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ENERGIA E ASTRONOMIA

3ª SÉRIE

Observando o universo (I): �a luz da astronomia!

AULA 62

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Reconhecer as motivações que levaram a espécie humana a observar o céu.

OBJETIVO DA AULA

ATENÇÃO!

AJUSTE O VOLUME

Alguns slides possuem áudio!

d09 - Reconhecer aplicações das ondas eletromagnéticas em diferentes faixas de frequência, especialmente a radiação solar.

No 3º trimestre, você precisa:

Reconhecer os avanços tecnológicos decorrentes das pesquisas em Astronomia e seus impactos na nossa vida e na pesquisa sobre as condições de existência de vida fora da Terra.

Para tanto, em momentos desta aula, serão retomados aspectos e conceitos relacionados a:

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©Pixabay

Esta imagem é uma vista aérea de Stonehenge, um monumento pré-histórico localizado em Wiltshire, Inglaterra.

PARA INÍCIO DE CONVERSA

Observe a imagem ao lado e converse com seus colegas e professor(a) sobre a seguinte questão:

3 min

Qual a relação do monumento com a astronomia?

Vitor Kley & Samuel Rosa - A Tal Canção Pra Lua (Microfonado)

Recebeu indicação ao Latin Grammy 2020, como melhor canção em Língua Portuguesa.

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Não tem como iniciar uma aula sobre os primórdios da astronomia, sem falar da importância das observações astronômicas, especialmente à agricultura, área vital, pois dela provém nossa alimentação.

A ASTRONOMIA E A AGRICULTURA

observações a olho nu sobre movimento aparente dos astros no céu

Os egípcios utilizam-se das observações dos astros para saber o período de seca e de cheia do Rio Nilo.

Ao olhar para o céu, mesmo sem telescópios, a espécie humana já percebe que a periodicidade cíclica do movimento de muitos astros e, que poderia a partir delas, prever o momento da chegada das estações do ano, das fases da lua, das épocas de plantio e colheita, cheias dos rios, etc.

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A ASTRONOMIA E AS MANIFESTAÇÕES ARTÍSTICAS

A astronomia é uma das ciências mais antigas da humanidade. Através dela, investiga-se a estrutura e a composição dos corpos celestes.

Porém, na astronomia, não tem como deter-se apenas aos aspectos científicos, pois, ao olhar para o céu, o ser humano naturalmente demonstrou fascínio pelos astros celestes. As manifestações artísticas em épocas e lugares distintos, revelam esse encantamento.

Toca do Cosmos: representação artística localizada em Itaguaçu, na Bahia, revela como os povos originários representavam os corpos celestes.

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OBSERVAÇÕES ASTRONÔMICAS E A NAVEGAÇÃO

Por muito tempo, utilizou-se um instrumento, chamado de astrolábio.

https://static.todamateria.com.br/upload/as/tr/astrolabemedicaobb-cke.jpg?auto_optimize=low

https://static.mundoeducacao.uol.com.br/mundoeducacao/2023/10/astrolabio-em-um-fundo-preto-instrumento-de-navegacao-antigo-que-foi-muito-utilizado-no-periodo-das-grandes-navegacoes.jpg

No astrolábio, o ângulo formado entre a linha do horizonte e da posição da estrela, era referência para os marinheiros localizarem o Norte.

Astrolábio

A observação dos astros no céu também auxiliava na navegação marítima.

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OBSERVAÇÕES ASTRONÔMICAS, MITOS E LENDAS

Os astros também têm influência na cultura dos povos, pois frequentemente, a história de mitos e lendas, relacionam o Sol, a Lua, as constelações, os eclipses, etc.

De acordo com essa lenda, antes do início de tudo, existia Nhamandu, que apenas com um sopro criou Kuaray, por sua vez, fez surgir Tupã, que cria vários mundos, a lua, as estrelas, florestas e animais.

https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/509708581/298x396/1a445b847a/1710544384?v=1

Por exemplo, os povos originários tupi-guarani explicam a origem da Terra, do Sol e da Lua pela lenda de Nhamandu.

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AS OBSERVAÇÕES ASTRONÔMICAS E A FÉ

Buscando explicar a origem do ser humano e do universo, muitos povos recorreram à astronomia. Contudo, em certas situações, esse conhecimento foi incorporado aos valores, crenças e ideias religiosas.

A religião hindu, por exemplo, incorpora aos seus preceitos uma visão cíclica do tempo, com ciclos de criação, manutenção e destruição do universo, amparada em observações astronômicas, como os movimentos de planetas e estrelas.

Shakti é a uma deusa hindu, representa a imagem do poder supremo, a energia cósmica primordial e as forças que regem o universo.

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Porém, a “convivência” entre observações astronômicas e religião, nem sempre foi harmônica. Por exemplo, a igreja católica que hoje apoia estudos em astronomia, no passado chegou a condenar Galileu Galilei.

Galileu acreditava que as observações que fez com o telescópio eram compatíveis com o modelo heliocêntrico (Sol no centro do universo), ao invés do modelo geocêntrico (com a terra ocupando o centro) defendido pela igreja naquele momento.

https://www.sulinformacao.pt/2016/02/galileu-galilei-foi-repreendido-pela-igreja-catolica-ha-400-anos/

Cartoon — Galileu explicando suas descobertas ao papa.

AS OBSERVAÇÕES ASTRONÔMICAS E A FÉ

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PRATICANDO 1

Certamente, você já ouviu por aí, uma palavra bem parecida com astronomia, a astrologia. Converse com seus colegas e professor(a) e responda no caderno: qual a diferença entre astronomia e astrologia?

Astrologia é a arte divinatória que relaciona a posição e trajetória dos astros no céu com o futuro e a conduta moral das pessoas.

Astronomia é uma ciência que investiga a origem, a evolução, a composição e a dinâmica dos corpos celestes (todos eles).

1 min.

Os astrólogos fazem horóscopos e mapas astrais, analisando um grupo pequeno de corpos celestes.

Os astrônomos são os profissionais que realizam esse trabalho.

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A ASTRONOMIA E O TEMPO

A necessidade de medir o tempo, incentivou a espécie humana a criar relógios e calendários. Muitos deles baseados em observações astronômicas.

Relógio de Sol, em Natal/RN, Brasil.�Instrumento usado desde a antiguidade, por diversos povos, mede o tempo pela mudança de posição do Sol. Possui uma superfície plana onde são marcadas as horas e, uma placa, cuja a sombra projetada sobre o mostrador funciona como o ponteiro das horas.

Relógio astronômico, em Praga, República Tcheca. Instalado em 1410, além do horário é possível verificar nele, o momento de amanhecer e anoitecer; a fase da lua e em qual posição está o Sol em relação as constelações do zodíaco.

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Os primeiros calendários não foram registrados numa folha de papel, mas sim em pedra, observe:

O calendário foi elaborado pela necessidade de dividir o tempo para comemorar festas religiosas e para saber a época certa de plantar e colher.

Calendário agrícola romano talhado em pedra.

Construído no século VI a.C. - Foto: acervo do Museu Della Civitta Romana, em Roma, Itália.

A ASTRONOMIA E O TEMPO

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Hoje é utilizado na maioria dos países por facilitar a comunicação entre as nações, mas se engana, quem pensa que ele é o único!

Tem esse nome, por ser promulgado pelo Papa Gregório XIII, em 1582, na Europa. Elaborado para ajustar distorções do calendário juliano, usado antes do gregoriano, o referencial é o nascimento de Jesus Cristo, ano 0 (zero) e tem referência o ano solar, ou seja, o tempo de translação da Terra em torno do Sol.

Estima-que oito calendários diferentes ainda são usados no mundo.

CALENDÁRIO GREGORIANO

Calendário de transição de calendário juliano para gregoriano (Fonte: Euskara).

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PRATICANDO 2

De volta ao começo!

Agora, é o momento de revisar seus conhecimentos e elaborar uma resposta no seu caderno, para a questão do início desta aula.

2 min

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RESOLUÇÃO

Praticando 1

Dica 1:

A resposta tem relação com o …

Dica 2:

Agora, veja uma foto por outro ângulo…

Se você respondeu que essas pedras juntas formam um calendário, acertou!

Isso acontece, porque o Sol não nasce no mesmo lugar todos os dias. Durante o ano ele faz um movimento aparente no horizonte e atinge seus dois extremos em junho e dezembro, nos dias chamados de solstícios. Observando a posição do nascer do sol por entre as pedras nos situamos em relação a época do ano que estamos.

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O QUE VIMOS?

Na aula de hoje, conhecemos as motivações que levaram a espécie humana a observar o céu.

Livro didático

Coleção Multiversos,

Vol. 4: Origens.

Págs. 20 a 26

Professor(a), caso tenha alguma sugestão ou elogio para esta aula, acesse: https://forms.gle/ZuC8G4UPYMEdztJy5

Informações: clique aqui

Produção pedagógica

3º trimestre

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REFERÊNCIAS

  • GONÇALVES FILHO, Aurélio. Física: interação e tecnologia. Vol. 3. Aurélio Gonçalves Filho, Carlos Toscano. 2ª ed. – São Paulo: Leya, 2016.
  • HEWITT, Paul G. Fundamentos de Física Conceitual – tradução Trieste Ricci. – Porto Alegre: Bookman, 2009.
  • PARANÁ. Trilha Energia e Astronomia. Secretaria de Estado da Educação. Curitiba, 2023.
  • Costa, J. R. V. Astronomia e astrologia. Qual a diferença? Astronomia no Zênite, dez 2002. Disponível em: https://zenite.nu/astronomia-e-astrologia-qual-a-diferenca