1 of 128

PSICOSES

NA APS

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

2 of 128

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

3 of 128

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

4 of 128

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

5 of 128

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

6 of 128

PSICOSES

NA APS

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

7 of 128

RELEMBRANDO...

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

8 of 128

APS

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

9 of 128

ESF

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

10 of 128

PRIMEIRO CONTATO

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

11 of 128

LONGITUDINALIDADE

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

12 of 128

INTEGRALIDADE

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

13 of 128

COORDENAÇÃO DE CUIDADO

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

14 of 128

OBSERVAÇÕES

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

15 of 128

SINAIS DE ALARME

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

16 of 128

ESPERA PERMITIDA

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

17 of 128

OUTROS

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

18 of 128

PSICOSES

NA APS

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

19 of 128

GUSSO 2019

Capítulo 246

Psicoses

Rodrigo Fonseca Martins Leite

Renato Soleiman Franco

*

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

20 of 128

CASO CLÍNICO

André, 20 anos, solteiro, primeiro grau incompleto, sem profissão, natural de São Paulo (SP), apresenta-se com a queixa de que se sente perseguido pelos vizinhos há 1 mês. Indagado sobre sua história pregressa, relata que vem apresentando isolamento social desde os 15 anos. Nunca teve namorada e sempre se interessou por música e ocultismo. Faz uso eventual de maconha – 2 a 3 cigarros/semana desde os 16 anos. A mãe é superprotetora e tem comportamento crítico verbal bastante evidente em relação à aparência do filho, ao seu retraimento e ao uso de drogas descoberto há 1 mês. Desde então, ele passou a falar sozinho, não se alimentar por temor de ser envenenado, referir que existem câmeras instaladas pelos vizinhos que querem controlá-lo, descuidar de forma importante da higiene e dos cuidados pessoais. Na semana passada, tentou se enforcar em seu quarto, sendo impedido a tempo pelo pai. Os resultados de seus exames são os seguintes:

■ Físico: taquicárdico (p = 120), exoftalmo +/+4, tireoide palpável, emagrecido.

■ Psíquico: vígil, pouco colaborativo na entrevista, irritado, discurso acelerado, ideação delirante de cunho persecutório, humor expansivo, ideação e planejamento suicida.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

21 of 128

2 MINUTOS

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

22 of 128

TRANSTORNOS PSICÓTICOS

Esquizofrenia

Transtorno esquizofreniforme

Transtorno delirante

Transtorno esquizoafetivo

Psicose breve

Transtorno de humor com sintomas psicóticos

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

23 of 128

DOENÇAS ASSOCIADAS

Neurológicas

Endocrinológicas

Metabólicas

Reumatológicas

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

24 of 128

ASPECTOS CHAVE

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

25 of 128

ASPECTOS CHAVE

Deve-se atentar para personalidade pré-mórbida com isolamento social, prejuízo acadêmico e comportamento excêntrico para o grupo etário quando o diagnóstico principal for esquizofrenia.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

26 of 128

ASPECTOS CHAVE

Deve-se observar familiares com altos níveis de emoção expressa – críticas excessivas e superenvolvimento emocional – e considerar o papel da emoção expressa como preditor de recaídas.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

27 of 128

ASPECTOS CHAVE

Abuso de substâncias – pode não ser um diagnóstico de exclusão, mas sim comorbidade. Descartar causas clínicas como sífilis, vírus da imunodeficiência humana (HIV)/Aids, patologias do sistema nervoso central e condições médicas diversas.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

28 of 128

ASPECTOS CHAVE

Risco de suicídio é um sintoma de alerta – uma urgência devido ao risco de consumar o ato, em especial, na vigência de sintomas psicóticos.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

29 of 128

ASPECTOS CHAVE

As condutas farmacológicas e psicossociais iniciais a serem instituídas independem do diagnóstico firmado. Dados retrospectivos

e o seguimento longitudinal são fundamentais para o diagnóstico definitivo e para a readequação da conduta a médio e longo prazo (p. ex., introdução de estabilizadores de humor se houver confirmação de transtorno bipolar).

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

30 of 128

ASPECTOS CHAVE

Após remissão completa ou parcial do quadro psicótico, engajar o paciente e familiares em programa de reabilitação psicossocial multiprofissional de acordo com o projeto terapêutico singular.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

31 of 128

ASPECTOS CHAVE

Estimular mudança de estilo de vida, autonomia e aquisição de comportamentos saudáveis, como interrupção do uso de substâncias, mudanças na dieta, nível de atividade física, busca por trabalho, estudo, relacionamentos, etc.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

32 of 128

GERAL

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

33 of 128

GERAL

Sintomas psicóticos – delírios e/ou alucinações que resultam em prejuízo significativo no cotidiano, na vida social e na autonomia do indivíduo

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

34 of 128

GERAL

Prejuízo do teste da realidade, no qual o indivíduo faz inferências equivocadas sobre a realidade, a partir de suas percepções e pensamentos, mesmo com evidências contrárias

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

35 of 128

GERAL

Estudo britânico com 8.580 respondentes com idades entre 16 e 74 anos sem diagnóstico de transtorno psicótico obteve prevalência de sintomas psicóticos em 5,5% da amostra (REF2)

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

36 of 128

GERAL

Fatores independentes associados aos sintomas foram uso/abuso/dependência de álcool e Cannabis, vitimização, eventos estressores de vida recentes, baixa capacidade intelectual e sintomas neuróticos. (REF2)

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

37 of 128

GERAL

estudo populacional com 38.694 sujeitos encontrou em cerca de 14% dos entrevistados algum grau de sintomas psicóticos. Desde sintomas intensos com delírios e alucinações (1,7%); alucinações (4,5%) e algum tipo de delírio (7,9%). (REF3)

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

38 of 128

GERAL

Continuum entre síndromes psicóticas com ausência de e/ou pequena repercussão funcional e quadros graves associados a risco de auto ou heteroagressividade e prejuízo cognitivo

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

39 of 128

ESQUIZOFRENIA

sintomatologia psicótica sob a forma de delírios e alucinações ou sob a forma de achatamento afetivo, prejuízo de pragmatismo e autonomia.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

40 of 128

ESQUIZOFRENIA

prevalência estimada em torno de 1%,4 não configurando o transtorno psicótico mais prevalente na comunidade, entretanto repercute com grande impacto pessoal, familiar e social.5

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

41 of 128

ESQUIZOFRENIA

As idades mais acometidas são entre 10 e 25 anos para homens e 25 e 35 anos para mulheres.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

42 of 128

ESQUIZOFRENIA

Casos novos são raros antes da puberdade e depois dos 50 anos, sendo raro seu início antes dos 10 ou após os 60 anos.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

43 of 128

ESQUIZOFRENIA

excluir patologias clínicas em que haja acometimento direto ou indireto do sistema nervoso central.

  • Em especial nas psicoses de início tardio – acima dos 40 anos e entre os idosos

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

44 of 128

ESQUIZOFRENIA

instalação aguda, sub aguda ou crônica dos sintomas, flutuação circadiana do quadro, medicações em uso contínuo ou ingesta de substâncias (acidental ou proposital), trauma de crânio, queda e infecção em idosos, convulsões, cefaleia, febre e ao exame físico atentar para sinais neurológicos focais, sinais vitais anormais e nível de consciência.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

45 of 128

ESQUIZOFRENIA

Frequentemente a “confusão mental”, que pode cursar com desorganização da fala e agitação ou inibição comportamental, pode ser interpretada equivocadamente como evidência de transtorno psicótico primário e causas orgânicas subjacentes podem ser negligenciadas na condução do caso

  • ddx: delirium hiperativo ou hipoativo

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

46 of 128

ESQUIZOFRENIA

detalhada história clínica geral-neurológica-psiquiátrica; exame físico geral e neurológico; testagem neuropsicológica; exames laboratoriais (p. ex., hemograma completo, velocidade de hemossedimentação, glicemia, eletrólitos, função tireoidiana, teste de rastreio para uso de substâncias psicoativas; entre outros)

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

47 of 128

ESQUIZOFRENIA

2a escolha* - cariótipo, exame do liquido cefalorraquidiano, eletroencefalografia, polissonografia, potencial evocado, neuroimagem e outros teste laboratoriais como para lúpus, infecções sexualmente transmissíveis, acumulo de metais pesados, carência de vitaminas como B12, folato, demais exames infecciosos, toxicológicos, entre outros.7

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

48 of 128

DIAGNÓSTICO

1) identificação dos sintomas psicóticos

2) caracterização de qual é a causa desses sintomas.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

49 of 128

DELÍRIO

O delírio corresponde a uma alteração do juízo da realidade e corresponde a uma falsa crença baseada em uma dedução incorreta sobra a realidade externa, firmemente sustentada (convicção) a despeito do que quase todos acreditam e a despeito de provas e evidências contrárias

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

50 of 128

DELÍRIO

Essa falsa crença não é aceita culturalmente, e normalmente o indivíduo extrapola os limites que os indivíduos de sua cultura adotam para determinados juízos. Para sua avaliação, podem-se utilizar as dimensões do delírio:

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

51 of 128

DELÍRIO

Qual o grau de convicção? Quais e quantas áreas da vida do indivíduo estão envolvidas pelo delírio? O quanto essas crenças são bizarras ou implausíveis? O quanto são desorganizados ou seguem uma lógica? O quanto há preocupação ou envolvimento do indivíduo nessas crenças? O quanto essas crenças causam impacto no afeto? O quanto há desvio do comportamento em direção ao delírio?

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

52 of 128

DELÍRIO

Quanto maior essa quebra com a realidade, maior a associação com a esquizofrenia.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

53 of 128

ALUCINAÇÃO

As alucinações envolvem alterações da sensopercepção, desse modo podem estar relacionadas aos cinco sentidos.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

54 of 128

ALUCINAÇÃO

alterações do comportamento nas quais há uma quebra importante de um funcionamento prévio, não somente o comportamento em si, mas a crítica que o indivíduo tem em relação a ele são avaliadas.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

55 of 128

ALUCINAÇÃO

O humor e o afeto também são importantes de serem avaliados.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

56 of 128

CAUSAS

condições médicas gerais

uso de substâncias

  • Atentar para oscilações do nível da consciência, que é um forte indicativo de delírio.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

57 of 128

CAUSAS

A crítica em relação aos sintomas é um sinal de que as alterações possam ser secundárias a condições médicas gerais, bem como o sofrimento por estar com esses sintomas.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

58 of 128

CAUSAS

O próximo passo é identificar se há presença ou não de um transtorno do humor (transtorno depressivo ou transtorno afetivo bipolar)

  • transtorno do humor com características psicóticas
  • Cronologia do desenvolvimento dos sintomas psicóticos é essencial.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

59 of 128

CAUSAS

Se não houver essa correlação com os episódios de humor, estará diante de um quadro de esquizofrenia ou de outros transtornos psicóticos.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

60 of 128

ERROS MAIS FREQUENTES

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

61 of 128

ERROS

Dados da literatura e da Organização Mundial da Saúde apontam para um atraso significativo no início de tratamento para os casos de psicose na comunidade, que podem permanecer não tratados por períodos de até dois anos após o início dos sintomas.4 Não existem dados sobre a população brasileira em relação ao atraso no tratamento (treatment gap) de pessoas portadores de psicose.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

62 of 128

ERROS

Nesse cenário, os serviços de atenção primária à saúde (APS) podem desempenhar papel estratégico no aumento da acessibilidade e instituição de tratamento precoce, evitando cronificação e prevenindo eventos adversos, como situações de violência e internações compulsórias. Estudos demonstram que comportamentos de busca de ajuda nos serviços de saúde (health help – seeking behaviour) e maior contato com o médico de família e comunidade nos seis anos anteriores ao desenvolvimento do transtorno mental foram preditores da redução do tempo de psicose não tratada.4

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

63 of 128

OBSERVAÇÕES

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

64 of 128

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

65 of 128

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

66 of 128

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

67 of 128

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

68 of 128

DIAGNÓSTICO

A Classificação Internacional de Atenção Primária (CIAP 2) associa o termo psicose às seguintes condições: esquizofrenia, psicose afetiva (depressão e transtorno bipolar), outras psicoses não especificadas (psicose reativa e psicose puerperal) e outras psicoses orgânicas não especificadas (Delirium). Há também a descrição de psicose no tocante ao abuso crônico de Álcool.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

69 of 128

DIAGNÓSTICO

delírio entra como um critério dentro de sintomas positivos; sendo necessário pelo menos dois sintomas (entre cinco) e um deles deve ser um

sintoma positivo.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

70 of 128

DIAGNÓSTICO

Outra questão considerada como de baixa validade foi a classificação em subtipos (paranoide, desorganizada, catatônica indiferenciada e residual). Na versão atual do DSM essa classificação foi abandonada.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

71 of 128

DIAGNÓSTICO

O transtorno da personalidade esquizotípica também foi incluído dentro dos transtornos do espectro da esquizofrenia.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

72 of 128

DIAGNÓSTICO

CID-11 no capítulo sobre a esquizofrenia e outros transtornos psicóticos primários estão incluídos: esquizofrenia; transtorno esquizoafetivo; transtorno esquizotípico; transtornos psicóticos agudos e transitórios, transtorno delirante; ranstorno psicótico induzido por substâncias; síndrome psicótica secundária; outra esquizofrenia especificada ou outro transtorno psicótico especificado e, por final, esquizofrenia ou outro transtorno psicótico primário não especificado.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

73 of 128

DIAGNÓSTICO

ESPECTRO - CIAP-2

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

74 of 128

DIAGNÓSTICO

  • ESQUIZOFRENIA
  • PSICOSES DE ORIGEM ORGÂNICA
  • OUTRAS PSICOSES

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

75 of 128

DIAGNÓSTICO

diferenciar o transtorno psicótico secundário (por exemplo uma condição médica geral ou neurológica) do primário.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

76 of 128

DIAGNÓSTICO

Entre os transtornos primários considerar que há um espectro, desde sintomas que acompanham o indivíduo ao longo de sua construção de personalidade (transtorno esquizotípico) e formas semelhantes a esquizofrenia com menos sintomas (transtorno delirante) ou com menor duração (transtornos agudos e transitórios e esquizofreniforme). Assim, temos um grande espectro da esquizofrenia e diferencias primários de transtornos mentais, com principalmente, os transtornos do humor, estresse pós traumático e transtorno obsessivo-compulsivo.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

77 of 128

DIAGNÓSTICO

CRITÉRIOS - DSM5

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

78 of 128

DIAGNÓSTICO - A

Dois (ou mais) dos itens a seguir, cada um presente por uma quantidade significativa de tempo durante um período de um mês (ou menos, se tratados com sucesso). Pelo menos um deles deve ser (1), (2) ou (3): 1. Delírios. 2. Alucinações. 3. Discurso desorganizado. 4. Comportamento grosseiramente desorganizado ou catatônico. 5. Sintomas negativos (i.e., expressão emocional diminuída ou avolia).

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

79 of 128

DIAGNÓSTICO - B

Por período significativo de tempo desde o aparecimento da perturbação, o nível de funcionamento em uma ou mais áreas importantes do funcionamento, como trabalho, relações interpessoais ou autocuidado, está acentuadamente abaixo do nível alcançado antes do início (ou, quando o início se dá na infância ou na adolescência, incapacidade de atingir o nível esperado de funcionamento interpessoal, acadêmico ou profissional).

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

80 of 128

DIAGNÓSTICO - C

Sinais contínuos de perturbação persistem durante, pelo menos, seis meses. Esse período de seis meses deve incluir no mínimo um mês de sintomas (ou menos, se tratados com sucesso) que precisam satisfazer ao Critério A (i.e., sintomas da fase ativa) e pode incluir períodos de sintomas prodrômicos ou residuais. Durante esses períodos prodrômicos ou residuais, os sinais da perturbação podem ser manifestados apenas por sintomas negativos ou por dois ou mais sintomas listados no Critério A presentes em uma forma atenuada (p. ex., crenças esquisitas, experiências perceptivas incomuns).

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

81 of 128

DIAGNÓSTICO - D

Transtorno esquizoafetivo e transtorno depressivo ou transtorno bipolar com características psicóticas são descartados porque: 1) não ocorreram episódios depressivos maiores ou maníacos concomitantemente com os sintomas da fase ativa, ou 2) se episódios de humor ocorreram durante os sintomas da fase ativa, sua duração total foi breve em relação aos períodos ativo e residual da doença.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

82 of 128

DIAGNÓSTICO - E

A perturbação não pode ser atribuída aos efeitos fisiológicos de uma substância (p. ex., droga de abuso, medicamento) ou a outra condição médica.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

83 of 128

DIAGNÓSTICO - F

Se há história de transtorno do espectro autista ou de um transtorno da comunicação iniciado na infância, o diagnóstico adicional de

esquizofrenia é realizado somente se delírios ou alucinações proeminentes, além dos demais sintomas exigidos de esquizofrenia, estão também presentes por pelo menos um mês (ou menos, se tratados com sucesso).

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

84 of 128

DIAGNÓSTICO

CRITÉRIOS - CID-10

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

85 of 128

DIAGNÓSTICO - A

eco de pensamento, inserção ou roubo do pensamento, irradiação do pensamento;

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

86 of 128

DIAGNÓSTICO - B

delírios de controle, influência ou passividade, claramente referindo-se ao corpo ou movimentos dos membros ou pensamentos específicos, ações ou sensações, percepção delirante;

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

87 of 128

DIAGNÓSTICO - C

vozes alucinatórias comentando o comportamento do paciente ou discutindo entre elas sobre o paciente ou outros tipos de vozes alucinatórias vindo de alguma parte do corpo;

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

88 of 128

DIAGNÓSTICO - D

delírios persistentes de outros tipos que são culturalmente inapropriados e completamente impossíveis, como identidade política ou religiosa ou poderes e capacidades sobre-humanos (p. ex., ser capaz de controlar o tempo ou se comunicar com alienígenas de outros planetas);

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

89 of 128

DIAGNÓSTICO - E

alucinações persistentes de qualquer modalidade, quando acompanhado por delírios superficiais ou parciais, sem claro conteúdo afetivo, ou por ideias sobrevaloradas persistentes ou quando ocorrem todos os dias durante semanas ou meses continuamente;

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

90 of 128

DIAGNÓSTICO - F

interrupções ou interpolações no curso do pensamento resultando em discurso incoerente, irrelevante ou neologismos;

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

91 of 128

DIAGNÓSTICO - G

comportamento catatônico, como excitação, postura inadequada ou flexibilidade cérea, negativismo, mutismo e estupor;

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

92 of 128

DIAGNÓSTICO - H

sintomas “negativos”, como apatia marcante, pobreza do discurso e embotamento ou incongruência de respostas emocionais, usualmente resultando em retraimento social e diminuição do desempenho social; deve ficar claro que esses sintomas não são decorrentes de depressão ou medicação neuroléptica;

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

93 of 128

DIAGNÓSTICO - I

uma alteração significativa e consistente na qualidade global de alguns aspectos do comportamento pessoal, manifesta por perda de interesse, falta de objetivos, inatividade, uma atitude ensimesmada e retraimento social.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

94 of 128

OUTROS TRANSTORNOS

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

95 of 128

TRANSTORNO ESQUIZOTÍPICO

quando há sintomas psicóticos mais clássicos como ideias paranoides, alucinações ou ideias de referência; não apresentam intensidade e nem duração compatíveis com a esquizofrenia. Em geral, há um padrão duradouro de funcionamento (característica daqueles com transtorno de personalidade); comportamento excêntrico, crenças pouco usuais, desconforto e até reduzida capacidade de relacionamentos interpessoais com afeto inapropriado e anedonia.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

96 of 128

TRANSTORNO DELIRANTE

geralmente, não há uma perda acentuada de funcionamento e as alucinações não são características desse quadro.6 Os delírios (pode haver somente 1 delírio) são o aspecto central do transtorno, e no caso de haver alucinações, esses não são os sintomas que mais chamam atenção e devem ser circunscritos ao tema do delírio. Anteriormente os delírios eram considerados não são bizarros, atualmente a presença ou ausência de sintomas bizarros não é o que diferencia o transtorno delirante das outras condições. Outras condições que também podem ter sintomas que podem confundir com os transtornos do espectro da esquizofrenia como o transtorno obsessivo-compulsivo e o transtorno dismórfico corporal devem ser pesquisados e excluídos quando houver suspeita de transtorno delirante.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

97 of 128

TRANSTORNOS PSICÓTICOS AGUDOS E TRANSITÓRIOS

duração inferior a um mês com um crescimento dos sintomas, usualmente, nas primeiras 2 semanas. Lembrar que o diferencial com Delirium (origem orgânica) é essencial e deve ser buscado. Em geral, é observado estresse agudo e/ou uma ruptura notável com um padrão prévio de comportamento; nesse caso os sintomas prodrômicos (que usualmente antecedem o diagnóstico da esquizofrenia) estão ausentes.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

98 of 128

TRANSTORNO ESQUIZOFRENIFORME

(descrito separadamente o DSM-5 e em conjunto como um subgrupo dentro dos transtornos psicóticos agudos e transitórios no CID-10): os sintomas são semelhantes, no entanto, duram de um a seis meses, incluindo a fase prodrômica. Aqui, há uma condição que parece estar situada entre os casos agudos (menos de 1 mês, em geral) e a esquizofrenia (geralmente, mais de 6 meses incluindo a fase prodrômica). Cerca de 2/3 dos pacientes irão perpetuar os sintomas e receber o diagnóstico de esquizofrenia ou trantorno esquizoafetivo.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

99 of 128

TRANSTORNO ESQUIZOAFETIVO

há episódios de transtornos de humor e psicóticos. Aqui o principal diferencial “é com os transtornos de humor com sintomas psicóticos (transtornos primariamente do espectro do humor).” No transtorno esquizoafetivo (espectro da esquizofrenia) há presença de delírios ou alucinações por pelo menos duas semanas sem sintomas de humor com intensidade para justificarem esses sintomas; ou seja, os sintomas psicóticos não tendem a não ocorrer exclusivamente durante os episódios de transtorno de humor (nesse caso, considerar – transtorno do humor com características psicóticas). Como é um transtorno do espectro da esquizofrenia o critério A (critério maior para a esquizofrenia deve estar presente). Em geral, há episódios de alteração importante do humor (depressão ou mania) durante a maior parte do curso da doença; além disso ocorre o preenchimento do Critério A de esquizofrenia.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

100 of 128

IDEAÇÃO SUICIDA

Você pensou em tirar a vida? Isso tem acontecido com que frequência? As vozes dizem isso? Chegou a planejar como fazer ou tentar?

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

101 of 128

IDEAÇÃO SUICIDA

monitorar ativamente os sintomas depressivos em pacientes psicóticos

  • Em paciente com primeiro episódio de sintomas psicóticos a presença de sintomas depressivos aumenta significativamente a chance do ato suicida (OR=1,59)

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

102 of 128

CONDUTA

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

103 of 128

CONDUTA

Introdução de antipsicótico oral e, eventualmente, antipsicótico injetável na avaliação inicial.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

104 of 128

CONDUTA

Recomenda-se abstinência total de Cannabis e outras drogas

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

105 of 128

CONDUTA

Se não houver adesão ao tratamento, deve-se cogitar antipsicótico de depósito (nesse meio, o mais utilizado é o haloperidol decanoato, 70,52 mg/mL) e avaliar a necessidade do uso de antipaksonianos para evitar sintomas de impregnação (bradicinesia, tremores de extremidades, rigidez muscular hipertônica, hipomimia facial) presentes, devem-se introduzir antiparkinsonianos, como o biperideno.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

106 of 128

CONDUTA

Se houver insônia e/ou ansiedade e/ou acatisia importantes, deve-se adicionar benzodiazepínicos de meia-vida média ou longa por períodos curtos de tempo, como clonazepam ou diazepam.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

107 of 128

CONDUTA

Orientar os familiares a manter vigilância contínua, eliminar meios potencialmente letais dentro do domicílio (armas de fogo, armas brancas, cordas, etc.), não questionar o conteúdo do discurso da pessoa e, em caso de heteroagressividade ou nova tentativa de suicídio, referenciar ao serviço de emergência psiquiátrica de referência.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

108 of 128

CONDUTA

Investigar e tratar hipertireoidismo. Essa condição clínica pode ser desencadeadora ou favorecer o agravamento do quadro psicótico. No seguimento, oferecer apoio psicoeducacional aos cuidadores, enfatizando prevenção de recaída, incentivo à autonomia, diminuição dos níveis de emoção expressa e adesão aos tratamentos propostos e tratamento psicossocial associado ao farmacológico.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

109 of 128

PROGNÓSTICO E COMPLICAÇÕES POSSÍVEIS

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

110 of 128

PROGNÓSTICO

Dados relativos à mortalidade de pessoas psicóticas apontam para um excesso de óbitos por causas naturais, explicáveis por estilo de vida, tabagismo, fatores dietéticos e uso de medicação antipsicótica. Portanto, existe uma crescente preocupação em relação à saúde somática dessa população.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

111 of 128

PROGNÓSTICO

Altas prevalências de síndrome metabólica, diabetes melito, doença isquêmica coronariana na população de indivíduos portadores de transtornos mentais severos (incluindo transtornos psicóticos afetivos e não afetivos) acompanhados na APS, serviços especializados e em regime de internação hospitalar foram replicados em inúmeros estudos.19

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

112 of 128

PROGNÓSTICO

Portanto, pessoas que apresentam psicose devem ser compreendidas como uma parcela populacional em risco e igualmente encorajada a mudar hábitos de vida, interrupção do tabagismo, controle pressórico e glicêmico, evitando posturas de niilismo terapêutico a priori por parte das equipes da APS.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

113 of 128

PROGNÓSTICO

Com o tratamento farmacológico e não farmacológico adequado, até 70% dos esquizofrênicos não apresentam recaídas ao longo da vida.

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

114 of 128

REFERÊNCIAS

GUSSO 2019 - TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - PRINCÍPIOS, FORMAÇÃO E PRÁTICA - 2a edição

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

115 of 128

REFERÊNCIAS

1. Sadock BJ, Sadock V. Compêndio de psiquiatria: ciência do comportamento e psiquiatria clínica. 11. ed. Porto Alegre: Artmed; 2017.

2. Johns LC, Cannon M, Singleton N, Murray RM, Farrell M, Brugha T, et al. Prevalence and correlates of self-reported psychotic symptoms in the British population. Br J Psychiatry. 2004;185(4):298-305.

3. Pignon B, Peyre H, Szöke A, Geoffroy PA, Rolland B, Jardri R, et al. A latent class analysis of psychotic symptoms in the general population. Aust New Zeal J Psychiatry. 2017 Dec 1:486741774425.

4. Skeate A, Jackson C, Birchwood M, Jones C. Duration of untreated psychosis and pathways to care in first-episode psychosis. Investigation of help-seeking behaviour in primary care. Br J Psychiatry Suppl. 2002;43:s73-7.

5. Boydell KM, Stasiulis E, Volpe T, Gladstone B. A descriptive review of qualitative studies in first episode psychosis. Early Interv Psychiatry. 2010;4(1):7-24.

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

116 of 128

REFERÊNCIAS

6. Mari JJ, Jorge MR, Kohn R. Epidemiologia dos transtornos mentais em adulto. In: Mello MF, Mello AAF, Kohn R, organizadores. Epidemiologia da saúde mental no Brasil. Porto Alegre: Artmed; 2007. p. 119-41.

7. Keshavan MS, Kaneko Y. Secondary psychoses: an update. World Psychiatry. 2013;12(1):4-15.

8. First MB, Frances A, Pincus HA. Delírios, alucinações, esquizofrenia e outros transtornos mentais. In: First MB, Manual de diagnóstico diferencial do DSM-5. Porto Alegre: Artmed; 2015.

9. Dalgalarrondo P. Síndromes psicóticas. In: Dalgalarrondo P. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. 3. ed. Porto Alegre: Artmed; 2019. p. 379-88.

10. Sociedade Brasileira de Medicina de Família & Comunidade. Classificação Internacional de Atenção Primária (CIAP 2): Comitê Internacional de Classificação Da WONCA. 2nd ed. Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade; 2009.

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

117 of 128

REFERÊNCIAS

11. American Psychiatry Association. Diagnostic and statistical manual of mental disorders: DSM-5. 5th ed. Washington: APP; 2013.

12. Araújo ÁC, Lotufo Neto F. A nova classificação americana para os transtornos mentais: o DSM-5. Rev Bras Ter Comport Cogn. 2014;16(1):67-82.

13. Organização Mundial da Saúde. Classificação de transtornos mentais e de comportamento da CID-10: diretrizes diagnósticas e de tratamento para transtornos mentais em cuidados primários. Porto Alegre: Artmed; 1998.

14. World Health Organization. ICD-11 beta draft [Internet]. 2017 [capturado em 06 maio 2018]. Disponível em: https://icd.who.int/dev11/l-m/en.

15. Reed GM, First MB, Elena Medina-Mora M, Gureje O, Pike KM, Saxena S. Draft diagnostic guidelines for ICD-11 mental and behavioural disorders available for review and comment. World Psychiatry. 2016;15(2):112-3.

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

118 of 128

REFERÊNCIAS

16. Hasan A, Falkai P, Wobrock T, Lieberman J, Glenthoj B, Gattaz WF, et al. World Federation of Societies of Biological Psychiatry (WFSBP) Guidelines for Biological Treatment of Schizophrenia, Part 1: Update 2012 on the acute treatment of schizophrenia and the management of treatment resistance. World J Biol Psychiatry. 2012;13(5):318-78.

17. McGinty J, Sayeed Haque M, Upthegrove R. Depression during first episode psychosis and subsequent suicide risk: a systematic review and meta-analysis of longitudinal studies. Schizophr Res. 2017 Oct 2.

S0920-9964(17)30602-3.

18. Mackin P, Bishop D, Watkinson H, Gallagher P, Ferrier IN. Metabolic disease and cardiovascular risk in people treated with antipsychotics in the community. Br J Psychiatry. 2007;191(1):23-9.

19. Ran MS, Chen EY, Conwell Y, Chan CL, Yip PS, Xiang MZ, et al. Mortality in people with schizophrenia in rural China: 10-year cohort study. Br J Psychiatry. 2007;190(3):237-42.

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

119 of 128

ANTIPSICÓTICOS

Antipsicóticos convencionais têm vários efeitos adversos, como sedação, embotamento cognitivo, distonia e rigidez muscular, tremores, aumento dos níveis de prolactina (causando galactorreia) e ganho ponderal e diminuição do limiar convulsivo nos pacientes com convulsões ou em risco de convulsões (para o tratamento dos efeitos adversos, ver tabela Tratamento dos efeitos adversos agudos dos antipsicóticos). A acatisia (inquietação motora) é particularmente desagradável e pode resultar em não adesão; pode ser tratada com propranolol.

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

120 of 128

ANTIPSICÓTICOS

Antipsicóticos de segunda geração têm menor probabilidade de causar efeitos adversos extrapiramidais (motores) ou discinesia tardia, mas isso pode ocorrer. A síndrome metabólica (excesso de gordura abdominal, resistência à insulina, dislipidemia e hipertensão arterial) é um efeito adverso importante de muitos ASG.

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

121 of 128

ANTIPSICÓTICOS

A discinesia tardia, é um distúrbio de movimento involuntário caracterizado mais frequentemente por contrações labiais e da língua, torções dos membros superiores ou inferiores, ou ambos. Para pacientes que tomam antipsicóticos convencionais, a incidência de discinesia tardia é cerca de 5% a cada ano de exposição ao fármaco. Em torno de 2%, a discinesia tardia é gravemente desfigurante. A discinesia tardia é menos comum com ASGs. Em alguns pacientes, a discinesia tardia persiste indefinidamente, mesmo após a interrupção do fármaco. Em razão desse risco, os pacientes que recebem terapia de manutenção de longa duração devem ser avaliados pelo menos a cada 6 meses. É possível utilizar instrumentos de avaliação, como a Escala de Movimentos Involuntários Anômalos para monitorar de maneira mais precisa as alterações ao longo do tempo. Pacientes com esquizofrenia e que continuam a exigir um fármaco antipsicótico podem ser tratados com clozapina ou a quetiapina, que são ASGs.

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

122 of 128

ANTIPSICÓTICOS

A síndrome neuroléptica maligna, um efeito adverso raro, porém, potencialmente fatal, se caracteriza por rigidez, febre, instabilidade autonômica e elevação da CK.

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

123 of 128

REFERÊNCIAS

https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/transtornos-psiqui%C3%A1tricos/esquizofrenia-e-transtornos-relacionados/antipsic%C3%B3ticos

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

124 of 128

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

125 of 128

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

126 of 128

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

127 of 128

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM

128 of 128

PSICOSES

NA APS

CÓDIGO

Secretaria de Saúde DF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA - Universidade de Brasília

ESCOLA DE PACIENTES

ESTÊVÃO ROLIM