Rampas para Jesus
Uma proposta paroquial
Rampas para Jesus - o que é?
A proposta ‘Rampas para Jesus’ consiste num mini-roteiro centrado em três verbos: Chamar, acolher e valorizar, criando um ciclo virtuoso que acreditamos poder levar à inclusão efectiva das pessoas com deficiência na vida da Igreja, ao nível paroquial.
Rampas para Jesus - algumas perguntas
Onde estão as pessoas com deficiência?
As pessoas com deficiência acedem à catequese?
As pessoas com deficiência acedem aos sacramentos?
As pessoas com deficiência têm oportunidade para mostrar os seus dons?
O que diz a Igreja sobre a inclusão de pessoas com deficiência
A participação de pessoas com deficiência na vida da Igreja abre caminho a relações simples e fraternas.
Sujeito plenamente humanos, com correspondentes direitos inatos sagrados e inalienáveis.
(...) (pessoas com deficiência) recebem a eucaristia na fé da família ou da comunidade que os acompanha.
S. João Paulo II, 1981, Ano Internacional das Pessoas Deficientes
Papa Bento XVI, Sacramentum Caritatis
Papa Francisco, Vaticano
O que diz a Igreja sobre a inclusão de pessoas com deficiência
consciência da educabilidade para a fé da pessoa com deficiência, até grave e gravíssima; e a vontade de a considerar um sujeito ativo na comunidade em que vive
(...) neste barco, há alguns, como as pessoas com deficiências graves, que têm de lutar mais.
Muitas pessoas com deficiência sentem que vivem sem pertença nem participação.
Papa Francisco, 2020, Dia Internacional das Pessoas com Deficiência
Papa Francisco, Fratelli Tutti, nr 98
Papa Francisco, 2016, Dia Internacional das Pessoas com Deficiência
Novo directório para a catequese
269. A solicitude da Igreja para com as pessoas com deficiência brota do agir de Deus. Seguindo o princípio da encarnação do Filho de Deus, o qual se torna presente em cada situação humana, a Igreja reconhece nas pessoas com deficiência o chamamento à fé e a uma vida boa e cheia de significado. O tema da deficiência é de grande importância para a evangelização e para a formação cristã. As comunidades são chamadas não só a cuidar dos mais frágeis, mas a reconhecer a presença de Jesus que neles se manifesta de modo especial. Isto «requer uma dupla atenção: a consciência da educabilidade para a fé da pessoa com deficiência, até grave e gravíssima; e a vontade de a considerar um sujeito ativo na comunidade em que vive». Infelizmente, a nível cultural, está difusa uma conceção da vida, muitas vezes narcisista e utilitarista, que não capta a multiforme riqueza humana e espiritual nas pessoas com deficiência, esquecendo-se que a vulnerabilidade pertence à essência do homem e não impede que sejam felizes e se realizem a si mesmas.
Novo directório para a catequese
270. As pessoas com deficiência constituem uma oportunidade de crescimento para a comunidade eclesial que, com a sua presença, é incentivada a superar os preconceitos culturais. Na verdade, a deficiência pode causar incómodo, porque coloca em evidência a dificuldade de acolher a diversidade; pode mesmo suscitar medo, especialmente se for marcada por um caráter de permanência, porque é uma referência à situação radical de fragilidade de cada um, que é o sofrimento e, em última análise, a morte. Justamente por serem testemunhas das verdades essenciais da vida humana, as pessoas com deficiência devem ser acolhidas como um grande dom. A comunidade, enriquecida pela sua presença, fica mais consciente do mistério salvífico da cruz de Cristo e, vivendo relações recíprocas de acolhimento e solidariedade, torna-se geradora de uma vida boa e sinal para o mundo. Por este motivo, a catequese deverá ajudar os batizados a ler o mistério da dor humana à luz da morte e ressurreição de Cristo.
Novo directório para a catequese
271. Compete às Igrejas locais abrir-se ao acolhimento e à presença habitual das pessoas com deficiência no âmbito dos percursos de catequese, marcando posição a favor de uma cultura da inclusão contra a lógica do descarte. As pessoas com deficiências intelectuais vivem a relação com Deus na imediatez da sua intuição e é necessário e honroso acompanhá-las na vida de fé. Isso exige que os catequistas procurem novos canais de comunicação e métodos mais adequados para favorecer o encontro com Jesus. Por isso, são úteis as dinâmicas e linguagens de tipo experiencial que impliquem os cinco sentidos e percursos narrativos capazes de envolver todos os sujeitos de maneira pessoal e significativa. Em vista deste serviço, é bom que alguns catequistas recebam uma formação específica. Os catequistas devem estar próximos também das famílias de pessoas com deficiência, acompanhando-as e favorecendo a sua plena inserção na comunidade. A abertura destas famílias à vida é um testemunho que merece grande respeito e admiração.
Novo directório para a catequese
272. As pessoas com deficiência são chamadas à plenitude da vida sacramental, mesmo quando se trata de distúrbios graves. Os sacramentos são dons de Deus e a liturgia, ainda antes de ser compreendida racionalmente, pede para ser vivida: portanto, ninguém pode recusar os sacramentos às pessoas com deficiência. A comunidade que sabe descobrir a beleza e a alegria da fé de que estes irmãos são capazes torna-se mais rica. Por isso, é importante a inclusão pastoral e o envolvimento na ação litúrgica, especialmente dominical. As pessoas com deficiência podem realizar a dimensão alta da fé que compreende a vida sacramental, a oração e o anúncio da Palavra. Efetivamente, elas não são apenas destinatárias de catequese, mas protagonistas de evangelização. É desejável que elas mesmas possam ser catequistas e transmitir a fé de modo mais eficaz, com o seu testemunho.
Como fazer para que as pessoas com deficiência acedam à vida
da Igreja, contribuindo activamente?
Chamar!
Acolher!
Valorizar!
Com a ajuda de todos!!!
Anunciar a vontade de inclusão:
O prior deverá verbalizar à comunidade a sua vontade de inclusão, nas missas, folha paroquial, etc…
e perguntar aos agentes pastorais acerca da sua capacidade concreta para incluir as pessoas com deficiência.
1- Chamar!
Concretamente: introduzir uma nova forma de ver a realidade, através da
nomeação de uma pessoa para o Conselho Pastoral
que tenha a sensibilidade para encontrar formas de acolher e de estabelecer pontes intra paroquiais e com as famílias.
2 - Acolher e participar!
Conhecer as pessoas com deficiência, perguntar em que medida sentem poder contribuir para a vida da paróquia.
Acolher ideias e projetos de inclusão das pessoas com deficiência, dos agentes pastorais, da comunidade em geral e que sejam adequados à realidade paroquial.
Exemplos
Precisamos de ajuda no coro, precisamos de acólitos e de leitores, gostávamos de iniciar um grupo do Movimento Fé e Luz...
3 - Valorizar!
É um caminho que se vai fazendo em comunidade.
Nas situações possíveis pode ser a partilha de testemunhos reais da comunidade.
A presença activa das pessoas com deficiência na paróquia são um testemunho poderoso de inclusão.
Divulgando as boas práticas da paróquia para que todos sintam que têm lugar na paróquia!
Leituras recomendadas
As pessoas com deficiência estão institucionalizadas ou com as suas famílias, em casa. Precisam da comunidade, de se sentir acolhidas, amadas e de ter oportunidade para mostrar os seus dons à comunidade..
Ao trabalho!
O Serviço Pastoral a Pessoas com Deficiência do Patriarcado de Lisboa existe para ajudar. Não hesite em falar conosco!