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OXIGENOTERAPIA

Germana Maria Viana Cruz

Faculdade Maurício de Nassau Fortaleza

Disciplina: Semiotécnica

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Objetivos da aula

    • Identificar os fatores que afetam a oxigenação.
    • Identificar os tipos de oxigenoterapia, bem como os materiais necessários e os cuidados de Enfermagem na sua instalação e manutenção.

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Oxigenoterapia

  • Objetiva evitar ou aliviar a hipóxia tecidual pelo fornecimento de oxigênio em concentrações maiores que a do ar ambiente (FiO2 = 21%).

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Objetivos da oxigenoterapia

  • Corrigir e reduzir os sintomas relacionados à hipoxemia e melhorar a difusão do O2.
  • Melhorar a oxigenação tissular (hipóxia) de pacientes com dificuldades de transporte de O2.
  • Facilitar a absorção de ar das cavidades orgânicas.
  • Minimizar a carga de trabalho cardiopulmonar.
  • Manter PaO2 entre 80-100mm Hg e a Sat O2 de 90 a 100%.

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Hipoxemia

  • Falta ou entrega reduzida de O2, acarretando diminuição da PaO2 (menor que 60 mmHg) e da Sat O2 (< 90%) .
  • Sinais clínicos de Hipoxemia
  • Agitação.
  • Cianose de extremidades ou central.
  • Sat. de O2 < 90%.
  • PaO2 < 60 mmHg.

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Atenção

  • Oxigênio é um medicamento.
  • Deve ser prescrito pelo médico.
  • Enfermagem tem autonomia nas urgências e emergência: métodos não invasivos.
  • Prevenir a toxidade é função da equipe.
  • Minimizar o tempo de exposição e oferta.
  • Iniciar o desmame o quanto antes possível.

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Efeitos do oxigênio

  • Melhora a troca gasosa.
  • Promove a vasodilatação arterial pulmonar.
  • Diminui a resistência arterial pulmonar.
  • Diminui o débito cardíaco (DC).
  • Diminui a sobrecarga de trabalho cardíaco.
  • Promove a vasoconstricção sistêmica.

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Cilindros de oxigênio

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Equipamentos

MANÔMETRO

FLUXÔMETRO

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Equipamentos

  • Umidificador

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Fonte de oxigênio canalizada

Oxigênio

Ar comprimido

Vácuo

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Régua de gases

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Concentradores de oxigênio

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Tipos de oxigenoterapia

Não Invasiva

Invasiva

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Oxigenoterapia não invasiva

  • Sistemas de baixo fluxo
  • O fluxo de O2 é menor que a demanda do paciente.
  • Há diluição do gás inspirado.
  • Fornece FiO2 baixa e variável dependendo do VC.

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Oxigenoterapia não invasiva

  • Sistemas de baixo fluxo
  • Cateter nasal
  • Cânula nasal
  • Máscara facial simples
  • Máscara facial com bolsa reservatória
  • Tenda facial
  • Colar de Traqueostomia

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Oxigenoterapia não invasiva

  • Sistemas de alto fluxo
  • Fornece O2 em fluxos iguais ou superiores ao fluxo inspiratório máximo do paciente.
  • FiO2 fixa.

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Oxigenoterapia não invasiva

  • Sistemas de alto fluxo
  • Máscara de Venturi
  • Capacete Hood
  • Ventilação não Invasiva com Pressão Positiva por Máscara
  • Ventilação com máscara e ambú�

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Oxigenoterapia invasiva

  • Intubação orotraqueal
  • Traqueostomia
  • Cânula faríngea

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Cateter nasal

  • Indicações: administração de pequenas concentrações de oxigênio (24 a 44%).

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Cateter nasal

  • Fluxo: 1 a 6L/min.
  • Provoca ressecamento da mucosa nasal.
  • Medida: extremidade do nariz até o lóbulo da orelha.

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Cateter nasal

Vantagens

Desvantagens

  • Redução da perda de O2.
  • Pouco utilizado, devido grande desconforto.
  • Induz reflexo de vômito.
  • Deglutição de gás.
  • As narinas devem ser alternadas de 8/8 horas.

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Cânula nasal tipo óculos

  • Indicações: administração de pequenas concentrações de oxigênio (24 a 44%).
  • Fluxo: 1 a 6L/min.

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Cânula nasal tipo óculos

Vantagens

Desvantagens

  • Conforto e comodidade - pode comer, falar, sem obstáculos;
  • Economia: não necessita ser removida;
  • Facilidade de manter em posição.

  • Não pode ser usada por pacientes com problemas nos condutos nasais;
  • Concentração de O2 inspirada desconhecida;
  • De pouca aceitação por crianças pequenas;
  • Não permite nebulização.

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Cânula nasal tipo óculos

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Cânula nasal tipo óculos

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Máscara facial simples

  • Dispositivo de plástico que se encaixa perfeitamente sobre a boca e o nariz do paciente.

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Máscara facial simples

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Máscara facial simples

  • Aumentam o reservatório artificial de oxigênio (100 a 200ml), permitindo uma maior inalação de gás na inspiração.
  • Libera concentrações de oxigênio entre 40 a 60%.
  • Fluxos: 5 a 8L/min.
  • Riscos e contraindicações: risco de reinalação de CO2.

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Máscara facial simples

Vantagens

Desvantagens

  • Respiração nasal e oral.
  • Veículo para administração de medicações inalatórias.
  • Dificulta comunicação oral;
  • Dificuldade para beber e comer.
  • Evitar uso prolongado,devido lesões por pressão.

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Máscara facial com bolsa reservatória

  • São máscaras acopladas a uma bolsa inflável que armazenam oxigênio a 100% na inspiração.
  • Na inspiração o oxigênio é inalado do reservatório.
  • Tipos: sistema de reinalação parcial ou sem reinalação.

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Máscara facial com bolsa reservatória

  • Coletam e armazenam O2 entre as inspirações do paciente.
  • O paciente utiliza o suprimento de reserva quando seu fluxo inspiratório for maior que o fluxo de O2.
  • Oferecem FiO2 maiores que os sistemas de baixo fluxo.

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Máscara facial com bolsa reservatória

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Máscara facial com bolsa reservatória

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Máscara facial com bolsa reservatória

  • Parcialmente reinalável
  • Entre 1/3 a 1/2 do reservatório ficam cheios na inspiração.
  • Liberação de 40 a 70% de O2.
  • Fluxo de 7 a 10 L/min – evitar o colabamento da bolsa.

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Máscara facial com bolsa reservatória

  • Não reinalável
  • Possui válvulas de sentido único que impedem a volta do ar exalado para o saco reservatório.
  • Liberação de 90 a 95% de O2 .
  • Fluxo de 10 a 15L/min.
  • Pacientes que necessitam de altas concentrações de O2.

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Tenda facial

  • Colocada com folga ao redor do rosto.
  • Indicações: pacientes com traumas ou queimaduras no rosto.
  • Concentração de 21 a 40% de O2.
  • Fluxo de 6 a 15 L/min.

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Tenda facial

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Tenda Facial

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Oxigenoterapia neonatal/infantil

Capacete HOOD

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Capacete HOOD

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Capacete HOOD

  • Cobre somente a cabeça.
  • Oxigênio liberado por nebulizador.
  • Fluxo de O2 de acordo com o tamanho.

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Máscara de Venturi

  • Proporciona a administração de concentrações variadas de oxigênio (24 a 60%).
  • Fluxo: 4 a 12L/min.

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Máscara de Venturi

  • Constitui o método mais seguro e exato para liberar a concentração necessária de oxigênio, sem considerar a profundidade ou frequência da respiração.

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Concentrações Máscara de Venturi

Conector

Concentração de O2

Fluxo de O2

Azul

24%

4L

Amarelo

28%

4L

Branco

31%

6L

Verde

35%

8L

Vermelho

40%

8L

Laranja

50%

12L

Fonte: Kit Venturi Newmed Adulto; fabricante GaleMed, 2008.

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Máscara de Venturi

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Ventilação não Invasiva com Pressão Positiva por Máscara�

  • Modalidade de ventilação por máscara nasal ou facial que fornece um suporte pressórico ou volumétrico.

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Ventilação não Invasiva com Pressão Positiva por Máscara�

  • Indicações:
  • Prevenir ou evitar o uso de vias respiratórias invasivas em pacientes com insuficiência respiratória aguda, edema pulmonar cardiogênico, ou exacerbação da DPOC.

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Ventilação não Invasiva com Pressão Positiva por Máscara�

  • Síndromes hipoxêmicas como:
    • Atelectasia
    • Pneumonia
    • Edema agudo de pulmão
    • Síndrome hipercápnica

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Ventilação não Invasiva com Pressão Positiva por Máscara�

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Ventilação não Invasiva com Pressão Positiva por Máscara�

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Ventilação não Invasiva com Pressão Positiva por Máscara�

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Ventilação não Invasiva com Pressão Positiva por Máscara�

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Ventilação não Invasiva com Pressão Positiva por Máscara�

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CPAP nasal

  • Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas.
  • Consiste na administração de uma mistura de O2 em concentração conhecida, com fluxo de 8L/min, por meio de uma peça nasal.

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CPAP nasal

  • A via expiratória da peça nasal é conectada a uma borracha e colocada em selo d'água (5cmH²O - altura da coluna de água).
  • Vantagens:
  • Melhora a expansibilidade pulmonar;
  • Diminui o esforço respiratório;
  • Minimiza a atelectasia pulmonar.

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CPAP nasal

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CPAP nasal

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CPAP nasal

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CPAP nasal

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Complicações do CPAP nasal

  • Obstrução nasal por secreções ou crostas.
  • Erosões no septo e deformidades nasais.
  • Distensão gâstrica
  • Hiperdistensão pulmonar
  • Pneumotórax

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Ventilação com máscara e ambú�

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Ventilação com máscara e ambú

  • Fornece alta concentração de oxigênio (90 a 95%)
  • Fluxo de 8 a 15L/min.
  • Frequência deverá se aproximar da frequência respiratória fisiológica.�

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Ventilação com máscara e ambú�

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Vias aéreas artificiais

  • Cânula orofaríngea (Guedel)
  • Dispositivo plástico curvo inserido pela boca e posicionado na faringe posterior para afastar a língua do palato e abrir a via aérea.
  • Indicações: pacientes inconscientes (curto prazo); entubação.
  • Contraindicações: trauma oral recente, cirurgia ou dentes instáveis.

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Cânula orofaríngea (Guedel)

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Determinação da medida da Cânula orofaríngea (Guedel)

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Inserção da Cânula orofaríngea (Guedel)

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Inserção da Cânula orofaríngea (Guedel)

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Inserção da Cânula orofaríngea (Guedel)

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Inserção da Cânula orofaríngea (Guedel)

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Vias aéreas artificiais

  • Cânula nasofaringea
  • Tubo de borracha ou plástico macio inserido pelo nariz na faringe posterior.
  • Facilita a aspiração nasofaringea.
  • Requer cuidado redobrado quando paciente faz uso de anticoagulante ou com distúrbios hemorrágicos.

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Cânula nasofaringea

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Cânula nasofaríngea

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Cânula nasofaringea

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Referências

  • NETTINA, Sandra M. Prática de Enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007. vol. 1. cap. 10.
  • POTTER, Patrícia. Fundamentos da Enfermagem – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. cap. 40.
  • Portal Educação Disponível em <http://www.portaleducacao.com.br/educaca o/artigos/26287/oxigenoterapia#ixzz2k5ATh1vg>. Acessado em 05/11/2013 às 14:46.

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