FECCIF23 – II Feira Estadual de Ciência e Cultura do IFSP – de 23 a 27 de Outubro de 2023
O projeto "Banca da Ciência" realiza oficinas mensais de divulgação científica. Com foco em tornar a ciência acessível, o projeto utiliza abordagem teórica e prática, onde os participantes participam de apresentações teóricas e experimentos práticos. Além de ensinar, o projeto busca inclusão feminina e quebrar estereótipos, promovendo o interesse pela ciência e destacando seu papel na vida cotidiana.
RESUMO
INTRODUÇÃO
OBJETIVOS
METODOLOGIA
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BANCA DA CIÊNCIA: EMPODERANDO COMUNIDADES COM OFICINAS DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA
Rhédy Marques Silva¹, Crystofeer Valdeilson Flor da Silva², Emerson Ferreira Gomes3 (orientador)
1Instituto Federal de São Paulo, Boituva, Brasil - rhedymarques@gmail.com
2Instituto Federal de São Paulo, Boituva, Brasil - crystofeer.s@aluno.ifsp.edu.br
3Instituto Federal de São Paulo, Boituva, Brasil – emersonfg@ifsp.edu.br
As oficinas contém temáticas específicas e escolhidas através de discussões de ideias entre os apresentadores. A última oficina abordou o tema "História da Eletricidade" e foi realizada na EMEF Profª Terezinha Elizabeth Sarubbi Sebastiani, em Boituva, onde mostramos o desenvolvimentos na elétrica e tipos de eletricidade na natureza. Com materiais de simples acesso, mostramos aquilo que foi proposto na parte teórica de maneira prática utilizando materiais recicláveis para uma visualização mais precisa daquilo que foi abordado.
- Mostrar, de modo interativo, que a ciência não é algo distante e é muito presente no nosso cotidiano.
- Trazer a igualdade de gênero e mostrar o protagonismo feminino no avanço científico e tecnológico.
- Através de experimentos com materiais de fácil acesso, despertar e explorar a curiosidade científica.
- Divulgar fatos científicos e facilitar o contato com a ciência em escolas públicas e comunidades.
- Desmistificar estereótipos do que é realmente ser cientistas e mostrar que todos podemos ser e expressar isso de várias maneiras.
A pesquisa se divide em 2 etapas: Elaboração e Comunicação. A primeira etapa se vale da elaboração das atividades de divulgação científica. Para isso, é realizada uma pesquisa de produtos culturais, experimentos e propostas lúdicas que permitam a realização de atividades de divulgação científica. A segunda etapa consiste em comunicar a ciência em diferentes espaços, seja através de oficinas em escolas ou em exposições públicas para a comunidade civil. Já a terceira etapa, compreende a análise dos resultados das atividades realizadas pelos jovens divulgadores da ciência. Para isto, articulamos referenciais socioculturais da educação (FREIRE; 2023; VIGOTSKI, 2001; SNYDERS, 1988) com estudos de ciência, tecnologia e sociedade (AULER, 2003; DÍAZ; ALONSO, 2003) e da comunicação da ciência (PIASSI et al, 2019; GOMES et al, 2017).
As atividades realizadas pela ‘Banca da Ciência" se encaixam na categoria de educação não-formal, a qual foi definida por Dib (1988) e Coombs (1989), retratando uma ampla variedade de atividades educacionais organizadas e desenvolvidas fora do sistema educacional formal. As oficinas representam uma abordagem organizada e planejada de aprendizado que ocorre fora do sistema de ensino tradicional e não necessariamente leva a certificações formais, mas busca promover o conhecimento e a compreensão em um ambiente mais acessível e descontraído. Durante as atividades na Escola Beth Sarubbi, pudemos perceber que o engajamento dos alunos nas atividades foi um estímulo cultural para promover a apreciação pela ciência e pela cultura do conhecimento, o que se demonstra numa ação de extrema importância, sobretudo, em um contexto em que poucos estudantes demonstram interesse profissional nos segmentos científicos (VIECHENESKI e CARLETTO, 2013).
RESULTADOS E DISCUSSÕES
REFERÊNCIAS
CONCLUSÃO
A partir das observações realizadas durante as apresentações, fica evidente que a divulgação científica em escolas públicas e na comunidade emerge como um meio viável e acessível para estabelecer conexões com a ciência. Isso permite aproximar os indivíduos desse conhecimento, destacando de forma interativa e didática o cientista que existe em cada um. Além disso, essa abordagem contribui para derrubar estereótipos de gênero, enfatizando o papel fundamental das mulheres no desenvolvimento científico.
AULER, Decio. Alfabetização cientifico-tecnológica: um novo" paradigma"?. Ensaio: Pesquisa em Educação em Ciências, v. 5, n. 1, p. 69-83, 2003.
COOMBS, P. H. Educational challenges in the age of science and technology. In: Popularization of science and technology: what informal and nonformal education can do? Paris: Unesco, 1989.
DÍAZ, José Antonio Acevedo; ALONSO, A. VÁZQUEZ; MAS, Maria Antonia M. Papel de la educación CTS en una alfabetización científica y tecnológica para todas las personas. Revista Electrónica de Enseñanza de las ciencias, v. 2, n. 2, p. 80-111, 2003.
DIB, C. Z. Formal, non-formal and informal education: concepts/applicability. In: Cooperative networks in physics education: Conference Proceedings 173. New York: American Institute of Physics, 1988.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 2013
GOMES, Emerson F. et al. Sob o Olhar das Lentes: Uma Proposta de Divulgação Científica na Escola a partir do Projeto Banca da Ciência. Revista Interdisciplinar de Tecnologias e Educação, v. 3, p. 1, 2017.
PIASSI, Luís Paulo et al. Science Stand: A Brazilian Activist Science & Technology Outreach Initiative. Journal for Activist Science & Technology Education (JASTE), v. 10, p. 1-11, 2019.
SNYDERS, Georges. A Alegria na Escola. São Paulo: Ed. Manole, 1988.
VIECHENESKI, Juliana Pinto; CARLETTO, Marcia. Por que e para quê ensinar ciências para crianças. Revista Brasileira de Ensino de Ciência e Tecnologia, v. 6, n. 2, 2013.
VIGOTSKI. Lev S. A Construção do Pensamento e da Linguagem. São Paulo. Editora Martins Fontes. 2001.