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Potira Maia

portfólio

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Mater

Penetrar os mistérios da face sombria da maternidade - o abrigo da alteridade - espaço supremo do aprendizado sobre o outro. Fazer vez a ferida primordial da espécie: o útero, razão da primeira e perene relação de dominação entre os seres humanos, espaço entre-fenda onde morte e vida encontram-se.

2022

Instalação escultórico-sonora

Casulos do bicho-da-seda, linha, chumbo oliva

e coluna de som reproduzindo áudio (em ‘loop’).

Dimensões: 1,5 x 1,5 m

Duração: 2’00”

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Mater

sangra, sangra

sangra tua mãe, mais uma vez idolatra de merda, babilônica

púrpura, escarlate, nojenta

vaca, vaca!

puta

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Corpo interdito

Há um espaço em que as tensões engendram movimentos de retração e expansão e onde entrevemos a ferida primordial da espécie: o útero, razão da primeira e perene relação de dominação entre os seres humanos e espaço do entre-fenda por onde vislumbramos a morte provocada por invídia ou inerente ao processo de geração. A instalação de arte O corpo interdito é um convite a voltarmo-nos a esta zona de interseção – espaço-útero, espaço-túmulo - e pormo-nos a escutar como na primeira vez.

Instalação escultórico-sonora/ Site Specífic.

Objeto esculpido em cera de abelha,

Trama em fio de seda natural,

caixas de som ocultos reproduzindo testemunhos de mulheres

Exibido na Cisterna Belas-Artes, Lisboa

2020 - 2021

Duração: 20’

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Pagar para Respirar

  A videoarte surgiu de uma escuta aos intensos e conflituosos ruídos da vida urbana lisboeta no auge do período de confinamento da pandemia de Covid-19, em 2020. O diálogo em torno do uso de um cachimbo, captado através da janela, funde-se arritmicamente com imagens do mesmo perímetro urbano, em seus instantes de silêncio e vazio, quando se pode ouvir melros e corujas. É um convite para pensarmos a substancialidade do respirar em um tempo em que muitas pessoas perdem a vida por sufocamento, seja devido à falta de acesso a instrumentos médicos seja devido à brutalidade de um sistema que mata as minorias não hegemônicas..

Potira Maia e Leonardo Gonçalves

Melhor vídeo-arte, Mostra Território Liberdade/ Festival Comunicurtas

Selecionado para o Festival First-Time Filmmaker Session

Exibido na V mostra Janela Quebrada

2021

2:00

Vídeoarte

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Série Comunidade

 

 “A humanidade é a comunidade que partilha – mas não transmite entre si – a mortalidade.

É a comunidade sem imunidade (total): a co-munidade!” Tomás Maia

Através da janela do sobrado onde resido em Lisboa, vejo o cotidiano dos meus vizinhos, quase todos homens e muçulmanos. As passagens capturadas no início da quarentena, desenvolvem-se nos terraços e janelas, que são lugares de encontro no contexto de isolamento social - espaços de intersecção. A série Comunidade é formada por 40 composições fotográficas realizadas à mão livre e agrupadas de modo a fazer ver as cenas do cotidiano que o isolamento social me permitiu alcançar, como um filme lento e silencioso de gestos e micro-gestos, assim como os primeiros e obscuros dias de pandemia.

2020

10 x 52,5 cm

Impressão mineral sobre papel  algodão

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#1

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#10.2

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#37.1

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Mini bio

Potira Maia (Vitória da Conquista, 1982) é artista visual formada pela UFPB, mestra em Pintura pela FBAUL, pedagoga com especialização em Educação, Cultura e Memória e Educação Especial. Entre suas mostras coletivas estão: Fronteiras e f(r)icções (Galeria Cañizares, Salvador \BA), Mutirão (Espaço NowHere - Lisboa, 2021); Iminência de Tragédia (Galeria Mario Schenberg - Funarte, São Paulo, 2018); e Metanoia (Airez Galeria de Artistas Independentes, Curitiba, 2017). Suas individuais ocorreram na Cisterna da FBAUL em Lisboa (2022), no SESC-PB (2016), na Aliança Francesa de João Pessoa (2015) e na Galeria Archidy Picado (2012). Ganhou o prêmio de melhor videoarte no 16º Comunicurtas (UEPB, Campina Grande, 2021) e o Concurso de fotografia El paisaje a través de mi ventana (Instituto del Paisaje, Córdoba, 2020). Possui obras nos acervos do SESC nacional e Paraíba, Fundação Espaço Cultural – PB e Fundação Cultural de João Pessoa.