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ANTIGO TESTAMENTO:

JUSTIFICATIVA PARA O SEU ESTUDO, USOS, TEOLOGIA BÍBLICA, PENTATEUCO E GÊNESIS

Roney Cozzer

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APRESENTAÇÃO

Prof. Roney Cozzer

Cristão, autor, professor e palestrante nas áreas de Teologia e Educação. Doutorando em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), Mestre em Teologia pelas Faculdades Batista do Paraná (FABAPAR), licenciado em Pedagogia e História e possui formação em Psicanálise. No ensino superior, possui experiência como conteudista, docente, tutor EAD e coordenador pedagógico. É professor produtor de conteúdo na área de Ensino Religioso, atuando no Centro de Mídias de Cariacica (ES).

Atividades na internet

(clique no ícone para acessar)

Repensando meu

Cristianismo

Teologia & Vida

www.teologiavida.com

Currículo na

Plataforma Lattes

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ANTIGO TESTAMENTO

Teologia Bíblica, Pentateuco e Gênesis

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APRESENTAÇÃO

Prof. Roney Cozzer

Cristao, autor, professor e palestrante na área de Teologia. Doutorando em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), Mestre em Teologia pelas Faculdades Batista do Paraná (FABAPAR), licenciado em Pedagogia e História e possui formação em Psicanálise. No ensino superior, possui experiência como conteudista, docente, tutor EAD e coordenador pedagógico. É professor produtor de conteúdo na área de Ensino Religioso, atuando no Centro de Mídias de Cariacica (ES).

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UMA BIBLIOGRAFIA BÁSICA

  • ARCHER Jr., Gleason L. Panorama do Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2012.
  • BEALE, J. K. CARSON, D. A. Comentário do uso do Antigo Testamento no Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2014.
  • CASTILLO, José M. História da canonização na cristandade: seu significado de fundo. Concilium, Petrópolis, v. 351, n. 3, p.75-83, 01 mar. 2013.
  • DE VAUX, Roland. Instituições de Israel no Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2004.
  • SCHIMIDT, Werner H. Introdução ao antigo testamento. São Leopoldo, RS: Sinodal, 2013.

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INDICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA

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INDICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA

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O ANTIGO TESTAMENTO:

PONDERAÇÕES INICIAIS

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POR QUE PRECISAMOS DE

UM ESTUDO PANORÂMICO?

O estudo panorâmico nos permite ter uma visão geral desse conjunto de livros chamado “Antigo Testamento”. Não devemos esquecer que uma árvore é parte de um contexto maior: a floresta. O entendimento do todo, ainda que à guisa de introdução, contribui para o conhecimento da parte.

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POR QUE PRECISAMOS DE UM

ESTUDO PANORÂMICO?

O estudo panorâmico do Antigo Testamento oferece detalhes sobre seu conteúdo, cânon, formação, autoria, as teorias a respeito da sua composição, dentre outros assuntos importantes. Considera ainda a teologia dos livros veterotestamentários e aspectos hermenêuticos (literatura, fundo cultural e histórico).

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POR QUE PRECISAMOS DE UM

ESTUDO PANORÂMICO?

Na complexa tessitura do texto antigotestamentário, uma pequena sentença ou mesmo determinada passagem será explicada à luz do contexto maior. Determinada mensagem, contido neste ou naquele livro, será entendida à luz da composição geral do livro e até do próprio Antigo Testamento inteiro, já que os livros que o compõem mantêm diálogo entre si.

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OS USOS DO ANTIGO TESTAMENTO

PELA IGREJA

F. F. Bruce comenta o seguinte: “Já na igreja cristã, o Antigo Testamento é reconhecido tradicionalmente como o texto que registra os estágios iniciais desse processo contínuo de revelação divina e de resposta humana, que teve seu cumprimento em Cristo, sendo o Novo Testamento o registro desse cumprimento. Se o que Deus falou a nossos antepassados por meio dos profetas, muitas vezes e de muitas maneiras, está preservado no Antigo Testamento, o Novo Testamento , por sua vez, nos conta que “nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho” (Hb 1.12)” (BRUCE, 2008, p. 3).

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OS USOS DO ANTIGO TESTAMENTO

PELA IGREJA

“[...] a única Bíblia da igreja cristã era o Antigo Testamento, e ela se deu muito bem tendo somente o Antigo Testamento. Quando nosso Senhor afirma que “são as Escrituras que testemunham a meu respeito” (Jo 5.39), ele está se referindo às Escrituras do Antigo Testamento. Quando é dito a Timóteo “toda Escritura é inspirada por Deus”, a referência é àqueles escritos sagrados com que Timóteo estava familiarizado desde a infância – ou seja, os escritos do Antigo Testamento (a propósito, na versão LXX)” (H b 1.12)” (BRUCE, 2008, p. 3).

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OS USOS DO ANTIGO TESTAMENTO

PELA IGREJA

Mas, e em nossos dias?

O teólogo Isaltino Gomes C. Filho alertou sobre a negligência dos evangélicos quanto ao uso que se faz do Antigo Testamento, procurando chamar nossa atenção para a riqueza contida nos livros que o constituem; ele afirma: “Há um silêncio muito grande em nossas igrejas sobre o Velho Testamento [...].

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OS USOS DO ANTIGO TESTAMENTO

PELA IGREJA

Mas, e em nossos dias?

“[...] em boa parte das vezes, o seu uso é fragmentário, ou seja, citam-se versículos isolados, versículos que trazem verdades expressivas, como as promessas de conforto e de segurança. Não bastasse o conhecimento fragmentário... o que do Velho Testamento se divulga em nosso meio pode ser resumido a poucas passagens.

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OS USOS DO ANTIGO TESTAMENTO

PELA IGREJA

Mas, e em nossos dias?

“Um Salmo que é lido num devocional, alguma passagem messiânica em Isaías 11, 2 Crônicas 7.14, o nascimento de Moisés, as chamadas de Samuel e de Isaías, Daniel na cova dos leões, é quase tudo que se divulga sobre o Velho Testamento em nossas igrejas. A razão do pouco uso pode ser explicada. Afinal, é no Novo Testamento que nos descobrimos como Igreja de Cristo que somos.

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OS USOS DO ANTIGO TESTAMENTO

PELA IGREJA

Mas, e em nossos dias?

“É nele que embasamos nossas doutrinas e posturas. Há muita coisa no Velho Testamento que não nos diz respeito e nem mesmo nos faz qualquer sentido. Algumas de suas prescrições são inadequadas para nós, prendendo-se a uma cultura perdida no tempo e no espaço. Por exemplo, o que significa para nossas igrejas e para nossas vidas toda a regulamentação sobre as vestes sacerdotais?

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OS USOS DO ANTIGO TESTAMENTO

PELA IGREJA

Mas, e em nossos dias?

“É muito mais proveitoso debruçar-se sobre uma das cartas de Paulo e descobrir ali princípios para a igreja. Mas, como bem observa Wright ao discutir o assunto: "A Necessidade Que a Igreja tem do Antigo Testamento": "Que espécie de Cristo podemos apresentar sem o Antigo Testamento?“ (COELHO FILHO, 1994, pp. 13,14).

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O ANTIGO TESTAMENTO E O CRISTÃO

Alguns cuidados necessários nessa relação

  • “Anacronismo hermenêutico” na interpretação de passagens do Antigo Testamento;
  • Anacronismo científico ao interpretar passagens como Gênesis 1, 2 e 3;
  • Xenofobia (preferência por Israel em detrimento de outras nações).

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INTRODUÇÃO À TEOLOGIA BÍBLICA

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O QUE É A TEOLOGIA BÍBLICA

O que é uma Teologia Bíblica? Qual a sua epistemologia? E qual a diferença entre a Teologia Bíblica e a Teologia Sistemática? Estas e outras questões importantes nos ajudam a entender sua relevância para a Teologia e para a Igreja.

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O QUE É A TEOLOGIA BÍBLICA

LUIZ SAYÃO

“A Teologia Bíblica define-se basicamente a partir de sua distinção em relação à Teologia Sistemática e à História das Religiões. A proposta fundamental da Teologia Bíblica é construir uma teologia a partir das Escrituras, de modo indutivo, sem depender das categorias definidas pela Sistemática ou pela Dogmática”.

L. PACOMIO

“Há um desejo que é preciso ressaltar e repropor: a teologia bíblica tenta e deve chegar a um modelo unitário, que pode encontrar sua unidade no sujeito da teologia bíblica que é o teólogo e na metodologia que só pode ser a da fé” (PACOMIO in LEITE. MARCIONILO, 2003, p. 731).

LUIZ SAYÃO

“Enquanto a teologia bíblica discute as tensões bíblicas entre o “já” e o “ainda não” do Reino de Deus (escatologia realizada e escatologia futura), a teologia sistemática evangélica volta-se para divisões como pré-milenismo, pós-milenismo, amilenismo, pré-tribulacionismo, etc.”.

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REGINALDO P. DE MORAES

“Há teólogos que se preocupam em estudar o todo de cada parte, enquanto outros preferem analisar livro por livro. Por conta de tão grande variedade de assuntos, ênfases e pormenores, há teólogos que se propõem a falar sobre teologias do Antigo e do Novo Testamento em um único livro, escrito ao longo de muito tempo” (MORAES, 2018, p. 21).

REGINALDO P. DE MORAES

“Segmento da teologia que estuda a Bíblia como um todo, procurando destacar ou salientar o que o livro afirma acerca de Deus e de Sua Pessoa” (MORAES, 2018, p. 21).

REGINALDO P. DE MORAES

“Há uma diferença nítida em relação ao nível teológico de cada período. Por exemplo, há salmos extremamente nacionalistas, enquanto outros são mais universais, de acordo com o desenvolvimento espiritual das pessoas de cada época” (MORAES, 2018, p. 21).

O QUE É A TEOLOGIA BÍBLICA

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OBJETO DE ESTUDO DA

TEOLOGIA BÍBLICA

O trabalho da Teologia Bíblica consiste em buscar entender qual o pensamento teológico está presente nos textos bíblicos, operando com uma abordagem que é mais descritiva, não elaborativa como acontece na Teologia Sistemática.

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OBJETO DE ESTUDO DA

TEOLOGIA BÍBLICA

Qual a fonte de dados para o estudo da Teologia Bíblica? Naturalmente, a própria Escritura se coloca como fonte primária e fundamental para os estudos de um teólogo bíblico. O cânon bíblico é assim a fonte de pesquisa para a pesquisa bíblica, mas isto não significa dizer que esse esforço não deva ser transdisciplinar e recorrer assim a outras fontes, como por exemplo, à Hermenêutica e à Exegese bíblicas.

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O QUE ALCANÇAR NO ESTUDO DA

TEOLOGIA BÍBLICA?

“[...] a metodologia teológica deve ser histórica (para respeitar a relação das tradições com o referente histórico); deve unir “letra e espírito” porque a palavra de Deus encarnou-se em um texto preciso; e deve chegar, para além do sentido, ao significado para mim, para a igreja, para o mundo [...].

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O QUE ALCANÇAR NO ESTUDO DA

TEOLOGIA BÍBLICA?

E todo esse complexo processo metodológico deve ter em vista a ‘verdade’: o que o Deus vivo, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, me deseja dizer de si, de seu mistério, de sua misericórdia e justiça diante do homem; o que diz do homem, da história do mundo” (PACOMIO in LEITE. MARCIONILO, 2003, p. 731).

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TEMAS TEOLÓGICOS DO ANTIGO TESTAMENTO

Libertação do povo hebreu (Gênesis e Êxodo).

A conquista da terra prometida (Deuteronômio e Josué).

Culto e santidade (Levítico).

O pecado e suas consequências.

Israel diante de Iavé. Idolatria e cativeiro.

Teologia da Aliança.

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TEOLOGIA BÍBLICA

DO PENTATEUCO

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INTRODUÇÃO

O termo “Pentateuco” vem do grego e significa literalmente “cinco recipientes”, que eram utilizados para armazenar os rolos manuscritos de pergaminho ou de papiro. Esses cinco rolos correspondem aos cinco primeiros livros da Bíblia: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Na Bíblia Hebraica, esses cinco livros constituem uma da sua tripla divisão, a Torah. E essa divisão tríplice da Bíblia Hebraica em Lei, Profetas e Escritos sinaliza justamente para a compreensão de Gênesis a Deuteronômio como uma unidade (BROWN. FITZMYER. MURPHY, 2007, p. 49).

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TEMAS TEOLÓGICOS DO PENTATEUCO

Diversos temas teológicos perpassam os cinco livros do Pentateuco. A teologia da criação, “a invasão do pecado e os seus excessos” (Gerhard von Rad), instituições sagradas de Israel, a história dos patriarcas, a crise da conquista, a crise na formação do estado hebreu, a revelação de Deus no Sinai, os sacrifícios e a expiação do pecado, dentre outros. Esses temas podem ser estudados de maneira individualizada, mas sempre deve se considerar a correlação que há entre eles ao longo do Pentateuco.

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TEMAS TEOLÓGICOS DO PENTATEUCO

A criação de todas as coisas (Gênesis).

A libertação da escravidão egípcia e a conquista da terra prometida (Êxodo e Josué).

Culto e santidade (Levítico).

Marcha e organização da segunda geração para a entrada na terra prometida (Números).

Repetição da lei e ênfase na necessidade da obediência (Deuteronômio).

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MODOS DE ABORDAGEM (LEITURA) DO PENTATEUCO

Abordagem literária

Abordagem canônica

Esta abordagem propõe que os livros sejam interpretados a partir de sua forma final no cânon. Não se pode falar de uma autoria mosaica, mas se reconhece a autoridade mosaica no Pentateuco.

Esta abordagem propõe que os livros sejam interpretados a partir do texto como ele se apresenta, considerando os seus aspectos literários. Ela é sincrônica.

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TEOLOGIA BÍBLICA DO PENTATEUCO

PERÍODO PATRIARCAL

Abrange as narrativas sobre os patriarcas, fundadores da nação hebreia, a saber: Abraão, Isaque, Jacó e José (Gn 12.-50).

CRIAÇÃO

Inclui narrativas da história primeva que registra a criação do mundo, do primeiro casal e há uma “tábua das nações” (Gn 1-11).

LIBERTAÇÃO DO EGITO E

JORNADA AO SINAI

Compreende o texto de Êxodo 1-18 e registra a libertação poderosa do povo hebreu do Egito pelo Senhor.

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TEOLOGIA BÍBLICA DO PENTATEUCO

JORNADA DO SINAI A MOAB

Compreende a perícope de Números 10 a 36.

ENTREGA DA LEI

Inclui os textos de Êxodo 19 a Números 10, que registram o Decálogo e a entrega de diversos preceitos da Lei.

DISCURSOS DE MOISÉS

Os três discursos de Moisés nas planícies de Moab incluindo apêndices (o livro de Deuteronômio).

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TEOLOGIA BÍBLICA DO PENTATEUCO

Deve-se mencionar que essa forma de organização pode variar conforme a abordagem. Gerhard von Rad propõe uma teoria de um Hexateuco (Pentateuco + Josué), o que, naturalmente, exigiria uma organização diferente. Martin Noth propõe, por sua vez, um Tetrateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico e Números à parte de Deuteronômio). E claro, não se deve deixar de considerar a própria Bíblia Hebraica com sua tríplice divisão em Lei, Profetas e Escritos, que é sugestiva do fato de que os cinco livros do Pentateuco eram vistos como uma unidade.

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EVIDÊNCIAS DE UMA AUTORIA NÃO MOSAICA PARA O PENTATEUCO

  • A menção da morte de Moisés em Deuteronômio 34, indicando que houve o trabalho de um editor;
  • O uso de fórmulas que sugerem um período após o tempo de Moisés: “até este dia” (Dt 34.6); “quando os cananeus e os ferezeus habitavam esta terra” (Gn 13.7);

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EVIDÊNCIAS DE UMA AUTORIA NÃO MOSAICA PARA O PENTATEUCO

  • A presença de anacronismos como a menção da terra a leste do Jordão como “o outro lado” em Gênesis 50.10, indicando assim o ponto de vista de um habitante da Palestina, local onde Moisés nunca entrou! (BROWN. FITZMYER. MURPHY, 2007, p. 50).

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EVIDÊNCIAS DE VÁRIAS TRADIÇÕES

PRESENTES NO PENTATEUCO

Os relatos duplicados (da criação em Gn 1 e 2; do chamado de Moisés em Êx 3 e 6; dos perigos sofridos pelos patriarcas em Gn 12.9-13.1; 20.1-18; 26.1-17)

Alternância no uso de nomes divinos (Iavé e Elohim) indicando tradições diferentes.

Diferenças de nomes, vocabulários, estilo e no conteúdo.

A presença de glosas no texto do Pentateuco (notas explicativas).

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PERGUNTAS

A pesquisa bíblica busca entender como se deu esse agrupamento dos textos que formam o conjunto do Pentateuco. Algumas perguntas foram propostas ou consideradas nesse esforço:

  • Esse agrupamento se deu a partir da reunião de documentos ou fragmentos menores?
  • Houve uma narrativa básica que foi depois suplementada (hipótese suplementar)? (BROWN. FITZMYER. MURPHY, 2007, p. 50).

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HIPÓTESE DOCUMENTÁRIA

É no esforço de entender a formação do Pentateuco que surge a Hipótese Documentária, proposta por Julius Wellhausen (1844-1918) e que domina a crítica bíblica desde então, ainda que tenha sofrido novos contornos. Wellhausen propôs, basicamente, quatro diferentes documentos que teriam composto o Pentateuco:

  • J (Javista, IX séc.);
  • E (Eloísta, VIII séc.);
  • D (Deuteronomista, VII séc.);
  • P (Sacerdotal, pós-exílico) (BROWN. FITZMYER. MURPHY, 2007, p. 50).

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CONCLUINDO ESTA PARTE...

Acredita-se que esses documentos teriam sido organizados no período pós-exílico, “sob a mão organizadora da tradição P, e provavelmente de um redator (R)” (BROWN. FITZMYER. MURPHY, 2007, p. 51). Pode ser que cada um desses documentos, J, E, D ou P, possa ser assim o resultado do trabalho de um redator ou mesmo de uma tradição (escola) maior. Todavia, a despeito da duração da teoria, “[...] a erudição recente tem levantado objeções” (BROWN. FITZMYER. MURPHY, 2007, p. 51). Esses documentos podem ser o resultado da reunião de diversos fragmentos menores e que preservam também tradições orais.

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PENTATEUCO:

CONTEÚDO E TERMINOLOGIA

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1. CONTEÚDO E TERMINOLOGIA

A palavra “Pentateuco” é de origem grega e significa literalmente “cinco estojos”, ou “cinco recipientes”. Vem da palavra grega pentateuchos. Esses estojos eram utilizados para serem colocados neles os manuscritos antigos. Por extensão, quando falamos em Pentateuco falamos em cinco livros. Esses livros são: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.

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1. CONTEÚDO E TERMINOLOGIA

Na Bíblia Hebraica, esse conjunto de livros que chamamos de Pentateuco é denominado Torá, palavra hebraica que significa basicamente “instrução”. Em manuscritos antigos, esses cinco livros eram escritos num rolo só, de forma contínua. Na Bíblia Hebraica, os nomes desses cinco primeiros livros são diferentes dos nomes que eles recebem nas Bíblias de edição católica e protestantes.

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1. CONTEÚDO E TERMINOLOGIA

Gênesis

Do grego Genesis, que significa "origem, criação, geração". No original hebraico é denominado Bereshit, literalmente: "No início", "No começo", "No princípio".

Êxodo

Do latim Exodus e do grego Êxodos quer dizer "saída, partida, emigração". Em hebraico: Shemot ("Nomes").

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1. CONTEÚDO E TERMINOLOGIA

Levítico

É assim denominado porque contém, principalmente, as leis e os regulamentos concernentes aos Levitas, que eram descendentes da tribo de Levi. Na Bíblia hebraica é chamado de Vaiicrá que significa "E chamou" ou "E clamou".

Números

Tem esse nome por causa dos dois recenseamentos relatados no livro. Em hebraico: Bemidbar, literalmente: "No deserto".

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1. CONTEÚDO E TERMINOLOGIA

Deuteronômio

Do grego deuterós, “segundo”, e nomos, “lei”; deuteronômion: “segunda lei”). No original hebraico leva o nome de Devarim, ao pé da letra: “Palavras”.

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1. CONTEÚDO E TERMINOLOGIA

O fato desses livros serem agrupados como estão, tanto na Bíblia Hebraica quanto nas Bíblias de edição católica e protestante, indica a sua unidade. Mas alguns eruditos, como Gerhard von Rad, entenderam essa unidade de modo um pouco distinto. Gerhard von Rad, por exemplo, trabalhou com uma porção mais extensa, no que chamou de Hexateuco (o Pentateuco mais o livro de Josué como uma unidade).

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1. CONTEÚDO E TERMINOLOGIA

Os cinco livros do Pentateuco contém narrativas “históricas”, uma cosmogonia, discursos, leis e instruções diversas e promessas. Uma forma possível e útil de organizar o conteúdo do Pentateuco é a seguinte:

  • História primeva (Gn 1-11);
  • Período patriarcal (Gn 12-36);
  • História de José (Gn 37-50);
  • Libertação do Egito e jornada ao Sinai (Êx 1-18);
  • Entrega das leis no Sinai (Êx 19 – Nm 10);
  • Jornada do Sinai a Moab (Nm 10-36);
  • Três discursos de Moisés nas planícies de Moab, com apêndices (Dt 1-34).

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GÊNESIS

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GÊNESIS, O LIVRO DE.

O título do livro de Gênesis deriva da Septuaginta, mais especificamente do texto em 5.1, onde podemos ler: “Eis o livro da geração de Adão”. A palavra “geração” no grego é geneseos que em sua forma transliterada fica genesis. O termo indica origem, geração. Dá a ideia de começo e de fato combina muito bem com o conteúdo do livro, que registra uma cosmogonia, incluindo a origem do homem, da violência entre os homens, de civilizações e mais especificamente do povo hebreu.

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APROXIMAÇÕES EQUIVOCADAS AO LIVRO DE GÊNESIS

  • Lê-lo como livro de História;
  • Lê-lo como livro de Ciências;
  • Lê-lo como livro de Arqueologia;
  • “Anacronismo hermenêutico”;
  • Estudá-lo sem considerar fatores a que ele alude, como culturas, épocas e cenário religioso.

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GÊNESIS, O LIVRO DE.

Breve análise do livro

Serão consideradas questões como título, autoria e data da sua composição final, estrutura literária, esboço possível do livro e sua teologia.

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GÊNESIS, O LIVRO DE.

Título

O título do livro deriva da Septuaginta (LXX) e significa basicamente “origem”. “Esse livro ocupa uma posição muitíssimo adequada no cânon sagrado, por retratar as origens do Universo, do planeta Terra, da natureza, do homem, do pecado, das nações e do povo judeu. Com efeito, se Gênesis não estivesse onde está, teríamos um enorme vácuo nas Escrituras” (COZZER, 2020).

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GÊNESIS, O LIVRO DE.

Autoria e data

“Tradicionalmente a autoria do livro de Gênesis é atribuída a Moisés, tanto entre cristãos como entre judeus. Clyd T. Francisco comenta que ‘[...] os judeus o consideravam como parte integrante da Torá (Lei), e não como um livro separado, e como o princípio da "Torá de Moisés". A referência à autoria mosaica no Talmude (Baba Bathra, fólio 14b) é bem conhecida’” (COZZER, 2020).

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GÊNESIS, O LIVRO DE.

Autoria e data

➡️ Ao nível acadêmico mundial, a questão da autoria mosaica é praticamente descartada;

➡️ O livro é fruto de uma compilação de diversas tradições e períodos variados;

➡️ Sua edição final data do século VI a.C.

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GÊNESIS, O LIVRO DE.

Estrutura

“O livro de Gênesis possui uma divisão dupla que é bem fácil de ser percebida: nos capítulos um a 11 está narrado o início da história humana, ao passo que nos capítulos 12 a 50 encontra-se a narração do início do povo de Israel, visto nas narrativas a respeito dos patriarcas Abraão, Isaque, Jacó e seus 12 filhos.

Com efeito, o livro de Gênesis é o livro dos começos: o começo do Universo, o começo da natureza, do homem, do pecado, das nações. Há intérpretes, contudo, que veem uma tríplice divisão” (COZZER, 2020).

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GÊNESIS, O LIVRO DE.

Esboço

1. HISTÓRIA DAS NAÇÕES (1.1-11.26)

1.1 A criação do ponto de vista divino (1.1-2.3)

1.2 A criação do ponto de vista humano (2.4-25)

1.3 A queda do homem (cap. 3)

1.4 A aliança de Deus com o homem

2. A HISTÓRIA DOS ANTEPASSADOS DE ISRAEL (11.27-50.26).

2.1 Abraão (12.1-25.18)

2.2 Isaque, Jacó e Esaú (25.19-36.43)

2.3 A família de Jacó (37.1-50.26)

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GÊNESIS, O LIVRO DE.

Teologia

É perceptível que a teologia do livro de Gênesis esteja inclinada a indicar a origem de todas as coisas e do ser humano em Deus. Ele estava no princípio e por meio dele tudo veio a existir. Devemos lembrar que esse conceito irá permear toda a Escritura, sendo retomado diversas vezes em outros livros, tanto do Antigo como do Novo Testamento.

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GÊNESIS, O LIVRO DE.

Teologia

“É notável que a Bíblia de Israel comece com um olhar amplo do mundo antes de Israel (Héber, o antepassado de Israel é mencionado apenas rapidamente em 10.21,25) ao invés de assumir que o mundo começou com a existência da nação. Entretanto, Israel se viu como distinto das demais nações, um povo com moradia à parte, não reconhecido entre as nações (Nm 23.9)” (BROWN. FITZMYER. MURPHY, 2007, p. 60).

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GÊNESIS, O LIVRO DE.

Teologia

A segunda parte do livro registra as origens de Israel em seus antepassados, por meio da obediência a Iavé e relação com ele. Podemos concluir, assim, que o livro de Gênesis é um livro que retrata o relacionamento do homem com Deus (cf. 5.24; 17.1; 48.15).

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GÊNESIS, O LIVRO DE.

Teologia

➡️ Deus (Iavé) retratado como o criador de todas as coisas;

➡️ Andar com Deus e obedecê-lo;

➡️ Teologia da Aliança (Gn 17);

➡️ Dupla promessa contida no livro: descendência e ocupação da terra;

➡️ Criação e recomeço (Gn 1,2,6-8): o dilúvio entendido como renovação, recomeço, renovação da bênção.

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GÊNESIS, O LIVRO DE.

“Teologia de base”

As narrativas sobre os patriarcas servirão de base para temas e elementos da literatura bíblica posterior: relações entre as tribos, viver sob a promessa divina, a relação do líder com seu povo, o cuidado de Iavé com seu povo, Israel no Egito, fé, dentre outros.

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PARALELOS COM A

LITERATURA EXTRABÍBLICA

É importante destacar que o livro de Gênesis, assim como outros do Antigo Testamento, encontra modelos e paralelos em outras literaturas extrabíblicas, como por exemplo, as cosmogonias mesopotâmicas, como por exemplo:

  • Épico de Gilgamesh;
  • Enuma Elish;
  • História de Atrahasis (mostra o mesmo enredo básico de Gênesis 2-9).

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POR UM DEVOCIONAL:

PASSAGENS MARCANTES

Um nome famoso

Gênesis 11.4 com 12.2: um comparativo interessante: num relato, os homens querem fazer-se grandes, mas são frustrados por Iavé; noutro, um homem escolhido pelo Senhor recebe dele a promessa de que o seu nome, Abrão, ficará conhecido.

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POR UM DEVOCIONAL:

PASSAGENS MARCANTES

Abraão

“Depois dessas coisas o Senhor falou a Abrão numa visão: ‘Não tenha medo, Abrão! Eu sou o seu escudo; grande será a sua recompensa!’” (Gn 15.1, Nova Versão Internacional).

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POR UM DEVOCIONAL:

PASSAGENS MARCANTES

José

“Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem, para que hoje fosse preservada a vida de muitos” (Gn 50.20, Nova Versão Internacional).

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os temas teológicos do Antigo Testamento são muitos e variados. Há uma riqueza incalculável, neste sentido, no conteúdo teológico do Antigo Testamento! Nossa disciplina está estruturada em quatro aulas e nossa escolha foi trabalhar, de modo panorâmico, algumas ênfases teológicas presentes nas quatro seções em que tradicionalmente se divide o Antigo Testamento: Pentateuco, Livros Históricos, Livros Poéticos e Livros Proféticos, isto, é claro, depois de termos feito aqui uma introdução ao estudo da Teologia Bíblica.

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REFERÊNCIAS

  • ARCHER Jr., Gleason L. Panorama do Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2012;
  • BROWN, Raymond E. FITZMYER, Joseph A. MURPHY, Roland E. Novo Comentário Bíblico São Jerônimo: Antigo Testamento. Trad.: Celso Eronides Fernandes. São Paulo: Ed. Academia Cristã; Paulus, 2007.
  • BRUCE, F. F. (ed.). Comentário Bíblico NVI: Antigo e Novo Testamento. Trad.: Valdemar Kroker. São Paulo: Editora Vida, 2009.
  • COZZER, Roney R. Enciclopédia teológica: numa perspectiva transdisciplinar. São Paulo: Editora Reflexão, 2020 [obra não publicada].
  • FILHO, Isaltino Gomes Coelho. Malaquias, nosso contemporâneo: um estudo contextualizado do Livro de Malaquias. 2ª ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1994.
  • LEITE, Silvana Cobucci. MARCIONILO, Marcos. et al. Lexicon: Dicionário Teológico enciclopédico. São Paulo, SP: Loyola, 2003.
  • SAYÃO, Luiz. A importância da Teologia Bíblica. Prazer da Palavra. [Site]. Disponível em: <http://www.prazerdapalavra.com.br/colunistas/luiz-sayao/3874-a-importancia-da-teologia-biblica-luiz-sayao>. Acesso em 09 mar. 2021.