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O processo de leitura e escrita de estudantes com Transtorno do Espectro Autista

Bárbara Carvalho Ferreira – UFVJM

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Mediações Pedagógicas no processo de leitura e escrita I

Data

Conteúdo

13/11/2024

Encontro 1 – Síncrono: Desafios do processo de leitura e escrita no contexto da Educação Especial na perspectiva Inclusiva

02/12/2024

Encontro 2 - Síncrono: O processo de leitura e escrita de estudantes com deficiência intelectual

07/03/2025

Encontro 3 - Síncrono: O processo de leitura e escrita de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA)

25/03/2025

Encontro 4 - Síncrono: O processo de leitura e escrita de estudantes com Transtornos de Aprendizagem e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)

01/04/2025

Encontro 5 - Assíncrono: Planejamento: uma proposta para sala de aula (atividade prática e reflexiva nos espaços escolares que atuam)

08/04/2025

Encontro 6 - Síncrono: Finalização e discussão prática

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(Instituto Itard)

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(Instituto Itard)

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(Instituto Itard)

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(Instituto Itard)

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Transtorno do Espectro Autista (TEA)

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  1. Prejuízos nas habilidades relacionadas à comunicação e interação social
  2. Presença de padrões de comportamentos repetitivos e interesses restritos

Transtornos do Espectro do Autismo (TEA)

O autismo não é uma doença única, mas sim uma síndrome com etiologias múltiplas e graus variados de severidade, se apresentando como um complexo distúrbio de desenvolvimento e definido de um ponto de vista comportamental (Gadia, Tuchman e Rotta, 2004).

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Comorbidades comuns

  • Transtorno do processamento sensorial
  • Deficiência intelectual (64%) (leve, moderado e grave)
  • TDAH (81%)
  • Comportamento disruptivo
  • TOD (41%)
  • Apraxia

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O autismo é uma síndrome, ou seja, sua etiologia (causa) não é única e sim

  • Heterogênea (diferente entre os casos)
  • Multifatorial (associado a diferentes fatores)

- Fatores biológicos

- Fatores genéticos

- Fatores pré e perinatais

- Com indicação de uma forte e complexa influência genética (Tuchman e Rapin, 2011)

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EPIDEMIA? Moda?

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O Autismo visto de dentro

Como frequentemente se manifesta o critério 1 em autistas grau de suporte 1? (Déficit de Comunicação Social e na interação social)

  1. Não responder sorriso com outro
  2. Querer brincar com o colega mas não saber como (abraça apertado, cai, grita, ri demasiadamente)
  3. Parecer grosseiro ao não olhar, ou dar repostas extremamente literais ou curtas.
  4. Não entender diversidades sutis de comportamento (ex. como cumprimento as pessoas diferentes ao encontrá-las)
  5. Dificuldade de contar como foi o dia (comportamento exclusivamente social)
  6. Ideias muito concretas sem compreender figuras de linguagem, charges, ironias)
  7. Extrema dificuldade em tomada de perspectiva

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O Autismo visto de dentro

Como frequentemente se manifesta o critério 2 em autistas grau de suporte 1? (Comportamento repetitivo e estereotipado, interesses restritos)

  1. Saber ou querer falar de uma coisa só
  2. Fazer sons estranhos, ou repetir palavras
  3. Ter muita dificuldade com mudanças, sobretudo repentinas
  4. Gostar de pular, bater as mãos, roer as unhas, mexer no cabelo, morder as bochechas, comer/lamber roupas, etc
  5. Dificuldade extrema de reconhecer e regular as próprias emoções
  6. Não gostar de barulhos ou gostar demais de barulhos
  7. Não sentir dor de modo proporcional
  8. Comer só coisas brancas, ou só coisas pastosas, ou ultraprocessados (são sempre iguais)

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Tem coisa que você não atribui ao TEA, mas é dele

Coordenação motora ruim (ser meio desastrado)

Sono ruim

Beber pouca água

Andar na ponta dos pés

Morder os lábios ou as bochechas por dentro

Criança fujona

Dificuldade de falar ao telefone

Agressividade (relação causal com comunicação)

Maior incidência de transgeneridade e homossexualidade que a população típica

Fala desanimada (sem ou com pouca entonação)

Rostos pouco expressivos

Gostar de uma comida e ainda assim não conseguir comê-la

Frequentar sempre o mesmo restaurante e fazer o mesmo pedido

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Algumas dificuldades cognitivas

Em nível variado, as crianças podem ter dificuldades em:

  • segmentar tarefas;
  • organizar o tempo de trabalho durante longos períodos de tempo até uma meta final;
  • compreender a informação / instruções relacionadas a uma tarefa;
  • planejar e organizar e, quando necessário, solicitar

ajuda ao professor.

Exemplo

A mãe de João pede para ele ir ao mercado comprar bananas e trazer o troco. João pode ficar confuso por ter dificuldade em planejar e executar o que a mãe pediu. Parece uma tarefa simples? Ir ao mercado e comprar bananas! Entretanto não é, pois é necessário que a criança: a) planeje o caminho até o mercado; b) chegue ao local e procure pelo que foi pedido, no caso banana; c) olhe o preço; d) vá para o caixa; e) pague pelas bananas; f) confira o troco; g) volte para casa.

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Orientações a professores para manejo comportamental em sala de aula baseadas na Análise do Comportamento

  • Estímulo ao desenvolvimento da autonomia e da independência

Felipe comia na escola somente quando lhe davam comida na boca, e somente subia para sala de aula com acompanhamento de uma assistente, antes de todos os outros alunos. Felipe foi incentivado a comer sozinho (já que apresentava esse comportamento em casa) e a se deslocar até a sala de aula com a professora e seus colegas.

  • Utilize elogios, recompensas e agrados, por exemplo, sempre após a emissão de comportamentos adequados.

  • Alunos com TEA que têm deficiência intelectual precisam de currículos adaptados (sobrepostos).

(Khoury et. al, 2014)

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Orientações a professores para manejo comportamental em sala de aula baseadas na Análise do Comportamento

  • Na presença de comportamentos inadequados é necessário fornecer feedback

É necessário ensinar para a criança o que pode (o que é legal fazer) e o que não pode (o que não é legal fazer).

(Khoury et. al, 2014)

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Quais os maiores desafios para a sala de aula?

    • Comandos coletivos
    • Regulação emocional (desenhos, contar, sair, andar, etc)
    • Literalidade
    • Concreto
    • Previsibilidade
    • Dificuldade de contar fatos
    • Não olhar
    • Grosseria
    • Esterotipia
    • Agressividade (birra para os pequenos)
    • Estudante que pergunta demais ou interrompe demais
    • Lentidão para ler, escrever, copiar (comorbidades)

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Intervenção baseada em evidência

ABA (Análise do Comportamento Aplicada)

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Aspectos importantes

  • Comportamento inato X aprendido (exemplo: criança “difícil”; relação entre antecedentes, comportamento e consequentes);

  • Para que ocorra a modificação de comportamento é necessário que haja intervenção e alteração no ambiente em que o indivíduo está inserido (os estímulos antecedentes e consequentes);

  • Valorize o comportamento adequado imediatamente depois do comportamento desejado.

  • Cuidado para não valorizar acidentalmente comportamentos

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CUIDADO!!!

A função de um comportamento é determinada pelas consequências que seguem o comportamento.

NADA reforça mais um comportamento que a intermitência

Tenho que ter CERTEZA da função do comportamento

Criança grita e chora “do nada”

COMPORTAMENTO

Encaminha para a sala da direção

CONSEQUENCIA

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Crise X Birra

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Orientações a professores para manejo comportamental em sala de aula baseadas na Análise do Comportamento

  • Uso de instruções claras, diretas e simples para cada tarefa orientada;
  • Uso de estímulos visuais para o estabelecimento de rotina e instruções

Utilize cartazes e figuras que orientem a criança em relação às tarefas e às atividades que ela precisa realizar ou a determinados tipos de comportamento em que ela deve se envolver, como, por exemplo, permanecer sentada.

  • O que é reforçador para uma criança pode não ser para outra (importante identificar)

  • Utilize elogios, recompensas e agrados, por exemplo, sempre após a emissão de comportamentos adequados.

  • Alunos com TEA que têm deficiência intelectual precisam de currículos adaptados (sobrepostos).

(Khoury et. al, 2014)

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Palavra-chave: PREVISIBILIDADE

  • A previsibilidade no TEA (para qualquer idade) é fundamental para trazer e manter a regulação emocional, o interesse, concentração e atendimento de mandos.

Como dar previsibilidade

  • QUADRO DE ROTINA VISUAL
  • Reforço verbal da rotina visual
  • Avisar COM ANTECEDÊNCIA máxima, alterações
  • Precisou mudar os planos? AVISE, desenhe, escreva, aponte e justifique
  • Quando você achar que já avisou o bastante sobre o que vai acontecer: avise novamente!

Orientações a professores para manejo comportamental em sala de aula baseadas na Análise do Comportamento

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Comportamentos disruptivos

  1. Abaixe nos olhos e faça contato visual, segurando as mãos
  2. Diga a ordem clara, firme, com poucas palavras
  3. Não deixe jogar as coisas. Se jogar, não pegue
  4. SEJA PACIENTE
  5. Tire seu rosto do campo de possibilidade.
  6. Não deixe eles se machucarem
  7. Mude o foco (segurando as mãos ainda)
  8. Dê o exemplo de outro foco.
  9. O TEMPO TODO: leia o comportamento – se estiver diminuindo, reforce. Se não estiver NÃO REFORCE DE MODO ALGUM

https://www.instagram.com/reel/Cft5cp2jDzT/?igshid=MDJmNzVkMjY%3D

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Comportamentos disruptivos

SE TUDO FALHOU:

  • Na contenção física
    • Não APERTAR barriga, pescoço.
    • 1º fazer contato visual, abaixar, manter distância. Use sua linguagem corporal, tom de voz baixo, oferecer ajuda e compreensão.
    • Enquanto vc fala, outra pessoa chega por trás, segurar pelas axilas e ombros. Lembrar de manter a cabeça segura.
    • Levar para um lugar calmo, Continuar falando calmamente, soltar e voltar a conter se necessário
    • Ligar para o responsável.

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Caa – comunicação aumentativa e alternativa

  • CARTÕES

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Caa – comunicação aumentativa e alternativa

  • PRANCHAS

  • Fíguras
  • Letras
  • Fotos

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Caa – comunicação aumentativa e alternativa

  • PECS

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Caa – comunicação aumentativa e alternativa

  • PECS

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  • PECS