1 of 24

Autor: Anibal Tavares de Azevedo

CÁLCULO I + PYTHON

SEMANA 05 - AULA 02

1

© UNESP

6 Agosto 2008

                              

2 of 24

MÁXIMOS E MÍNIMOS

Observações sobre máximos e mínimos:

Nem todo ponto crítico c de uma função f é um ponto de máximo ou mínimo de f.

Exemplo 1: Para y = x3, pode-se obter o ponto

crítico c com y’ = 0:

Se y’ = 3x2, então, y’ = 0 → 3x2 = 0 → x = 0.

Mas, observe no gráfico, dado a seguir, que

x = 0 não é ponto de máximo nem de mínimo

de y, apesar de ser ponto crítico. Álias, esta

função não possui nem ponto de máximo nem

ponto de mínimo.

2

© UNESP

6 Agosto 2008

                              

3 of 24

-1

0

y=x3

1

y

x

Exemplo 1: Seja y = x3, seu gráfico é dado por:

A função f

não tem ponto

de máximo

nem de

mínimo.

Não tem mínimo global !

Não tem máximo global !

Ponto crítico !

MÁXIMOS E MÍNIMOS

3

© UNESP

6 Agosto 2008

                              

4 of 24

Teste da derivada primeira:

Suponha que c seja um número crítico de uma função contínua f. Podem ocorrer 3 casos:

Caso 1: Se o sinal da derivada de f, ou seja f’, mudar de positivo para negativo em c, então, f tem um máximo local em c.

Caso 2: Se o sinal de f’ mudar de negativo para positivo em c, então, f tem um mínimo local em c.

Caso 3: Se f’ não mudar de sinal em c (isto é, em ambos os lados de c o sinal de f’ é positivo ou negativo), então, f não tem máximo ou mínimo locais em c.

MÁXIMOS E MÍNIMOS

4

© UNESP

6 Agosto 2008

                              

5 of 24

-1

0

y=1-x2

1

y

x

1

Exemplo 2: Caso 1 - Seja f(x) = 1-x2, então:

f(0)=1 é

máximo, pois

f(0) ≥ f(x)

para

qualquer x.

Máximo Global em x = 0

MÁXIMOS E MÍNIMOS

5

© UNESP

6 Agosto 2008

                              

6 of 24

-1

0

y’=-2x

1

y

x

2

Exemplo 2: Caso 1 – Seja f’ = -2x, seu gráfico é:

-2

Troca sinal !

x

y’

-2

+4

-1

+2

0

0

1

-2

2

-4

+

-

MÁXIMOS E MÍNIMOS

6

© UNESP

6 Agosto 2008

                              

7 of 24

0

y

x

Exemplo 2: Caso 1 – Seja f’ = -2x, seu gráfico é:

Observe que

o ponto onde

f’(x) troca de

sinal (de +

para -) é em

x=0. Assim,

este ponto é de

máximo

(Caso 1).

Troca sinal !

+

-

MÁXIMOS E MÍNIMOS

7

© UNESP

6 Agosto 2008

                              

8 of 24

-1

0

y=x2

1

y

x

1

Exemplo 3: Caso 2- Seja f(x) = x2, então:

f(0)=0 é

mínimo, pois

f(0) ≤ f(x)

para

qualquer x.

Mínimo Global em x = 0

MÁXIMOS E MÍNIMOS

8

© UNESP

6 Agosto 2008

                              

9 of 24

-1

0

y’=2x

1

y

x

2

Exemplo 3: Caso 2 – Seja f’ = 2x, seu gráfico é:

-2

Troca sinal !

x

y’

-2

-4

-1

-2

0

0

1

+2

2

+4

-

+

MÁXIMOS E MÍNIMOS

9

© UNESP

6 Agosto 2008

                              

10 of 24

0

y

x

Exemplo 3: Caso 2 – Seja f’ = 2x, seu gráfico é:

Observe que

o ponto onde

f’(x) troca de

sinal (de -

para +) é em

x=0. Assim,

este ponto é de

mínimo

(Caso 2).

Troca sinal !

+

-

MÁXIMOS E MÍNIMOS

10

© UNESP

6 Agosto 2008

                              

11 of 24

-1

0

y=x3

1

y

x

Exemplo 4: Caso 3 – Seja f(x) = x3, então:

A função f

não tem ponto

de máximo

nem de

mínimo.

Não tem mínimo global !

Não tem máximo global !

MÁXIMOS E MÍNIMOS

11

© UNESP

6 Agosto 2008

                              

12 of 24

-1

0

y’=3x2

1

y

x

1

Exemplo 4: Caso 3 – Seja f’ = 3x2, seu gráfico é:

Não Troca sinal !

x

y’

-2

+12

-1

+3

0

0

1

+3

2

+12

+

+

MÁXIMOS E MÍNIMOS

12

© UNESP

6 Agosto 2008

                              

13 of 24

0

y

x

Exemplo 4: Caso 3 – Seja f’ = 3x2, seu gráfico é:

Troca sinal !

+

+

Observe que

em x = 0

f’(x) não troca

de sinal (de +

para +). Assim,

não é ponto de

máximo

nem mínimo

(Caso 3).

MÁXIMOS E MÍNIMOS

13

© UNESP

6 Agosto 2008

                              

14 of 24

-1

0

y=-x3

1

y

x

Exemplo 5: Caso 3 – Seja f(x) = -x3, então:

A função f

não tem ponto

de máximo

nem de

mínimo.

Não tem

mínimo

global !

Não tem

máximo

global !

1

-1

MÁXIMOS E MÍNIMOS

14

© UNESP

6 Agosto 2008

                              

15 of 24

-1

0

y’=-3x2

1

y

x

1

Exemplo 5: Caso 3 – Seja f’ = -3x2, seu gráfico é:

Não Troca sinal !

x

y’

-2

-12

-1

-3

0

0

1

-3

2

-12

-

-

-1

MÁXIMOS E MÍNIMOS

15

© UNESP

6 Agosto 2008

                              

16 of 24

0

y

x

Exemplo 5: Caso 3 – Seja f’ = 3x2, seu gráfico é:

Observe que

em x = 0

f’(x) não troca

de sinal (de –

para -). Assim,

não é ponto de

máximo

nem mínimo

(Caso 3).

-

-

Não Troca sinal !

MÁXIMOS E MÍNIMOS

16

© UNESP

6 Agosto 2008

                              

17 of 24

Teste da derivada segunda:

Suponha que f’’ seja contínua na proximidade de c podem ocorrer 3 casos:

Caso 1: Se o f’(c) = 0 e f’’(c) < 0, então, f tem um máximo local em c.

Caso 2: Se o f’(c) = 0 e f’’(c) > 0, então, f tem um mínimo local em c.

Caso 3: Se o f’(c) = 0 e f’’(c) = 0, então, f não tem nem máximo nem um mínimo local em c.

MÁXIMOS E MÍNIMOS

17

© UNESP

6 Agosto 2008

                              

18 of 24

Exemplo 6: Análise dos exemplos 3, 4 e 5:

Caso 1

Seja y = 1-x2:

y’ = -2x → y’ = 0

→ x = 0

y’’ = -2 < 0

Se y’’ em x=0 é

-2 < 0. Logo, x=0

é ponto crítico

e ponto de máximo.

Caso 2

Seja y = x2:

y’ = 2x → y’ = 0

→ x = 0

y’’ = 2 > 0

Se y’’ em x=0 é

2 < 0. Logo, x=0

é ponto crítico

e ponto de mínimo.

Caso 3

Seja y = x3:

y’ = 3x2 → y’ = 0

→ x = 0

y’’ = 6x

Se y’’ em x=0 é

0. Logo, x=0

não é ponto de

máximo nem mínimo.

MÁXIMOS E MÍNIMOS

18

© UNESP

6 Agosto 2008

                              

19 of 24

Definição:

Um ponto P na curva y = f(x) é chamado de ponto de inflexão se f é contínua no ponto e a curva mudar de côncava para cima para côncava para baixo ou vice-versa no ponto P.

MÁXIMOS E MÍNIMOS

-1

0

y=x3

1

y

x

Côncava para cima

Côncava para baixo

Ponto de inflexão

19

© UNESP

6 Agosto 2008

                              

20 of 24

Definição:

Um ponto P na curva y = f(x) é chamado de ponto de inflexão se f é contínua no ponto e a curva mudar de côncava para cima para côncava para baixo ou vice-versa no ponto P.

MÁXIMOS E MÍNIMOS

-1

0

y=-x3

1

y

x

Côncava para cima

Côncava para baixo

Ponto de inflexão

20

© UNESP

6 Agosto 2008

                              

21 of 24

Exemplo 6: Seja f(x) = 3x4 – 12x2, encontrar os

pontos críticos e determinar quais são os pontos de

máximo, mínimo e inflexão:

MÁXIMOS E MÍNIMOS

Para encontrar os pontos críticos usa-se f’ = 0:

f’(x) = 12x3 – 24x = 0 → 12x(x2 – 2) = 0

Assim:

12x = 0 → x1 = 0

x2 – 2 = 0 → x = ±(2)1/2 x2 = +(2)1/2 e x3 = -(2)1/2

Para classificar os pontos usa-se f’’(x):

f’’(x) = (f’(x))’ = d(12x3 – 24x)/dx = 36x2 - 24

21

© UNESP

6 Agosto 2008

                              

22 of 24

MÁXIMOS E MÍNIMOS

Aplicando os pontos x1, x2 e x3 em f’’(x):

(i) x1 = 0: f’’(x1) = 36x21 – 24 = 0 - 24 < 0, logo x1 é

ponto de máximo.

(ii) x2 = +(2)1/2 : f’’(x2) = 36x22 – 24 = 36(21/2)2 - 24 = 72 – 24 = 48 > 0, logo x2 é ponto de mínimo.

(iii) x3 = -(2)1/2 : f’’(x3) = 36x23 – 24 = 36(-21/2)2 - 24 = 72 – 24 = 48 > 0, logo x3 é ponto de mínimo.

22

© UNESP

6 Agosto 2008

                              

23 of 24

MÁXIMOS E MÍNIMOS

Gráfico de f(x) = 3x4 – 12x2:

0

y=3x4-12x2

y

x

-12

Máximo Local em x = 0

Mínimos Locais: ±(2)1/2

23

© UNESP

6 Agosto 2008

                              

24 of 24

OBRIGADO !!!

FIM !!!

24

© UNESP

6 Agosto 2008