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SABERES DO DIRETOR ESCOLAR: PERSPECTIVAS DA GESTÃO PEDAGÓGICA

RENATA PIERINI RAMOS

Rio Claro – SP – Brasil

2024

Área: Educação Superior

Eixo: Gestão do Ensino Superior

III Seminário do Grupo de estudos e pesquisas em políticas e gestão da educação superior

Tema: EDUCAÇÃO SUPERIOR: afiliação estudantil, saúde e políticas de formação de professores

UNESP de Rio Claro – SP – Brasil

11 e 12 de novembro de 2024

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1 INTRODUÇÃO

A educação contemporânea é marcada por mudanças frequentes e desafios cotidianos, por isso, espera-se que os atores educacionais, aqueles que integram a educação brasileira, desempenhem com excelência as suas funções. Um desses atores – figura muito importante – é o diretor escolar, que cumpre a tarefa de liderar a rotina da escola de forma que dê condições para que os alunos enfrentem os desafios do século XXI.

Diante das inúmeras atribuições que competem ao gestor escolar, uma das mais relevantes e que deveria ocupar pauta efetiva nas discussões diz respeito à aprendizagem dos estudantes, função da escola e objetivo da educação.

Trata-se de um recorte de uma tese de doutorado ainda em andamento.

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Tema: EDUCAÇÃO SUPERIOR: afiliação estudantil, saúde e políticas de formação de professores

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2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Segundo Charlot (2000, p. 47): “(...) não há relação com o saber senão de parte de um sujeito; e o sujeito é desejo.” Nesse caso, é importante frisar que o autor (2000, p. 55) faz diferenciação entre os conceitos de mobilização e motivação, isto é, “a mobilização implica mobilizar-se (‘de dentro’), enquanto a motivação enfatiza o fato de que se é motivado por alguém ou por algo (‘de fora’)”.

Esse processo de aprendizagem, segundo Charlot (2001), depende de três conceitos: a mobilização que é o movimento interior do sujeito; a atividade revelada pela ação efetiva do sujeito; e o sentido que é o movimento interior que o sujeito promove em si para aquilo que lhe desperta interesse.

Nessa perspectiva, o gestor escolar adquire em sua formação, muitas vezes, um saber acadêmico (intelectual) ou técnico, e esses saberes não se estendem para suas práticas cotidianas (atividade), devido à ausência de motivação, de sentido, que seria para Charlot (2000) aquilo que faz ocorrer a mudança ou a mobilização.

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3 ASPECTOS METODOLÓGICOS

A coleta empírica foi realizada na rede municipal de ensino de uma cidade de médio porte localizada no interior do estado de São Paulo, configurada como sistema de ensino desde 13/04/2004.

A rede de ensino em questão conta com 33 escolas de educação infantil, 07 escolas que atendem crianças da educação infantil e ensino fundamental I, 18 escolas que atendem apenas estudantes do ensino fundamental I e 01 escola que atende estudantes do ensino fundamental I e II.

Composta por seis departamentos, sendo que um deles é o Departamento Pedagógico que agrega o Centro de Aperfeiçoamento Pedagógico (CAP). No CAP atuam a supervisão de ensino e a coordenação pedagógica. A supervisão de ensino é dividida em 10 regiões e a coordenação pedagógica é realizada por 09 coordenadores de área cujas competências e atribuições estão previstas na lei que regulamenta o Centro.

O nosso objeto de estudo é o gestor escolar atuante em unidades escolares que atendem ao ensino fundamental I, licenciado, e ter sido selecionado para a ocupação de seus cargos por meio de concurso público.

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3.2 Métodos

A presente pesquisa é de natureza qualitativa com atenção à compreensão sobre os saberes que os gestores escolares agregam em suas práticas e que se conectam com o acompanhamento do processo de ensino e aprendizagem.

A fim de fortalecer o problema de pesquisa apresentado fez-se um levantamento bibliográfico identificando produções científicas em consonância com o objeto de pesquisa deste estudo de caso de forma que este rompa com novos saberes.

Na primeira etapa foram utilizados como instrumentos de coleta de dados a entrevista utilizando a técnica de grupo focal realizada em momentos distintos, primeiro com os gestores escolares e posteriormente com a equipe do Centro de Aperfeiçoamento Pedagógico (CAP).

Na segunda etapa, ainda não realizada, faremos a análise documental onde será verificado o Projeto Político Pedagógico das unidades escolares participantes com o intuito de compreender a concepção de educação prevista e registrada neste importante documento.

Também nesta segunda etapa e como complemento dos dados a serem coletados está previsto conhecer os requisitos exigidos nos editais dos concursos públicos nos quais os gestores escolares participantes da pesquisa foram selecionados.

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4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Os resultados obtidos ainda estão em análise considerando a realização, gravação e transcrição dos grupos focais citados na metodologia. A fim de realizar uma análise mais aprofundada do estudo, buscaremos por meio da análise de conteúdo subsídios para aprofundar os conhecimentos.

Entende-se por análise de conteúdo como “um conjunto de técnicas de análise das comunicações” (Bardin, 2006, p.31).

Com este estudo, espera-se que haja contribuições de novos conhecimentos acerca dos saberes dos gestores escolares referentes ao desempenho do processo de ensino e de aprendizagem de estudantes, com garantia ao direito à educação de qualidade.

Não se tem a pretensão de esgotar a temática, mas o intuito é corroborar em alguma medida para novos estudos que caminhem na mesma direção.

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5 CONCLUSÃO

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REFERÊNCIAS

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AGRADECIMENTOS

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