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  • Campanha da Fraternidade 2024

  • Diocese de Zé Doca, MA

  • Local: Paróquia Santa Luzia 

  • Data: 03/02/2024

  • Pe. Josenildo Tavares, OMI

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CAMPANHA DA FRATERNIDADE E

QUARESMA

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Objetivo Geral

“DESPERTAR para o valor e a beleza da fraternidade humana, promovendo e fortalecendo os vínculos da amizade social, para que, em Jesus Cristo, a paz seja realidade entre todas as pessoas e povos”.

  • Objetivos Específicos

(TB, p.7)

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��O QUE É AMIZADE SOCIAL?�(Introdução nn.06-21)

- Vários apontamentos sobre a amizade;

- “Amizade Social é o amor presente nas relações sociais” (17);

- “O amor social se traduz em atos de caridade que criam instituições mais sadias e estruturas mais solidárias” (21).

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 A CF 2024 aborda o tema da amizade social com base na encíclica Fratelli Tutti, publicada pelo papa Francisco em outubro de 2020. Esta encíclica é precisamente o ponto fundamental de toda a reflexão da Campanha da Fraternidade de 2024.

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2013: Eleição

Encíclica Lumen fidei

Exortação Evangelii gaudium

2015: Encíclica Laudato si’

2018: Exortação Gaudete et exsultate

2019: Exortação Christus vivit

2016: Exortação Amoris laetitia

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CARTA FRATELLI TUTTI

Do Santo Padre Francisco

Sobre a fraternidade e amizade social

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INTRODUÇÃO (Nº 01-08)

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A terceira encíclica do Papa Francisco,

O que é?

Foi asssinada a 3 de outubro de 2020 em Assis, Itália.

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Em que se baseia?

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O que propõe?

  • É uma encíclica social dedicada á

fraternidade e à amizade social.

  • Deter-se sobre a dimensão universal da doutrina sobre o amor fraterno.
  • Refletir pra reagir com um novo sonho de fraternidade e de amizade social.
  • Sonhar com uma única humanidade, como caminhantes da mesma carne humana.

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A quem se dirige?

  • A todas as pessoas que façam desta

reflexão uma abertura ao diálogo.

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De onde provém o título?

  • Fratelli tutti é uma expressão de São Francisco de Assis (Admoestações, 6, 1)
  • O santo usava-a para propor uma forma de vida com o sabor do Evangelho (Nº 1).
  • São Francisco convidava, todos os homens e mulheres, a um amor mais para além da geografia e do espaço (Nº 3).

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Como está organizada a Encíclica (287 parágrafos)

Cap. I: As sombras dum mundo fechado

Cap. II: Um estranho no caminho

Cap. III: Pensar e gerar um mundo aberto

Cap. IV: Um coração aberto ao mundo inteiro

Cap. V: A política melhor

Cap. VI: Diálogo e amizade social

Cap. VII: Percursos dum novo encontro

Cap. VIII: As religiões ao serviço da

fraternidade no mundo

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Capítulo I:�As sombras de um mundo fechado (09-55)�

  • Sonhos desfeitos: vizinhos , mas não irmãos;
  • Individualismo: sem um Projeto para todos, cultura do descarte (18), exclusão, escravidão (23-24);
  • Conflito e medo: crescente violência, ataques, perseguições por motivos raciais, religiosos, econômicos, como formas de uma terceira guerra mundial em etapas (25 e 259).

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Capítulo I:�As sombras de um mundo fechado (09-55)

  • Fechamento (muros) e crise política: injustiças, pobreza, fome “esqueletos humanos”, silêncio, “salve-se quem puder, pior que a pandemia” (27, 29 e 36);
  • Conexão digital: preconceito, ódio, fakes, destruição da autoestima, grosseria, impunidade etc (FT 43, 45 e 52);
  • Fanatismos protagonizados também por cristãos, redes de violência verbal etc. “A Conexão digital não basta para lançar pontes, não é capaz de unir a humanidade” (FT 46).
  •  Velocidade do mundo moderno impede a escuta (48 e 50);
  • Apelo à esperança (54-55).

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Capítulo II:�Um estranho no caminho (56-86)

  • Reflexão sobre o Evangelho do Bom Samaritano (Lc 10,25-37), “Não somos nós quem, com base nos nossos critérios, definimos quem é o próximo e quem não o é, mas é a pessoa em situação de necessidade” (Papa Francisco, ANGELUS, 14/07/2019:
  • http://www.vatican.va/content/francesco/pt/angelus/2019/documents/papa-francesco_angelus_20190714.html
  • O Bom Samaritano não se pergunta sobre a procedência do homem que está na sarjeta, mas o acode por ser necessitado: “Conseguiu deixar tudo de lado à vista do ferido e, sem o conhecer, considerou-o digno de lhe dedicar o seu tempo” (FT 63);
  • Somos analfabetos no cuidar... São sintomas duma sociedade enferma, pois procura construir-se de costas para o sofrimento” (FT 64 e 65).

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Capítulo II:�Um estranho no caminho (56-86)

  • A existência de cada um de nós está ligada à dos outros: a vida não é tempo que passa, mas tempo de encontro (66);
  • A inclusão ou exclusão da pessoa que sofre na margem da estrada define todos os projetos econômicos, políticos, sociais e religiosos (69);
  • Consta-se dois tipos de pessoas: aquelas que cuidam do sofrimento (ateu) e aquelas que passam ao largo (pseudos religiosos que dedicavam-se a prestar culto a Deus), em atitude de perigosa indiferença (70 e 74);
  • O samaritano, depois de realizar o possível ao necessitado, seguiu seu caminho sem esperar reconhecimentos (79);
  • Incluir na catequese, na evangelização e espiritualidade o sentido social da existência. Amar e acolher os que são diferentes (86).

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Capítulo III:�Pensar e Gerar um mundo novo (87-127)

  • Próximo” não pode ser substituído por “sócio” (determinados interesses), criando um mundo fechado (102);
  • O individualismo radical é um vírus difícil de derrotar “A mera soma dos interesses individuais não é capaz de gerar um mundo melhor para toda a humanidade” (FT 105);
  • Numa pessoa injustiçada e descartada está toda humanidade (110): “Ou nos salvaremos todos juntos, ou juntos miseravelmente pereceremos” (Papa Bento);
  • “Se alguém não tem o necessário para viver com dignidade, é porque outrem se está a apropriar do que lhe é devido” (119), Ex: São Jerônimo;
  • “É possível desejar um planeta que garanta terra, teto e trabalho (3Ts) para todos. Verdadeiro caminho da paz”, não é esquerdismo/comunismo (127).

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Capítulo IV� Um coração aberto ao mundo �inteiro (128-153)

  • “É preciso tratar os migrantes com quatro verbos: acolher, proteger, promover e integrar” (129-130);
  • Se forem ajudados a integrar-se, os imigrantes são uma bênção, uma riqueza e um novo dom, que convida a sociedade a crescer” (FT 135).
  • Vídeo: Papa Francisco – Um Homem de Palavra (a partir de 1h06’).

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Capítulo IV

Um coração aberto ao mundo inteiro

Que medidas trabalham em prol da fraternidade universal?

Acolher, proteger, promover e integrar as pessoas migrantes e todos os marginados.

Desenvolver a consciência de que ou nos salvamos todos ou não se salva ninguém.

Buscar um ordenamento jurídico, político e económico mundial que tenda para o desenvolvimento solidário de todos os povos.

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Capítulo V�A Melhor Política (154-197)

  • Críticas ao neoliberalismo e ao populismo insano (instrumentalização política);
  • “O mercado, por si só, não resolve tudo, embora às vezes nos queiram fazer crer neste dogma de fé neoliberal. O neoliberalismo reproduz-se sempre igual

a si mesmo, recorrendo à mágica teoria do ‘derrame’ ou do ‘gotejamento’ –

como única via para resolver os problemas sociais (168);

  • A política não deve submeter-se à economia… Não se pode justificar uma economia sem política” (FT 177).
  • Reafirmação que a política “é uma das formas mais preciosas de caridade, porque busca o bem comum (FT 180);
  • Caridade: Projeto Político para modificar as condições sociais (186).

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Capítulo V

A política melhor

“A caridade, que é – como ensinou Jesus – a sintese de toda Lei”. (cf. Mt. 22, 36-40)

Em que consiste uma boa política?

  • Está colocada ao serviço do verdadeiro bem comum.
  • Não procura só garantir votos.
  • Fomenta uma via para o crescimento pessoal.
  • Promove uma economia que favorece a diversidade produtiva e criatividade empresarial.
  • Pensa com uma visão ampla e incorpora o diálogo interdisciplinar.

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Fratelli tutti convida a uma ordem social e política, cuja alma seja a caridade social.

  • Permite-nos avançar para uma civilização do amor a que todos nos podemos sentir chamados.
  • Reconhece todo o ser humano como irmão, integrando a todos.
  • A caridade precisa as luz da verdade,

que é também a da razão e da fé.

“A caridade social leva-nos a amar o bem comum e a buscar efetivamente o bem de todas as pessoas na dimensão social que as une”.

Na atividade política, cada pessoa é sagrada e merece o nosso afeto e a nossa dedicação:

“Se consegues ajudar uma só pessoa a viver

melhor, isso já justifica o dom da tua vida” (195).

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Capítulo VI� Diálogo e amizade Social (198-224)

  • Precisamos dialogar, não servem monólogos agressivos (200-201);
  • É preciso criar a cultura do diálogo e do encontro, que busca pontos de contato, lança pontes, projeta algo que envolve a todos. “A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro na vida” (215 - Vinicius de Moraes, Samba da Bênção, 3’34): https://www.youtube.com/watch?v=fyRqxV2Lqyw
  • “Poucos encontram tempo e energias disponíveis para se demorar e tratar bem os outros; para dizer “com licença”, “desculpe”, “obrigado” (224).

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Capítulo VI

Diálogo e amizade social

O que significa

“dialogar”?

  • Aproximar-se
  • Expressar-se
  • Ouvir-se
  • Olhar-se
  • Conhecer-se
  • Esforçar-se por estender-se
  • Procurar pontos de contacto

Segundo a cultura do encontro:

De todos se pode aprender alguma coisa, ninguém é inútil, ninguém é supérfluo.

Uma sociedade pluralista que convida ao diálogo:

Respeitar em qualquer situação a dignidade dos outros. Integra os diferentes, garantindo uma paz real e sólida.

Reconhece ao outro, o direito de ser ele próprio, recuperando a amabilidade.

Que atitudes ou fatos não ajudam o diálogo?

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Capítulo VII�Caminhos de um novo encontro (225-270)

  • Construir o caminho da paz: “O valor de estar juntos como seres humanos é, em última análise, mais importante do que qualquer grupo menor, seja ele a família, a nação, a etnia ou a cultura” (FT 229);
  • “Amar o opressor é tirar-lhe o poder que não sabe usar e que o desfigura como ser humano” (241, tbm CFL, 38 – Exemplo: pessoas que são bloqueadas na internet);
  • Consciência histórica: Não podemos permitir que as novas gerações percam a memória dos horrores que já aconteceram, como bomba atômica, as cruéis perseguições, o comércio dos escravos e os massacres étnicos e tantos outros fatos históricos que nos fazem envergonhar como seres humanos. É preciso lembrar para que não aconteçam mais no futuro (248-249).

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Capítulo VII�Caminhos de um novo encontro (225-270)

  • “A guerra é um fracasso da política e da humanidade, uma rendição vergonhosa, uma derrota perante as forças do mal...” (261);
  • Com o dinheiro usado em armas e noutras despesas militares, constituamos um Fundo mundial para acabar de vez com a fome e para o desenvolvimento dos países mais pobres (FT 262);
  • Se queremos construir um mundo de paz, acrescenta: “A pena de morte é inadmissível” (FT 263).

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O verdadeiro perdão e a verdadeira reconciliação:

  • Alcançam-se dentro do conflito, superando-o através do diálogo.
  • Abstem-se de inimizades e de ódio

mútuo.

  • Facilitam uma discussão honesta, fundada no amor da justiça.
  • Não implicam esquecimento ou

impunidade.

  • Não caem no círculo vicioso da vingança.

“Peço a Deus que prepare os nossos corações para o encontró como os irmãos independientemente das diferenças de ideias, língua, cultura, religião”. Papa Francisco

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Capítulo VIII: As Religiões a Serviço da Fraternidade no Mundo (271-287)

  • Mesmo Pai, uma só família, no final da existência uma só direção (272);
  • Necessidade do Transcendente: “A razão é capaz de ver a igualdade entre os homens e estabelecer uma convivência cívica entre eles, mas não consegue fundar a fraternidade” (272-274);
  • “Queremos ser uma Igreja que serve, que sai de casa, que sai dos seus templos, que sai das suas sacristias, para acompanhar a vida, sustentar a esperança, ser sinal de unidade (…) para lançar pontes, abater muros, semear reconciliação” (FT 276);
  • Violência é a deformação da religião. Deus não precisa ser defendido. “Os líderes religiosos são artesãos da paz, portanto devem ser os mediadores autênticos” (282-285).

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Capítulo VIII

As religiões ao serviço da fraternidade no mundo

Só com esta consciência de filhos podemos viver em paz entre nós.

A Igreja é uma casa com as portas abertas, porque é MÃE:

As várias religiões oferecem uma preciosa contribuição da fraternidade.

Buscar a Deus ajuda a reconhecermo- nos como companheiros de estrada: irmãos.

A privação da liberdade de consciência e da liberdade religiosa deixa a humanidade empobrecida.

Lança pontes

Abate muros

Semeia reconciliação

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Entre as religiões é possível um caminho de paz:

  • O ponto de partida deve ser o olhar de Deus, que olha com o

coração.

  • A violência não encontra fundamento nas convicções religiosas.
  • O culto humilde e sincero a Deus leva ao respeito pela vida, pela dignidade e pela liberdade.

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Oração ao Criador

Senhor e Pai da humanidade,

que criastes todos os seres humanos com a mesma dignidade,

infundi nos nossos corações um espírito fraterno.

Inspirai-nos o sonho de um novo encontro, de diálogo, de

justiça e de paz.

Estimulai-nos a criar sociedades mais sadias e um mundo mais digno,

sem fome, sem pobreza, sem violência, sem guerras.

Que o nosso coração se abra

a todos os povos e nações da terra, para reconhecer o bem e a beleza que semeastes em cada um deles,

para estabelecer laços de unidade, de projetos comuns, de esperanças compartilhadas. Amém.

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Oração cristã ecuménica

Deus nosso, Trindade de amor,

a partir da poderosa comunhão da vossa intimidade divina

infundi no meio de nós o rio do amor fraterno.

Dai-nos o amor que transparecia nos gestos de Jesus, na sua família de Nazaré e na primeira comunidade cristã.

Concedei-nos, a nós cristãos, que vivamos o Evangelho e reconheçamos Cristo em cada ser humano,

para O vermos crucificado nas angústias dos abandonados

e dos esquecidos deste mundo

e ressuscitado em cada irmão que se levanta.

Vinde, Espírito Santo! Mostrai-nos a vossa beleza

refletida em todos os povos da terra,

para descobrirmos que todos são importantes, que todos são necessários, que são rostos diferentes

da mesma humanidade amada por Deus. Amen.

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PAPA FRANCISCO, Carta Encíclica Fratelli Tutti, Ed. Paulinas. São Paulo: 2020, 209 p. Publicada em 03/10/20.

https://www.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20201003_enciclica-fratelli-tutti.html

PAPA FRANCISCO, Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, Ed. Paulinas. São Paulo: 2013, 232 p. Publicada em 24/11/13.

PASSOS, J. Décio e SOARES, M. L. Afonso (Orgs). Francisco: Renasce a esperança. São Paulo: Paulinas, 2013, p. 141-142.

Homilia do Papa em Lampedusa, 08/07/13, em: http://www.zenit.org/pt/articles/pecamos-ao-senhor-a-graca-de-chorar-pela-nossa-indiferenca

Documentário – Papa Francico: Um Homem de Palavra, 1,36’18, 2018, Netflix e Amazon.

Papa Francisco, ANGELUS, 14/07/2019: http://www.vatican.va/content/francesco/pt/angelus/2019/documents/papa-francesco_angelus_20190714.html

Referências

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Música: Canta Francisco, 4’11.

https://www.youtube.com/watch?v=OJabpOhA3aU

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���VER: DOENÇAS QUE PADECEMOS NA SOCIEDADE ATUAL(Texto Base, nn. 24-63)

- Transformamos o diferente, divergente e o oponente em inimigo para podermos eliminá-lo;

- Impera entre nós a intolerância;

- Nas redes sociais, divulgamos mensagens discriminatórias e intolerantes e praticamos o cancelamento;

- Fora do ambiente digital, aumenta a violência, o ódio, o homicídio e as guerras;

- O diálogo é cada vez mais raro e escasso;

- As famílias se dividem, rompem relações por razões ideológicas;

- As comunidades estão em conflito, defendendo opostos em nome do mesmo Evangelho;

- O rancor, a inimizade, o afastamento das pessoas cresce vertiginosamente;

- O racismo é cada vez mais praticado;

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���VER: DOENÇAS QUE PADECEMOS NA SOCIEDADE ATUAL(Texto Base, nn. 24-63)

A aporofobia (aversão ao pobre) cresce;

- Também o feminicídio e a eliminação das pessoas que vivem uma orientação sexual diversa;

- Por motivos políticos, abandona-se o bem comum do todo e prioriza-se a parte, a minha parte, a parte com a qual eu me identifico sem consciência crítica;

- Por motivos religiosos, se difama, se persegue, se calunia, se destrói e se mata;

- Os interesses valem mais que os valores;

- O outro se tornou mercadoria;

- Julgamentos precipitados, rejeição gratuita, ódio desmedido, combate a pessoas por causas de suas ideias e propostas e a banalização da morte tornam-se corriqueiros;

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���VER: DOENÇAS QUE PADECEMOS NA SOCIEDADE ATUAL(Texto Base, nn. 24-63)

- Falta compromisso com a verdade em nome de interesses individuais ou de grupos (fake news);

- Creches e escolas são atacadas por pessoas armadas;

- A violência é normalizada, com a facilitação da posse de armas e o seu incentivo;

- Assédio moral e sexual, defesa do aborto, devastação ambiental, bullying, intolerância religiosa, tráfico de drogas, tráfico de pessoas, situações análogas ao trabalho escravo, discurso de ódio, corrupção e fome;

- Há uma crise de pertencimento que gera o identitarismo;

- Há uma cultura de “globalização da indiferença”;

- Nossa sociedade está dividida, é desigual e excludente.

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���OUTRAS DOENÇAS SOCIAIS GRAVES(Texto Base, nº 73. e nn.53-63)

ALTEROFOBIA

MEDO, REJEIÇÃO OU AVERSÃO A TUDO AQUILO QUE É OUTRO, TUDO O QUE NÃO SOU EU MESMO E É DIFERENTE DE MIM.

Nome científico: Síndrome de Caim

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���CAUSA PRINCIPAL(Texto Base, nº 68)

HIPER INDIVIDUALISMO

O VALOR QUE CONQUISTAMOS – A INDIVIDUALIDADE/SUBJETIVIDADE – TORNOU-SE O NOSSO LIMITE, FECHAMO-NOS EM NÓS MESMOS, SUPERVALORIZAMO-NOS.

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���CAUSAS SECUNDÁRIAS(Texto Base, nn. 64-67)

- A destruição da coletividade e a construção de um eu autossuficiente (autorreferencialidade);

- O desaparecimento dos grandes sonhos, projeto e ideais;

- A construção “inimigo comum” como elemento aglutinador da sociedade;

- A crença de que o conflito é produtivo e a Guerra, necessária para o progresso;

- A meritocracia.

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��REMÉDIO – o agir na tenda pessoal, comunitária e social (Texto Base, nn. 123-131)

O remédio é a AMIZADE SOCIAL, que “alarga o espaço de nossas tendas” (Is 54,2), abre-nos ao acolhimento do outro, seja ele quem for e, assim, ataca frontalmente o mal que padecemos (123).

Alargar a tenda, agindo sobre três elementos da sua estrutura: lonas, cordas e estacas (124).

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���O QUE É AMIZADE SOCIAL?�PAPA FRANCISCO – FRATELLI TUTTI (TB, 16)

- “amor que ultrapassa as barreiras da geografia e do espaço” (FT, 1);

- “uma fraternidade aberta, que permite reconhecer, valorizar e amar todas as pessoas, independente das sua proximidade física (FT, 1);

- “um amor desejoso de abraçar a todos” (FT, 3);

- “comunicar com a vida o amor de Deus, recusando impor

doutrinas por meio de uma guerra dialética” (FT, 4);

- “viver livre do desejo de domínio sobre os outros” (FT, 4);

- “o amor que se estende para além das fronteiras” (FT, 99),

“a todo ser vivo” (FT, 59);

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��O QUE É AMIZADE SOCIAL?�PAPA FRANCISCO – FRATELLI TUTTI (TB, 16)

- a nossa “vocação para formar uma comunidade feita de irmãos que se acolhem mutuamente e cuidam uns dos outros” (FT, 96);

- “a capacidade diária de alargar o meu círculo, chegar àqueles que espontaneamente não sinto como parte do meu mundo de interesses, embora se encontrem perto de mim” (FT, 97);

- “amor que implica algo mais do que uma série de ações benéficas. As ações derivam de uma união que propende cada vez mais para o outro, considerando-o precioso, digno, aprazível e bom, independentemente das aparências físicas ou morais. Amor ao outro por ser quem é impele-nos a procurar o melhor para a sua vida. Só cultivando essa forma de nos relacionarmos é que tornaremos possível aquela amizade social que não exclui ninguém e a fraternidade aberta a todos” (FT, 94).

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ILUMINAR – “Vós sois todos irmãos e irmãs” (Mt 23,8). (Texto Base, nn. 86-122)

- Vários textos bíblicos;

- O testemunho dos santos;

- A vida religiosa e consagrada;

- O magistério dos papas;

- Fratelli Tutti (Assis, 03/10/2020).

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Muito Obrigado!

Pe. Josenildo Tavares, OMI

pe_josenildo@hotmail.com

Fevereiro de 2024.