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Livro de Ezequiel

(Atuação do profeta Ezequiel: 592-571 a.C.)

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O grupo de Ezequiel (sacerdotes e escribas da casa de Davi) reconhece a tragédia do Exílio como castigo pela infidelidade (Ez 11,1-13).��Dizem que Javé abandonou o Templo e foi morar com a aristocracia, os primeiros exilados (Ez 10,18-22; 11,22-23), o verdadeiro Israel e herdeiro da terra santa (Ez 11,3.14-18).��Os exilados nobres devem manter-se puros no meio dos impuros (Ez 20; 23), observando a lei de pureza para receber a bênção (Ez 37,23; Dt 28,1-46).��No pós-exílio, a ideia de pureza se torna o núcleo da teologia dos teocratas. O que dá identidade ao povo eleito são: etnia pura, leis de pureza, circuncisão, sábado (Esd 9,1 a 10,17; Lv 17,1 a 24,23).

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Javé trará os exilados de volta à terra, desde que sejam fiéis à lei (Ez 20,42). Por isso, o grupo de Ezequiel critica os pobres da terra, os remanescentes (Ez 11,15; 33,23-29; diferentemente de Jr 39,10; 40,7; 52,16).��Com ênfase na retomada da terra, o grupo de Ezequiel elabora o projeto de restauração: reunificação dos reinos sob um único pastor (Ez 37,15-22); aliança eterna com Deus (Ez 16,60; 37,26a); restauração do Templo e do culto (Ez 37,26b-28).��Após o exílio, um grupo da segunda geração dessa aristocracia exilada, agora chamado de golá (deportados que voltaram), retorna para Judá e estabelece a teocracia sob as ordens do império persa, que não permitiu a restauração da casa de Davi (Esd 7,25-26; Zc 1 a 8).

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Ezequiel

Deus há de fortalecer

Aleijadinho

Congonhas do Campo,

Minas Gerais

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Ezequiel: de sacerdote do Templo a

profeta entre a elite deportada

(É a voz da aristocracia exilada em 597 a.C.)

Ezequiel estava entre os prisioneiros de guerra de

597 a.C.

Era sacerdote (1,3) da linhagem de Sadoc e, quando

ainda estava em Jerusalém, atuava no Templo.

Por isso, foi levado junto com o primeiro grupo de reféns para a Babilônia, pois pertencia à nobreza de Jerusalém.

Era casado e ficou viúvo pouco antes da queda

de Jerusalém (24,15ss).

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Presença de Javé em meio

aos reféns na Babilônia

Ezequiel atuou em meio aos cativos na Babilônia, onde foi profeta da primeira geração de deportados.

Foi também o primeiro profeta fora da terra da

promessa. Percebeu a presença de Javé em meio

aos reféns na Babilônia (3,23), espaço de poder das

divindades mesopotâmicas. Ezequiel anunciou que

Javé era solidário com prisioneiros de guerra no

centro do império opressor.

Assim como descreve simbolicamente a saída de

Javé do Templo e de Jerusalém (10–11),

transferindo-se para a Caldeia, região sul da Babilônia, Ezequiel igualmente relata o retorno de Deus ao Templo que seria reconstruído (43,1-12).

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A nobreza exilada forma o verdadeiro Israel

Por um lado, essa experiência teológica de Ezequiel foi fundamental para a vida dos deportados.

Por outro, analisando na perspectiva dos

remanescentes, pode-se dizer que o grupo

representado por Ezequiel desprezou os que ficaram em Judá, pois faz questão de dizer que Deus os deixou. Ele foi levado junto com os nobres deportados, que se consideravam o verdadeiro Israel. Assim, Ezequiel legitimou, em nome de Deus, a violência contra os “samaritanos” no pós-exílio (cf. Eclo 50,25-26).

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Processo de formação do Livro do

profeta Ezequiel em seis edições

NIHAN, Christophe. Ezequiel. in Antigo Testamento – História, Escritura e Teologia. São Paulo: Edições Loyola, 2010, p. 447-453

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É a edição palestina que correu entre a deportação da nobreza (597 a.C.) e a queda de Jerusalém (586 a.C.). São oráculos dirigidos aos governantes de Jerusalém, que são duramente criticados.

A grosso modo, essa edição corresponde aos capítulos 1 a 24, que sofreram acréscimos e retoques nas releituras posteriores.

Além de narrar vocação do profeta (1–3), o livro apresenta o grande julgamento de Javé sobre o Estado de Judá, sobre Jerusalém e o Templo, bem como sobre as autoridades ainda instaladas sobre o monte Sião (4–24). O tema dominante desses capítulos é ameaça de castigo.

Primeira edição

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É a redação pró-repatriados, parte da segunda geração da nobreza exilada que retornou depois que Ciro derrotou os babilônios em 539 a.C.

Além de reler a edição palestina, há uma ênfase em apresentar a aristocracia deportada em 597 a.C. como o único Israel legítimo (11,15; cf. 33,24). Essa edição é feita no início do período persa (a partir de 539 a.C.).

Segunda edição

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Deus abandona os remanescentes e migra para junto dos exilados (8–11).

Agora repatriados, eles propõem a restauração da monarquia davídica, colocando sua esperança em Zorobabel, neto do rei Joaquin também chamado de Jeconias, que fora deportado por Nabucodonosor em 597 a.C. (2Rs 24,10-17; 1Cr 3,16-19).

Zorobabel ainda é citado em Esdras (2,2; 3,2.8;

4,2-3; 5,2), Neemias (7,7; 12,1.47), Ageu ( 1,1.12.14; 2,2-4.21-23) e Zacarias (4,6-10).

Mas esse projeto fracassou, uma vez que os persas não permitiram a restauração desse reinado.

A parte principal da edição pró-repatriados são os capítulos 33–37 (cf. 35,1–36,15; 37,25-28).

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É a releitura pró-diáspora (dispersão). Anuncia que a restauração será universal, será para todos os judaítas exilados entre as nações. Em perspectiva escatológica, anuncia o destino deles na reunião final em Israel (6,8-10; 11,16-21; 12,15-16; 20,32-44; 28,25-26; 34,1-15; 36,16-23; 37,21).

Eles serão reunidos pela força de Deus, cujo nome é santo. Nisso, essa releitura tem parentesco com a literatura sacerdotal no Pentateuco, especialmente com a Lei de Santidade (Lv 17–26).

Essa edição deve ser da segunda metade do V séc.

Terceira edição

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A quarta edição introduz a coleção de oráculos contra as nações (25–32). Javé julga Amon, Moab, Edom, a Filisteia, a Fenícia e o Egito.

Tem parentesco com a terceira edição (28,20-26; 29,10-16; 30,23.26). Também deve ser do final do V séc.

A inserção desses capítulos entre 1–24 e 33–48 visa anunciar a restauração de Israel em meio ao julgamento universal das nações.

É provável que o fato de Ezequiel não criticar a Babilônia seja por considerar os babilônios como instrumento de Deus para castigar Israel, como também pensava o profeta Jeremias (Jr 25,9; 27,6).

Quarta edição

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Essa edição é feita em torno de 400 a.C., acrescentando os capítulos 40–48.

Seus editores devem ser dos mesmos círculos de sacerdotes e levitas que fizeram a edição final do Pentateuco e da História Cronista. Compare, por exemplo, 47,13-33 com Nm 34,1-12.

Essa edição pretende legitimar, na teocracia pós-exílica, a força:

  • de sacerdotes e levitas (40,46; 43,19; 44,10-31; 48,10-11);
  • do Templo (40–44);
  • do direito à terra (45,1-12; 47,13–48,29).

Quinta edição

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Os editores dessa edição fazem acréscimos tardios no período helenista (III séc.).

Provavelmente são dessa época:

  • as tradições apocalípticas (38,1–39,22; Gog, rei de Magog);
  • o tema da renovação espiritual de Israel (11,19-20; 16,59-63; 36,23c-38);
  • o tema da responsabilidade individual (14,12-20; 18; 33,10-20).

Obs.: O Livro de Ezequiel deve ser lido como programa social, político e, sobretudo, religioso de sacerdotes, levitas e escribas das épocas persa e helenista.

Sexta edição

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Conteúdos centrais

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  1. Identificação da presença de Javé entre os deportados em terra estrangeira.

  • Ameaças de destruição para Judá, Jerusalém e o Templo.

  • Projeto de restauração para Israel e Judá.

  • Chamado para a conversão à Aliança.

Conteúdos centrais

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  1. Identificação da presença de Javé entre os deportados em terra estrangeira

Ez 1–3; cf. 3,22-24

Javé abandona o Templo (10,18-22) e

Jerusalém (11,23-25) e vai para junto

dos exilados.

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  1. Identificação da presença de Javé entre os deportados em terra estrangeira.

  • Ameaças de destruição para Judá, Jerusalém e o Templo.

  • Projeto de restauração para Israel e Judá.

  • Chamado para a conversão à Aliança.

Conteúdos centrais

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2. Ameaças de destruição para Judá,

Jerusalém e o Templo.

    • Ez 4–5: Ameaças contra Jerusalém;

    • Ez 8–11: Ameaças ao Templo;

    • Ez 17; 20: Anúncio do fim do Estado;

    • Ez 13: Crítica a profetas e profetisas;

    • Ez 22: Condenação da idolatria e da injustiça;

    • Ez 33,23-29: Ameaças aos remanescentes

em Judá (cf. Jr 29,4-7).

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  1. Identificação da presença de Javé entre os deportados em terra estrangeira.

  • Ameaças de destruição para Judá, Jerusalém e o Templo.

  • Projeto de restauração para Israel e Judá.

  • Chamado para a conversão à Aliança.

Conteúdos centrais

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3. Projeto de restauração para Israel e Judá.

Ez 36,24-28: Anuncia a renovação da Aliança.

Ez 37: Esperança e a utopia.

Ez 34–40: Teocracia sacerdotal do segundo

Templo.

(Principais ênfases do projeto: próximos slides)

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3 - Projeto de restauração para Israel e Judá

Principais ênfases do projeto:

  • 1. A terra de Israel: Ez 34,13; 36,28; 37,14. Partilha da terra (47,13–48,29) para camponeses livres e retribalizados (45,7-8; 46,18), mas a colheita estará presa através da tributação tanto ao rei (45,13-16) como ao Templo (44,30-31).

  • 2. O novo êxodo: Ez 20,34.42; 36,24; 37,12; 46,18. Os repatriados deverão ser puros, pois voltarão a uma terra pura e deverão manter puro o Templo (Ez 36,16-18).

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3. A organização na terra santa

A - Novo rei de um estado unificado e

autônomo: Ez 34,1-22; 45,8.

B - Novo Templo sob o controle dos

sacerdotes (Teocracia sacerdotal da

época de Esdras).

(próximos slides)

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A - Um novo estado sob o comando de um rei

  • O novo rei será da dinastia de Davi (34,23-24; 37,24).
  • Ele será justo e promotor da paz e da liberdade (34,16.25-31).
  • Reunificará novamente o Reino do Sul e o do Norte (37,15-28).
  • O novo reino será o “umbigo (centro) da terra” (38,12).
  • Renovará a Aliança (36,22-28; 37,23-25).
  • Reconstruirá o Templo e promoverá o culto (37,26-28).
  • Estará subordinado ao Templo (43,7-9).
  • Terá direito a cobrar tributos, mas terá também deveres (45,9–46,18).
  • Embora valorize o campo (36,8.24.29-30), dará ênfase à cidade (36,33-38; 48,30-35), onde será reconstruído o Templo.

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B - Um novo Templo sob o controle de sacerdotes

(Ez 37,26-28; 40–48: espécie de maquete do novo Templo)

 

“Planta” do novo Templo de Ez 40–48:

  • É o centro de tudo, o lugar sacrossanto e puro por excelência (43,12; 44,23).
  • É a morada de Javé no meio do povo (37,26-28; 43,7-9).
  • Está acima dos reis davídicos (43,7-9) e sob o controle dos sacerdotes descendentes de Sadoc (44,15-16).
  • Continua reduzindo os sacerdotes da linhagem de Levi a uma segunda classe tal como já fizera a reforma de Josias (2Rs 23,8-9; Ez 44,10-14). Somente os sacerdotes da linhagem de Sadoc podiam oferecer sacrifícios e dirigir o culto. E tudo isso em estado de total pureza (Ez 44,17-27). (segue)

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B - Um novo Templo sob o controle de sacerdotes

(Ez 37,26-28; 40–48: espécie de maquete do novo Templo)

 

“Planta” do novo Templo de Ez 40–48:

  • Continua excluindo estrangeiros incircuncisos (44,9) e mulheres.
  • Institui o sistema do puro e do impuro, do sagrado e do profano (44,23).
  • Limita os direitos do rei (45,9–46,18).
  • A missão do Templo é ser fonte de vida (47,1-12; cf. Ap 22,1-5).
  • É o centro da terra repartida, inclusive para estrangeiros (47,13–48,7; 48,23-29).
  • É também o centro da cidade de Jerusalém (48,8-22), aberta para todas as tribos (48,30-34) e cujo nome será Javé está lá (48,35).

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  1. Identificação da presença de Javé entre os deportados em terra estrangeira.

  • Ameaças de destruição para Judá, Jerusalém e o Templo.

  • Projeto de restauração para Israel e Judá.

  • Chamado para a conversão à Aliança.

Conteúdos centrais

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4. Chamado à conversão e transformação

do coração e do espírito (Um novo

coração e um novo espírito: 11,19; 18,31;

36,26 (cf. Sl 5,12-14; Jr 4,4; 31,31-34)

vivendo a nova e definitiva Aliança

(34,25.30-31; 36,28; 37,23-27).

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Marcas teológicas

particulares de Ezequiel

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  • A responsabilidade pessoal (Ez 14,12-23; 18,1-32; 33,10-20).

  • Manifestações do Espírito na profecia (Ez 3,12.14.22; 8,3; 11,1.24; 37,1; 43,5; cf. Mq 3,8; Is 61,1; Nm 11,29; 1Cor 14,1; 1Rs 18,12; 2Rs 2,16).

  • Presença de Javé em terra estrangeira (Ez 1,3; 3,3.14.23).

  • Os exilados são o verdadeiro Israel, o povo eleito, e são herdeiros da terra (Ez 11,15; cf. 33,23-29; Jr 29,4-7).

As narrativas do “povo eleito” e da “terra prometida” são, hoje, os fundamentos de um estado sionista genocida a serviço dos interesses de um império decadente).

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Gêneros literários

da obra de Ezequiel

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  • Visões:

- 1–3 (cf. 1,1): A teofania de Deus num carro

resplandecente;

- 8–11 (cf. 8,3): A glória de Javé abandona o Templo;

- 37,1-14: Vale de ossos secos;

- 40–48 (cf. 40,2): Restauração do povo e retorno da

glória de Javé ao Templo.

  • Ações simbólicas: 3,24-27; 4,1–5,4; 6,11; 12,1-20; 21,11-12.23-28; 24,15-23; 33,10-11.17.20; 37,15-20.

  • Alegorias, metáforas: 15; 16; 17; 19; 21,1-10; 22,17-22; 23; 24,1-14; 26,15-21; 27; 28-11-19; 31; 32,1-16.17-32.

  • Apocalipse: 38,1–39,22.

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Estrutura do Livro de Ezequiel

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A estrutura da obra é antitética, colocando em oposição dois projetos.

De um lado, está a comunidade passada, vítima do julgamento divino e cujo catálogo de crimes funciona como antimodelo.

De outro, está a comunidade ideal do futuro, purificada e em benefício de uma relação restaurada com a divindade, funcionando como modelo da comunidade pós-exílica.

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Correspondências entre Ez 1–24 e 33–48

Oráculos de julgamento

contra Israel

Oráculos de restauração para Israel

A glória de Deus abandona o

Templo (8–11)

Sua glória volta ao Templo (43,1-7)

Crítica às montanhas de Israel

(6,1-14)

A fertilidade volta às montanhas de Israel (36,1-15)

Julgamento contra Israel

(20,5-26)

Restauração e renovação de Israel (36,16-38)

Oráculos contra a dinastia de

Davi (17; 19)

Restauração da casa de Davi (34–39; cf. 34,23-24; 37,24-25)

Rompimento da Aliança (16;

17; 20)

Restauração da Aliança (34–39; cf. 34,25; 37,26)

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O plano do Livro de Ezequiel

NIHAN, Christophe. Ezequiel. in Antigo Testamento – História, Escritura e Teologia. São Paulo: Edições Loyola, 2010, p. 440-443

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A. Julgamento de Jerusalém e das nações (1–32)

I. Oráculos de julgamento contra Israel

(1–24)

II. Oráculos de julgamento contra as nações

(25–32)

B. Oráculos sobre a restauração de Jerusalém e de

Judá/Israel (33–48)

I. Oráculos sobre a restauração do povo e da terra

(33–39)

II. Últimas visões: restauração do Templo, do

príncipe e da terra (40–48)

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A.I. Oráculos de julgamento contra Israel (1–24)

(Exceções: 6,8-10; 11,14-21; 16,59-63; 17,22-24; 20,32-44)

1 – 3 Introdução (1,1-3), visão inaugural (1,4-28) e

envio em missão (2,1–3,27); 3,16-21: o profeta é

encarregado de advertir o povo (O relato duplicado

(3,16-21 e 33,1-9) serve de inclusão para 3,16–33,33).

4 – 7 Primeiras profecias contra os habitantes de Jerusalém

4,1–5,4 Atos simbólicos anunciam a destruição da cidade

5,5-17 Oráculo contra Jerusalém infiel e rebelde

6,1-14 Oráculo contra as montanhas de Israel, os lugares

altos e as cidades da terra

7,1-27 Anúncio do fim iminente

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8 – 11 Nova visão: a glória divina deixa o Templo de Jerusalém

8,1-3 Visão inaugural: o profeta, que reside em Babilônia,

é levado pela divindade ao Templo de Jerusalém

8,4-18 Descrição das abominações cultuais cometidas no

Templo de Jerusalém

9,1–10,22 Castigo da cidade e partida da divindade, que

deixa o Templo (cf. 10,18-22)

11,1-13 Oráculo contra os chefes da cidade

11,14-21 Primeiro anúncio da reunião final de Israel

11,22-25 A glória divina deixa a cidade de Jerusalém em

direção da Babilônia

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12 – 24 Coleção de oráculos de julgamento contra os habitantes de

Jerusalém e seus reis, e de lembranças históricas da

apostasia de Israel/Jerusalém sob a forma de alegoria

12,1-20 Oráculos anunciam o exílio do povo e sua dispersão

entre as nações (12,8-16), enquadrados por dois atos

simbólicos (12,1-7 e 12,17-20)

12,21–14,11 Série de oráculos sobre a verdadeira e a falsa profecia

(13: Contra falsos profetas e profetisas)

14,12-23 INSTRUÇÃO sobre a justiça divina e a responsabilidade

pessoal

15 Parábola sobre a destruição dos habitantes de Jerusalém

16 ALEGORIA sobre a história da idolatria de Jerusalém

(cf. 20; 23)

17 Parábola sobre os reis de Jerusalém

18 NOVA INSTRUÇÃO sobre a justiça divina e a

responsabilidade pessoal

19 Lamentação fúnebre sobre os reis de Jerusalém

20 Lembrança histórica da idolatria de Israel desde a época

do Êxodo (20,1-31) e anúncio do restabelecimento futuro

de Israel sobre sua terra (20,32-44)

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21 Coleção de oráculos anunciando a vinda da espada

sobre o Negueb (21,1-5), a terra de Israel (21,6-10), o

povo e seus chefes (21,13-22, Jerusalém (21,23-32) e

os amonitas (21,33-37)

22 Oráculos divinos contra os crimes de Jerusalém e a

profanação da cidade

23 Nova ALEGORIA sobre a história da idolatria de

Samaria e de Jerusalém, paralelo ao capítulo 16

24,1-14 Último oráculo contra Jerusalém e novo anúncio da

destruição total da cidade

24,15-23 Ato simbólico do profeta: nada de luto pela destruição

de Jerusalém

24,24-27 Anúncio da realização iminente dos oráculos que anunciaram a destruição da cidade

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A. Julgamento de Jerusalém e das nações (1–32)

I. Oráculos de julgamento contra Israel

(1–24)

II. Oráculos de julgamento contra as nações

(25–32)

B. Oráculos sobre a restauração de Jerusalém e de

Judá/Israel (33–48)

I. Oráculos sobre a restauração do povo e da terra

(33–39)

II. Últimas visões: restauração do Templo, do

príncipe e da terra (40–48)

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A.II. Oráculos de julgamento contra as nações (25–32)

[A restauração (33–48) é possível porque Deus deslocou o julgamento de Israel (4–24) para o julgamento das nações (25–32)]

25 Oráculo contra os vizinhos imediatos de Judá: Amon,

Moab, Edom (+ 35) e filisteus

26 – 28 Oráculos contra as cidades fenícias: Tiro e Sidon

26 Oráculo contra a cidade de Tiro

27 Lamentação sobre a cidade de Tiro

28,1-9 Oráculos contra o príncipe de Tiro

28,20-23 Oráculo contra Sidon

28,24-26 Promessa de libertação para Israel

(é o centro literário de Ez 25–32).

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29 – 32 Oráculos contra o Egito

29,1-16 Profecia contra Faraó

29,17-21 Oráculos contra o Egito: saque da terra pelos

exércitos do rei de Babilônia

30,1-19 O Dia do Senhor: anúncio da destruição total do Egito

30,20-26 Anúncio da derrota do Faraó contra o rei de

Babilônia

31 Parábola do grande cedro: a queda de Faraó

32,1-16 Lamentação fúnebre sobre o Faraó

32,17-32 Lamentação fúnebre sobre o Egito

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A. Julgamento de Jerusalém e das nações (1–32)

I. Oráculos de julgamento contra Israel

(1–24)

II. Oráculos de julgamento contra as nações

(25–32)

B. Oráculos sobre a restauração de Jerusalém e de

Judá/Israel (33–48)

I. Oráculos sobre a restauração do povo e da terra

(33–39)

II. Últimas visões: restauração do Templo, do

príncipe e da terra (40–48)

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B.I. Oráculos de restauração do povo e da terra (33–39)

33,1-20 O profeta é encarregado de advertir o povo (cf. 3,16-21);

nova instrução sobre a justiça divina e a

responsabilidade pessoal

33,21-22 Chegada do sobrevivente que anuncia a queda de

Jerusalém (vv. 21-22 marcam a virada entre as duas

grandes partes do livro: 1 – 32 e 33 – 48)

33,23-29 Oráculo contra a terra: aniquilamento total dos

habitantes

33,30-33 Oráculo contra o povo que não escuta

34,1-16 Oráculo contra os chefes (pastores) de Israel: de agora

em diante, o próprio Senhor vai dirigir seu rebanho

[34–39: Oráculos justapostos (ver slide subsequente)]

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34,17-31 Julgamento do rebanho e restauração sobre a terra de

Israel

35 Oráculo contra as montanhas de Seir (Edom; cf. 25,12-14)

36,1-15 Oráculos sobre as montanhas de Israel: volta da

fertilidade na terra

36,16-38 Reunião do povo disperso entre as nações;

restauração nacional e renovação espiritual

37,1-14 Nova visão: as ossadas revividas

37,15-28 Restauração do reino davídico: um rei, uma terra, um

santuário

38,1–39,22 Anúncio da vitória final do Senhor sobre Gog, príncipe

de Magog

39,23-29 Síntese final: Julgamento e restauração de Israel por

Deus

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Ez 34–39: Oráculos justapostos (Denúncia/anúncio)

- 34,1-10: Contra os pastores opressores;

+ 34,11-31: Promessas de resgate sob um só pastor.

- 35: Oráculo contra Edom;

+ 36,1-15: Anúncio de restauração para Israel.

- 36,16-20: O mau comportamento do povo;

+ 36,21-38: Restauração de Israel na Judeia.

- + 37,1-14: Morte e ressurreição de um povo (centro).

- + 37,15-28: Antigas divisões dão lugar à unidade.

- + 38–39: A poderosa nação do norte não vencerá o frágil

povo de Israel e será sepultada.

(Ez 38–39: Como a Babilônia não consta entre os oráculos

contra as nações, pode ser este o oráculo contra sua capital

Babel, substituindo, no alfabeto hebraico, as consoantes de

BaBeL pela consoante posterior (GGMGG: BBLBB = BaBeL,

lido nos dois sentidos). Na época da sexta edição (ver acima),

é possível que se referisse a Alexandre Magno).

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A. Julgamento de Jerusalém e das nações (1–32)

I. Oráculos de julgamento contra Israel

(1–24)

II. Oráculos de julgamento contra as nações

(25–32)

B. Oráculos sobre a restauração de Jerusalém e de

Judá/Israel (33–48)

I. Oráculos sobre a restauração do povo e da terra

(33–39)

II. Últimas visões: restauração do Templo, do

príncipe e da terra (40–48)

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B.II. Restauração do Templo, do príncipe e da terra (40–48)

40,1-4 Introdução

40,5–42,20 Descrição do novo Templo

43,1-12 O retorno da glória ao Templo (cf. 11,22-25) e

a santidade do santuário

43,13-27 Descrição do altar

44 Regras para o novo santuário: o príncipe, os levitas e

os sacerdotes

45,1-8 Os territórios reservados ao santuário, aos sacerdotes, aos levitas, à cidade (Jerusalém) e ao príncipe

45,9–46,18 Direitos e deveres do príncipe

46,19-24 As cozinhas do Templo

47,1-12 A fonte de água viva que sai do Templo (cf. Ap 21,1-5)

47,13-20 Descrição das novas fronteiras da terra

47,21–48,29 Divisão da terra entre as tribos de Israel

48,30-35 Descrição das portas de Jerusalém, cidade aberta