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Crise de 1929 e New Deal

9º Ano - 1º Bimestre

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Crise da Bolsa de 1929

  • Após a 1ª Guerra Mundial, mudanças drásticas ocorrem no mundo
    • Decadência européia pós-guerra
    • Ascensão econômica americana
      • Anulação temporária dos concorrentes americanos
      • Ampliação dos mercados inglês e francês
        • Equivale a 44,8% do total de produtos industriais do mundo
      • Euforia consumista (American Way of Life)
      • Problemas decorrentes do liberalismo econômico preconizado por Adam Smith
        • Os mercados se auto regulam e não necessitam de intervenção do Estado
        • Isso vai ser problemático, principalmente com o reviver das indústrias francesa e inglesa, que competiam diretamente com os americanos
        • Isso gerou uma queda de preços generalizada, o que causou a perda de valor das empresas americanas na bolsa de valores de Nova Iorque.
        • Crise gerada pela especulação financeira
          • Crescimento ilimitado em um planeta de recursos limitados

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Quebra da Bolsa de Nova York (PG. 32-33)

Silêncio e tensão, muita tensão no ar. Mais de dez mil pessoas amontoam-se nas proximidades da Wall Street, a “rua do muro", centro financeiro e sede da Bolsa de Valores de Nova York. É manhã de terça-feira, 29 de outubro de 1929. Depois de vários dias de queda constante nas cotações – que arruinou milhares de pequenos investidores –, os sobreviventes do massacre financeiro aguardam a abertura do pregão da Bolsa.

Dez horas. A companhia elétrica dá início ao leilão de ações. Em poucos minutos, o silêncio e a tensão se transformam em gritaria e desespero. Os preços das blue chips, as ações mais nobres – General Motors, RCA, US Steel, entre elas –, despencam. Primeiro a cada quinze minutos, depois de minuto em minuto. E, finalmente, meia dúzia de vezes num só minuto. Em pânico, um número cada vez maior de investidores pede a seus agentes que vendam tudo, a qualquer preço. Entre 11h15 min e 12h15 min, ninguém comprava nada, seja qual for o preço. O ticker, a barulhenta maquininha que permite aos investidores acompanhar de seus próprios escritórios as cotações, está 48 minutos atrasado.

Assim, muita gente vende suas ações por muito menos do que imagina e só no dia seguinte terá ideia de quanto perdeu.

Fim da tarde. O desespero tornou-se agonia. Cerca de 15 bilhões de dólares em papéis tinham virado fumaça. Junto ao prédio da Bolsa, a multidão está atônita. Dezenas de policiais a cavalo estão a postos para evitar qualquer quebra-quebra. Mas não há necessidade. “Os olhos das pessoas pareciam os dos peixes apanhados nas redes", lembraria um jornalista inglês. O prefeito de Nova York, Jimmy Walker, pede aos donos de cinemas da cidade que só exibam filmes otimistas para não aumentar ainda mais o desânimo da população. Pouco adiantaria. Como a Wall Street é uma espécie de termômetro para as demais Bolsas norte-americanas – de Chicago e outras grandes cidades – o desânimo se espalha rapidamente por todo o país.

Aborrecido, o corretor Albert Gordon decide dar uma volta com os amigos, para esquecer a tragédia. “Tivemos a precaução de caminhar pelo meio da rua, para que não caíssem sobre nós os corpos daqueles que haviam optado pelo suicídio", lembraria ele, meio século depois. Uma pequena multidão se aglomerava numa esquina, para ver um homem que balançava as pernas no alto de um prédio em construção. Mais um suicida, um investidor arruinado à espera de coragem para pular? Não. Era apenas um operário comendo tranquilamente seu lanche. [...]

Os suicídios, na verdade, não foram tantos. E o método mais usado não era o salto no vazio, e sim a asfixia por gás. Mas a imagem de executivos engravatados pulando das janelas dos arranha-céus – símbolo da pujança dos Estados Unidos – ficaria para sempre associada à quebra da Bolsa, em outubro de 1929.

(Jayme Brener. 1929: a crise que mudou o mundo.�São Paulo: Ática, 1996, p. 45.)

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  • Queda do PIB americano chegando a 25%
    • Queda do emprego americano bastante acentuada (Ver ao lado)
    • A crise afeta em poucos anos o mundo, se tornando uma crise global
    • A solução da crise será a segunda guerra mundial (muitos índices só se recuperaram após o conflito)
    • Crise afetando o mundo rapidamente, atingindo inclusive países que nada pareciam ter a ver com a bolsa de Nova Iorque
      • A queda do preço do café brasileiro
        • US$ 0,56/Kg => US$ 0,16/Kg (Queda de 71,43% do valor)
        • Causa a queda da oligarquia cafeeira no Brasil e a ascensão de Getúlio Vargas
      • A crise de hiperinflação da República de Weimar
        • Com a crise americana, muitas ajudas financeiras fornecidas para a reconstrução alemã foram retiradas pelos americanos para tentar amenizar a crise de 1929
        • Causa uma crise de hiperinflação que a república de Weimar é incapaz de conter
        • Gera uma série de frustrações na população alemã, exigindo respostas aos problemas alemães
        • Surge a figura de Adolf Hitler em 1925 com o partido nazista
        • Eventual ascensão do partido no Reichstag em 1930 e elevação de Hitler a Chanceler em 1933

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New Deal

  • Conjunto de soluções propostas por Franklin Delano Roosevelt, 32º presidente americano
    • Slogan de campanha: “A única coisa a temer é o próprio medo”
    • Conjunto baseado nas idéias de John Mayard Keynes
      • Interferência estatal na economia
        • assistência reestruturação dos bancos e dos trabalhos públicos;
        • recuperação programa de desenvolvimento do trabalho, no campo e na cidade, pela atuação do Estado;
        • reforma criação de direitos trabalhistas
    • Por conta da intervenção do Estado, houve uma melhora no consumo e no emprego
      • Entretanto, levou anos para restabelecer os números antes da crise
    • Empregos públicos fornecidos para a construção de infraestrutura americana ajudaram a tirar a população da miséria
      • A Represa Hoover
      • O Aeroporto de LaGuardia
      • Inúmeras escolas, estradas, pontes, viadutos entre outros tantos projetos de infraestrutura
      • A ideia eram os salários pagos pelo governo aos americanos que trabalhavam em tais projetos fariam trabalhadores terem mais dinheiro para gastar e fazer a economia girar, ao mesmo tempo que as obras de infra estruturas auxiliariam num aumento do PIB ao facilitar a atividade econômica americana
    • Crise plenamente revertida somente após a 2ª Guerra Mundial