1535 �Concílio de Trento
JUSTIFICATIVA PARA A ESCRAVIDÃO AFRICANA
PAPA PAULO III
Regime do�Padroado
Atribuições das Coroas Ibéricas
Atribuições das Coroas Ibéricas
o
culto
GOVERNO GERAL
(1549-1553)
SALVADOR
COMPANHIA DE JESUS
América Portuguesa
Brasão jesuíta
�CIA.DE JESUS (fundada 1535)�1549 chegada ao Brasil�junto com o 1º Gov.Geral
Anchieta e Nóbrega
CATEQUESE�E�EDUCAÇÃO
OCUPAÇÃO DO NORTE
FORTES
E
MISSÕES JESUÍTAS
Colégios Jesuítas (existentes até 1759)
Seminário de Mariana 1750
Recolhimento das Macaúbas +/- 1730
Seminário de Olinda 1800
Colégio dos Padres Osórios 1780.
Seminário de São Luís 1752
Seminário de Belém da Cachoeira1686
Seminário de Salvador 1736
Seminário de São Paulo 1746
Seminário de Belém do Pará 1749
Principais estabelecimentos do ensino colonial.
Igreja de S.Francisco����Salvador�BA
Colégio Santiago
Seminário de Olinda
Padre Afonso Brás –chegada ao ES.
Período colonial
1500
1822
Ensino Jesuítico
1549
1822
1759
Aulas
Régias
1500
1822
Escolas
diocesanas
1780
1800
1686
1736
1752
+/-1730
1750
1749
1746
E segundo o que a mim e a todos pareceu, esta gente não lhes falece outra coisa para ser toda cristã do que nos entenderem, porque assim tomavam aquilo que nos viam fazer como nós mesmos; por onde parecer a todos que nenhuma idolatria nem adoração têm. E bem creio que, se Vossa Alteza aqui mandar quem entre eles mais devagar ande, que todos serão tornados e convertidos ao desejo de Vossa Alteza. E por isso, se alguém vier, não deixe logo de vir clérigo para os batizar; e porque já então terão mais conhecimento de nossa fé, pelos dois degredados que aqui entre eles ficam, os quais hoje também comungaram.
......................................................................................................................................
Porém, o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza nela deve lançar.
CASTRO, Sílvio. A carta de Pero Vaz de Caminha. Porto Alegre: L&PM, 1996. p. 96 e 98
Então, buscando sempre persuadir o seu catequizado auditório, retomou o padre Gumercindo o seu sermão:
– Queridos filhos, amados irmãos. Como repetidas vezes já lhes disse, as terras desta região, todas as terras do Brasil, pertencem ao Rei de Portugal, porque foram os portugueses que, arriscando as suas vidas, descobriram o Brasil. Quando alguém é o primeiro a descobrir uma coisa, essa coisa passa a pertencer-lhe. (...) Assim, as terras do Brasil passaram a ser terras de Portugal, desde o dia em que os portugueses, como já lhes disse, descobriram o Brasil. Então, o Rei de Portugal, que é quem governa os portugueses, e que, governando os portugueses, é quem governa Portugal, começou a distribuir aos portugueses as terras do Brasil, que eram já terras de Portugal. (...) Assim manda a lei de Deus e assim quer a lei dos homens. Logo, se vocês, como todos nós cristãos, obedecem à lei de Deus, e, como homens, obedecem à lei que os homens, seguindo os ensinamentos de Deus, criaram para que por ela os homens fossem governados, têm todos vocês, caros cristãos, de obedecer ao capitão Policarpo, que é, agora, o dono das terras onde vocês vivem e trabalham. Nestas terras, a partir de hoje, quem mandará é ele; porque, já que quem manda numa coisa é o dono da coisa, sendo ele o dono das terras, é ele quem vai mandar nas terras. De hoje em diante, amados irmãos, segundo a forma de costume, segundo a lei, vocês terão, portanto, de entregar ao capitão a metade de tudo que produzirem nestas terras de Cuia d’Água. É o sistema de meação, que cá introduzimos, amados irmãos, para evitar que vocês trabalhassem em escravidão como os negros, que, sustentados pelo senhor deles, têm de lhe pagar a ele com trabalho o sustento. Agradeçamos, portanto, a Deus, a graça da meação, e tratemos de trabalhar e sempre trabalhar, porque o trabalho honra e dignifica o homem. (...)
SALES, Herberto. Os pareceres do tempo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1997. p. 98-9.
O discurso do escrivão e o do sacerdote convergem para a idéia de que:
(01) a cristianização salvadora era o esforço central e único da ação dos portugueses em relação aos índios.
(02) o esforço pedagógico da conversão dos índios visava à legitimação de uma escala
hierárquica de poder.
(04)o trabalho era considerado o meio mais adequado de tornar os indígenas cidadãos livres, conscientes de seus direitos e deveres em relação à coroa portuguesa.
(08) o objetivo libertador da catequese foi, na prática, posto a serviço de interesses políticos e econômicos.
(16) o processo de colonização buscava implementar formas de trabalho que promovessem a cooperação equitativa entre índios e portugueses.
(32) havia uma identificação estratégica e intencional entre preceitos cristãos e prescrições do poder constituído.
(64) era comum a compreensão de que a escravidão seria uma forma anticristã de exploração do trabalho indígena.
REDUÇÕES
América espanhola
INQUISIÇÃO�NO BRASIL
BRASIL�
Processo da Inquisição��As Denúncias
“(...) muitos denunciavam copiosamente tudo o que sabiam ou suspeitavam, dos padres às prostitutas, das tavernas às pequenas moradas, das cartas aos olhares. Entre esses que muito falavam durante a visita [dos enviados dos bispos ou deles mesmos] ocorria, às vezes, a irônica situação de serem mais adiante eles próprios denunciados pelas mesmos crimes imputados a quem acusavam.”
Extraído de: FIGUEIREDO, Luciano Raposo de Almeida. Barrocas Famílias: vida familiar em Minas Gerais no século XVIII. (Dissertação de mestrado). São Paulo: FFLCH-USP, 1989.
As Penas
Para avaliar as penas sofridas pelos acusados, leia atentamente os textos seguintes:
Inquisição de Coimbra
Berlinda�castigo leve, público
A roda
CORTA O PEITO, E PRENDE PELAS VÍSCERAS
Virgem de Nuremberg
entre os índios tupis: �os pajés
“Entre eles se alevantarão algumas vezes alguns feiticeiros, a que chamam Caraíbas, Santo ou Santidade, e é de ordinário algum índio ruim de vida: este faz feitiçarias, e outras cousas estranhas à natureza, como mostrar que ressuscita a algum vivo que se faz de morto (...)”
Figura: Pajés Tupinambás de Theodore De Bry
Tratado da Terra e da Gente do Brasil, Fernando Cardim.
Leia, com atenção, o trecho extraído de um tratado médico português da época colonial.
“Tomem um cão preto, pendure-se com os pés para cima e bem seguro no ramo de uma árvore, ou cousa semelhante, e estando assim pendurado o açoitem e façam enraivecer muito, e então lhe cortem a cabeça de repente. Esta cabeça se meta em uma panela nova (...) até que a dita (...) fique reduzida a pó fino e com estes se pulverizem as chagas as vezes que forem necessárias.”
COSTA, Afonso da A árvore da vida. Tronco I, parte I, ramo 3.
“Maria Silva, mulher de João Esteves,(...) foi encarcerada pela Inquisição de Lisboa em 1664. Ao longo do primeiro interrogatório, os inquisidores perguntaram-lhe se sabia o porquê de estar presa. Não hesitou em dizer ‘certamente era devido a falsos-testemunhos de inimigos que queriam prejudicar-lhe’.”
Extraído de PIERONI, Geraldo. Bruxas e curandeiros: a desordem do mundo. In: Os excluídos do Reino: a Inquisição portuguesa e o degredo para o Brasil Colônia. Brasília: EdUnb, 2000; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2000, p. 167
“(...) foram 10 os curandeiros por ela denunciados, 4 dos quais eram mulheres (...) Luzia da Costa, na ilha dos Coqueiros, viúva, curava ‘carne quebrada’ e benzia olhados; a sua filha Antónia, solteira, moradora no mesmo local, benzia erisipela; Maria dos Candeios, casada, moradora no Sibiró, benzia olhados; finalmente, Maria dos prazeres, solteira, moradora nos outeiros de Maracaipe, benzia ‘bichas e quebranto’ e curava ‘carne quebrada’. Como nada é dito na denúncia acerca da etnia das curandeiras, é de se supor que fossem brancas.
SILVA, Maria Beatriz Nizza da. Donas e plebéias. Lisboa: Estampa, 2002, p. 290.
“(...) muitos denunciavam copiosamente tudo o que sabiam ou suspeitavam, dos padres às prostitutas, das tavernas às pequenas moradas, das cartas aos olhares. Entre esses que muito falavam durante a visita [dos enviados dos bispos ou deles mesmos] ocorria, às vezes, a irônica situação de serem mais adiante eles próprios denunciados pelas mesmos crimes imputados a quem acusavam.”
Extraído de: FIGUEIREDO, Luciano Raposo de Almeida. Barrocas Famílias: vida familiar em Minas Gerais no século XVIII. (Dissertação de mestrado). São Paulo: FFLCH-USP, 1989.
Com base nos trechos que você acabou de ler, clique nas situações que melhor justificam as denúncias por parte da população:
Camuflar os próprios crimes.
Atingir os inimigos
Colaborar com a igreja denunciando os mal passos.
Recebimento de pagamentos
Tortura
continua
Camuflar os próprios crimes.
Atingir os inimigos
Colaborar com a igreja denunciando os mal passos.
Recebimento de pagamentos
Tortura
Com base nos trechos que você acabou de ler, clique nas situações que melhor justificam as denúncias por parte da população:
CERTO!
muitos denunciantes também eram acusados por outras pessoas de praticarem a feitiçaria. Isso sugere que, quando faziam denúncias, estavam querendo despistar, camuflar suas próprias práticas.
continua
Camuflar os próprios crimes.
Atingir os inimigos
Colaborar com a igreja denunciando os mal passos.
Recebimento de pagamentos
Tortura
Com base nos trechos que você acabou de ler, clique nas situações que melhor justificam as denúncias por parte da população:
CERTO!
A Igreja desenvolvia uma pedagogia de combate às práticas mágicas, isso era interiorizado pela população que denunciava seus conhecidos. Às vezes, uma pessoa após recorrer a tais práticas, arrependia-se, confessava e acabava denunciando, com isso, seus cúmplices.
continua
Camuflar os próprios crimes.
Atingir os inimigos
Colaborar com a igreja denunciando os mal passos.
Recebimento de pagamentos
Tortura
Com base nos trechos que você acabou de ler, clique nas situações que melhor justificam as denúncias por parte da população:
ERRADO!
Nos trechos analisados, não é possível perceber essa prática.
Camuflar os próprios crimes.
Atingir os inimigos
Colaborar com a igreja denunciando os mal passos.
Recebimento de pagamentos
Tortura
Com base nos trechos que você acabou de ler, clique nas situações que melhor justificam as denúncias por parte da população:
CERTO!
Como nos mostra o caso de Maria Silva, muitas vezes as denúncias visavam atingir os inimigos.
continua
Camuflar os próprios crimes.
Atingir os inimigos
Colaborar com a igreja denunciando os mal passos.
Recebimento de pagamentos
Tortura
Com base nos trechos que você acabou de ler, clique nas situações que melhor justificam as denúncias por parte da população:
ERRADO!
Nos trechos analisados, não é possível perceber essa prática.
É muito comum imaginarmos as feiticeiras ardendo nas fogueiras da Inquisição. Mas devemos tomar cuidado, de acordo com Geraldo Pieroni:�
“A maior parte dos feiticeiros portugueses foi degredada. Em Portugal, a feitiçaria poucas vezes levou os acusados à fogueira. Mesmo num caso extremo em que o culpado era julgado herege e apóstata e, portanto, destinados às chamas purificatórias, se ele se arrependesse, reconhecesse suas faltas e pedisse perdão, em vez de pena capital era degredado e instruído na fé católica para, em seguida, confessar e receber o sacramento da comunhão.”
PIERONI, Geraldo. Os excluídos do Reino: a Inquisição portuguesa e o degredo para o Brasil Colônia. Brasília: EdUnb, 2000; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2000, p. 168.
Do ponto de vista da Inquisição:
a. o problema dos métodos citados no trecho residia na dissimulação, que acabava por enganar o enfeitiçado.
b. o diabo era um concorrente poderoso da autoridade da Igreja e somente a justiça do fogo poderia eliminá-Io.
c. os ingredientes em decomposição das poções mágicas eram condenados porque afetavam a saúde da população.
d. as feiticeiras representavam séria ameaça à sociedade, pois eram perceptíveis suas tendências feministas.
e. os cristãos deviam preservar a instituição do casamento recorrendo exclusivamente aos ensinamentos da Igreja.
EXPULSÃO DOS JESUÍTAS
Sebastião José de Carvalho e Melo
Marquês
de
Pombal
REI D.JOSÉ I�Déspota esclarecido
Atentado contra D.José I
ACUSAÇÃO���formação de um Império Teocrático
http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/especial-expulsao-dos-jesuitas-cortados-pela-raiz
Aquarela representativa da expulsão dos Jesuitas, fotografia de Garcia Nunes, Arquivo Municipal de Lisboa, AFML - A59744
��Diretório dos Índios�(MILITARES-ADM.)��� Ensino Régio �� Subsídio Literário�(SOBRE CARNE, SAL, VINAGRE)��
Professores régios
data | Nº de prof. | local |
1760 | 1 | PA |
1760 | 2 | PE |
1772 | 15 | RJ,SP, MG, PE, MA |
1778 | 12 | RJ, SP, MG,PE,PA |
“Anchieta aprende o tupi e faz cantar e rezar nessa língua os anjos e santos do catolicismo...Inventa um imaginário estranho sincrético, nem só católico, nem puramente tupi-guarani, quando forja figuras míticas como karaibebé, literalmente profetas que voam, nos quais o nativo identificava talvez os anunciadores da Terra sem Mal...”
(BOSI, Alfredo, Dialética da Colonização. São Paulo: Companhia das Letras, 1992, p. 31.)
Das considerações acima se podem extrair aspectos essenciais da catequese jesuítica no Brasil. Assinale a opção que melhor sintetiza a ideia do trecho citado:
a) Os missionários foram implacáveis na catequese dos índios, não cedendo um milímetro no tocante a crenças, dogmas e liturgia católicos.
b) A catequese jesuítica no Brasil abandonou completamente o ideal missionário, vergando-se na prática às crenças indígenas.
c) Anchieta não fazia mais do que troçar dos índios, fingindo que acreditava nos pajés quando, no fundo, queria propagar o catolicismo.
d) A catequese jesuítica, pressionada entre o propósito evangelizador e o abismo entre o catolicismo e a cultura indígena, optou por uma linguagem catequética híbrida, católica no conteúdo e tupi na forma, do que resultou um catolicismo estruturalmente sincrético.
e) Os jesuítas traíram completamente os ideais proselitistas da Contra-Reforma, disseminando um catolicismo falsificado, não só no Brasil como em outras partes do império português, razão pela qual seriam perseguidos pelo Marquês de Pombal no século XVIII.
RELAÇÃO COM AS MULHERES
Misoginia�
Visão herdada da tradição cristã, segundo a qual a culpa por toda desgraça do homem era imputada ao sexo feminino, especialmente àquela relacionada ao desvio de conduta moral.�
Imagem: O Inferno, anônimo, século XVI
“Não há víbora que tenha tanta peçonha como a língua de uma mulher” ( João de Barros)
“Diferentes tentações apoquentam o homem nas várias fases da vida, algumas quando jovem, outras na velhice mas a mulher ameaça-o sempre(...) este inimigo universal está sempre a inquietar-nos”.
( Jesuíta Baltazar Gracián )
Recolhimentos de mulheres
Convento de Macaúbas de Rui de Paula,
Santa Luzia - MG. (Acervo de Cristiano César Marques)
Texto 2
Recebendo côngruas irrisórias, eram os padres forçados a procurar profissões mais lucrativas(...), esqueciam as suas obrigações e os interesses das suas paróquias,(...) eram mandados muitos deles ao santuário por imposição dos pais, vaidosos de ter um “filho padre”. Freqüentando cursos aligeirados, para os quais faltava a verdadeira vocação, faziam por fazer os votos sagrados, nem sempre respeitavam o da castidade, quantos deles constituindo famílias de concubinas (...). Legitimavam geralmente os filhos.
In: Azzi Riolando. O clero. História da Igreja no Brasil
Texto