Livro de Ezequiel
(Atuação do profeta Ezequiel: 592-571 a.C.)
O grupo de Ezequiel (sacerdotes e escribas da casa de Davi) reconhece a tragédia do Exílio como castigo pela infidelidade (Ez 11,1-13).��Dizem que Javé abandonou o Templo e foi morar com a aristocracia, os primeiros exilados (Ez 10,18-22; 11,22-23), o verdadeiro Israel e herdeiro da terra santa (Ez 11,3.14-18).��Os exilados nobres devem manter-se puros no meio dos impuros (Ez 20; 23), observando a lei de pureza para receber a bênção (Ez 37,23; Dt 28,1-46).��No pós-exílio, a ideia de pureza se torna o núcleo da teologia dos teocratas. O que dá identidade ao povo eleito são: etnia pura, leis de pureza, circuncisão, sábado (Esd 9,1 a 10,17; Lv 17,1 a 24,23).
Javé trará os exilados de volta à terra, desde que sejam fiéis à lei (Ez 20,42). Por isso, o grupo de Ezequiel critica os pobres da terra, os remanescentes (Ez 11,15; 33,23-29; diferentemente de Jr 39,10; 40,7; 52,16).��Com ênfase na retomada da terra, o grupo de Ezequiel elabora o projeto de restauração: reunificação dos reinos sob um único pastor (Ez 37,15-22); aliança eterna com Deus (Ez 16,60; 37,26a); restauração do Templo e do culto (Ez 37,26b-28).��Após o exílio, um grupo da segunda geração dessa aristocracia exilada, agora chamado de golá (deportados que voltaram), retorna para Judá e estabelece a teocracia sob as ordens do império persa, que não permitiu a restauração da casa de Davi (Esd 7,25-26; Zc 1 a 8).
Ezequiel
Deus há de fortalecer
Aleijadinho
Congonhas do Campo,
Minas Gerais
Ezequiel: de sacerdote do Templo a
profeta entre a elite deportada
(É a voz da aristocracia exilada em 597 a.C.)
Ezequiel estava entre os prisioneiros de guerra de
597 a.C.
Era sacerdote (1,3) da linhagem de Sadoc e, quando
ainda estava em Jerusalém, atuava no Templo.
Por isso, foi levado junto com o primeiro grupo de reféns para a Babilônia, pois pertencia à nobreza de Jerusalém.
Era casado e ficou viúvo pouco antes da queda
de Jerusalém (24,15ss).
Presença de Javé em meio
aos reféns na Babilônia
Ezequiel atuou em meio aos cativos na Babilônia, onde foi profeta da primeira geração de deportados.
Foi também o primeiro profeta fora da terra da
promessa. Percebeu a presença de Javé em meio
aos reféns na Babilônia (3,23), espaço de poder das
divindades mesopotâmicas. Ezequiel anunciou que
Javé era solidário com prisioneiros de guerra no
centro do império opressor.
Assim como descreve simbolicamente a saída de
Javé do Templo e de Jerusalém (10–11),
transferindo-se para a Caldeia, região sul da Babilônia, Ezequiel igualmente relata o retorno de Deus ao Templo que seria reconstruído (43,1-12).
A nobreza exilada forma o verdadeiro Israel
Por um lado, essa experiência teológica de Ezequiel foi fundamental para a vida dos deportados.
Por outro, analisando na perspectiva dos
remanescentes, pode-se dizer que o grupo
representado por Ezequiel desprezou os que ficaram em Judá, pois faz questão de dizer que Deus os deixou. Ele foi levado junto com os nobres deportados, que se consideravam o verdadeiro Israel. Assim, Ezequiel legitimou, em nome de Deus, a violência contra os “samaritanos” no pós-exílio (cf. Eclo 50,25-26).
Processo de formação do Livro do
profeta Ezequiel em seis edições
NIHAN, Christophe. Ezequiel. in Antigo Testamento – História, Escritura e Teologia. São Paulo: Edições Loyola, 2010, p. 447-453
É a edição palestina que correu entre a deportação da nobreza (597 a.C.) e a queda de Jerusalém (586 a.C.). São oráculos dirigidos aos governantes de Jerusalém, que são duramente criticados.
A grosso modo, essa edição corresponde aos capítulos 1 a 24, que sofreram acréscimos e retoques nas releituras posteriores.
Além de narrar vocação do profeta (1–3), o livro apresenta o grande julgamento de Javé sobre o Estado de Judá, sobre Jerusalém e o Templo, bem como sobre as autoridades ainda instaladas sobre o monte Sião (4–24). O tema dominante desses capítulos é ameaça de castigo.
Primeira edição
É a redação pró-repatriados, parte da segunda geração da nobreza exilada que retornou depois que Ciro derrotou os babilônios em 539 a.C.
Além de reler a edição palestina, há uma ênfase em apresentar a aristocracia deportada em 597 a.C. como o único Israel legítimo (11,15; cf. 33,24). Essa edição é feita no início do período persa (a partir de 539 a.C.).
Segunda edição
Deus abandona os remanescentes e migra para junto dos exilados (8–11).
Agora repatriados, eles propõem a restauração da monarquia davídica, colocando sua esperança em Zorobabel, neto do rei Joaquin também chamado de Jeconias, que fora deportado por Nabucodonosor em 597 a.C. (2Rs 24,10-17; 1Cr 3,16-19).
Zorobabel ainda é citado em Esdras (2,2; 3,2.8;
4,2-3; 5,2), Neemias (7,7; 12,1.47), Ageu ( 1,1.12.14; 2,2-4.21-23) e Zacarias (4,6-10).
Mas esse projeto fracassou, uma vez que os persas não permitiram a restauração desse reinado.
A parte principal da edição pró-repatriados são os capítulos 33–37 (cf. 35,1–36,15; 37,25-28).
É a releitura pró-diáspora (dispersão). Anuncia que a restauração será universal, será para todos os judaítas exilados entre as nações. Em perspectiva escatológica, anuncia o destino deles na reunião final em Israel (6,8-10; 11,16-21; 12,15-16; 20,32-44; 28,25-26; 34,1-15; 36,16-23; 37,21).
Eles serão reunidos pela força de Deus, cujo nome é santo. Nisso, essa releitura tem parentesco com a literatura sacerdotal no Pentateuco, especialmente com a Lei de Santidade (Lv 17–26).
Essa edição deve ser da segunda metade do V séc.
Terceira edição
A quarta edição introduz a coleção de oráculos contra as nações (25–32). Javé julga Amon, Moab, Edom, a Filisteia, a Fenícia e o Egito.
Tem parentesco com a terceira edição (28,20-26; 29,10-16; 30,23.26). Também deve ser do final do V séc.
A inserção desses capítulos entre 1–24 e 33–48 visa anunciar a restauração de Israel em meio ao julgamento universal das nações.
É provável que o fato de Ezequiel não criticar a Babilônia seja por considerar os babilônios como instrumento de Deus para castigar Israel, como também pensava o profeta Jeremias (Jr 25,9; 27,6).
Quarta edição
Essa edição é feita em torno de 400 a.C., acrescentando os capítulos 40–48.
Seus editores devem ser dos mesmos círculos de sacerdotes e levitas que fizeram a edição final do Pentateuco e da História Cronista. Compare, por exemplo, 47,13-33 com Nm 34,1-12.
Essa edição pretende legitimar, na teocracia pós-exílica, a força:
Quinta edição
Os editores dessa edição fazem acréscimos tardios no período helenista (III séc.).
Provavelmente são dessa época:
Obs.: O Livro de Ezequiel deve ser lido como programa social, político e, sobretudo, religioso de sacerdotes, levitas e escribas das épocas persa e helenista.
Sexta edição
Conteúdos centrais
Conteúdos centrais
Ez 1–3; cf. 3,22-24
Javé abandona o Templo (10,18-22) e
Jerusalém (11,23-25) e vai para junto
dos exilados.
Conteúdos centrais
2. Ameaças de destruição para Judá,
Jerusalém e o Templo.
em Judá (cf. Jr 29,4-7).
Conteúdos centrais
3. Projeto de restauração para Israel e Judá.
Ez 36,24-28: Anuncia a renovação da Aliança.
Ez 37: Esperança e a utopia.
Ez 34–40: Teocracia sacerdotal do segundo
Templo.
(Principais ênfases do projeto: próximos slides)
3 - Projeto de restauração para Israel e Judá
Principais ênfases do projeto:
3. A organização na terra santa
A - Novo rei de um estado unificado e
autônomo: Ez 34,1-22; 45,8.
B - Novo Templo sob o controle dos
sacerdotes (Teocracia sacerdotal da
época de Esdras).
(próximos slides)
A - Um novo estado sob o comando de um rei
B - Um novo Templo sob o controle de sacerdotes
(Ez 37,26-28; 40–48: espécie de maquete do novo Templo)
“Planta” do novo Templo de Ez 40–48:
B - Um novo Templo sob o controle de sacerdotes
(Ez 37,26-28; 40–48: espécie de maquete do novo Templo)
“Planta” do novo Templo de Ez 40–48:
Conteúdos centrais
4. Chamado à conversão e transformação
do coração e do espírito (Um novo
coração e um novo espírito: 11,19; 18,31;
36,26 (cf. Sl 5,12-14; Jr 4,4; 31,31-34)
vivendo a nova e definitiva Aliança
(34,25.30-31; 36,28; 37,23-27).
Marcas teológicas
particulares de Ezequiel
As narrativas do “povo eleito” e da “terra prometida” são, hoje, os fundamentos de um estado sionista genocida a serviço dos interesses de um império decadente).
Gêneros literários
da obra de Ezequiel
- 1–3 (cf. 1,1): A teofania de Deus num carro
resplandecente;
- 8–11 (cf. 8,3): A glória de Javé abandona o Templo;
- 37,1-14: Vale de ossos secos;
- 40–48 (cf. 40,2): Restauração do povo e retorno da
glória de Javé ao Templo.
Estrutura do Livro de Ezequiel
A estrutura da obra é antitética, colocando em oposição dois projetos.
De um lado, está a comunidade passada, vítima do julgamento divino e cujo catálogo de crimes funciona como antimodelo.
De outro, está a comunidade ideal do futuro, purificada e em benefício de uma relação restaurada com a divindade, funcionando como modelo da comunidade pós-exílica.
Correspondências entre Ez 1–24 e 33–48 | |
Oráculos de julgamento contra Israel | Oráculos de restauração para Israel |
A glória de Deus abandona o Templo (8–11) | Sua glória volta ao Templo (43,1-7) |
Crítica às montanhas de Israel (6,1-14) | A fertilidade volta às montanhas de Israel (36,1-15) |
Julgamento contra Israel (20,5-26) | Restauração e renovação de Israel (36,16-38) |
Oráculos contra a dinastia de Davi (17; 19) | Restauração da casa de Davi (34–39; cf. 34,23-24; 37,24-25) |
Rompimento da Aliança (16; 17; 20) | Restauração da Aliança (34–39; cf. 34,25; 37,26) |
O plano do Livro de Ezequiel
NIHAN, Christophe. Ezequiel. in Antigo Testamento – História, Escritura e Teologia. São Paulo: Edições Loyola, 2010, p. 440-443
A. Julgamento de Jerusalém e das nações (1–32)
I. Oráculos de julgamento contra Israel
(1–24)
II. Oráculos de julgamento contra as nações
(25–32)
B. Oráculos sobre a restauração de Jerusalém e de
Judá/Israel (33–48)
I. Oráculos sobre a restauração do povo e da terra
(33–39)
II. Últimas visões: restauração do Templo, do
príncipe e da terra (40–48)
A.I. Oráculos de julgamento contra Israel (1–24)
(Exceções: 6,8-10; 11,14-21; 16,59-63; 17,22-24; 20,32-44)
1 – 3 Introdução (1,1-3), visão inaugural (1,4-28) e
envio em missão (2,1–3,27); 3,16-21: o profeta é
encarregado de advertir o povo (O relato duplicado
(3,16-21 e 33,1-9) serve de inclusão para 3,16–33,33).
4 – 7 Primeiras profecias contra os habitantes de Jerusalém
4,1–5,4 Atos simbólicos anunciam a destruição da cidade
5,5-17 Oráculo contra Jerusalém infiel e rebelde
6,1-14 Oráculo contra as montanhas de Israel, os lugares
altos e as cidades da terra
7,1-27 Anúncio do fim iminente
8 – 11 Nova visão: a glória divina deixa o Templo de Jerusalém
8,1-3 Visão inaugural: o profeta, que reside em Babilônia,
é levado pela divindade ao Templo de Jerusalém
8,4-18 Descrição das abominações cultuais cometidas no
Templo de Jerusalém
9,1–10,22 Castigo da cidade e partida da divindade, que
deixa o Templo (cf. 10,18-22)
11,1-13 Oráculo contra os chefes da cidade
11,14-21 Primeiro anúncio da reunião final de Israel
11,22-25 A glória divina deixa a cidade de Jerusalém em
direção da Babilônia
12 – 24 Coleção de oráculos de julgamento contra os habitantes de
Jerusalém e seus reis, e de lembranças históricas da
apostasia de Israel/Jerusalém sob a forma de alegoria
12,1-20 Oráculos anunciam o exílio do povo e sua dispersão
entre as nações (12,8-16), enquadrados por dois atos
simbólicos (12,1-7 e 12,17-20)
12,21–14,11 Série de oráculos sobre a verdadeira e a falsa profecia
(13: Contra falsos profetas e profetisas)
14,12-23 INSTRUÇÃO sobre a justiça divina e a responsabilidade
pessoal
15 Parábola sobre a destruição dos habitantes de Jerusalém
16 ALEGORIA sobre a história da idolatria de Jerusalém
(cf. 20; 23)
17 Parábola sobre os reis de Jerusalém
18 NOVA INSTRUÇÃO sobre a justiça divina e a
responsabilidade pessoal
19 Lamentação fúnebre sobre os reis de Jerusalém
20 Lembrança histórica da idolatria de Israel desde a época
do Êxodo (20,1-31) e anúncio do restabelecimento futuro
de Israel sobre sua terra (20,32-44)
21 Coleção de oráculos anunciando a vinda da espada
sobre o Negueb (21,1-5), a terra de Israel (21,6-10), o
povo e seus chefes (21,13-22, Jerusalém (21,23-32) e
os amonitas (21,33-37)
22 Oráculos divinos contra os crimes de Jerusalém e a
profanação da cidade
23 Nova ALEGORIA sobre a história da idolatria de
Samaria e de Jerusalém, paralelo ao capítulo 16
24,1-14 Último oráculo contra Jerusalém e novo anúncio da
destruição total da cidade
24,15-23 Ato simbólico do profeta: nada de luto pela destruição
de Jerusalém
24,24-27 Anúncio da realização iminente dos oráculos que anunciaram a destruição da cidade
A. Julgamento de Jerusalém e das nações (1–32)
I. Oráculos de julgamento contra Israel
(1–24)
II. Oráculos de julgamento contra as nações
(25–32)
B. Oráculos sobre a restauração de Jerusalém e de
Judá/Israel (33–48)
I. Oráculos sobre a restauração do povo e da terra
(33–39)
II. Últimas visões: restauração do Templo, do
príncipe e da terra (40–48)
A.II. Oráculos de julgamento contra as nações (25–32)
[A restauração (33–48) é possível porque Deus deslocou o julgamento de Israel (4–24) para o julgamento das nações (25–32)]
25 Oráculo contra os vizinhos imediatos de Judá: Amon,
Moab, Edom (+ 35) e filisteus
26 – 28 Oráculos contra as cidades fenícias: Tiro e Sidon
26 Oráculo contra a cidade de Tiro
27 Lamentação sobre a cidade de Tiro
28,1-9 Oráculos contra o príncipe de Tiro
28,20-23 Oráculo contra Sidon
28,24-26 Promessa de libertação para Israel
(é o centro literário de Ez 25–32).
29 – 32 Oráculos contra o Egito
29,1-16 Profecia contra Faraó
29,17-21 Oráculos contra o Egito: saque da terra pelos
exércitos do rei de Babilônia
30,1-19 O Dia do Senhor: anúncio da destruição total do Egito
30,20-26 Anúncio da derrota do Faraó contra o rei de
Babilônia
31 Parábola do grande cedro: a queda de Faraó
32,1-16 Lamentação fúnebre sobre o Faraó
32,17-32 Lamentação fúnebre sobre o Egito
A. Julgamento de Jerusalém e das nações (1–32)
I. Oráculos de julgamento contra Israel
(1–24)
II. Oráculos de julgamento contra as nações
(25–32)
B. Oráculos sobre a restauração de Jerusalém e de
Judá/Israel (33–48)
I. Oráculos sobre a restauração do povo e da terra
(33–39)
II. Últimas visões: restauração do Templo, do
príncipe e da terra (40–48)
B.I. Oráculos de restauração do povo e da terra (33–39)
33,1-20 O profeta é encarregado de advertir o povo (cf. 3,16-21);
nova instrução sobre a justiça divina e a
responsabilidade pessoal
33,21-22 Chegada do sobrevivente que anuncia a queda de
Jerusalém (vv. 21-22 marcam a virada entre as duas
grandes partes do livro: 1 – 32 e 33 – 48)
33,23-29 Oráculo contra a terra: aniquilamento total dos
habitantes
33,30-33 Oráculo contra o povo que não escuta
34,1-16 Oráculo contra os chefes (pastores) de Israel: de agora
em diante, o próprio Senhor vai dirigir seu rebanho
[34–39: Oráculos justapostos (ver slide subsequente)]
34,17-31 Julgamento do rebanho e restauração sobre a terra de
Israel
35 Oráculo contra as montanhas de Seir (Edom; cf. 25,12-14)
36,1-15 Oráculos sobre as montanhas de Israel: volta da
fertilidade na terra
36,16-38 Reunião do povo disperso entre as nações;
restauração nacional e renovação espiritual
37,1-14 Nova visão: as ossadas revividas
37,15-28 Restauração do reino davídico: um rei, uma terra, um
santuário
38,1–39,22 Anúncio da vitória final do Senhor sobre Gog, príncipe
de Magog
39,23-29 Síntese final: Julgamento e restauração de Israel por
Deus
Ez 34–39: Oráculos justapostos (Denúncia/anúncio)
- 34,1-10: Contra os pastores opressores;
+ 34,11-31: Promessas de resgate sob um só pastor.
- 35: Oráculo contra Edom;
+ 36,1-15: Anúncio de restauração para Israel.
- 36,16-20: O mau comportamento do povo;
+ 36,21-38: Restauração de Israel na Judeia.
- + 37,1-14: Morte e ressurreição de um povo (centro).
- + 37,15-28: Antigas divisões dão lugar à unidade.
- + 38–39: A poderosa nação do norte não vencerá o frágil
povo de Israel e será sepultada.
(Ez 38–39: Como a Babilônia não consta entre os oráculos
contra as nações, pode ser este o oráculo contra sua capital
Babel, substituindo, no alfabeto hebraico, as consoantes de
BaBeL pela consoante posterior (GGMGG: BBLBB = BaBeL,
lido nos dois sentidos). Na época da sexta edição (ver acima),
é possível que se referisse a Alexandre Magno).
A. Julgamento de Jerusalém e das nações (1–32)
I. Oráculos de julgamento contra Israel
(1–24)
II. Oráculos de julgamento contra as nações
(25–32)
B. Oráculos sobre a restauração de Jerusalém e de
Judá/Israel (33–48)
I. Oráculos sobre a restauração do povo e da terra
(33–39)
II. Últimas visões: restauração do Templo, do
príncipe e da terra (40–48)
B.II. Restauração do Templo, do príncipe e da terra (40–48)
40,1-4 Introdução
40,5–42,20 Descrição do novo Templo
43,1-12 O retorno da glória ao Templo (cf. 11,22-25) e
a santidade do santuário
43,13-27 Descrição do altar
44 Regras para o novo santuário: o príncipe, os levitas e
os sacerdotes
45,1-8 Os territórios reservados ao santuário, aos sacerdotes, aos levitas, à cidade (Jerusalém) e ao príncipe
45,9–46,18 Direitos e deveres do príncipe
46,19-24 As cozinhas do Templo
47,1-12 A fonte de água viva que sai do Templo (cf. Ap 21,1-5)
47,13-20 Descrição das novas fronteiras da terra
47,21–48,29 Divisão da terra entre as tribos de Israel
48,30-35 Descrição das portas de Jerusalém, cidade aberta