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O Petróleo no Brasil: Desafios e Oportunidades

O Brasil bateu recordes de produção média anual em 2022 e 2023, ultrapassando a marca dos 3 milhões de barris diários e ingressando no seleto grupo dos 10 maiores produtores mundiais de petróleo.

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Protagonismo Petrolífero na América Latina

Graças à extração do petróleo na camada pré-sal, o Brasil, junto com a Guiana, assumiu o protagonismo petrolífero da América Latina, desbancando produtores tradicionais como o México e a Venezuela.

Este avanço ocorre em plena situação de emergência climática, quando o mundo busca alternativas de transição energética.

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Exploração de Petróleo na Camada Pré-sal

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Navio-Plataforma

O navio-plataforma tipo FPSO, geralmente usado no pré-sal, pode produzir 180 mil barris diários de petróleo. Na unidade trabalham cerca de 200 pessoas.

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Cabos de Ancoragem

Evitam que o movimento do mar desloque o navio e prejudique a extração. Os cabos de aço, presos aos navios, são ligados a âncoras cravadas no subsolo marinho.

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Risers

Tubos que transportam óleo, água e gás para o navio.

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Tecnologia de Perfuração

Árvore de Natal

Válvulas que levam óleo, água e gases que vêm do subsolo.

Broca de Perfuração

É feita de cones de aço ou, no caso de rochas mais duras, tem pontas de diamante. Durante a perfuração, é preciso injetar lama para resfriar a broca.

O Brasil é um dos países que mais desenvolveram tecnologias para a exploração de petróleo em águas profundas.

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Profundidade das Camadas

Nível do Mar

Espelho d'água

2.200 metros

Profundidade da água

3.000 metros

Camada Pós-sal

5.000 metros

Camada de Sal

7.000 metros

Camada Pré-sal

Apesar das dificuldades e dos custos elevados, a exploração pode ser lucrativa em razão da qualidade do óleo extraído e de seu alto valor comercial.

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Reservas e Perspectivas Futuras

Reservas Atuais

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), as reservas de petróleo já mapeadas garantem fornecimento até a década de 2030.

Desafio

Depois de 2030, a produção deve começar a cair se não forem abertas novas fronteiras exploratórias.

Nova Fronteira

A maior aposta está na exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial, entre os estados do Amapá e do Rio Grande do Norte.

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Margem Equatorial: Potencial Geológico

A atratividade da Margem Equatorial foi impulsionada por descobertas de acumulação petrolífera ocorridas na Bacia do Tano, em Gana, em 2007.

Isso ocorre porque a configuração e a evolução geológica no oeste do continente africano são semelhantes à da área mencionada, no Brasil.

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Argumentos a Favor da Exploração

Soberania Energética

A Petrobrás e a indústria do petróleo e do gás defendem que o Brasil deve pesquisar e explorar essas reservas para garantir a soberania energética nacional.

Competição Regional

Guiana e Suriname já fizeram grandes descobertas na região, e o petróleo deve seguir sendo um combustível importante nas próximas décadas.

Segurança Comprovada

A Petrobrás alega já ter perfurado mais de três mil poços em águas profundas, com baixa ocorrência de acidentes ambientais.

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Argumentos Contra a Exploração

Impacto Ambiental

Ambientalistas acreditam que ainda há pouco conhecimento sobre os recifes de corais presentes na região, que podem ser afetados, e sobre os fluxos das correntes marinhas.

Comunidades Tradicionais

Alertam sobre os impactos negativos nas comunidades tradicionais e indígenas, que podem resultar do aumento do tráfego aéreo, da construção de novas estruturas viárias e do desmatamento.

Emergência Climática

O principal argumento contrário diz respeito à emergência climática que torna urgente direcionar recursos para fontes limpas e renováveis.

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O Dilema Brasileiro

Na condição de país megabiodiverso e que apresenta um porcentual relativamente elevado de fontes renováveis em sua matriz energética, o Brasil também é protagonista nas discussões climáticas globais.

O desafio está em equilibrar o desenvolvimento económico através da exploração de petróleo com os compromissos ambientais e a transição para energias renováveis.