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Formada em Direito pela Universidade Candido Mendes; pós-graduada em Altos Estudos em Defesa e Direito Administrativo, com ênfase em terceirização no serviço público e em Relações entre Empresas e Poder Público.

Coordenadora-Geral de Inovação e Projetos da AGU, ex-Diretora da Central de Compras e consultora do Banco Mundial. Servidora da Agência Nacional de Saúde Suplementar, onde foi Gerente de Contratos e Licitações, atuando em licitações por mais de 20 anos. Foi Procuradora Chefe (cível e pessoal) da Procuradoria de Nova Iguaçu e Chefe da Comissão Permanente de Inquérito Administrativo, Secretária Adjunta de Governo, Subsecretária Municipal de Educação e Assessora Legislativa na Câmara de Vereadores. Palestrante, Mediadora e Professora de Direito Administrativo, em especial, sobre o tema de contratações públicas.

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Inovação

ou

Insanidade?

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Se você tivesse escolha, escolheria direto ou licitaria?

Você sempre compra pelo menor preço na sua vida?

Se o IFMS fosse uma empresa privada, vocês comprariam hoje como compram no setor público?

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Quanto do seu orçamento você gasta com suas compras?

Seu orçamento tem aumentado ou diminuído?

No Brasil, as compras públicas movimentam, em media, 15% do PIB (cf dados do BM).

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O desafio da eficiência nas compras públicas

  • O papel estratégico das contratações

  • Como a inovação entra nesse cenário?

  • Processos x Resultados

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Conceito de contratações inovadoras

Artigo 20, §4º, Lei 14.133/21

Autoriza o uso de critérios que valorizem a inovação tecnológica ou técnica na definição do objeto e nos critérios de julgamento da licitação.

Mas o que é uma contratação inovadora?

Não é apenas contratar tecnologia de ponta, envolve:

  • Inovação no objeto: contratar algo novo ou redesenhado, como um modelo integrado de serviços (ex: facilities);
  • Inovação no processo: usar métodos como diálogos competitivos, consultas ao mercado, compras públicas para solução de problema, ou uso de plataformas digitais;
  • Inovação no resultado: focar na entrega de valor ao cidadão, com indicadores de desempenho, metas e pagamento por resultado.

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Portanto, inovação na contratação pública é, sobretudo,

mudar o paradigma:

deixar de comprar apenas insumos e passar a contratar soluções.

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Nós somos agentes de transformação para uma administração mais eficiente, inovadora e sustentável.

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  • Compras pulverizadas:
  • preços diferentes para o mesmo item;
  • dificuldade em justificar valores na pesquisa de mercado;
  • fragilidade no planejamento.

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Quem aqui já perdeu noites de sono tentando explicar um preço estranho na pesquisa de mercado?

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A Lei nº 14.133/2021 mudou a lógica:

Não basta cumprir rito, agora precisamos de planejamento robusto e gestão eficiente.

Estudo Técnico Preliminar (ETP) e Termo de Referência (TR) como peças obrigatórias de planejamento.

Incentivo à centralização e às compras compartilhadas.

Ampliação das compras eletrônicas, catálogos digitais, sistemas informatizados.

Sustentabilidade como princípio transversal.

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👉 Pergunto a vocês: a inovação está na lei… mas será que já está na nossa cultura organizacional?

Joel de Menezes Niebuhr, que lembra: “a lei é um instrumento; quem faz a boa contratação é o gestor público bem preparado”. Ou seja, a inovação depende de nós.”

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Centralizar não é só juntar processos, é pensar estrategicamente.

Assegurando economia de escala, padronização, eficiência administrativa, governança.

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  • Almoxarifado Virtual Nacional;
  • TáxiGov/MobGov;
  • Contrata+Brasil;
  • Facilities no MMA;
  • Aquisição centralizada de computadores...

Casos concretos

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Sustentabilidade em três dimensões:

Ambiental: energia limpa, reciclagem, bens com menor impacto.

Social: inclusão de micro e pequenas empresas, cooperativas de catadores, empresas locais.

Econômica: contratos que estimulam inovação e geram desenvolvimento regional.

Esse é o grande desafio: pensar o futuro no ato da contratação.

Exemplo: universidades contratando energia solar por meio de leilões centralizados.

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RECONHECE SUA EQUIPE DE TRABALHO?

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Nossa vida precisa ser diferente disso!

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A centralização é uma porta aberta para a pluralidade de soluções, mas só gera valor público quando é conduzido com planejamento, transparência e controle. Mais do que contratar, nossa missão é entregar resultados com ética, responsabilidade e respeito ao interesse coletivo.

Lara Brainer

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