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Sumário sobre a situação da previsao de tempo e clima no Brasil e uma visão de futuro:

esforço comunitário

Pedro Leite da Silva Dias

IAG/USP

Reunião do Comitê Científico do Modelo Comunitário do Sistema Terrestre Unificado: 05/Maio/2021

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Histórico de desenvolvimento de modelos no CPTEC

  1. Anos 80…
    • modelos regionais, globais espectrais simplificados => foco pesquisa
    • Oceânicos => foco pesquisa
    • Poluição atmosférica => pesquisa

2. Constatação de tínhamos competência mínima para entrar na área operacional => LACCAS => CPTEC. (final dos anos 80). - planejamento (ECMWF, NCEP, UKMO,NCAR..)

    • Projeto CPTEC
    • Escolha do modelo:
      • global (cooperação COLA, NCEP),
      • regional (BRAMS, ETA, espectral regional da JMA, versao própria…..=> ETA

3. Anos 90,

  • inicio operação: global (COLA) e regional (contrato de serviços para instalação)
  • Previsão por conjunto!!
  • Melhorias na performance do modelo final dos anos 90 => cooperação Jairo/Saulo Barros/Pedro <-> Bonatti + equipe interna.
  • Final dos anos 90: Trabalho cooperativo nacional que levou ao BRAMS: paralelismo (FINEP)
  • Assimilação: cooperação com JMA – primeiros experimentos

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4. Anos 2000

    • Acoplamento com oceano. (P. Nobre e equipe)
      • Previsão estendida -> 30 dias
    • Participação em grandes programas da WMO: TIGGE. ,
    • Grande desafio da mudança de arquitetura dos computadores: massivamente paralelo
    • Novas funcionalidades no BRAMS (FINEP) - > caráter inovador com aerossóis, queimadas, química, <-> acoplamento com objetivos de grandes projetos LBA, Poluição, saúde, vegetação dinâmica….
    • ETA – paralelismo , funcionalidades
    • Assimilação de dados:
      • cooperação com UMD (Kalnay) -> aspecto inovador -> uso em diferentes modelos e geração de perturbações na previsão por conjunto
      • Outras iniciativas: NASA
      • Articulação da recepção dos dados …integração do Sistema de Previsão com assimilação
    • Workshop de Passa Quatro – 2009. – visão de futuro

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Workshop sobre “Modelos de Previsão de Tempo e Clima no CPTEC: estado atual e futuro”

Santa Rita do Passa Quatro - Dezembro/2008

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Objetivos Específicos:

 

Com o objetivo de prover o CPTEC/INPE de informações que permitam orientar os futuros desenvolvimentos na área de modelagem e assimilação de dados e tendo em conta o grande avanço observado nas técnicas de modelagem atmosférica na escala de tempo e clima nos últimos anos, é oportuno levantar algumas questões fundamentais para o futuro do CPTEC/INPE como, por exemplo:

  • Qual será a estratégia de curto, médio e longo prazo no que se refere ao modelo de previsão de tempo e clima e para a condução de experimentos sobre cenários climáticos futuros?
  • É viável propor a unificação dos modelos de previsão de tempo e clima em escala global e regional?
  • Ou é melhor manter a separação dos modelos em regionais e globais?
  • Qual seria a melhor estratégia do ponto de vista do método numérico (espectral, semi-lagrangeano, vol. finito …
  • É viável considerar a unificação do modelo atmosférico com o ambiental?
  • Quais são os requisitos e prioridades no desenvolvimento do modelo acoplado oceano/atmosfera?
  • Qual seria a melhor opção para acoplar módulos da modelagem do sistema climático (acoplamento oceano/atmosfera/biosfera/química da atmosfera) tendo em vista a necessidade de gerar cenários de mudanças climáticas?
  • Quais são as melhores opções para conduzir o acoplamento dos modelos atmosféricos com a hidrologia de superfície?
  • Dado que o CPTEC/INPE optou pelo desenvolvimento de um módulo de assimilação de dados baseado em filtros de Kalman por conjunto, quais devem ser os passos futuros, visando à ampliação do uso desta técnica nos modelos acoplados e regionais?
  • Qual é a pressão das decisões sobre o sistema de modelagem no sistema de super-computação e armazenagem?

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  • THORPEX -> S2S (subseasonal to seansonal)

  • Realidade 2010-> : CPTEC perdeu competitividade em comparação com os produtos de outros centros mundiais;
    • Até a previsão da qualidade do ar em escala continental e local. Hoje já existem produtos semelhantes (alguns com origem na experiência do CPTEC....
  • A multiplicidade de previsões numéricas regionais (CPTEC, INMET, DHN, DECEA, SIPAM, alguns centros estaduais)
    • poderia fazer algum sentido se os resultados fossem usados como membros de um super-conjunto de previsões:
    • Em geral modelos com resolução baixa, sem ciclo de assimilação , caixa preta (ou quase), alimentados por modelos de outros centros globais...

Desafios da Previsão de Tempo e Clima

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  • Por que fazer previsão global? 
    • Estratégico (ou não? - poderíamos usar previsões de outros centros mundiais...) – devemos ou não ter independência na geração de produtos de previsão?

    • Necessário para previsão climática sazonal
      • Também é possível usar produtos de outros centros porém essa previsão depende de fatores regionais que não necessariamente são atendidos por outros centros..

Algumas questões de prioridades

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  • Todos atores rodam previsões regionais:
    • Precisa todo esse esforço ? - RH, energia, infraestrutura...

  • Quem domina o desenvolvimento desses modelos?
    • CPTEC, esforços localizados em algumas instituições, falta planejamento e cooperação !!!

  • Rodar modelo dá status mas...importante é desenvolver produtos para usuários específicos usando resultados de modelos

Algumas questões de prioridades

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  • Insucesso:
    • Em parte pelos problemas da gestão do Sistema Meteorológico Nacional – duplicações de esforços, divisões, falta de um plano de investimentos (RH , e equipamentos)
    • $$$$ ... Problema geral...=> perda de RH competente.

Desafios da Previsão de Tempo e Clima

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  • Atraso técnico -> principalmente relacionado com o atraso na renovação do sistema computacional. Em geral, centros competitivos atualizam os equipamentos a cada 2-4 anos. CPTEC demora muitos anos ...

  • Novas arquiteturas de computação: paralelismo massivo, uso de co-processadores (GPU’s, ....)

  • Seamless prediction - previsão sem costuras (visão multiescala e multifísica)

Desafios da Previsão de Tempo e Clima

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Desafios da Previsão de Tempo e Clima

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Desafio em nosso caso:

  • Ajustar modelos à nossa realidade
    • Recursos humanos: agregar grupos com diferentes especialidades: métodos numéricos, estatística, matemática, física, química, meteorologia, ….
    • Produtos com competitividade internacional (caso contrário seremos sempre usuários….)
    • Mais ênfase na previsão dos processos que exercem maior influência nos trópicos!!!

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  • Ficamos para traz....
  • Como avançar rapidamente?
  • Parcerias – mas devem ser estáveis
  • Multiplicidade de potenciais parcerias com o NCAR,NOAA , ECMWF outros centros globais...
  • Temos como contribuir: expertize em processos convectivos, superfície, métodos numéricos, ….

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Mão na massa....