1 of 13

CONHECIMENTO TERAPÊUTICO DE FITOTERÁPICOS, PLANTAS MEDICINAIS E PRODUTOS NATURAIS ENTRE ESTUDANTES DE MEDICINA

Autores:

Vinícius Emanuel Carvalho Milhomem

Karem Vitória Reis Mendes

Hugo Gomes Soares

Amanda da Costa Silveira Sabbá

2 of 13

Introdução:

  1. A medicina integrativa é importante para o avanço e complementação dos métodos terapêuticos, visto a grande aceitação popular aos fitoterápicos, bem como sua eficiência e eficácia no tratamento das enfermidades.
  2. Há necessidade de propagação de informações em relação ao uso correto de plantas medicinais e fitoterápicos tanto para profissionais da saúde, como para usuários.

3 of 13

Materiais e métodos:

  1. Foi estruturado um questionário contendo perguntas referente aos conhecimentos e uso de diferentes fitoterápicos, plantas medicinais e produtos naturais

4 of 13

Materiais e métodos:

  • A parte inicial “características pessoais no uso de fitoterápicos, plantas medicinais e produtos naturais”, contém sete perguntas fechadas
  • Já a segunda parte “experiências clínicas no uso de fitoterápicos, plantas medicinais e produtos naturais por estudantes de medicina”, contém seis perguntas

5 of 13

Materiais e métodos:

  • Entre as sete perguntas inicias busca-se avaliar fatores sociodemográficas e o uso pessoal de fitoterápicos e plantas medicinais, utilizando as seguintes variáveis: idade, sexo, conhecimento em respeito da diferença de conceito entre fitoterapia, plantas medicinais e produtos naturais, crença nos seus efeitos terapêuticos, uso pessoal, uso na família e se o participante acredita que seus conhecimentos em relação ao tema são limitados

6 of 13

Materiais e métodos:

  1. Enquanto que as seis perguntas da última etapa possuem as seguintes variáveis: semestre do curso, se o participante já teve conteúdo relacionado a plantas medicinais, fitoterápicos e produtos naturais na graduação, se considera importante que um médico tenha conhecimento a respeito do assunto, se já atendeu pacientes que faziam uso de plantas medicinais e fitoterápicos durante estágios, principal meio de obter informações em relação ao tema e interesse em saber mais sobre o assunto.

7 of 13

Resultados e discussões:

  • Após 6 meses de convites, 45 estudantes responderam o questionário, sendo 29 mulheres e 16 homens, com idades entre 18 e 37 anos e do 1º ao 10º período de graduação.
  • Destes, aproximadamente 95% alegaram saber o conceito e acreditar no efeito terapêutico de fitoterapia, plantas medicinais, e produtos naturais
  • Quanto ao uso, apenas 20% responderam que usam frequentemente, enquanto 55,6% usam raramente e 24,4% não fazem nenhum uso.

8 of 13

Resultados e discussões:

  • Acerca de seus conhecimentos específicos em relação a fitoterapia, plantas medicinais e produtos naturais, 97,8% acreditam que são limitantes e considera importante que um médico tenha conhecimento sobre indicações, posologia, efeitos adversos e interações medicamentosas de plantas medicinais, fitoterápicos e produtos naturais

9 of 13

Resultados e discussões:

  • Durante a graduação, 60% relata já ter estudado algum conteúdo relacionado a plantas medicinais, fitoterápicos e produtos naturais, apesar disso, apenas 17,8% considera que seus conhecimentos em relação a fitoterapia e plantas medicinais foram obtidos durante a mesma.
  • Isso mostra o quão defasado está o ensino médico no quesito fitoterapia e administração de planta medicinal ou produto natural

10 of 13

Resultados e discussões:

  • Embora o ensino acerca desses produtos ainda não seja tão difundido, 86,7% dos entrevistados entende a importância do mesmo e tem interesse em saber mais sobre plantas medicinais e fitoterápicos.

11 of 13

Conclusões:

Através desta pesquisa foi possível avaliar que a maior parte dos estudantes de medicina entrevistados compreendem o conceito de fitoterápicos, plantas medicinais e produtos naturais.

Também foi possível observar que apesar de poucos estudantes fazerem uso de tais produtos, muitos deles já atenderam, durantes estágios, pacientes que faziam uso de plantas medicinais, o que mostra a necessidade de obter mais conhecimento acerca deste tema

12 of 13

Considerações Finais

Assim, vê-se a necessidade de difundir o conhecimento acerca dos produtos naturais para estudantes de Medicina, com o intuito de possibilitar alternativas de tratamentos terapêuticos mais próximos à realidade de diferentes indivíduos, facilitando viabilizando as terapêuticas de forma mais efetiva e com cuidados nas contraindicações e efeitos adversos.

13 of 13

Referências

AMADO, D. M. et al. Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no Sistema Único de Saúde 10 anos: avanços e perspectivas. Journal of Management & Primary Health Care, v. 8, n. 2, p. 290–308, 2017.

BRASIL. Portaria 702/2018. Altera a Portaria de Consolidação no 2/GM/MS, de 28 de setembro de 2017, para incluir novas práticas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares - PNPIC. Diário Oficial da União, v. 56, p. 7042, 2018.

FIGUEREDO, C. A. DE; GURGEL, I. G. D.; JUNIOR, G. D. G. A Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos: construção, perspectivas e desafios. Physis Revista de Saúde Coletiva, v. 24, n. 2, p. 381–400, 2014.

GUIMARÃES, M. B. et al. As práticas integrativas e complementares no campo da saúde: para uma descolonização dos saberes e práticas. Saúde e Sociedade, v. 29, n. 1, p. 1–14, 2020

MACENO, Raquel. Eficácia/efetividade da fitoterapia no tratamento da gastrite: uma análise da literatura. 2021