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Transmissão do Impulso Nervoso

Um caso de transporte membranar

Biologia e Geologia 10º ano – Prof. Nuno meia-Onça

Obtenção de matéria

Impulso Nervoso

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Transporte transmembranar e propagação do impulso nervoso

  • Os neurónios são células especializadas em receber e enviar mensagens eletroquímicas.

  • O impulso nervoso é um exemplo de como diferentes tipos de transporte ocorrem através da membrana celular.

Fig. 1 - Microfotografia de neurónios.

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  • Constituição dos neurónios
  • Os neurónios são a unidade básica funcional do sistema nervoso.

  • Possuem quatro partes distintas:
    • Corpo celular: onde se encontra o núcleo, citoplasma e os organelos celulares.
    • Dendrites: ramificações do corpo celular e que recebem o impulso nervoso de outros neurónios ou células sensoriais.
    • Axónio: prolongamento mais longo e com ramificações terminais. Responsável pela condução do impulso nervoso e pela sua transmissão a outros neurónios.
    • Arborização terminal: estabelece ligação com outros neurónios, ou células efetoras, através da libertação de neiurotransmissores.

Núcleo

Corpo celular

Bainha de mielina

Nódulo de Ranvier

Sentido da propagação do impulso nervoso

Dendrites: recebem

mensagens elétricas

e químicas de outros

neurónios.

Corpo celular: recebe e

processa sinais/estímulos,

enviando-os para o axónio.

Axónio: envia sinais para a arborização terminal.

Arborização terminal:

Fig. 2 - Estrutura básica de um neurónio, evidenciando o sentido de propagação do impulso nervoso.

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  • Neurónio em repouso
  • Nos neurónios há concentrações iónicas diferentes entre os meios intracelular e extracelular.

  • Em repouso, quando não há transmissão do impulso nervoso:
    • Existe maior concentração de iões sódio (Na⁺) no meio extracelular do que no meio intracelular.
    • Acontece o oposto com os iões potássio (K⁺).
    • A manutenção deste gradiente é resultado da atividade da bomba sódio-potássio – transporte ativo.
    • No exterior da membrana a carga elétrica é positiva e no interior é negativa, devido à escassez de catiões e à presença de moléculas eletricamente negativas.
    • A desigualdade na distribuição de cargas entre os dois lados da membrana gera um potencial elétrico, denominado potencial de membrana.
    • Quando está em repouso, este potencial tem um valor de -70 mV a -60 mV – potencial de repouso.

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  • Resposta dos neurónios aos estímulos

Potencial de repouso: Os canais de Na+ e de K+ encontram-se predominantemente fechados. A bomba Na+/K+ mantém a diferença de potencial de -70 mV.

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Fig. 3 - Criação de um potencial de ação e restabelecimento do potencial de repouso.

Transporte transmembranar e propagação do impulso nervoso

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Despolarização: Com a chegada do estímulo, os canais de Na+ abrem e entram iões Na+ por difusão facilitada. Os canais de K+ estão fechados. Quando se atinge o limiar de ação (-55 mV) abrem-se mais canais de Na+

gerando-se um potencial de ação (+30 mV) que gera um impulso nervoso.

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Fig. 3 - Criação de um potencial de ação

e restabelecimento do potencial de repouso.

  • Resposta dos neurónios aos estímulos - Despolarização

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Repolarização: Aos (+30 mV) os canais de Na+ fecham, os canais de K+ abrem e há saída de iões K+ da célula por difusão facilitada, provocando a repolarização da membrana

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Fig. 3 - Criação de um potencial de ação e restabelecimento do potencial de repouso.

  • Resposta dos neurónios aos estímulos - Repolarização

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Hiperpolarização: Os canais de K+ continuam abertos até a membrana atingir os -80 mV. Os canais de Na+ continuam fechados. Contrariamente à situação de repouso, existem agora mais iões Na+ no exterior e iões K+ no interior da membrana

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Fig. 3 - Criação de um potencial de ação

e restabelecimento do potencial de repouso.

  • Resposta dos neurónios aos estímulos - Hiperpolarização

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Regresso ao potencial de repouso: Os canais de K+ fecham e os canais de Na+ continuam fechados. A bomba Na+/K+ repõe as concentrações dos dois iões de ambos os lados da membrana de forma a repor o potencial de repouso ( -70 mV).

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Fig. 3 - Criação de um potencial de ação

e restabelecimento do potencial de repouso.

  • Resposta dos neurónios aos estímulos – Retorno ao potencial de repouso

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  • Transmissão do impulso nervoso ao longo de um axónio
  • O impulso nervoso propaga-se sempre no sentido dendrites --> corpo celular --> axónio.
  • A velocidade de condução do impulso nervoso aumenta com o diâmetro do axónio.
  • Nos vertebrados muitos axónios possuem uma bainha de mielina que tem um efeito de isolamento elétrico.
  • Apenas existem canais de sódio nos intervalos da bainha de mielina (nódulos de Ranvier).
  • Nestes axónios mielinizados os potenciais de ação propagam-se por saltos – condução saltatória, de forma mais rápida do que se o fizesse de modo continuado

Fig. 4 - Condução saltatória de um impulso nervoso.

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  • Transmissão do impulso nervoso entre neurónios
  • A passagem do impulso nervoso entre dois neurónios consecutivos faz-se através de sinapses.
  • A informação é conduzida da arborização terminal do axónio do neurónio pré-sináptico para as dendrites ou para o corpo celular do neurónio pós-sináptico.
  • As sinapses podem ser:
    • elétricas, quando há pontos de contacto entre os neurónios, asseguram funções como a atividade cardíaca, sono e cognição
    • Químicas, quando há separação através da fenda sináptica. Neste caso, a passagem do impulso nervoso é garantida por mensageiros químicos – neurotransmissores.

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  • Transmissão do impulso nervoso entre neurónios

❶ Na membrana da arborização terminal do axónio, os canais de Ca2+ são sensíveis à voltagem e, com a chegada do impulso nervoso, abrem, o que leva à entrada de Ca2+ por difusão.

❷ O Ca2+ liga-se às vesículas que contêm neurotransmissores e que se vão fundir com a membrana pré-sináptica.

Os neurotransmissores são assim libertados na fenda sináptica por exocitose.

❸ Os neurotransmissores ligam-se aos canais de Na+ existentes na membrana pós-sináptica.

❹ Os canais de Na+ abrem e entram iões Na+ por difusão facilitada para a dendrite, provocando a despolarização na membrana pós-sináptica, ocorrendo assim a transmissão do impulso nervoso ao neurónio pós-sináptico.

❺ Os neurotransmissores são degradados

ainda na fenda sinática por enzimas.

Fig. 5 - Transmissão de um impulso nervoso numa sinapse química.

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