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SINAIS VITAIS

AULA 21

DISCIPLINA DE ENFERMAGEM EM MATERNO INFANTIL

MARA THUROW

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  • Os sinais vitais evidenciam o funcionamento e as alterações da função corporal.
  • Eles são indicadores das condições de saúde sendo a mensuração um meio eficiente e rápido para avaliação das condições do paciente.
  • Fornecem dados básicos que podem ser utilizados para determinar intervenções médicas e/ou de enfermagem.

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  • Os sinais vitais então... são utilizados na prática diária, pois compõem um grande auxílio do exame clínico que refletem o equilíbrio ou desequilíbrio decorrente das interações entre os sistemas do organismo e uma determinada doença.

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  • Como rotina devem ser verificados a cada 6 horas, ou com mais frequência nas crianças que exigem maior controle.
  • Os sinais a serem ser vistos são: respiração, batimento cardíaco, temperatura, pressão arterial e podemos também verificar a intensidade da dor.

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FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA

  • A respiração é a troca de gases (oxigênio e gás carbônico) efetuada entre o organismo e o meio externo.

  • É verificada pelo movimentos respiratórios de inspiração e expiração.

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  • A respiração pode ser alterada por outros fatores que não doenças como o estresse, a idade, o sexo, a posição corpórea, o uso de drogas e a realização de exercícios físicos.

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  • Nos RN e lactentes (1 ano) é predominantemente abdominal, sendo a transição para a torácica até por volta dos 7 anos de idade.

VALORES NORMAIS:

FAIXA ETÁRIA

LIMITES NORMAIS

ALERTA

RN

35 – 55mpm

60mpm

LACTENTES< 6M

30 – 50mpm

50mpm

6 MESES E 2 ANOS

25 – 35mpm

40mpm

PRÉ-ESCOLAR E ESCOLAR

20 – 30mpm

35mpm

ADOLESCENTES

16 - 20

30mpm

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Ações de enfermagem

  • Manter um contato inicial acalmando a criança se estiver chorando com o auxílio da mãe.
  • Assegurar que a criança está em repouso por pelo menos 5 minutos.
  • A FR pode ser vista logo após a FC, pois assim o paciente não irá perceber que esta sendo avaliado.

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Técnica para FR

  • Lavar as mãos.
  • Reunir todo material.
  • Contar o número de respirações durante um minuto, observando os movimentos de subida e descida do abdômen.
  • Pode-se colocar a mão sobre o abdômen da criança para viabilizar a percepção dos movimentos e realizar a contagem

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  • Ou então logo após verificar a FC ainda com o estetoscópio sobre o tórax para que o paciente não perceba evitando interferências.
  • Além da frequência respiratória deve ser observado o caráter, se é superficial ou profunda e também o ritmo se é regular ou irregular.
  • Anotar o valor obtido em impresso próprio.

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Termos técnicos

Eupnéia-> respiração normal

Bradipnéia-> diminuição anormal da frequência respiratoria

Taquipnéia-> aumento anormal da frequência respiratória

Dispnéia-> dificuldades respiratórias

Apnéia-> ausência de movimentos respiratórios

Ortopnéia-> é a incapacidade de respirar facilmente, exceto na posição ereta.

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FREQUÊNCIA CARDÍACA

  • A contagem da FC pode ser feita através da ausculta cardíaca ( pulso apical) ou da palpação do pulso.
  • A escolha do método depende da faixa etária do paciente.
  • O pulso apical esta indicado para os RNs e lactentes devido a dificuldade de pulsação periférica.

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  • O pulso é a contração e dilatação de uma artéria que corresponde aos batimentos cardíacos.

  • É devido a propagação de uma onda positiva, das grandes artérias, que chega até os capilares.

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VALORES DE REFERÊNCIA

FAIXA ETÁRIA

LIMITES NORMAIS

MÉDIA

ALERTA

RN

100-150bpm

140

< 80 E > 170

LACTENTES

80-140bpm

120

< 70 E >160

CRIANÇAS DE 1 A 2 ANOS

80-130bpm

110

< 60 E > 140

PRÉ-ESCOLAR

70 – 120bpm

100

< 60 E > 140

ESCOLARES

70 - 110bpm

95

< 60 E > 130

ADOLESCENTES

60 - 90bpm

80

< 55 E > 120

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oximetro

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Técnica para verificar a FC

  • Lavar as mãos
  • Reunir material necessário
  • Em pacientes pediátricos deve-se utilizar o oximêtro até os três anos de idade.
  • Após pode ser palpado o pulso.
  • Também pode ser utilizado o estetoscópio
  • Contar durante um minuto e registrar o valor obtido.

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TERMOS TÉCNICOS

  • NORMOCARDIA-> frequência normal de acordo com a faixa etária.
  • BRADICARDIA-> frequência abaixo do normal para faixa etária.
  • TAQUICARDIA-> frequência acima do normal para faixa etária.
  • TAQUISFIGMIA-> pulso fino e taquicárdico.
  • BRADISFIGMIA-> pulso fino e bradicárdico.

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TEMPERATURA

  • É um parâmetro clínico muito importante, sobretudo porque a febre é um sinal de alarme essencial no diagnóstico de infecções e de algumas doenças não infecciosas.

  • A termorregulação da temperatura ocorre no hipotálamo e pode variar de acordo com a idade, o sexo, hora do dia, atividade fisica, entre outros.

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  • A termorregulação é a capacidade do organismo manter sua temperatura central estável.
  • Uma temperatura elevada induz a sudorese, vasodilatação, e sensação de calor.
  • Ao contrário uma temperatura baixa induz a vasoconstrição, tremor, calafrio e contração muscular.

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Medidas de temperatura

Medida

Afebril

Axilar

35,9 a 37,2 º C

Oral

36,4 a 37,4 º C

Retal

36,2 a 37,8 º C

FEBRÍCULA

37,3 A 37,7 º C

FEBRE OU HIPERTERMIA

37,8 A 39,5 º C

HIPERPIREXIA

A PARTIR DE 41 º C

HIPOTERMIA

ABAIXO DE 35º C

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TÉCNICA PARA VERIFICAR A TEMPERATURA

  • Lavar as mãos
  • Reunir o material
  • Realizar antissepsia
  • Colocar o termômetro digital na axila, verificando se a mesma esta seca.
  • Aguardar o sinal e logo após verificar o valor registrando o mesmo em formulário adequado.

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Como reduzir a temperatura

  • Para a redução da febre deve-se dar preferência no métodos físicos de combate
  • Pode-se utilizar compressas úmidas que podem ser colocadas na testa, nas axilas ou virilhas.
  • E banho de imersão morno.
  • Como último recurso utilizam-se os medicamentos de acordo com a prescrição médica.

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Como elevar a temperatura

  • Na hipotermia as funções do corpo são alteradas podendo ocorrer diminuição da sensibilidade, fraqueza muscular, sonolência e até a inibição cardiorrespiratória.
  • Orientar a mãe a utilizar roupas quentes na criança.

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  • Utilizar cobertores
  • Os bebês menores devem ficar em incubadora ou berços aquecidos.
  • Quando possível quarto com ar condicionado.

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  • O uso de aquecedores elétrico ou bolsa quentes é contra indicado pelo risco de acidentes podendo provocar queimaduras nas crianças.

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PRESSÃO ARTERIAL

  • É a força exercida pelo sangue circulante sobre as paredes das artérias, que depende da força de contração, da quantidade de sangue e da resistência das paredes dos vasos.

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  • Em pediatria a PA varia de acordo com a faixa etária e esta ligada a constituição física (peso e altura)
  • É medida em milímetros de mercúrio (mmHg).

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  • A escolha do manguito é de extrema importância.
  • Como regra geral o manguito deve cobrir 2/3 do braço da criança.

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  • Deve-se utilizar o mesmo manguito todas as vezes que medir a PA de uma criança.

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DOR

  • A dor pode ser definida como uma sensação desagradável, criada por um estimulo nocivo, e que atinge o sistema nervoso central por meio de vias específicas.
  • Ela é causada pela modificação das condições normais de um organismo vivo.

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  • A dor deve ser compreendida no contexto do desenvolvimento humano.
  • Deve-se levar em conta:
  • experiências anteriores;
  • idade
  • caráter da dor
  • atitude dos pais
  • atitude dos técnicos
  • ações de conforto

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  • A dor pode ser aguda ou crônica
  • A dor pode ser medida de acordo com sua intensidade, no entanto RN e crianças menores não podem manifestar-se de forma verbal sobre sua dor.
  • Assim, para avaliação da dor podem ser utilizadas escalas específicas que expressam através de algumas categorias como a expressão facial, o choro, o movimento das pernas e braços, entre outros de acordo com cada escala.

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AVALIAÇÃO DA DOR

  • Duração
  • Descrição
  • Localização
  • Intensidade
  • Fatores de alívio
  • Fatores de piora
  • Tratamentos anteriores
  • Atividade diária

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A ESCOLHA DO MÉTODO DE AVALIAÇÃO LEVA EM CONTA:

  • A IDADE
  • A POSSIBILIDADE DE COMUNICAÇÃO
  • A CAPACIDADE COGNITIVA

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MÉTODOS

  1. Fisiológicos
  2. Comportamental
  3. Auto-relato

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Fisiológicos

  • Frequência cardíaca
  • Pressão arterial
  • Saturação de O2
  • Sudorese

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PREVENÇÃO DA DOR NO RN

  • Controlar a incidência de luz fortes sobre o RN
  • Diminuir o ruído a sua volta ( alarmes e conversas)
  • Racionalizar a manipulação do paciente, utilizando protocólos de manipulação mínima
  • As coletas de sangue devem ser agrupadas
  • Utilizar cateteres centrais
  • Minimizar a quantidade de esparadrapos e fitas sobre a pele.

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  • Posicionamento adequado, evitando tração ou movimentação desnecessária.
  • Sempre que possível, promover o contato pele a pele do RN com os pais.

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Métodos não farmacológicos

  • Exercício de relaxamento
  • Fisioterapia
  • Massagem
  • Psicoterapia
  • Musicoterapia
  • Brinquedoteca
  • Doutores da alegria
  • Sucção não alimentar