NINGUÉM É PROFETA EM SUA TERRA
O preconceito social, motivado pelo orgulho e vaidade, assim como a inveja e o ciúme são imperfeições espirituais que refletem o caráter de alguns indivíduos que não conseguem reconhecer o valor moral ou intelectual das pessoas que lhes são próximas. � Por este motivo afirmou Jesus, com sabedoria: Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa. Mateus, 13:57.
Roteiro de diálogo
Explicar, à luz do entendimento espírita, a afirmativa de Jesus de que ninguém é profeta em sua terra.
1. DO HORIZONTE PROFÉTICO
Da saída do Gregarismo ao individualismo
O Espírito e o tempo por Herculano Pires
O Espírito e o tempo por Herculano Pires
Moisés e os 10 mandamentos
1º) aceitação do monoteísmo, pela primeira vez na história, e consequentemente individualização da ideia de Deus;
2º) acentuação dos atributos éticos;
3º) estabelecimento de ligações diretas do Deus individual com o indivíduo humano, no caso o profeta.
O Espírito e o tempo por Herculano Pires
2. O TEXTO EVANGÉLICO
E, chegando à sua pátria, ensinava-os na sinagoga deles, de sorte que se maravilhavam e diziam: De onde veio a este a sabedoria e estas maravilhas? Não é este o filho do carpinteiro? E não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, e José, e Simão, e Judas?
Mateus, 13: 54-58.
E não estão entre nós todas as suas irmãs? De onde lhe veio, pois, tudo isso? E escandalizavam-se nele. �Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa. E não fez ali muitas maravilhas, por causa da incredulidade deles. �
Mateus, 13: 54-58.
O poder dessa afirmativa de Jesus, de que ninguém é profeta em sua terra atravessou os séculos e continua a ser utilizada como verdade inconteste.
O poder dessa afirmativa de Jesus, de que ninguém é profeta em sua terra atravessou os séculos e continua a ser utilizada como verdade inconteste.
3. A INTERPRETAÇÃO
O preconceito e o estado de pouca evolução espiritual estão subentendidos nas seguintes perguntas proferidas:
“Não é este o filho do carpinteiro?”
“E não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, e José, e Simão, e Judas?”
“E não estão entre nós todas as suas irmãs?”
“Donde lhe veio, pois, tudo isso?”
É opinião ou sentimento, quer favorável quer desfavorável, concebido sem exame crítico; é ideia, opinião ou sentimento desfavorável formado a priori, sem maior conhecimento, ponderação ou sentimento...
Tanto menos podia Jesus escapar às consequências deste princípio, inerente à natureza humana, quanto pouco esclarecido era o meio em que ele vivia, meio esse constituído de criaturas votadas inteiramente à vida material.
Nele, seus compatriotas apenas viam o filho do carpinteiro, o irmão de homens tão ignorantes quanto ele e, assim sendo, não percebiam o que lhe dava superioridade e o investia do direito de os censurar.
Verificando então que a sua palavra tinha menos autoridade sobre os seus, que o desprezavam, do que sobre os estranhos, preferiu ir pregar para os que o escutavam e aos quais inspirava simpatia.
O Evangelho Segundo o Espiritismo.
A frase que faz o fechamento do versículo 56 do texto de Mateus citado, traz uma interrogação relacionada à sabedoria da pregação de Jesus: “Donde lhe veio, pois, tudo isso?”
Nos dias atuais a situação não difere muito. A ignorância espiritual e a rigidez dos chamados “pontos de vista”, muito têm contribuído para o retardamento do nosso processo evolutivo. �Daí Jesus ter dito, em outra ocasião: “Por que não entendeis a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra.” (João, 8:43) A propósito, esclarece Emmanuel:
A linguagem do Cristo sempre se afigurou a muitos aprendizes indecifrável e estranha.
Fonte Viva (Emmanuel por Chico Xavier)
Registram os chamamentos do Cristo, todavia, algemam furiosamente a atenção aos apelos da vida primária.
Fonte Viva (Emmanuel por Chico Xavier)
E escandalizavam-se nele (Mt 13:57).
A palavra “escandalizavam”, citada no texto, tem o significado de indignação. A pregação de Jesus que no início causou admiração e perplexidade, foi considerada ofensiva, após a racionalização. Eis, aí outro ponto controverso da natureza humana, totalmente compatível com o seu nível de imperfeição espiritual.
“Escandalizavam-se” demonstra existência de orgulho e vaidade, de forma inequívoca. Naquele fugaz espaço de tempo, eles se viram sem máscaras, como criaturas imperfeitas. Daí a indignação. ��Diante dessa atitude, o Mestre amado reconheceu, com humildade, que ninguém é profeta em sua terra e seguiu adiante, em busca de corações receptivos aos seus ensinamentos sublimes.
Com Jesus, percebemos que a humildade nem sempre surge da pobreza ou da enfermidade que tanta vez somente significam lições regeneradoras, e sim que o talento celeste é atitude da alma que olvida a própria luz para levantar os que se arrastam nas trevas e que procura sacrificar a si própria, nos carreiros empedrados do Mundo, para que os outros aprendam, sem constrangimento ou barulho, a encontrar o caminho para as bênçãos do Céu.
Religião dos Espíritos (Emmanuel por Chico Xavier)
Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa. E não fez ali muitas maravilhas, por causa da incredulidade deles (Mt 13:57-58).
A reação dos praticantes da lei de Moisés foi de certa forma esperada, uma vez que sempre há resistência a uma nova ideia.
Os Judeus hoje? [....]
Jesus vinha proclamar uma doutrina que solaparia pela base os abusos de que viviam os fariseus, os escribas e os sacerdotes do seu tempo. �Esta, porém, sobreviveu, porque era verdadeira; engrandeceu-se, porque correspondia aos desígnios de Deus e, nascida num pequeno e obscuro burgo da Judéia, foi plantar o seu estandarte na capital mesma do mundo pagão, à face dos seus mais encarniçados inimigos, daqueles que mais porfiavam em combatê-la, porque subvertia crenças seculares a que eles se apegavam muito mais por interesse do que por convicção. [...]
O Evangelho Segundo o Espiritismo.
[...] Lutas das mais terríveis esperavam aí pelos seus apóstolos; foram inumeráveis as vítimas; a ideia, no entanto, avolumou-se sempre e triunfou, porque, como verdade, sobrelevava as que a precederam.
O Evangelho Segundo o Espiritismo.
Lázaro Redivivo. Irmão X por Chico Xavier
Lázaro Redivivo. Irmão X por Chico Xavier
Lázaro Redivivo. Irmão X por Chico Xavier
— Que disse o profeta? — perguntou o patriarca, chefe daquele movimento de curiosidade
— explicou-se, afinal?
— Sim — esclareceu Filipe com benevolência.
— E a base do programa de nossa restauração política e social?
— Recomendou o Senhor para que o maior seja servo do menor, que todos deveremos amar-nos uns aos outros.
— O sinal do movimento? — Indagou o ancião de olhos lúcidos.
— Estará justamente no amor e no sacrifício de cada um de nós — replicou o apóstolo, humilde.
Lázaro Redivivo. Irmão X por Chico Xavier
— Dirigir-se-á imediatamente a César, fundamentando o necessário protesto?
— Disse-nos para confiarmos no Pai e crermos também nele, nosso Mestre e Senhor.
— Não se fará, então, exigência alguma?— exclamou o patriarca, irritado.
— Aconselhou-nos a pedir ao céu o que for necessário e afirmou que seremos atendidos em seu nome. — Explicou Filipe, sem se perturbar.
Entreolharam-se, admirados, os circunstantes.
Lázaro Redivivo. Irmão X por Chico Xavier
— E a nossa posição? — resmungou o velho — não somos o povo escolhido na Terra?
Muito calmo, o apóstolo esclareceu:
— Disse o Mestre que não somos do mundo e por isso o mundo nos aborrecerá, até que o seu Reino seja estabelecido.[...]
— Não te disse, Jafet? — falou um antigo fariseu ao patriarca.
— Tudo isso é uma farsa. [...]
Lázaro Redivivo. Irmão X por Chico Xavier
Desfecho...
Lázaro Redivivo. Irmão X por Chico Xavier
Referências