Etapa Ensino Fundamental
Anos Finais
As disputas políticas e o fim do Primeiro Reinado
8º ANO
Aula 3 – 3º Bimestre
História
Conteúdo
Objetivos
Depois de termos estudado um pouco sobre o Primeiro Reinado brasileiro, partindo dos questionamentos a seguir, vire e converse com seu(sua) colega:
Para começar
RESPOSTA ESPERADA:
Durante o Primeiro Reinado, o Brasil enfrentou diversos desafios, como a centralização do poder nas mãos de Dom Pedro I, as revoltas populares (p. ex., a Confederação do Equador) e as tensões com os portugueses resistentes à independência do país. Esses desafios provocaram instabilidade política e problemas econômicos.
Correção
Para começar
RESPOSTA ESPERADA:
Sim, alguns conflitos durante o Primeiro Reinado influenciaram a estabilidade do governo. Um deles foi a Confederação do Equador, uma revolta que aconteceu na região Nordeste do Brasil. A existência desses conflitos evidencia que o Brasil ainda estava passando por dificuldades para se manter unido e que o Imperador enfrentava resistência e revoltas nas províncias.
Correção
Para começar
A crise do Primeiro Reinado�
Como temos estudado desde o bimestre anterior, o Primeiro Reinado no Brasil ocorreu entre 1822 e 1831, tendo se iniciado após a proclamação da Independência do país. Esse foi um contexto desafiador para o Imperador Dom Pedro I, que, indo na contramão em relação à maior parte dos outros países recém-independentes da América, estabeleceu aqui uma monarquia constitucionalista. A centralização do poder nas mãos de Dom Pedro I acarretou conflitos, problemas econômicos e desafios políticos.
Representação da cerimônia de coroação de Dom Pedro I.
Foco no conteúdo
No entanto, Dom Pedro I, o primeiro Imperador do Brasil, nunca renunciou seus direitos ao trono português. Com a morte de Dom João VI em 1826, após ter estabelecido uma disputa com seu irmão, Dom Miguel, Dom Pedro I decidiu assumir o trono em Portugal em 1831 (lá ganhando o título de Dom Pedro IV).
O rei de Portugal Dom João VI, em gravura de 1825, de Manuel Antônio de Castro.
Foco no conteúdo
Inicialmente, após a morte de seu pai, o Imperador brasileiro abdicou da coroa portuguesa, por acreditar que a união entre Brasil e Portugal era inaceitável para ambas as nações. Ele então passou o trono para sua filha mais velha, Dona Maria da Glória. A menina tinha sete anos incompletos na época. Sua abdicação, no entanto, foi condicional. Portugal deveria aceitar uma constituição elaborada por ele e, em uma tentativa de negociação com seu irmão Dom Miguel, sugeriu um casamento entre o tio e a sobrinha.
Gravura presente na contracapa da carta constitucional para Portugal, com Dom Pedro I, Leopoldina e Dona Maria da Glória.
Foco no conteúdo
Dom Miguel aceitou as condições impostas pelo irmão de tornar-se noivo da sua sobrinha, Dona Maria da Glória, para poder ser nomeado regente do reino durante sua menoridade. No entanto, com o apoio de sua mãe, Carlota Joaquina, e da maior parte de suas irmãs, ele anulou a constituição logo após ter sido nomeado regente da sobrinha no início de 1828, sendo aclamado como rei com o apoio dos portugueses que eram a favor do absolutismo.
Retrato de Miguel I de Portugal, João Baptista Ribeiro, 1828.
Foco no conteúdo
Dom Miguel desrespeitou a constituição proposta por Dom Pedro I para Portugal ao assumir o trono, dando início a uma longa disputa entre os irmãos.
Essa disputa também promoveu instabilidade política no Brasil, que já enfrentava problemas. Estes eram de ordem econômica, além de revoltas internas, como a Confederação do Equador, e externas, como a Guerra da Cisplatina, que também causaram instabilidade política.
Charge representando os dois irmãos, D. Pedro e D. Miguel, a brigar pela coroa portuguesa, Honoré Daumier, 1833.
Foco no conteúdo
Conflitos no Primeiro Reinado: �a Confederação do Equador
Já citamos em aulas anteriores o caso da Confederação do Equador, uma mobilização popular que ocorreu durante o Primeiro Reinado no Brasil, iniciada na região Nordeste em 1824, mais especificamente na província de Pernambuco.
Estudo para Frei Caneca, de Antônio Parreiras, 1918. Frei Caneca foi um dos líderes da Confederação do Equador, tendo sido condenado à morte.
Foco no conteúdo
Essa mobilização foi motivada pela insatisfação de parte da população com o governo centralizador de Dom Pedro I, que estava sendo considerado autoritário e pouco preocupado com as demandas regionais.
O objetivo principal da Confederação do Equador era alcançar a independência da região Nordeste e estabelecer uma república federativa.
Trecho de um panfleto distribuído à população pelos revolucionários que dizia que era melhor “sofrer mil mortes” do que ser “escravo de déspotas tiranos”.
Foco no conteúdo
Os líderes desse movimento eram principalmente membros da elite local, como intelectuais, comerciantes e proprietários de terras.
Essa mobilização popular foi duramente reprimida pelo exército imperial. Após uma série de batalhas, a Confederação do Equador foi derrotada em 1824. Os líderes foram presos, exilados ou executados. Esse episódio da História do Brasil evidencia a luta por autonomia regional e os desafios enfrentados durante o período do Primeiro Reinado.
Trecho de documento assinado por Dom Pedro I suspendendo todos os direitos políticos dos suspeitos de envolvimento na Confederação do Equador.
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Conflitos no Primeiro Reinado: �a independência da Cisplatina
Durante o Primeiro Reinado no Brasil, um dos principais desafios enfrentados foi a Guerra da Cisplatina, que ocorreu entre 1825 e 1828. A Cisplatina, localizada onde atualmente fica o Uruguai, era uma província que fazia parte do território brasileiro na época.
Mapa do Brasil durante o Primeiro Reinado, com a província da Cisplatina destacada.
Foco no conteúdo
No entanto, os cisplatinos, como eram chamados os habitantes da região, começaram a manifestar o desejo de independência e se uniram em uma luta contra o Império brasileiro. Eles buscavam autonomia e a separação desse território da influência brasileira.
A guerra envolveu confrontos militares entre as tropas imperiais e as forças locais, além do envolvimento de outros países, como a Argentina, que também tinha interesses na região. O conflito durou anos, com diversas batalhas e negociações diplomáticas.
Declaração de guerra do Império Brasileiro contra as Províncias Unidas do Rio da Prata, 1825.
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O Brasil enfrentou dificuldades para combater a resistência cisplatina e manter o controle sobre a região. Houve um enorme gasto econômico e estima-se que cerca de 8 mil brasileiros foram mortos. Em 1828, foi assinada uma convenção de paz entre Brasil e Argentina, que reconhecia a independência da Cisplatina como um novo país, o Uruguai.
O fim do controle brasileiro sobre a região foi considerado uma derrota. O conflito evidenciou as dificuldades enfrentadas pelo Império brasileiro em manter a unidade territorial e enfrentar os movimentos separatistas em suas províncias.
O Uruguai adotou o Sol de Maio como símbolo. Ele faz referência ao deus-sol inca, Inti.
Foco no conteúdo
Todo mundo escreve!
Peguem uma folha de papel e uma caneta ou um lápis. Vocês terão 10 minutos para escrever de forma concisa e clara a respeito de suas percepções e aprendizados sobre a crise do Primeiro Reinado, a Confederação do Equador e a Independência da Cisplatina.
Utilizem as informações que assimilou durante esta aula e nas aulas anteriores para fundamentar suas reflexões. Quando finalizarem, entreguem seus registros para avaliação.
Na prática
O fim do Primeiro Reinado
Na edição de 16 de março de 1831, o jornal Aurora Fluminense noticiou a Noite das Garrafadas.
O descontentamento com o Imperador Dom Pedro I era crescente, resultando em protestos populares nas ruas. Um dos eventos marcantes desse período foi a Noite das Garrafadas, que ocorreu no Rio de Janeiro entre os dias 13 e 15 de março de 1831. Durante essa noite, portugueses apoiadores de Dom Pedro I e brasileiros que faziam oposição ao Imperador promoveram conflitos nas ruas da capital.
Foco no conteúdo
Essa situação de instabilidade assustou Dom Pedro I, levando-o a tomar uma medida para acalmar a situação. Ele formou um ministério com uma perspectiva mais descentralizadora composto por brasileiros na tentativa de promover estabilidade política. No entanto, o descontentamento popular e a oposição do Exército continuaram a crescer, intensificando a pressão sobre o Imperador.
“Morre um Liberal, mas não morre a Liberdade.” O assassinato do médico e jornalista Líbero Badaró exaltou os ânimos nas províncias, culminando na Noite das Garrafadas. Ele era um crítico de Dom Pedro I e defendia uma descentralização do poder do imperial.
Foco no conteúdo
Em meio a esse cenário conturbado, Dom Pedro I ainda enfrentava uma divisão entre seu papel como Imperador do Brasil e sua aspiração ao trono português. Em meio a essas adversidades, Dom Pedro I tomou uma decisão histórica: abdicou do trono em favor de seu filho e herdeiro, Dom Pedro II, em 7 de abril de 1831, tendo se estabelecido um governo regencial durante a menoridade de Dom Pedro II, que tinha apenas 5 anos na época.
Carta de abdicação de Dom Pedro I.
Foco no conteúdo
Após ter abdicado, Dom Pedro I partiu para a Europa com o objetivo de reunir recursos e exércitos para lutar contra seu irmão, Dom Miguel. A guerra civil em Portugal resultou na ascensão de sua filha Maria da Glória ao trono português.
Carta de abdicação de Dom Pedro I.
Foco no conteúdo
Estude, converse, pare e escreva
Forme uma dupla!
A partir do que aprendemos sobre o fim do Primeiro Reinado, a Noite das Garrafadas e a abdicação de Dom Pedro I, estude e converse com o seu colega sobre o que aprendeu de mais significativo.
Após a conversa, pare para refletir sobre os assuntos debatidos e escreva individualmente uma síntese com suas conclusões em relação ao que você compreendeu sobre a aula de hoje.
Aplicando
O que aprendemos hoje?
Tarefa SP
Localizador: 97271
Videotutorial: http://tarefasp.educacao.sp.gov.br/
SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo Paulista: Etapas Educação Infantil e Ensino Fundamental. São Paulo, 2019.
SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo em Ação. Coordenadoria Pedagógica – COPED. São Paulo, 2023.
LEMOV, D. Aula Nota 10 2.0: 62 técnicas para melhorar a gestão da sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2018.
Referências
Lista de imagens e vídeos
Slides 3, 4 e 5 – https://cutt.ly/NwwGyMfQ
Slide 6 – https://cutt.ly/hwwGuk7o
Slide 7 – https://cutt.ly/TwwGuV2g
Slide 8 – https://cutt.ly/JwwGic3h
Slide 9 – https://cutt.ly/KwwGi8eK
Slide 10 – https://cutt.ly/dwwGokMU
Slide 11 – https://cutt.ly/QwwGoCFZ
Slide 12 – https://cutt.ly/jwwGps3y
Slide 13 – https://cutt.ly/IwwGpPQM
Slide 14 – https://cutt.ly/ZwwGaryc
Referências
Lista de imagens e vídeos
Slide 15 – https://cutt.ly/vwwGaUtT
Slide 16 – https://cutt.ly/VwwGsjyp
Slide 18 – https://cutt.ly/NwwGs1yY
Slide 19 – https://cutt.ly/owwGdsN5
Slide 20 – https://cutt.ly/DwwGdT58
Slide 21 – https://cutt.ly/jwwGfqL7; https://cutt.ly/YwwGfQfo e https://cutt.ly/CwwGfFel
Referências
Material
Digital