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DCNTs

Complexidades e repercussões

ESTÊVÃO ROLIM

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Visão geral

O que fazer

Sementes

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DCNT: Complexidades e repercussões para o cuidado em saúde

Área de Medicina Social

Saúde da Família e Comunidade 2

Estêvão Rolim

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Doenças Crônicas Não Transmissíveis

Patologias de caráter não infeccioso, de início, em geral, insidioso e curso arrastado, muito frequentemente relacionadas ao ambiente e estilo de vida de seu portador.

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Condições Crônicas

As Condições Crônicas englobam as DCNT e as doenças de caráter infectocontagioso que, por características de seu tratamento e evolução de história da doença, evoluem ao longo de muito tempo, como a infecção pelo HIV, algumas formas de Tuberculose, além das condições de deficiências física e mental, dos sofrimentos psíquicos e dos padrões de sofrimento crônico, para os quais não se encontram explicações a partir do modelo biomédico (LORIG et al, 2006).

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Por que observar estas condições com atenção?

  • 35 milhões de mortes no mundo por DCNT
  • 60% dos óbitos previstos
  • O dobro das mortes por DIC – incluindo AIDS, TB e malária mais as mortes relacionadas ao parto, puerpério e RN’s e mais todas as mortes por deficiências nutricionais.
  • Espera-se o crescimento de 10% do número total de mortes por DCNT em 10 anos.

(WHO, 2005)

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Razões para o aumento da “carga” das DCNT

  • O desenvolvimento social e econômico brasileiros;
  • O envelhecimento*;
  • A resolução de parte dos problemas de saúde pública diminuíram a mortalidade relacionada às doenças infectocontagiosas**;
  • A exposição a outros fatores de risco para DCNT aumenta a mortalidade por este grupo de doenças (CHAIMOWICZ, 1997).

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* O envelhecimento

“ A vida também cabe na classificação de doença sexualmente transmissível e com 100% de letalidade...”

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**Carga de doença no Brasil

  • As mudanças:
      • Substituição das doenças transmissíveis pelas doenças não transmissíveis;
      • Deslocamento da carga de morbi-mortalidade dos grupos mais jovens para os mais idosos;
      • Diminui o peso da mortalidade e aumenta o peso da morbidade.
  • Em parte por razões relacionadas às condições de saúde e, em parte, às condições sociais e do sistema de saúde. (SCHARAMM et al., 2004)

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**Carga de doença no Brasil

  • DALY’s = YLL (morte prematura) + YLD (anos de vida perdidos por incapacidades)
  • 66% destes anos perdidos, ajustados por incapacidade.

Transtornos neuropsiquiátricos (19%),

Doenças cardiovasculares (13%),

Doenças respiratórias crônicas (8%),

Cânceres (6%),

Doenças musculoesqueléticas (6%),

Diabetes (5%)

(SCHARAMM et al., 2004)

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A epidemia de DCNT. �O que fazer?

  • 80% das mortes prematuras por AVC e IAM são evitáveis;
  • 80% das mortes prematuras por DM2 são evitáveis;
  • 40% das mortes prematuras por neoplasias são evitáveis;
  • As DCNT estão relacionadas a fatores de risco em comum: obesidade, tabagismo, sedentarismo, dislipidemia e uso abusivo de álcool

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A epidemia de DCNT. �O que fazer?

  • Reformar os Sistemas de Saúde; o incremento potencial no cuidado às DCNT projeta aumento de gastos em saúde, por estar associado à veloz e progressiva incorporação de novas tecnologias biomédicas e aos altos custos do modelo ‘hospitalocêntrico’ e, ainda, ao aumento quantitativo da demanda neste setor, (MENDES, 2012).

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Cuidados Inovadores para Condições Crônicas - CICC

  • A OMS propõe avaliar experiências mundiais de cuidados às condições crônicas que superem dificuldades que ela dimensiona em níveis micro (doente e sua família); meso (das organizações de saúde e comunidades) e em nível macro ( das políticas de saúde). (OMS, 2003)

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Questões “Micro”

  • Pouca autonomia no gerenciamento de doenças;
  • Dificuldade em adotar mudanças no estilo de vida;
  • Desinformação em relação à grande potencia da adoção de estilo de Vida Saudável para o controle das DCNT.

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Questões “Meso”

  • Desvalorização do vínculo e da interação com os usuários dos sistemas de saúde como potentes ferramentas de cuidado às DCNT;
  • A prática clínica não é orientada por evidências científicas, expondo as organizações de saúde à adoção de métodos de cuidado potencialmente mais caros e ineficazes;
  • Desorganização dos Sistemas de Informação, que impede produção e avaliação de dados dos Sistemas de Saúde;
  • Falta de conexão intersetorial para o planejamento de oferta de serviços e ações.

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Questões “Macro”

  • Adoção de políticas e projetos arcaicos, desconectados das reais demandas em saúde atuais;
  • Investimentos em saúde pouco custo efetivos, que são influenciados por interesses corporativos e privados do complexo médico industrial;
  • Padrões de monitoramento e avaliação insuficientes;
  • Não investimento de práticas de educação continuada.

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Modelo de Atenção às Condições Crônicas

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Mudanças para APS

Modelo Tradicional de Gestão para APS

Modelo Ideal para APS moderna e resolutiva

  • Provisão de um pacote básico de intervenções sanitárias e de medicamentos essenciais focados em populações rurais pobres
  • Transformação e regulação do sistema de atenção à saúde, buscando o acesso universal e a proteção social em saúde.

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Mudanças para APS

Modelo Tradicional de Gestão para APS

Modelo Ideal para APS moderna e resolutiva

  • Concentração em mães e crianças
  • Atenção à toda população

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Mudanças para APS

Modelo Tradicional de Gestão para APS

Modelo Ideal para APS moderna e resolutiva

  • Foco em doenças selecionadas, especialmente condições agudas de natureza infecciosa
  • Resposta às necessidades e expectativas das pessoas em relação a um conjunto amplo de riscos e de doenças

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Mudanças para APS

Modelo Tradicional de Gestão para APS

Modelo Ideal para APS moderna e resolutiva

  • Melhoria do saneamento e da educação em saúde no nível local
  • Promoção de comportamentos e estilos de vida saudáveis e mitigação dos danos sociais e ambientais sobre a saúde

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Mudanças para APS

Modelo Tradicional de Gestão para APS

Modelo Ideal para APS moderna e resolutiva

  • Gestão da escassez
  • Crescimento dos recursos de saúde rumo à cobertura universal

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Mudanças para APS

Modelo Tradicional de Gestão para APS

Modelo Ideal para APS moderna e resolutiva

  • APS como antítese do hospital
  • APS como coordenadora de uma resposta ampla em todos os níveis de atenção

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Mudanças para APS

Modelo Tradicional de Gestão para APS

Modelo Ideal para APS moderna e resolutiva

  • APS é barata e requer modestos investimentos
  • APS não é barata e requer investimentos consideráveis, mas gera maior valor para o dinheiro investido que todas as alternativas.

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Referências Bibliográficas

  • CHAIMOWICZ, F. A saúde dos idosos brasileiros às vésperas do século 21: problemas, projeções e alternativas. Revista de Saúde Pública 31 (2), pp.184-200, 1997.
  • LORIG, K. et al. Living a healthy life with chronic condition: self-management of heart disease, arthritis, diabetes, asthma, bronchitis, enphysema and others. 3a Ed. Boulder: Bull Publishing Company. 2006.
  • MENDES, E. V. Redes de Atenção à Saúde. Ciência & Saúde Coletiva, 15(5), pp. 2297-2305, 2010.
  • _________. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da consolidação da estratégia da saúde da família. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2012
  • OMS. Organização Mundial da Saúde. Cuidados inovadores para condições crônicas: componentes estruturais de ação: relatório mundial. 2003. Disponível em http://whqlibdoc.who.int/hq/2002/WHO_NMC_CCH_02.01_por.pdf. Acesso em 19/09/2013.
  • _________. Organização Mundial da Saúde. Preventing Chronic Diseases a vital investments. 1ª. ed. Geneva:, 2005.
  • SCHRAMM, J.M.A. et al. Transição epidemiológica e o estudo de carga de doença no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, v.9, n.4, p. 897-908, 2004.