Herculano Pires

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2. O TEXTO EVANGÉLICO

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E, chegando à sua pátria, ensinava-os na sinagoga deles, de sorte que se maravilhavam e diziam: De onde veio a este a sabedoria e estas maravilhas? Não é este o filho do carpinteiro? E não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, e José, e Simão, e Judas?

Mateus, 13: 54-58.

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E não estão entre nós todas as suas irmãs? De onde lhe veio, pois, tudo isso? E escandalizavam-se nele. �Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa. E não fez ali muitas maravilhas, por causa da incredulidade deles. �

Mateus, 13: 54-58.

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O poder dessa afirmativa de Jesus, de que ninguém é profeta em sua terra atravessou os séculos e continua a ser utilizada como verdade inconteste.

  • O hábito de se verem desde a infância, em todas as circunstâncias ordinárias da vida, estabelece entre os homens uma espécie de igualdade material que, muitas vezes, faz que a maioria deles se negue a reconhecer superioridade moral num de quem foram companheiros, que saiu do mesmo meio que eles e cujas primeiras fraquezas todos testemunharam.
  • Sofre-lhes o orgulho com o terem de reconhecer o ascendente do outro. Quem quer que se eleve acima do nível comum está sempre em luta com o ciúme e a inveja.

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O poder dessa afirmativa de Jesus, de que ninguém é profeta em sua terra atravessou os séculos e continua a ser utilizada como verdade inconteste.

  • Os que se sentem incapazes de chegar à altura em que aquele se encontra esforçam-se para rebaixá-lo, por meio da difamação, da maledicência e da calúnia; tanto mais forte gritam, quanto menores se acham, crendo que se engrandecem e o eclipsam pelo arruído que promovem.
  • Tal foi e será a História da Humanidade, enquanto os homens não houverem compreendido a sua natureza espiritual e alargado seu horizonte moral. Por aí se vê que semelhante preconceito é próprio dos Espíritos acanhados e vulgares, que tomam suas personalidades por ponto de aferição de tudo.

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3. A INTERPRETAÇÃO

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  • A natureza humana revela-se controvertida em muitas ocasiões, sobretudo quando se trata das relações pessoais. No texto em análise percebemos que, da mesma forma que os ensinos de Jesus produziam admiração, as pessoas não conseguiam ignorar o fato de ser ele o filho de um simples carpinteiro.
  • Tal situação nos faz deduzir que ninguém se revelaria surpreso se a origem de Jesus fosse outra, se viesse de uma classe intelecto-social mais elevada, conhecida como a dos “bem-nascidos”.

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  • As indagações e murmurações proferidas na sinagoga durante a preleção do Mestre, saturadas de desdém e descrença, indicam, de um lado, preconceito social contra alguém pertencente a uma família desprovida de bens materiais ou de destaque social, ainda que essa família fosse conhecida pela sua notória respeitabilidade.
  • Por outro lado revelam, igualmente, o estado de indigência espiritual dos circunstantes.

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O preconceito e o estado de pouca evolução espiritual estão subentendidos nas seguintes perguntas proferidas:

“Não é este o filho do carpinteiro?”

“E não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, e José, e Simão, e Judas?”

“E não estão entre nós todas as suas irmãs?”

“Donde lhe veio, pois, tudo isso?”

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É opinião ou sentimento, quer favorável quer desfavorável, concebido sem exame crítico; é ideia, opinião ou sentimento desfavorável formado a priori, sem maior conhecimento, ponderação ou sentimento...

Tanto menos podia Jesus escapar às consequências deste princípio, inerente à natureza humana, quanto pouco esclarecido era o meio em que ele vivia, meio esse constituído de criaturas votadas inteiramente à vida material.

Nele, seus compatriotas apenas viam o filho do carpinteiro, o irmão de homens tão ignorantes quanto ele e, assim sendo, não percebiam o que lhe dava superioridade e o investia do direito de os censurar.

Verificando então que a sua palavra tinha menos autoridade sobre os seus, que o desprezavam, do que sobre os estranhos, preferiu ir pregar para os que o escutavam e aos quais inspirava simpatia.

O Evangelho Segundo o Espiritismo.

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A frase que faz o fechamento do versículo 56 do texto de Mateus citado, traz uma interrogação relacionada à sabedoria da pregação de Jesus: “Donde lhe veio, pois, tudo isso?

  • Essa pergunta revela perplexidade por parte de quem a proferiu, a despeito dos ouvintes se mostrarem maravilhados pelos esclarecimentos do Mestre.
  • Revela, igualmente, que eles não souberam ou não quiseram identificar Jesus como o Messias aguardado, em razão de se manterem arraigados às tradições do culto religioso e à interpretação literal da Torah.

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Nos dias atuais a situação não difere muito. A ignorância espiritual e a rigidez dos chamados “pontos de vista”, muito têm contribuído para o retardamento do nosso processo evolutivo. �Daí Jesus ter dito, em outra ocasião: “Por que não entendeis a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra.” (João, 8:43) A propósito, esclarece Emmanuel:

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A linguagem do Cristo sempre se afigurou a muitos aprendizes indecifrável e estranha.

  • [...] Muita gente escuta a Boa Nova, mas não lhe penetra os ensinamentos.
  • Isso ocorre a muitos seguidores do Evangelho, porque se utilizam da força mental em outros setores.
  • Creem vagamente no socorro celeste, nas horas de amargura, mostrando, porém, absoluto desinteresse ante o estudo e ante a aplicação das leis divinas.
  • A preocupação da posse lhes absorve a existência. [...]

Fonte Viva (Emmanuel por Chico Xavier)

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Registram os chamamentos do Cristo, todavia, algemam furiosamente a atenção aos apelos da vida primária.

  • Percebem, mas não ouvem.
  • Nesse campo de contradições, temos sempre respeitáveis personalidades humanas e, por vezes, admiráveis amigos.
  • Conservam no coração enormes potenciais de bondade, contudo, a mente deles vive empenhada no jogo das formas perecíveis. [...]
  • Não nos esqueçamos, pois, de que é sempre fácil assinalar a linguagem do Senhor, mas é preciso apresentar-lhe o coração vazio de resíduos da Terra.

Fonte Viva (Emmanuel por Chico Xavier)

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E escandalizavam-se nele (Mt 13:57).

  • Mesmo sendo envolvidas pelo elevado magnetismo da personalidade de Jesus, pela sua sabedoria e pelas harmonias superiores do seu Espírito, não conseguiram entender o que estava acontecendo, não compreenderam, sequer, as elucidações prestadas por Jesus.

A palavra “escandalizavam”, citada no texto, tem o significado de indignação. A pregação de Jesus que no início causou admiração e perplexidade, foi considerada ofensiva, após a racionalização. Eis, aí outro ponto controverso da natureza humana, totalmente compatível com o seu nível de imperfeição espiritual.

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“Escandalizavam-se” demonstra existência de orgulho e vaidade, de forma inequívoca. Naquele fugaz espaço de tempo, eles se viram sem máscaras, como criaturas imperfeitas. Daí a indignação. ��Diante dessa atitude, o Mestre amado reconheceu, com humildade, que ninguém é profeta em sua terra e seguiu adiante, em busca de corações receptivos aos seus ensinamentos sublimes.

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Com Jesus, percebemos que a humildade nem sempre surge da pobreza ou da enfermidade que tanta vez somente significam lições regeneradoras, e sim que o talento celeste é atitude da alma que olvida a própria luz para levantar os que se arrastam nas trevas e que procura sacrificar a si própria, nos carreiros empedrados do Mundo, para que os outros aprendam, sem constrangimento ou barulho, a encontrar o caminho para as bênçãos do Céu.

Religião dos Espíritos (Emmanuel por Chico Xavier)

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Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa. E não fez ali muitas maravilhas, por causa da incredulidade deles (Mt 13:57-58).

  • Em se tratando da mensagem cristã, sobretudo, a oposição foi ferrenha, pois esta contrariava múltiplos interesses.
  • É comum encontrarmos oposição nas pessoas que convivem próximas a nós, quando oferecemos proposta de mudança.
  • A oposição é sempre proporcional à importância dos resultados previstos, porque, quanto maior ela é, tanto mais numerosos são os interesses que fere.

A reação dos praticantes da lei de Moisés foi de certa forma esperada, uma vez que sempre há resistência a uma nova ideia.

Os Judeus hoje? [....]

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Jesus vinha proclamar uma doutrina que solaparia pela base os abusos de que viviam os fariseus, os escribas e os sacerdotes do seu tempo. �Esta, porém, sobreviveu, porque era verdadeira; engrandeceu-se, porque correspondia aos desígnios de Deus e, nascida num pequeno e obscuro burgo da Judéia, foi plantar o seu estandarte na capital mesma do mundo pagão, à face dos seus mais encarniçados inimigos, daqueles que mais porfiavam em combatê-la, porque subvertia crenças seculares a que eles se apegavam muito mais por interesse do que por convicção. [...]

O Evangelho Segundo o Espiritismo.

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[...] Lutas das mais terríveis esperavam aí pelos seus apóstolos; foram inumeráveis as vítimas; a ideia, no entanto, avolumou-se sempre e triunfou, porque, como verdade, sobrelevava as que a precederam.

O Evangelho Segundo o Espiritismo.

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Lázaro Redivivo. Irmão X por Chico Xavier

  • Irmão X (Humberto de Campos) relata que, após a entrada gloriosa de Jesus em Jerusalém, o “[...] povo judeu suspirava por alguém, com bastante autoridade, que o libertasse dos opressores. Não seria tempo da redenção de Israel? [...] O romano orgulhoso apertava a Palestina nos braços tirânicos. Por isso Jesus simbolizava a renovação, a promessa. Quem operara prodígios iguais aos dele?”

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Lázaro Redivivo. Irmão X por Chico Xavier

  • Mesmo entre os sacerdotes e os membros do Sinédrio, a expectativa era grande quanto ao advento do Messias.

  • Percebendo a intenção e os desejos do povo e de alguns dos seus representantes religiosos, Jesus reuniu-se com os doze apóstolos, esclarecendo-os a respeito da situação.

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Lázaro Redivivo. Irmão X por Chico Xavier

  • Concluída a conversa reservada, seis dos apóstolos se dirigiram cautelosos, à via pública, onde se encontrava um patriarca que se posicionava à frente da multidão.
  • O diálogo que se segue sintetiza a assertiva de Jesus de que “não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa”.

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— Que disse o profeta? — perguntou o patriarca, chefe daquele movimento de curiosidade

— explicou-se, afinal?

— Sim — esclareceu Filipe com benevolência.

— E a base do programa de nossa restauração política e social?

— Recomendou o Senhor para que o maior seja servo do menor, que todos deveremos amar-nos uns aos outros.

— O sinal do movimento? — Indagou o ancião de olhos lúcidos.

— Estará justamente no amor e no sacrifício de cada um de nós — replicou o apóstolo, humilde.

Lázaro Redivivo. Irmão X por Chico Xavier

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— Dirigir-se-á imediatamente a César, fundamentando o necessário protesto?

— Disse-nos para confiarmos no Pai e crermos também nele, nosso Mestre e Senhor.

— Não se fará, então, exigência alguma?— exclamou o patriarca, irritado.

— Aconselhou-nos a pedir ao céu o que for necessário e afirmou que seremos atendidos em seu nome. — Explicou Filipe, sem se perturbar.

Entreolharam-se, admirados, os circunstantes.

Lázaro Redivivo. Irmão X por Chico Xavier

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— E a nossa posição? — resmungou o velho — não somos o povo escolhido na Terra?

Muito calmo, o apóstolo esclareceu:

— Disse o Mestre que não somos do mundo e por isso o mundo nos aborrecerá, até que o seu Reino seja estabelecido.[...]

— Não te disse, Jafet? — falou um antigo fariseu ao patriarca.

— Tudo isso é uma farsa. [...]

Lázaro Redivivo. Irmão X por Chico Xavier

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Desfecho...

  • Desde essa hora, compreendendo que Jesus cumpria, acima de tudo, a Vontade de Deus, longe de qualquer disputa com os homens, a multidão abandonou-o. [...]
  • E, desde esse instante, a perseguição do Sinédrio tomou vulto e o Messias, sozinho com a sua dor e com a sua lealdade, experimentou a prisão, o abandono, a injustiça, o açoite, a ironia e a crucificação.
  • Essa, foi uma das últimas lições dEle, entre as criaturas, dando-nos a conhecer que é muito fácil cantar hosanas a Deus, mas muito difícil cumprir-lhe a Divina Vontade, com o sacrifício de nós mesmos.

Lázaro Redivivo. Irmão X por Chico Xavier

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Referências

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