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1 º SEMINÁRIO INTERNACIONAL DOS MESTRADOS EM ENFERMAGEM

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Título de Póster: Contributos da simulação para o desenvolvimento de competências não técnicas

Autor: Florbela Machado¹; Leila Sales²

Instituição: Mestranda em Enfermagem Médico-Cirúrgica na Área de Enfermagem à Pessoa em Situação Crítica, ESSCVP-Lisboa • ² Professora Doutora, ESSCVP-Lisboa

III SEMINÁRIO INTERNACIONAL DOS MESTRADOS EM ENFERMAGEM

METODOLOGIA

URGÊNCIA

INTRODUÇÃO

• A segurança do doente depende também das competências não técnicas ¹,²

• A simulação clínica favorece: comunicação, liderança, consciência situacional e reavaliação ³,⁴,⁵

OBJETIVO

Analisar os contributos da simulação para o desenvolvimento de competências não técnicas no cuidado à pessoa em situação crítica

METODOLOGIA

• Revisão narrativa da literatura

• Pesquisa nas bases de dados: MEDLINE, CINAHL e COCHRANE

• Foco: simulação clínica e competências não técnicas em contextos críticos e implicações para a segurança do doente

RESULTADOS PRINCIPAIS

URGÊNCIA

Múltiplas prioridades e rotatividade elevada

Interrupções frequentes ³,⁶

​

Competências mais evidentes

• Comunicação eficaz

• Liderança

• Coordenação da equipa

​

A simulação treina a resposta coletiva perante eventos críticos e melhora a articulação da equipa.

VMER

Ambiente instável e informação incompleta

Pressão temporal e transporte crítico ⁷,⁸

​

Competências mais evidentes

• Consciência situacional

• Priorização clínica

• Reavaliação contínua

​

A simulação favorece a antecipação do risco e a adaptação do plano em movimento.

UCI

Grande volume de informação e multitarefa

Elevada carga cognitiva ²,⁴,⁸

​

Competências mais evidentes

• Reavaliação sistemática

• Flexibilidade cognitiva

• Prevenção do erro de fixação

​

A simulação reforça a gestão da atenção e a segurança cognitiva da equipa.

DISCUSSÃO / IMPLICAÇÕES PARA A PRÁTICA

• As competências não técnicas são transversais, mas a prioridade varia consoante o contexto ³,⁷

• Existe maior impacto quando a simulação é contextualizada, interprofissional e alinhada com os riscos da prática ⁵,⁹

• Pode apoiar a formação em serviço, o treino interprofissional e a identificação de ameaças latentes do sistema ⁹

CONCLUSÃO

A simulação desenvolve competências não técnicas essenciais na urgência, VMER e UCI. A sua eficácia aumenta quando adaptada às exigências específicas de cada contexto. Investir em simulação é investir em equipas mais preparadas e com maior segurança do doente ¹

MENSAGEM-CHAVE

A simulação aproxima a formação da realidade e fortalece a segurança do doente em contextos críticos ⁵,⁹

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. World Health Organization. Global patient safety action plan 2021–2030. Geneva: WHO; 2021.

2. Reason J. Human error: models and management. BMJ. 2000;320(7237):768-70.

3. Flin R, O’Connor P, Crichton M. Safety at the sharp end. Aldershot: Ashgate; 2008.

4. Reader TW, Flin R, Mearns K, Cuthbertson BH. Crit Care Med. 2009;37(5):1787-93.

5. Jeffries PR. The NLN Jeffries simulation theory. 2nd ed. Philadelphia: Wolters Kluwer; 2021.

6. Salas E, Sims DE, Burke CS. Is there a “Big Five” in teamwork? Small Group Res. 2005;36(5):555-99.

7. Evans JC, Evans MB, Slack M, Peddle M, Lingard L. Scand J Trauma Resusc Emerg Med. 2021;29:167.

8. O’Neill TA, White J, Delaloye N, Gilfoyle E. PLoS One. 2018;13(5):e0196825.

9. Garcia P, Ferreira BC, Sales L. In: Guia prático para a segurança do doente. Lisboa: Lidel; 2021. p.343-50.

1 º SEMINÁRIO INTERNACIONAL DOS MESTRADOS EM ENFERMAGEM