AULA 1
PSS1 - Polígrafo 01
Filosofia e Sociologia
@andreicerentini
PSS 1 • 1º ANO
AULA 1
https://sites.google.com/view/projetoaprova
PSS 1 • 1º ANO
?
!
AULA 1
Filosofia começa
quando o óbvio incomoda.
O que significa filosofar?
Hoje, nenhuma resposta pronta entra sem ser examinada.
PSS 1 • 1º ANO
AULA 1 • 02/12
Três frases parecem óbvias. São mesmo?
“Quem se esforça
sempre vence.”
?
“Sempre foi assim.”
?
“Todo mundo sabe.”
?
Filosofar começa quando perguntamos: quais razões sustentam isso?
PSS 1 | FILOSOFIA
2
AULA 1 • 03/12
Espanto não é confusão. É o começo.
01
ESTRANHAMENTO
O familiar perde
a aparência de evidência.
“Por que precisa ser assim?”
02
DISCIPLINA
A pergunta ganha
conceitos e critérios.
“Que razões posso apresentar?”
ATITUDE FILOSÓFICA = ESTRANHAMENTO + DISCIPLINA
PSS 1 | FILOSOFIA
3
AULA 1 • 04/12
Filosofar é construir um problema
1
INTERROMPER
a aceitação automática
2
PERGUNTAR
pelas razões
3
DEFINIR
os conceitos
4
TESTAR
as consequências
PERGUNTAR
NÃO BASTA
A questão precisa permitir análise, argumentos e respostas discutíveis.
PSS 1 | FILOSOFIA
4
AULA 1 • 05/12
“Eu acho” não é o mesmo que “eu sei”
OPINIÃO
Pode ser verdadeira.
Mas ainda pode estar sem justificativa.
“É assim porque eu penso.”
CONHECIMENTO
Exige razões.
Os critérios podem ser compreendidos e discutidos.
“Eis como cheguei a essa conclusão.”
PSS 1 | FILOSOFIA
5
AULA 1 • 06/12
Três níveis: aceitar, posicionar-se, justificar
1 CRENÇA
Aceitar uma afirmação
2 OPINIÃO
Assumir uma posição
ainda pouco justificada
3 CONHECIMENTO
Apresentar razões
e critérios adequados
ao objeto
Mais justificativa →
PSS 1 | FILOSOFIA
6
AULA 1 • 07/12
Informação responde fatos. Filosofia examina critérios.
PERGUNTA FACTUAL
Qual lei foi aprovada?
Consulta • documento • dado
PERGUNTA FILOSÓFICA
O que torna uma lei legítima?
Autoridade • justiça • consentimento
As duas importam, mas pedem caminhos diferentes.
PSS 1 | FILOSOFIA
7
AULA 1 • 08/12
Um problema filosófico tem três marcas
01
CONCEITOS GERAIS
justiça • liberdade • verdade
02
RESPOSTAS DEFENSÁVEIS
mais de uma posição racional
03
ARGUMENTAÇÃO
não basta consultar ou medir
Pode nascer de um caso concreto, mas ultrapassa o caso.
PSS 1 | FILOSOFIA
8
AULA 1 • 09/12
Toda tese carrega uma “mochila invisível”
“Quem se esforça sempre vence.”
A frase não diz, mas pressupõe que…
• todos partem de condições comparáveis
• o esforço pode ser medido com justiça
• o resultado depende principalmente do indivíduo
?
PRESSUPOSTO
aquilo que a tese assume sem declarar
PSS 1 | FILOSOFIA
9
?
AULA 1 • 10/12
Aceitar uma ideia muda outras ideias
TESE
“Toda ação é determinada por causas anteriores.”
→
CONSEQUÊNCIAS A EXAMINAR
Como entender responsabilidade?
E culpa? E liberdade?
A análise filosófica acompanha as implicações de uma tese.
Se eu aceito A, a que outros compromissos sou levado?
PSS 1 | FILOSOFIA
10
AULA 1 • 11/12
Um método para desmontar afirmações
1
REESCREVA A TESE
2
DEFINA OS TERMOS
3
LISTE PRESSUPOSTOS
4
TESTE CONSEQUÊNCIAS
5
BUSQUE CONTRAEXEMPLOS
TESTE RÁPIDO
“O celular sempre
atrapalha o estudo.”
Qual termo precisa ser definido?
Que pressuposto está escondido?
Existe um contraexemplo?
PSS 1 | FILOSOFIA
11
DESAFIO DE SAÍDA
O óbvio virou problema.
“A escola prepara para a vida.”
Exercício de pensamento, façam quatro movimentos:
1
definam “preparar”
2
identifiquem um pressuposto
3
testem uma consequência
4
criem um contraexemplo
EM13CHS101 • EM13CHS103
Μ
Λ
AULA 2
A Filosofia não nasceu
quando o mito morreu.
Mito, logos e contexto histórico
O que muda quando uma comunidade passa a exigir razões públicas?
PSS 1 • 1º ANO
AULA 2 • 02/12
Mito é apenas uma mentira antiga?
×
LEITURA APRESSADA
“Mito é uma explicação falsa inventada por quem não conhecia a ciência.”
✓
LEITURA HISTÓRICA
Mito é uma narrativa simbólica que organiza a experiência coletiva.
Primeiro passo: compreender a função antes de julgar.
PSS 1 | FILOSOFIA
2
AULA 2 • 03/12
O mito funciona como um mapa coletivo
MITO
ORIGENS
VALORES
INSTITUIÇÕES
TEMPO E SAGRADO
Explica • legitima • transmite • ordena • conecta
PSS 1 | FILOSOFIA
3
AULA 2 • 04/12
A narrativa diz mais do que parece
Uma história sobre a origem do fogo…
pode condensar problemas sobre
TÉCNICA
PODER
TRANSGRESSÃO
Pergunta filosófica: que problema humano este mito torna visível?
PSS 1 | FILOSOFIA
4
AULA 2 • 05/12
Logos é uma palavra com muitos sentidos
LOGOS
PALAVRA
DISCURSO
RAZÃO
PROPORÇÃO
+ EXPLICAÇÃO
No nascimento da Filosofia: buscar princípios discutíveis publicamente.
PSS 1 | FILOSOFIA
5
AULA 2 • 06/12
O que muda é a exigência de justificar
ANTES: RECORRER À TRADIÇÃO
Genealogias divinas
Narrativas herdadas
Autoridade do sagrado
→
NOVA EXIGÊNCIA
Causas
Regularidades
Elementos da natureza
Não foi uma troca instantânea entre “irracionalidade” e “razão”.
Muda a possibilidade de comparar, criticar e revisar explicações.
PSS 1 | FILOSOFIA
6
AULA 2 • 07/12
Razões públicas atravessam tradições diferentes
A
TRADIÇÃO A
“É verdadeiro porque nossa narrativa sagrada afirma.”
B
TRADIÇÃO B
“Não compartilho essa tradição. Que razões posso examinar?”
?
PUBLICIDADE DAS RAZÕES
a explicação precisa poder ser apresentada a interlocutores diferentes
PSS 1 | FILOSOFIA
7
AULA 2 • 08/12
Os pré-socráticos buscaram uma arché
ARCHÉ
princípio originário ou estruturante da realidade
1
ÁGUA
2
ÁPEIRON
3
AR
4
NÚMERO
5
MUDANÇA
Pergunta comum: de que princípio a realidade é formada ou organizada?
PSS 1 | FILOSOFIA
8
AULA 2 • 09/12
A Filosofia nasceu em uma rede de mudanças
GRÉCIA
VIDA URBANA
COMÉRCIO
CONTATO CULTURAL
ESCRITA
PÓLIS
Nenhum fator isolado explica o processo.
PSS 1 | FILOSOFIA
9
AULA 2 • 10/12
Duas experiências tornaram o debate necessário
1
PÓLIS E ASSEMBLEIAS
Argumentar diante de cidadãos ganhou valor.
Leis escritas puderam ser vistas como decisões humanas discutíveis.
2
VIAGENS E COMÉRCIO
Costumes diferentes ficaram visíveis.
Uma única tradição deixou de parecer natural e inevitável.
Comparar costumes abre espaço para perguntar por critérios.
PSS 1 | FILOSOFIA
10
AULA 2 • 11/12
Ler o passado exige três cuidados
1
RUPTURA
Surge uma exigência maior de razões examináveis.
2
CONTINUIDADE
Mitos, alegorias e metáforas permanecem na Filosofia.
3
SEM ANACRONISMO
Não usar a ciência atual como única régua do pensamento antigo.
Compreender primeiro. Julgar depois com critérios históricos.
PSS 1 | FILOSOFIA
11
DESAFIO DE SAÍDA
Duas explicações. Duas lógicas.
“O relâmpago expressa
a ação de uma divindade.”
“O relâmpago resulta
de processos naturais.”
Exercício de pensamento, compare:
1
que função cada explicação cumpre?
2
que tipo de razão sustenta cada uma?
3
qual pode ser examinada publicamente?
4
como evitar uma leitura anacrônica?
EM13CHS101 • EM13CHS102 • EM13CHS104
?
∴
AULA 3
Convencer não é
o mesmo que justificar.
Argumentos, evidências e falácias
Como distinguir uma boa razão de uma frase apenas persuasiva?
PSS 1 • 1º ANO
AULA 3 • 02/12
Toda opinião é um argumento?
!
AFIRMAÇÃO
“Celular em sala sempre atrapalha.”
Apresenta uma posição.
∴
ARGUMENTO
“Atrapalha porque divide a atenção durante a explicação.”
Apresenta uma razão.
Argumentar é sustentar uma conclusão com premissas.
PSS 1 | FILOSOFIA
2
AULA 3 • 03/12
Um argumento tem uma arquitetura
PREMISSA
razão oferecida
como sustentação
→
CONCLUSÃO
tese que se
pretende estabelecer
“porque” costuma introduzir razões • “logo” costuma introduzir conclusões
Mas é o contexto, não uma palavra isolada que decide.
PSS 1 | FILOSOFIA
3
AULA 3 • 04/12
Às vezes, a razão decisiva está escondida
“Ela é experiente. Portanto, será uma boa líder.”
PREMISSA IMPLÍCITA
Experiência produz boa liderança.
Reconstruir o argumento é tornar visível aquilo que ele pressupõe.
PSS 1 | FILOSOFIA
4
AULA 3 • 05/12
Validade não é sinônimo de verdade
✓
FORMA VÁLIDA
Se as premissas forem verdadeiras, a conclusão não pode ser falsa.
?
PREMISSAS VERDADEIRAS?
A lógica pode estar correta mesmo quando uma premissa não corresponde ao mundo.
SOLIDEZ = forma válida + premissas verdadeiras
PSS 1 | FILOSOFIA
5
AULA 3 • 06/12
Um raciocínio pode ser válido e absurdo
Todos os planetas são quadrados.
Marte é um planeta.
Logo, Marte é quadrado.
FORMA VÁLIDA • PREMISSA FALSA • NÃO SÓLIDO
PSS 1 | FILOSOFIA
6
AULA 3 • 07/12
Dedução garante; indução torna provável
D
DEDUÇÃO
Se a forma é válida, premissas verdadeiras garantem a conclusão.
I
INDUÇÃO
Os dados tornam a conclusão mais provável, sem garantia absoluta.
Na indução, avaliamos a força do apoio oferecido pelas evidências.
PSS 1 | FILOSOFIA
7
AULA 3 • 08/12
Uma evidência precisa passar por três testes
1
RELEVANTE
Tem relação direta
com a tese?
2
CONFIÁVEL
O método e a fonte
são verificáveis?
3
SUFICIENTE
A quantidade de dados
sustenta a conclusão?
Um depoimento pode ilustrar uma experiência, não representar uma população.
PSS 1 | FILOSOFIA
8
AULA 3 • 09/12
Antes de confiar, interrogue a fonte
1
QUEM PRODUZIU?
2
COMO COLETOU?
3
QUAL AMOSTRA?
4
EM QUE PERÍODO?
5
HÁ INTERESSE?
6
OUTROS DADOS CONFIRMAM?
Fonte parcial não é automaticamente inútil, mas seus limites precisam aparecer.
PSS 1 | FILOSOFIA
9
AULA 3 • 10/12
Números corretos também podem enganar
↕
EIXO TRUNCADO
faz uma diferença pequena parecer enorme
%
SEM BASE
percentual sem dizer “de quantos?”
T
RECORTE SELETIVO
escolhe o período que favorece a tese
Precisão visual não garante honestidade na apresentação.
PSS 1 | FILOSOFIA
10
AULA 3 • 11/12
Falácias exploram atalhos do pensamento
ATAQUE PESSOAL
ataca quem fala
FALSO DILEMA
reduz a duas opções
GENERALIZAÇÃO
amostra pequena
ESPANTALHO
distorce a posição
FALSA CAUSA
confunde sequência e causa
POPULARIDADE
“todos pensam assim”
Nomear a falácia é só o começo: reconstrua a inferência e mostre a falha.
PSS 1 | FILOSOFIA
11
DESAFIO DE SAÍDA
Argumento forte ou persuasão vazia?
“Todo mundo usa IA para estudar. Logo, usar IA sempre melhora a aprendizagem.”
1
Identifique a conclusão.
2
Reconstrua uma premissa.
3
Avalie a evidência.
4
Nomeie uma possível falácia.
EM13CHS103 • EM13CHS106
N
C
AULA 4
O que parece natural
pode ter uma história.
Natureza, cultura e falsas dicotomias
Como nossas categorias também produzem hierarquias e exclusões?
PSS 1 • 1º ANO
AULA 4 • 02/10
Natureza e cultura aparecem entrelaçadas
N
NATUREZA
dimensões biológicas,
físicas e ecológicas
C
CULTURA
significados, normas,
técnicas e práticas aprendidas
Na experiência humana, uma dimensão transforma a outra.
PSS 1 | FILOSOFIA
2
AULA 4 • 03/10
A fome é biológica; a refeição é cultural
FOME
+
CULTURA
horários
ingredientes
proibições
modos de servir
Uma necessidade do corpo é satisfeita por formas aprendidas socialmente.
PSS 1 | FILOSOFIA
3
AULA 4 • 04/10
Categorias ajudam — e também escondem
+
TORNAM VISÍVEL
organizam diferenças
e facilitam a análise
−
PODEM OCULTAR
relações, gradações
e mudanças históricas
O problema começa quando uma categoria vira essência imutável.
PSS 1 | FILOSOFIA
4
AULA 4 • 05/10
Naturalizar é apagar a possibilidade de mudança
“Sempre foi assim. Portanto, é natural.”
PRÁTICA HISTÓRICA
surge em condições sociais
NATURALIZAÇÃO
parece inevitável
EFEITO
a mudança fica invisível
Pergunta filosófica: quando e em quais condições isso começou?
PSS 1 | FILOSOFIA
5
AULA 4 • 06/10
Dicotomias frequentemente escondem hierarquias
RAZÃO
EMOÇÃO
≠
Quando um polo recebe autoridade e o outro é associado à fraqueza,
a diferença se transforma em hierarquia.
Questionar a oposição não é apagar diferenças: é examinar relações e gradações.
PSS 1 | FILOSOFIA
6
AULA 4 • 07/10
Material e imaterial não vivem separados
M
CULTURA MATERIAL
objetos • edifícios
roupas • ferramentas
I
CULTURA IMATERIAL
línguas • rituais
músicas • memórias
Todo objeto carrega sentidos; toda prática precisa de corpos e suportes.
PSS 1 | FILOSOFIA
7
AULA 4 • 08/10
Um objeto cultural funciona como documento
OBJETO
QUEM PRODUZIU?
COM QUE TÉCNICAS?
PARA QUAL FINALIDADE?
QUE VALORES EXPRESSA?
Um uniforme pode representar pertencimento, igualdade, disciplina ou hierarquia.
PSS 1 | FILOSOFIA
8
AULA 4 • 09/10
Compreender outra cultura exige deslocamento
E
ETNOCENTRISMO
Usa os valores da própria cultura como padrão universal.
R
RELATIVIZAÇÃO
Suspende o julgamento inicial para compreender o contexto.
Deslocar o olhar não significa abandonar todo critério.
PSS 1 | FILOSOFIA
9
SÍNTESE DA AULA
Compreender não é o mesmo que aprovar.
Uma crítica responsável considera contexto, poder e consequências.
DIREITOS
quem tem sua autonomia reduzida?
SOFRIMENTO
quem suporta os danos?
PODER
quem define o que parece natural?
Natureza e cultura se articulam; categorias precisam permanecer abertas à crítica.
EM13CHS104 • EM13CHS105 • EM13CHS502
?
!
AULA 5
Escolher exige mais
do que seguir uma regra.
Ética, valores e ação humana
Como justificar uma escolha quando valores, deveres e consequências entram em conflito?
PSS 1 • 1º ANO
AULA 5 • 02/10
Moral orienta práticas; ética examina razões
M
MORAL
normas, valores e costumes
de uma comunidade
E
ÉTICA
reflexão crítica sobre
fundamentos e conflitos
A ética pergunta o que devemos fazer e por quê.
PSS 1 | FILOSOFIA
2
AULA 5 • 03/10
A norma precisa de fundamento
NORMA MORAL
“Não minta.”
?
QUESTÃO ÉTICA
Por que a veracidade importa?
Há situações excepcionais?
Justificar uma regra exige examinar seus motivos, limites e efeitos.
PSS 1 | FILOSOFIA
3
AULA 5 • 04/10
A divergência moral não encerra a discussão
A
GRUPO A
valoriza uma regra
ou prioridade
B
GRUPO B
defende outro valor
ou interpretação
O desacordo torna necessário explicar os critérios usados.
PSS 1 | FILOSOFIA
4
AULA 5 • 05/10
Liberdade depende das condições da escolha
1
INFORMAÇÃO
compreender a situação
2
ALTERNATIVAS REAIS
poder agir de outro modo
3
SEM COERÇÃO
não sofrer ameaça ou força
4
COMPREENSÃO
prever efeitos relevantes
A ética evita tanto a liberdade absoluta quanto a negação completa da agência.
PSS 1 | FILOSOFIA
5
AULA 5 • 06/10
Problemas complexos distribuem responsabilidade
I
INST
C
INDIVÍDUO
INSTITUIÇÃO
COLETIVO
Regras, incentivos e riscos definem quem decide e quem suporta os efeitos.
PSS 1 | FILOSOFIA
6
AULA 5 • 07/10
A ética das virtudes pergunta quem queremos ser
CARÁTER
CORAGEM
PRUDÊNCIA
JUSTIÇA
TEMPERANÇA
Virtudes são disposições de caráter que orientam escolhas ao longo da vida.
PSS 1 | FILOSOFIA
7
Para Aristóteles, a virtude é o único meio para atingir a felicidade (eudaimonia)
Kant
Bentham e Mill
AULA 5 • 08/10
Deveres e consequências usam critérios diferentes
D
ÉTICA DO DEVER
princípios e direitos
que não devem ser violados
C
CONSEQUENCIALISMO
efeitos das ações
sobre o bem-estar
Bons resultados podem violar direitos. Regras podem gerar sofrimento evitável.
PSS 1 | FILOSOFIA
8
AULA 5 • 09/10
Dilemas colocam valores legítimos em conflito
Nenhuma alternativa preserva integralmente todos os valores envolvidos.
1
ENVOLVIDOS
2
ALTERNATIVAS
3
EFEITOS
4
DEVERES
5
PODER
Deliberar exige reconhecer incertezas e revisar a decisão quando surgem novas informações.
PSS 1 | FILOSOFIA
9
SÍNTESE DA AULA
Responsabilidade combina escolha, contexto e impacto
A ética torna os critérios de uma decisão visíveis e discutíveis.
VIRTUDES
que pessoa queremos formar?
DEVERES
quais limites devemos respeitar?
CONSEQUÊNCIAS
quais efeitos a ação produz?
Decisões responsáveis podem continuar difíceis sem se tornarem arbitrárias.
EM13CHS501 • EM13CHS502 • EM13CHS503
?
§
AULA 6 - Polígrafo 2
Por que obedecer?
Estado, poder e legitimidade
Ter poder para impor uma decisão é o mesmo que ter o direito de exigir obediência?
PSS 1 • 1º ANO
AULA 6 • 02/10
Estado e governo ocupam tempos diferentes
E
ESTADO
instituições relativamente permanentes
leis, território e administração
G
GOVERNO
agentes que ocupam temporariamente
posições de direção
Criticar um governo não significa negar a necessidade de instituições comuns.
PSS 1 | FILOSOFIA
2
AULA 6 • 03/10
Quatro conceitos organizam a obediência política
1
PODER
produzir efeitos sobre ações
2
FORÇA
constranger por meios materiais
3
AUTORIDADE
ordem reconhecida como válida
4
DOMINAÇÃO
obediência durável
Estados combinam esses elementos, mas dependem de algum reconhecimento.
PSS 1 | FILOSOFIA
3
AULA 6 • 04/10
Legalidade e legitimidade respondem a perguntas diferentes
L
LEGALIDADE
A decisão respeita
as normas vigentes?
J
LEGITIMIDADE
O poder pode ser
justificado publicamente?
Uma decisão pode ser legal e ainda sofrer contestação moral ou política.
PSS 1 | FILOSOFIA
4
AULA 6 • 05/10
Hobbes associa legitimidade à segurança
Sem autoridade comum, a insegurança torna racional atacar antes de ser atacado.
VULNERABILIDADE
ninguém é invencível
DESCONFIANÇA
cada pessoa pode ameaçar
COMPETIÇÃO
desejos podem colidir
O soberano recebe poder para garantir paz e proteção.
PSS 1 | FILOSOFIA
5
AULA 6 • 06/10
Locke limita o governo pelos direitos
DIREITOS
VIDA
LIBERDADE
PROPRIEDADE
CONSENTIMENTO
O povo pode resistir quando o governo viola sistematicamente sua finalidade.
PSS 1 | FILOSOFIA
6
AULA 6 • 07/10
Rousseau liga obediência ao autogoverno
P
VONTADE PARTICULAR
interesse privado
de uma pessoa ou grupo
G
VONTADE GERAL
interesse comum
reconhecido por cidadãos
≠
A vontade geral não é a simples soma das preferências individuais.
PSS 1 | FILOSOFIA
7
AULA 6 • 08/10
Três contratos, três fundamentos do poder
HOBBES
PROBLEMA
insegurança e conflito
LEGITIMIDADE
proteção e paz
LOCKE
PROBLEMA
fragilidade dos direitos
LEGITIMIDADE
consentimento e limites
ROUSSEAU
PROBLEMA
dependência e desigualdade
LEGITIMIDADE
vontade geral
A resposta correta depende do motivo apresentado para a obediência.
PSS 1 | FILOSOFIA
8
AULA 6 • 09/10
Weber e Arendt explicam fontes distintas de obediência
WEBER
TRADIÇÃO
continuidade do costume
CARISMA
confiança na liderança
LEGAL-RACIONAL
regras impessoais
ARENDT
Poder surge quando pessoas
agem em conjunto.
Violência usa coerção,
mas não cria legitimidade duradoura.
Quando o apoio coletivo enfraquece, o uso da coerção tende a crescer.
PSS 1 | FILOSOFIA
9
SÍNTESE DA AULA
O poder legítimo precisa de justificação
O Estado concentra poder e coerção, mas autoridade depende de reconhecimento.
SEGURANÇA
Hobbes
DIREITOS
Locke
PARTICIPAÇÃO
Rousseau
VALIDADE
Weber
AÇÃO COLETIVA
Arendt
A análise identifica o critério usado e seus efeitos sobre liberdade e igualdade.
POLÍTICA E JUSTIÇA
?
=
AULA 7
O que torna uma
sociedade justa?
Justiça, igualdade e Direitos Humanos
Tratar todas as pessoas do mesmo modo garante justiça?
PSS 1 • 1º ANO
AULA 7 • 02/08
Justiça vai além de tribunais e punições
1
DISTRIBUIÇÃO
Quem recebe benefícios?
Quem suporta os custos?
2
PROCEDIMENTOS
Quem decide?
Há participação e defesa?
3
RECONHECIMENTO
Quem tem voz?
Quem sofre invisibilidade?
Uma decisão pode ter bom resultado e ainda usar um procedimento injusto.
PSS 1 | FILOSOFIA
2
AULA 7 • 03/08
Igualdade e equidade enfrentam problemas diferentes
IGUALDADE FORMAL
A mesma regra
vale para todos
IGUALDADE MATERIAL
Todos conseguem
exercer o direito?
EQUIDADE
Apoios diferentes
compensam barreiras
Igualdade não significa uniformidade.
PSS 1 | FILOSOFIA
3
AULA 7 • 04/08
Rawls procura princípios imparciais
?
VÉU DA IGNORÂNCIA
Sem saber tua classe, talentos, gênero ou religião, quais regras tu escolherias?
POSIÇÃO ORIGINAL
Um experimento mental que impede vantagens escolhidas para interesses particulares.
A imparcialidade começa quando ninguém sabe qual lugar ocupará.
PSS 1 | FILOSOFIA
4
AULA 7 • 05/08
Rawls formula dois princípios de justiça
1
LIBERDADES BÁSICAS
Consciência, expressão, associação e participação política iguais para todos.
2
PRINCÍPIO DA DIFERENÇA
Desigualdades só se justificam quando beneficiam os menos favorecidos.
Cargos e posições exigem oportunidades realmente justas.
PSS 1 | FILOSOFIA
5
AULA 7 • 06/08
Direitos Humanos protegem a dignidade
D
UNIVERSAIS
HISTÓRICOS
INTERDEPENDENTES
EXIGEM GARANTIAS
Reconhecer um direito na lei não garante seu exercício na vida real.
PSS 1 | FILOSOFIA
6
AULA 7 • 07/08
Justiça também envolve reconhecimento e capacidades
RECONHECIMENTO
Humilhação, invisibilidade e estigma limitam autonomia e pertencimento.
CAPACIDADES
Amartya Sen pergunta o que cada pessoa consegue efetivamente ser e fazer.
Recursos iguais podem produzir liberdades muito diferentes.
PSS 1 | FILOSOFIA
7
SÍNTESE DA AULA
Justiça exige direitos acessíveis na prática
A análise compara regras, resultados e condições reais de participação.
DISTRIBUIÇÃO
recursos
PROCEDIMENTOS
decisões
IGUALDADE
acesso real
RECONHECIMENTO
voz e respeito
CAPACIDADES
possibilidades
A igualdade formal é necessária, mas pode deixar barreiras intactas.
POLÍTICA E JUSTIÇA