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REFRIGERAÇÃO E AR-CONDICIONADO��Módulo 3�Ciclos de Refrigeração a Vapor e a Gás – real��Refrigeração em Cascata

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Engenharia Mecânica

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CICLO REAL DE REFRIGERAÇÃO POR COMPRESSÃO DE VAPOR

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CICLO REAL DE REFRIGERAÇÃO POR COMPRESSÃO DE VAPOR�

  • Um ciclo real de refrigeração por compressão de vapor difere do ciclo ideal de várias maneiras, principalmente devido às irreversibilidades que ocorrem nos diversos componentes. Duas fontes comuns de irreversibilidades são o atrito do fluido (que causa quedas de pressão) e a transferência de calor de ou para a vizinhança. O diagrama T-s de um ciclo real de refrigeração por compressão de vapor é mostrado na Figura.
  • No ciclo ideal, o refrigerante sai do evaporador e entra no compressor como
  • vapor saturado. Na prática, porém, pode não ser possível controlar o estado do refrigerante de modo tão preciso. Em vez disso, é mais fácil criar o sistema para que o refrigerante fique ligeiramente superaquecido na entrada do compressor. Essa pequena segurança de projeto garante que o refrigerante esteja totalmente vaporizado quando entrar no compressor.

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  • Da mesma forma, a linha que conecta o evaporador ao compressor em geral é muito longa. Assim, a queda de pressão causada pelo atrito do fluido e pela transferência de calor da vizinhança para o refrigerante pode ser significativa. O resultado do superaquecimento (o ganho de calor na linha de conexão) e das quedas de pressão no evaporador e na linha de conexão é um aumento no volume específico, que também gera um aumento nos requisitos de entrada de potência para o compressor, uma vez que o trabalho com escoamento em regime permanente é proporcional ao volume específico.
  • O processo de compressão no ciclo ideal é internamente reversível e adiabático e, portanto, é isentrópico. Entretanto, o processo real de compressão envolve efeitos de atrito, o que aumenta a entropia e a transferência de calor, que pode aumentar ou diminuir a entropia, dependendo da direção. Dessa forma, a entropia do refrigerante pode aumentar (processo 1-2) ou diminuir (processo 1-2') durante um processo real de compressão, dependendo dos efeitos que dominam. O processo de compressão 1-2' pode ser mais desejável do que o processo de compressão isentrópica, uma vez que o volume específico do refrigerante e, portanto, o requisito de entrada de trabalho são menores nesse caso. Assim, o refrigerante deveria ser resfriado durante o processo de compressão sempre que isso fosse prático e econômico

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  • No caso ideal, admite-se que o refrigerante sai do condensador como líquido saturado à pressão de saída do compressor. Na realidade, porém, uma certa queda de pressão é inevitável no condensador, bem como nas linhas que conectam o condensador ao compressor e à válvula de expansão. Não é fácil executar o processo de condensação com um nível de precisão grande o suficiente para que o refrigerante seja um líquido saturado no final, e não é desejável direcionar o refrigerante para a válvula de expansão antes que ele seja completamente condensado. Portanto, o refrigerante é sub-resfriado de alguma forma antes de entrar na válvula.
  • de expansão. No entanto, não nos importamos com isso, uma vez que nesse caso o refrigerante entra no evaporador com entalpia mais baixa e, portanto, pode absorver mais calor do espaço refrigerado. A válvula de expansão e o evaporador em geral se localizam muito próximos entre si e a queda de pressão na linha de conexão é pequena.

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Exemplo 1

  • Refrigerante-134a entra no compressor de um refrigerador como vapor superaqueci-do a 0,14 MPa e 10 °C, a uma taxa de 0,05 kg/s, e sai a 0,8 MPa e 50 °C. O refri-gerante é resfriado no condensador até 26 °C e 0,72 MPa e é estrangulado até 0,15 MPa. Desprezando as transferências de calor e as quedas de pressão das linhas de conexão entre os componentes, determine (a) a taxa de remoção de calor do espaço refrigerado e a entrada de potência no compressor, (b) a eficiência isentrópica do compressor e (c) o coeficiente de performance do refrigerador.

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SOLUÇÃO

  • O diagrama T-s do ciclo de refrigeração é mostrado na Figura. Observamos que o refrigerante sai do condensador como líquido comprimido e entra no compressor como vapor superaquecido. As entalpias do refrigerante nos diversos estados são determinadas nas tabelas de refrigerante, como feito no exercício anterior

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Este problema é idêntico àquele que vimos na aula passada, exceto que o refrigerante é ligeiramente superaquecido na entrada do compressor e sub--resfriado na saída do condensador. O compressor também não é isentrópico.

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  • Algumas aplicações industriais exigem temperaturas moderadamente baixas e o intervalo de temperatura que elas envolvem pode ser grande demais para que um único ciclo de refrigeração por compressão de vapor seja prático.
  • Um grande intervalo de temperaturas significa um grande intervalo de pressão no ciclo e um desempenho ruim de um compressor alternativo.
  • Uma forma de lidar com tais situações é executar o processo de refrigeração em estágios, ou seja, ter dois ou mais ciclos de refrigeração que operam em série. Tais ciclos de refrigeração são chamados de ciclo de refrigeração em cascata.

Refrigeração em Cascata

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Refrigeração em Cascata

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  • Observa-se que os dois ciclos estão conectados por meio de um trocador de calor que fica no meio e serve como evaporador para o ciclo superior (ciclo A) e como condensador para o ciclo inferior (ciclo B).

Refrigeração em Cascata

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  • Considerando-se que o trocador de calor está bem isolado e que as energias cinética e potencial são desprezíveis, a transferência de calor do fluido do ciclo inferior deve ser igual a transferência de calor para o fluido do ciclo superior. Portanto, a relação entre as vazões mássicas em cada ciclo deve ser:

 

Refrigeração em Cascata

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  • O Coeficiente de Performance do Sistema de Refrigeração em Cascata será:

 

Refrigeração em Cascata

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  • No sistema em cascata mostrado na figura, assume-se que os refrigerantes de ambos os ciclos são iguais. Entretanto, isso não é necessário, uma vez que não ocorre mistura no trocador de calor. Portanto, é possível usar refrigerantes de características diferentes e mais adequadas em cada ciclo.
  • Neste caso haverá uma curva de saturação separada para cada fluido, e o diagrama T-s de um dos ciclos será diferente.

Refrigeração em Cascata

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  • Nos sistemas reais de refrigeração em cascata, os dois ciclos se sobrepoem um pouco, para que haja uma diferença de temperatura entre os dois fluidos possibilitando, desta forma, a transferência de calor entre eles.

Refrigeração em Cascata

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  • O diagrama T-s deixa claro que o trabalho do compressor diminui e a quantidade de calor absorvida do espaço refrigerado aumenta como resultado do sistema em cascata.
  • Assim, esse sistema aumenta o COP de um sistema de refrigeração. Alguns sistemas de refrigeração utilizam de três ou quatro estágios.

 

Refrigeração em Cascata

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Considere um sistema de refrigeração em cascata de dois estágios entre os limites de pressão de 0,8 e 0,14 MPa. Cada estágio opera em um ciclo de refrigeração ideal por compressão de vapor com o refrigerante R-134a como fluido de trabalho. A rejeição de calor do ciclo inferior para o ciclo superior ocorre em um trocador de calor contracorrente e adiabático, no qual ambos os fluxos entram a cerca de 0,32 MPa. Se a vazão mássica do refrigerante no ciclo superior for de 0,05 kg/s, determine:

a) A vazão mássica do refrigerante no ciclo inferior;

b) A taxa de remoção de calor do espaço refrigerado e a entrada de potência no compressor e;

c) O coeficiente de performance desse refrigerador em cascata.

EXERCÍCIO 1

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RESOLUÇÃO 1

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a) A vazão mássica do refrigerante através do ciclo inferior é:

 

RESOLUÇÃO 1

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b) A taxa de remoção de calor e a entrada de trabalho de um ciclo em cascata é:

 

 

 

 

 

RESOLUÇÃO 1

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c) O COP de um sistema de refrigeração é

 

RESOLUÇÃO 1

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EXTRA – VÁLVULA DE EXPANSÃO

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Obrigado a todos!

Até a próxima.

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