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Sistematização dos Grupos de Trabalho

Resultados e aprendizados dos grupos temáticos sobre eventos extremos.

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Considerações Iniciais

A sistematização buscou padronizar as contribuições dos Grupos de Trabalho, organizando-as segundo a estrutura temporal Antes – Durante – Depois. Dois elementos atravessam todos os GTs de forma transversal:

Sistema de Alerta Centrado nas Pessoas

Eixo estruturante que orienta todas as ações dos grupos.

Educação como Transversalidade

A educação ambiental permeia todas as fases e todos os temas.

Quatro Eixos Comuns

Conhecimento · Monitoramento · Comunicação · Capacidade de Resposta

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GT 1

Deslizamento de Terra — Antes

Escuta e Ciência

  • Mapeamento Participativo e Cartografia Social e Afetiva
  • Integração de Professores
  • Sensibilização de Instituições e Pessoas (EF, CNF, GEA)
  • Leitura crítica do território e 5 eixos do Marco de Ação

Ações de Preparação Estrutural

  • Formação de NUPDECs e Cemaden microlocal na Escola
  • Plano de Contingência Participativo / Rotas de Fuga
  • Diagnóstico de Espaços Seguros e Simulados Intersetoriais
  • Gestão de Uso e Ocupação do Solo
  • Linguagem Adaptada e Inclusiva nos fluxos comunitários

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GT 1

Deslizamento de Terra — Durante e Depois

Durante — Integração

  • Considerar saberes e particularidades regionais da comunidade
  • Redes de Observação Comunitária com jovens como multiplicadores
  • Comunicação inclusiva para grupos vulnerabilizados
  • "O óbvio precisa ser dito" — perspectiva intergeracional

Depois — Memória e Avaliação

  • Registrar memórias dos primeiros moradores; ressignificar o trauma
  • Fortalecer a Cultura de Prevenção — "não deixar cair no esquecimento"
  • Arte como fonte de ressignificação: Entender / Avaliar / Reaprender
  • Logística Humanitária Comunitária e revisão de protocolos

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GT 2

Inundações — Antes

Conhecimento

Fontes: Defesa Civil, CEMADEN, INPE. Mapeamento de áreas de risco, rotas de fuga, abrigos, UBS/UPA e pontos culturais. Escola como referência central.

Monitoramento

Capacitação cidadã, equipamentos de nível do rio, Plataforma MonitoraEA, monitoramento de rotas de fuga e abrigos.

Comunicação

Linguagem acessível e simples, caixas de som, placas de sinalização, Educomunicação — comunicar o que fazer durante o evento.

Capacidade de Preparação

Plano de Ação (Onde–Quem–Quando–Como), Comitê de Preparação comunitário, Brigada da Água, Fundo de Emergência.

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GT 2

Inundações — Durante e Depois

Durante o Evento

  • Integração entre Escola, Comunidade e Gestão EA — conceito central
  • Protocolo de coleta de dados e pontos de referência ativados (escola, UBS, igrejas, terreiros)
  • Acompanhamento contínuo de danos e pessoas afetadas
  • Comunicação ativa e escuta em tempo real
  • Acionamento do Comitê, Brigada e Fundo de Emergência

Depois do Evento

  • Fundo de Reparação e articulação entre fontes privadas e públicas
  • Decreto SE/ECP — responsabilidade pública pela reparação
  • Continuidade do registro de danos e pessoas afetadas
  • Escuta da população e devolutivas como processo legítimo
  • Avaliação das ações, incorporação de aprendizados e revisão de protocolos

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GT 3

Incêndios — Antes

Conhecimento

Diagnóstico Participativo, Plano de Manejo Integrado do Fogo, Soluções Baseadas na Natureza (SBN), mapeamento de permacultores e redes de vigilância comunitária descentralizada.

Monitoramento

Plataforma de materiais e publicações, ferramenta "Água Sua Linda", orientações técnicas, visitas às escolas e campanhas de sensibilização.

Comunicação

Materiais educativos (folhetos, música, vídeos), mascote comunicador, redes sociais, spot de rádio e divulgação local.

Preparação

PPCIF (Plano Operativo com trilhas e aceiros), Plano Integrado do Fogo, formação de brigadistas, financiamento estruturado e organização logística.

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GT 3

Incêndios — Durante e Depois

Durante o Evento

  • Técnicas de Combate integradas com PICS (práticas de saúde para brigadistas e afetados)
  • Equipamentos de monitoramento, boletim de risco e divulgação de incidentes
  • Comunicação em tempo real de alertas para a comunidade
  • Combate por pessoas treinadas — acionamento das brigadas formadas no Antes

Depois do Evento

  • PICS/SUS: suporte de saúde física e apoio psicológico pós-incêndio
  • SBN — restauração ambiental de áreas queimadas
  • Participação em fóruns, prestação de contas e registros locais
  • Responsabilização jurídica/ambiental e políticas integradoras interinstitucionais

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GT 4

Secas — Antes

Observação e Conhecimento do Território

  • Indicadores naturais: rios, chuva, ar, resposta das plantas, retração do nível do rio
  • Conhecimento local, escuta sensível e organização comunitária
  • Mapeamento Participativo das Vulnerabilidades (pessoas, territórios, grupos expostos)
  • Manutenção das nascentes

Saúde e Ações Estruturantes

  • Controle de doenças associadas à seca: respiratórias e gastrointestinais
  • Racismo em foco — perspectiva antirracista nas populações mais atingidas
  • Grupos vulnerabilizados como protagonistas da comunicação, não apenas receptores

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GT 4

Secas — Durante

Monitoramento Estruturado

Indicador principal: nº de dias sem chuva → + 4 categorias de alerta. Instrumentos: régua do rio, pluviômetros, observação da vazão. Comunicação com linguagem simples, íntegra e contextualizada na mudança do clima.

Tecnologias Sociais Compartilhadas

Cisternas, açudes, banheiro seco — formas de conviver com a seca aprendidas e compartilhadas com outras regiões. Referência territorial: São Luís do Paraitinga.

Cultura da Cooperação

Ação de Cooperação coletiva articulada. Fortalecimento de coletivos escolares e movimentos sociais. Gestão de conflitos gerados pela escassez hídrica.

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GT 5

Ondas de Calor — Antes

Conhecimento

  • Contação de histórias e memórias orais sobre eventos de calor
  • Letramento Ambiental e Ciência Cidadã
  • Ações com hortas para crianças — dimensão afetiva com a natureza
  • Registro de dias letivos perdidos e estudantes afetados

Monitoramento e Comunicação

  • Monitorar temperatura, umidade e chuva continuamente
  • Campanhas com parcerias empresariais — tirar estigmas
  • Divulgar benefícios da floresta urbana; jornalistas como parceiros estratégicos

Preparação

  • Melhorar infraestrutura e ventilação das escolas
  • Plano de Contingência para eventos de calor extremo
  • Adaptar uniforme escolar para conforto térmico

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GT 5

Ondas de Calor — Durante e Depois

Durante o Evento

  • Alimentação adaptada, letramento ambiental e conforto térmico
  • Monitoramento contínuo de temperatura e umidade
  • Mapeamento da Ilha de Calor Afetiva — dado técnico + percepção comunitária
  • Alertas para escolas e famílias via WhatsApp, rádio e novelas
  • Atenção à exclusão digital — especialmente idosos
  • SbN — Soluções Baseadas na Natureza para ventilação

Depois — Propostas Estruturais

  • Financiamento de fundos permanentes
  • Refúgios Climáticos (Parques) e áreas verdes urbanas
  • Protocolos internacionais adaptados ao contexto brasileiro
  • Pagamento por Serviço Ambiental
  • Saúde Única — articulação Municipal → Federal
  • SbN como Mitigação — não apenas resiliência

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Transversalidade: Os Quatro Eixos em Todos os GTs

Conhecimento (diagnóstico participativo, ciência cidadã, memória comunitária)

Comunicação (linguagem acessível e inclusiva, múltiplos canais, educomunicação)

Monitoramento (ferramentas tecnológicas e comunitárias, indicadores locais)

Capacidade de Resposta (planos de contingência, brigadas, comitês participativos)

Esses quatro eixos estruturam a resposta a todos os 5 tipos de desastre — deslizamentos, inundações, incêndios, secas e ondas de calor — garantindo coerência metodológica entre os grupos.

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Considerações Comuns entre os GTs

1

Participação Comunitária

A comunidade é protagonista em todas as fases — do mapeamento à avaliação pós-evento.

2

Inclusão e Equidade

Comunicação acessível para crianças, idosos, pessoas com deficiência e grupos vulnerabilizados. Perspectiva antirracista presente.

3

Memória e Cultura

Arte, contação de histórias e memória oral como instrumentos de prevenção e ressignificação do trauma.

4

Intersetorialidade

Integração entre escola, comunidade, poder público e sociedade civil em todos os níveis.

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Especificidades e Próximos Passos

GT1 — Deslizamentos

Ênfase em rotas de fuga, simulados intersetoriais e ressignificação do trauma via arte.

GT2 — Inundações

Escola como ponto de referência central; Brigada Comunitária da Água e Fundo de Emergência.

GT3 — Incêndios

Formação de brigadistas, PICS/SUS e Soluções Baseadas na Natureza para restauração.

GT4 — Secas

Tecnologias sociais, protagonismo dos grupos vulnerabilizados e perspectiva antirracista.

GT5 — Ondas de Calor

SbN como mitigação (não só resiliência), Saúde Única e refúgios climáticos urbanos.

A sistematização reforça que a educação ambiental centrada nas pessoas é o fio condutor de todas as estratégias — antes, durante e depois dos desastres.