Das paredes das Cavernas às Metrópoles
SÃO MUITAS AS PAREDES QUE CONTAM HISTÓRIAS...
Quando o registro histórico começou? E ainda mais com esse jeito artístico, será que é possível precisar?
Pois bem, eis ai uma grande questão a ser discutida para que a história da humanidade possa ser desvendada. Ninguém sabe realmente quando e como a História da Arte começou. Os homens começaram a fazer marcas e desenhos, há milhares e milhares de anos atrás, nas paredes das cavernas, e continuam fazendo até hoje, mas agora nas paredes das construções de grandes metrópoles.
O que se vê nas paredes de muitas cavernas e que são referências de uma época histórica são imagens neste estilo, embora diferentes.
Bisões pintados na parede da caverna de Lascaux, França, cerca de 19.000 anos atrás. Observe que o “artista caçador”, usou o relevo da caverna para ajudar dar a forma aos dois bisões.
Pinturas Rupestres
A cerca de 30.000 anos, com lamparinas precárias, feitas de pedra e abastecidas com gordura de animais, o homem pré-histórico começou a desenhar e esculpir nas paredes escuras das cavernas. Suas linhas seguiam as saliências e reentrâncias das paredes para retratar o contorno e as formas de animais como renas, antílopes, cavalos, touros(bisões) e mamutes.
As pinturas rupestres tinham como suporte paredes rochosas, razão pela qual são chamadas de pinturas rupestres, palavra que significa “sobre rochas”.
Observe a Sala dos Touros, parede pintada na caverna de Lascaux, na França. Converse com seus colegas e tentem presumir que sentido essas pinturas tinham para aqueles homens e mulheres. Por que elas eram feitas?
-
Estudiosos têm proposto várias teorias para explicar as intenções dessas representações. Uma delas afirma que a pintura e a gravura de animais eram simples decorações; contudo, se eram decorativas, por que só representavam animais e por que as pinturas se localizavam em locais tão inacessíveis?
Na verdade, o difícil acesso a muitas imagens das cavernas e o fato de ser o trabalho de várias gerações, sugere, para muitos pesquisadores, que caçadores pré-históricos atribuíam sentidos mágicos para as figuras que pintaram ou esculpiram.
Indícios nessas composições fazem crer que, ao confinarem os animais em imagens pintadas nas superfícies das paredes de suas cavernas, aqueles seres humanos acreditavam que poderiam controlá-los. Alguns historiadores trabalham na hipótese de que rituais ou danças eram feitas na frente das imagens e que estes ritos serviam para melhorar a sorte dos caçadores.
Outros argumentam que as representações de animais talvez servissem para ensinar à descendência, ou aos novos caçadores, a respeito das espécies que futuramente serviriam de alvo para suas lanças.
Alguns estudiosos têm deduzido que o propósito mágico das pinturas e relevos não facilitaria a caça. Ao contrário, eles acreditam que os “artistas-caçadores” pré-históricos criavam as imagens para assegurar a sobrevivência desses animais, porque esses homens dependiam de um suprimento de comida e de roupas fornecido por eles.
Quase todas essas teorias têm sido discutidas ao longo do tempo, e muitos historiadores admitem que ninguém saberá ao certo a intenção destas representações. Evidentemente, não há uma única explicação que se aplique universalmente para todas as imagens. Esses trabalhos constituem motivo de pesquisa e interesse.
As tintas utilizadas nas pinturas rupestres eram feitas a partir de terra, rochas coloridas, ossos carbonizados, carvão vegetal, tudo transformado em pó e misturado em água, sangue, seiva de plantas ou gordura animal.
Os “artistas-caçadores” utilizavam os dedos, pincéis simples feitos com penas e pelos de animais ou pequenas varetas.
Pintura rupestre do Período Paleolítico
Materiais Utilizados:
Algumas pinturas rupestres mostram o contorno de mãos ou silhuetas de mãos que eles faziam soprando tinta ao redor da mão, colocada sobre a superfície da caverna. Assim eles criavam uma impressão invertida dessa parte do corpo. Era como se fosse uma assinatura da época, deixavam sua marca, como forma de registrar que passou por ali.
Caverna das mãos. Declarada patrimônio cultural da Humanidade pela Unesco, em 1999, está localizada no leito do vale do Rio Pinturas e exibe uma das manifestações de arte rupestre mais significativas da Patagônia, extremo sul da Argentina.
A arte rupestre no Brasil
Você sabia que no Brasil viveram povos pré-históricos? Pesquisas no sudeste do Piauí, na paisagem deserta de São Raimundo Nonato estão ajudando a reescrever a pré-história brasileira. Observe como as pinturas revelam cenas do cotidiano das culturas que passaram pela região há mais de 12 mil anos.
Entre as cenas registradas encontram-se representações de partos e caçadas, desenhos de animais e ainda de diversos tipos de rituais. Em 1991, a região deu origem ao Parque Nacional da Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato e foi reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade por abrigar a maior concentração de sítios arqueológicos das Américas.
São Raimundo Nonato não é, porém, o único local no Brasil onde são encontrados exemplos de arte rupestre, há importantes sítios arqueológicos, por exemplo, no estado do Pará e em Minas Gerais.
Pintura rupestre encontrada no Parque Nacional da Serra da Capivara, São Raimundo Nonato, Piauí.
Imagens da Arte e a Arte das Imagens!�Realidade ou Imaginação?
Discutir a arte como representação é refletir, entre outras questões, que, na tela, o ser humano não é de carne e osso, que vive em um tempo e espaço, sonha, acredita, pensa, sente, sofre e fica feliz. Portanto, uma obra de arte expressa a sociedade, seus valores e sonhos, sua forma de pensar, sentir, construindo e reconstruindo a cultura.
A imagem é feita de partes e é também uma parte dessa sociedade. Dessa forma, ao observarmos uma obra de arte, estamos investigando as partes no todo e o todo com suas partes.
Imagem I
Imagem II
Pintura rupestre. Bisão investindo contra um homem com cabeça de ave. Na parede das cavernas, homem com máscara de cabeça de ave.
-O registro histórico permite-nos estudar como era a vida dos nossos primeiros grupos humanos.
����BASQUIAT, Jean-Michel. Autorretrato.1982.1 acrílico e óleo sobre linho:color. Coleção Particular.��-Artista americano de Nova Iorque, Reflete o resultado de sua experiência artística no mundo urbano das ruas do Brooklyn.�-Influência do arcaico e primitivo.(antiquado velho)� -Influência africano-americano, raízes.�Fragmentação e decadência, trabalho que une a baixa cultura a arte.�-Retrata seu cotidiano, nas ruas do Brooklyn. Grafitando nas paredes. (arte do grafite)��
Obrigada pela Atenção!