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CONFIGURAÇÕES DA CULTURA ESCOLAR: ANÁLISE DE MATERIAIS PRODUZIDOS POR DOCENTES E DISCENTES NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM NO COTIDIANO ESCOLAR DE AULAS DE HISTÓRIA

Diego Marinho de Gois; UFOPA - E-mail: dieguitogois@yahoo.com.br

Lademe Correa de Sousa; Co-autora 1; UFOPA - E-mail: lademe.sousa@ufopa.edu.br

Grupo de pesquisa: GEPEHISBA

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INTRODUÇÃO

Partindo da experiência de professores de Estágio Supervisionado em História na Universidade Federal do Oeste do Pará há mais de uma década, onde se desenvolveu uma proposta de estudo sobre a realidade das escolas e dos ensinos, constatou-se, dentre outras coisas que: há uma diversidade de escolas e de ensinos de História no contexto da cidade de Santarém-PA e região, que são evidenciadas a partir dos resultados apresentados pelos alunos estagiários em seus Cadernos de Registros Fotográficos da Cultura Escolar das escolas, campo do estágio. Fundamentados nestas fontes imagéticas, o presente texto parte da problemática:

Quais ensinos de História se constroem no cotidiano das diferentes escolas de Santarém?

Visa analisar um conjunto de fontes fotográficas produzidas pelos alunos estagiários de História, no âmbito do componente curricular Estágio Supervisionado em História I e II, que equivale a pesquisa feitas nos estágios de observação e regência, na modalidade do Ensino Fundamental II.

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PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

A proposta está fundamentada nas discussões efetivas por Rockwell e Ezpeleta (2007, 133), que defende que a escola é uma construção social e que “a construção de cada escola, mesmo imersa num movimento histórico de amplo alcance, é sempre uma versão local e particular neste movimento”. Segundo essas pesquisados, a história das escolas é marcada por duas situações, a existência documentada e uma outra história e existência, não documentada, através da qual a escola toma forma material, ganha vida e afirma “nesta história não-documentada, nesta dimensão cotidiana, os trabalhadores, os alunos e os pais se apropriam dos subsídios e das prescrições estatais e constroem a escola”. Os estágios supervisionados em História têm, além da discussão teórica e prática, a dimensão de pesquisa e a busca destas histórias não-documentadas é uma delas, ou seja, compreender a realidade cotidiana destas escolas e do ensino de História.

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PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Problematizar o ensino de História na contemporaneidade é um desafio que tem se apresentado fundamental nos cursos de formação de professores. Como parte desta reflexão, tem-se buscado alternativas frente aos desafios que envolve a relação entre teoria e prática, entre a academia e as escolas. No caso do ensino de História, tem-se uma vasta produção historiográfica que aborda a questão e a busca de uma reflexão epistemológica, que passa pela observação do próprio contexto brasileiro e da realidade local.

Para tanto, os conceitos e autores trabalhados nos estágios e aqui apresentados, são fundamentais no entendimento epistemológico da presente pesquisa: a) ensino de História como uma construção social de Garcia e Schmidt (2011); b) escola cotidiana de Ezpeleta e Rockwell (2007); Cultura escolar, de Dominique Julia (2001) e André Chervel (1990), Sujeitos escolares de Elsie Rockwell (1989) e Diana Vidal (2009), bem como Saberes e dos fazeres docentes de Monteiro (2007).

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RESULTADOS E DISCUSSÃO

Reconstruindo escolas e ensinos de História por meio dos cadernos fotográficos

Como resultado das observações e dos registros fotográficos realizados pelos alunos estagiários de História, é possível recompor um painel de imagens de escolas e de práticas escolares que se realizam no cotidiano, o qual compreende as seguintes dimensões:

1 - A arquitetura escolar, 2. Espaços escolares (corredores/salas/espaços abertos), 3 - os arquivos e bibliotecas escolares, 4 - os materiais audiovisuais, 5 - A Sala de Aula de História, 6 - Os recursos para se ensinar história, 7 - O quadro escolar como fonte, 8 - Os cadernos dos alunos como fontes, 9 - As atividades escolares, 10 - Práticas escolares, 11 - Os livros didáticos e 12 - Usos dos livros didáticos.

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RESULTADOS E DISCUSSÃO

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RESULTADOS E DISCUSSÃO

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RESULTADOS E DISCUSSÃO

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

As pesquisas desenvolvidas em escolas de Santarém sobre o cotidiano do ensino de história por meio dos estagiários apontam para o entendimento do espaço escolar e da sala de aula como lugares de produção de conhecimento, que desfaz a velha constatação de que nas escolas seria o lugar da reprodução/transmissão do saber produzido fora dela.

Os resultados apresentados pela pesquisa de campo podem ser compreendidos como narrativas de práticas comuns, na acepção de Certeau (2005, p. 35), em que os sujeitos se reapropriam dos elementos de uma cultura preexistente – legislação, normas, leis, currículos oficiais, livros didáticos – e as transformam em práticas sociais, inventando o cotidiano, que, no caso das escolas, seriam as pluralidades de vivências, experiências, ensinos praticadas no dia a dia das salas de aula, nem sempre documentadas, por vezes silenciadas e mesmo apagadas pelo próprio professor, como nos textos produzidos nos quadros escolares.

A análise desses registros documentados demonstra as ações dos sujeitos em realizar escolhas, seleções e mesmo em produzir materiais didáticos para as aulas de história, além daqueles disponibilizados pelos sistemas de ensino.

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REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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