PROCESSOS DE SEPARAÇÃO POR MEMBRANAS
• Servem tanto para separação como para concentração
• Se aplicam a moléculas e a partículas finas
Os seguintes processos, operados por pressão, podem ser empregados para separar componentes de meios fermentados: - Microfiltração
- Ultrafiltração
- Osmose inversa
- Diafiltração
Algumas vantagens destes processos são:
1. Microfiltração (MF)
2. Ultrafiltração (UF)
B
= 15 kD
Osmose
3. Osmose inversa (OI)
4. Diafiltração (DI)
Características das membranas de acordo com o processo de filtração
- Pressão empregada
- Tamanho do poro da membrana
- Exemplos de partículas separáveis
10-4 – 10-3
10-1 – 101
10-3 – 10-2
10-2 – 10-1
Pressão (bar)
Microfiltração < 1
Osmose Reversa 30 - 60
Ultrafiltração 1 - 10
Nanofiltração 20 - 40
•
•
•
•
•
Bactéria, gordura
Proteinas
Lactose
Minerais (sais)
Água
Retido
(concentrado)
Permeado
(filtrado)
Entrada
Tamanho de poro da membrana (μm)
Tipos de membranas
Filtração tangencial
Clarificação
Filtração Tangencial
O fluxo de filtrado é influenciado pela formação de um gradiente de concentração de células ou solutos próximo à superfície da membrana e pelo fouling
A tensão de cisalhamento do fluído minimiza o acúmulo de células e seus fragmentos na superfície da membrana
Tipos de sistemas de filtração tangencial
Filtro tipo cartucho espiral.
Membrana
Macrossolutos retidos
Separador de membrana
Solventes e
Microssolutos
Retido
Alimentação
Permeado
Sistema de filtração tangencial tipo placa
Sistema de filtração tangencial tipo placa
Equacionamento para FT
Microfiltração na qual o meio escoa tangencialmente à superfície do material filtrante
Seu desempenho é caracterizado por duas variáveis: fluxo de filtrado e coeficiente de retenção de sólidos em suspensão ou solutos. O fluxo de filtrado (J) varia de 50 a 100 L/h.m2 e é definido por: J = Qf / A
onde: Qf é a vazão de filtrado (L/h)
A é a área da membrana (m2)
O coeficiente de retenção (R) é definido pela equação: R = 1 – (Cf / Cr)
onde: Cf é a conc. de solutos ou sólidos no filtrado
Cr é a conc. de sólidos ou soluto no retido
Tais parâmetros são influenciados por:
Concentração de polarização, que é um gradiente de concentração próximo à membrana
Solução: alteração da velocidade tangencial, da pressão ou do pH.
“Fouling”, que é o bloqueio ou estreitamento dos poros pelos solutos ou sólidos (“sujamento”)
Para minimizar estes efeitos: ajustar corretamente a velocidade de escoamento (ve) e a pressão transmembrana (PTM).
.
A velocidade de escoamento (ve) é dada por: ve = Φa / At
onde: Φa é a vazão de alimentação de meio (m3/h)
At é a área da seção transversal do canal de escoamento (m2)
A pressão transmembrana (PTM) é dada por:
onde: Pa é a pressão de alimentação (N/m2)
Pr é a pressão do retido (N/m2)
Pf é a pressão do filtrado (N/m2)
PTM = (Pa + Pr) - Pf
2
Os dois fenômenos citados mais a resistência da própria membrana de filtração aumentam a resistência à passagem do fluxo de filtrado, sendo este, portanto, representado por:
J =
PTM
µ (Rm + Rcp + Rf)
N
m2
kg N s2 m.s m2 kg
Onde μ é a viscosidade do fluido de alimentação
Rm é a resistência da membrana
Rcp é a resistência devido à conc. de polarização
Rf é a resistência devido ao “fouling”
J =
PTM
µ (Rm + Rcp + Rf)
N
m2
m s
m2 kg
kg N s2
L/h.m2
m3
m2 s
N
m2
kg N s2 m.s m2 kg
Este processo é usado para dessalinizar soluções aquosas. Usando membranas de alta performance, é possível hoje remover mais de 99% de todos os sais de uma solução aquosa.
Sistemas de Osmose Reversa Dulcosmose®