ANÁLISE DAS CAPACIDADES MUNICIPAIS DE GESTÃO DE RISCOS DE DESASTRES EM MARABÁ (PA)
RELATÓRIO FINAL PIBIC EDITAL Nº59/2024
BOLSISTA: ERIELLY DOS SANTOS DIAS
VOLUNTÁRIA: THATIELE NASCIMENTO SILVA
ORIENTADORA: BRENDA DE FARIAS OLIVEIRA CARDOSO
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ - UEPA
CENTRO DE CIÊNCIAS NATURAIS E TECNOLOGIA - CCNT
CURSO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
AUMENTO DE DESASTRES
As mudanças climáticas estão influenciando eventos meteorológicos e climáticos extremos em todo o mundo (ALVALÁ et al., 2024).
Registros demonstram aumento expressivo de desastres e seus impactos, como perdas humanas, danos ambientais e prejuízos financeiros (BENTES, 2018).
+86mil mortes
+US$202 bilhões
+93 milhões de afetados
Parorama 2023 (RELIEF WEB, 2024)
+320 desastres registrados
Recorde de ocorrências de desastres hidrológicos e geohidrológicos em 2023. Foram registrados +1000 eventos, +100 mortes, +9000 feridos, +70mil desabrigados, +R$5 bilhões em obras de infraestrutura, aproximadamente R$25bilhões em prejuízos econômicos (Cemaden, 2024).
PANORAMA NO BRASIL
A gestão de riscos de desastres é a aplicação de políticas e estratégias de redução de riscos de desastres para prevenir novos riscos de desastres, reduzir os riscos de desastres existentes e gerenciar os riscos residuais, contribuindo para o fortalecimento da resiliência e a redução das perdas por desastres (UNISDR, 2009).
GESTÃO DE RISCOS DE DESASTRES
No Brasil, algumas responsabilidades dos municípios incluem formular e implementar planos de contingência adequados, estabelecer estruturas de alerta e sistemas de monitoramento, promover ações preventivas como campanhas de conscientização, entre outras (BRASIL, 2012 – Lei nº 12.608/2012).
Quais são as capacidades de gestão de riscos de desastres implementadas no município de Marabá (PA)?
Identificar e analisar as capacidades de gestão de riscos de desastres implementadas no município de Marabá (PA), considerando capacidades de infraestrutura e capacidades institucionais.
Há a necessidade de realizar estudos que visem análises multidimensionais de risco e de desastres, com foco especial em cidades recentemente impactadas por desastres (ALVALÁ et al., 2024).
PERGUNTA DE PESQUISA E OBJETIVO
MUNICÍPIO DE MARABÁ
Relação com a teoria
Design
Teste Piloto
Coleta de dados
Análise de dados
METODOLOGIA (SURVEY)
FORZA (2002)
CAPACIDADES DE INFRAESTRUTURA: conjunto de recursos físicos, tecnológicos e organizacionais disponíveis em uma localidade para prevenir riscos e mitigar os impactos de desastres.
CAPACIDADES INSTITUCIONAIS: recursos, estruturas, competências e mecanismos que uma ou mais instituições possuem para desenvolver, implementar, coordenar e monitorar, de forma eficaz, políticas, planos e ações voltadas à gestão de riscos
ALVALÁ et al. (2024)
RELAÇÃO COM A TEORIA
ALVALÁ et al. (2024)
CAPACIDADES DE INFRAESTRUTURA
E
CAPACIDADES
INSTITUCIONAIS
DESIGN E TESTE PILOTO
COLETA E ANÁLISE DE DADOS
Desequilíbrio entre capacidades de infraestrutura quando comparadas as institucionais, o que pode comprometer a efetividade da gestão de riscos de desastres no município.
PANORAMA GERAL
CAP. DE INFRA. IMPLEMENTADAS
CAP. DE INFRA. NÃO IMPLEMENTADAS
CAP. DE INFRA. NÃO IMPLEMENTADAS
CAP. INST. IMPLEMENTADAS
CAP. INST. NÃO IMPLEMENTADAS
CAP. INST. NÃO IMPLEMENTADAS
Capacidades Institucionais: 15,8% implementadas, 36,8% parcialmente e 47,4% não implementadas. Principais fragilidades: ausência do PMRR, falta de legislação específica sobre uso e ocupação do solo, inexistência de práticas educacionais, falta de sistemas de alerta precoce.
Capacidades de infraestrutura: 62,5% implementadas, 12,5% parcialmente e 25% não implementadas. Principais fragilidades: inexistência dos NUPDECs, ausência de um sistema próprio de gestão, ausência de tecnologias;
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Estudos futuros: identificar os fatores que influenciam o avanço ou a estagnação das capacidades analisadas; Analisar a atuação de outros atores estratégicos; Ampliar a análise para outros municípios do estado do Pará para identificar padrões e replicar boas práticas.
LIMITAÇÕES E ESTUDOS FUTUROS
ALVALÁ, R. C. S, RIBEIRO, D. F., MARENGO, J. A., SELUCHI, M. E., GONÇALVES, D. A., DA SILVA, L. A., ... & Saito, S. M. Analysis of the hydrological disaster occurred in the state of Rio Grande do Sul, Brazil in September 2023: vulnerabilities and risk management capabilities. International Journal of Disaster Risk Reduction, 110, 104645, 2024.
FORZA, C. Survey research in operations management: a process‐based perspective. International journal of operations & production management, v. 22, n. 2, p. 152-194, 2002.
RELIEF WEB. 2023 Global Natural Disaster Assessment Report. Disponível em: https://reliefweb.int/report/world/2023-global-natural-disaster-assessment-report. Acesso em: 02/05/2025.
United Nations Office Disaster Risk Reduction (UNISDR). (2009). Terminology onDisaster risk reduction. Disponível em: https://www.preventionweb.net/files/7817_UNISDRTerminologyEnglish.pdf. Acesso em: 08/04.2025.
REFERÊNCIAS
AGRADECIMENTOS
Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica e de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação – Programas PIBIC (EDITAL Nº. 59/2024 – UEPA).
A pesquisa desenvolvida resultou em um artigo científico aprovado no Encontro Nacional de Engenharia de Produção (ENEGEP 2025).
OBRIGADA
PELA SUA ATENÇÃO.
ANÁLISE DAS CAPACIDADES MUNICIPAIS DE GESTÃO DE RISCOS DE DESASTRES EM MARABÁ (PA)