Atendimento Educacional Especializado - AEE
Resolução 21 de 21-06-2023
Apresentação da Equipe Formadora:
Acolhimento
PAUTA DO DIA:
APAE CAMPINAS
A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Campinas (APAE) é uma associação civil, beneficente e sem fins econômicos, com atuação nas áreas de assistência social, educação, saúde, trabalho, profissionalização, defesa e garantia de direitos, lazer, esporte, cultura, entre outras, que tem como objetivo atender crianças, adolescentes, adultos e idosos com deficiência intelectual.
FORMAS DE ACESSO
O encaminhamento de pacientes para avaliação diagnóstica é realizado pelas Unidades Básicas de Saúde do Município.
A inserção de usuários na Instituição se dá por disponibilidade de vaga e com comprovação da deficiência intelectual por laudo médico, emitido pelo nosso Serviço de Avaliação Diagnóstica Interdisciplinar ou por outras Instituições.
SERVIÇO DE AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA
O Serviço de Avaliação Diagnóstica da APAE realiza avaliação diagnóstica de pessoas com suspeita de limitações intelectuais incluindo alguns Transtornos do Neurodesenvolvimento, tais como atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, deficiência intelectual e transtornos específicos da aprendizagem.
A formalização do diagnóstico, pautado em dados científicos, possibilita que, em posse do Laudo Interdisciplinar emitido com sugestões de encaminhamentos específicos, a pessoa com deficiência tenha acesso aos apoios necessários e benefícios.
SERVIÇO DE ATENDIMENTO TERAPÊUTICO - INTEGRAÇÃO E ORIENTAÇÃO - PATIO
O Serviço PATIO oferece atendimento terapêutico interdisciplinar com foco na habilitação-reabilitação dos usuários com deficiência intelectual na faixa etária a partir de 6 anos, matriculados no Ensino Fundamental da rede regular de ensino, tendo em vista o cuidado biopsicossocial.
Além do atendimento terapêutico, a equipe multidisciplinar do programa, realiza encontros e reuniões com os profissionais das escolas em que nossos usuários estão matriculados, por meio do Projeto Caminhando Juntos, com o objetivo de discutir os casos de forma individualizada e/ou coletiva, dando subsídios técnicos de maneja e cuidado, facilitando o processo de inclusão.
CENTRO DE INICIAÇÃO E QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL - CIQP
O Programa de Educação Profissional e Trabalho prepara jovens e adultos com deficiência intelectual na faixa etária de 15 a 35 anos para o exercício profissional por meio da oferta de cursos de formação inicial ou qualificação profissional de livre oferta, treinamento profissional (estágio) em empresas parceiras e realiza a inclusão social pelo trabalho nas diversas modalidades de colocação profissional: trabalho competitivo tradicional, trabalho apoiado e por conta própria.
Auxilia também na recolocação profissional de ex-alunos que procuram o programa após a perda do emprego.
ESCOLA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL “PROFESSOR SAULO MONTE SERRAT”
A Escola de Educação Especial Prof. Saulo Monte Serrat teve sua autorização de funcionamento aprovada em 1983. Oferta os anos iniciais do Ensino Fundamental aos alunos com deficiência intelectual que não puderam ser incluídos na rede regular de ensino devido a sua necessidade de apoio permanente.
A Escola conta com os seguintes diferenciais para prestar um atendimento de excelência à pessoa com deficiência: profissionais qualificados, equipe multidisciplinar, flexibilização curricular, metodologias diferenciadas, acolhimento individualizado, infraestrutura física adequada, acessibilidade, equipamentos e materiais específicos, organização de turmas reduzidas, projetos especiais, transporte escolar, alimentação saudável, orientação e participação das famílias. Além disso, proporciona atendimentos complementares nas áreas de assistência social e saúde, oferecendo uma rede de atenção integral aos alunos.
Tiquira
Tiquira é um nome indígena que significa gota d’água. “Uma gota no oceano”
Criada em 1989 a partir do desejo da então fonoaudióloga Cristiane Pires Barbosa Morelli, a Tiquira tinha como missão acolher pessoas com deficiência intelectual e autismo que não eram atendidas em outras escolas e entidades.
Em 2012, a Escola de Educação Básica Tiquira obteve sua autorização de funcionamento, para o Ensino Fundamental I – do 1º ao 5º ano, com ensino especializado na modalidade da Educação Especial, para alunos com Deficiência Intelectual, Transtorno do Espectro Autista (TEA), podendo estar ou não, associados a outras deficiências, físicas ou sensoriais.
Divide-se hoje em três unidades educacionais e uma unidade terapêutica para melhor acolhimento dos alunos/assistidos.
Nas unidades escolares, a Equipe Multidisciplinar é formada por: psicopedagoga,, fonoaudióloga, enfermeira, psicóloga e terapeuta ocupacional.
No CETT, a Equipe Multidisciplinar é formada por: psicopedagoga, psicomotricista, fonoaudióloga, fisioterapeuta, psiquiatra, enfermeira, psicóloga e terapeuta ocupacional.
O público discente é formado por alunos que são provenientes não só da cidade de Campinas, mas também de toda região metropolitana.
O número de alunos reduzido por sala, de 6 a 8 alunos, contando com um professor e um monitor capacitados favorece o atendimento do nosso público, nos possibilitando atender com excelência e qualidade os alunos dentro de suas características, habilidades e necessidades.
Em 2023 fomos autorizados a funcionar no Ensino Fundamental Anos Finais – do 6º ao 9º ano.
O currículo do Ensino Fundamental – Anos Iniciais do 1º ao 5º ano e Ensino Fundamental – Anos Finais do 6º ao 9º ano, na Modalidade de Educação Especial para alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Deficiência Intelectual (DI) é interdisciplinar, de forma adaptada, onde se estabelecem relações entre as disciplinas e o conhecimento. Tem como eixo a Base Nacional Comum Curricular e o Currículo Paulista. Trabalhamos com material pedagógico próprio, construído em consonância com a Base Nacional Comum Curricular e o Currículo Paulista, de forma a atender às necessidades educacionais dos nossos alunos. São confeccionados jogos e materiais pedagógicos que complementam os procedimentos de ensino-aprendizagem de cada classe/ano.
Tipos de avaliação:
- Avaliação contínua e processual realizada a todo momento;
- PEI: Plano de Ensino Individualizado;
- Protocolo de Avaliação.
Café
Resolução 21 de 21-06-2023
Estudantes Elegíveis aos Serviços da Educação Especial
- Deficiência Intelectual;
IMPORTANTE
Estudantes com dificuldades de aprendizagem em:
- Dislexia: dificulta o aprendizado e a realização da leitura e da escrita;
- Discalculia: dificuldade em aprender Matemática;
- Disortografia: afeta as aptidões de escrita de uma pessoa;
- TDAH: Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade;
- TOD: Transtorno Opositor Desafiador;
- Quadros Psiquiátricos.
LEMBRANDO: mesmo não sendo Estudantes Elegíveis da Educação Especial precisam do seu olhar inclusivo para que seja proposto Flexibilização, Adequação e Adaptação curricular e assim a aprendizagem.
Atendimento Educacional Especializado - AEE
Atendimento para atuação no AEE:
No contra turno para as escolas Parciais e PEI no horário de O.E, Nivelamento ou Tutoria;
Duas aulas semanais de 45 minutos em dupla
Atendimento Educacional Especializado
Atuação do Trio Gestor
- Realizar a gestão do Projeto Ensino Colaborativo na unidade escolar;
- Proporcionar a articulação entre o Professor Especializado da Educação Especial e os Professores Regentes das classes comuns do ensino regular;
- Criar e proporcionar espaço para diálogo e discussão das questões relativas à Educação Especial na unidade escolar, com envolvimento de todos os profissionais da escola;
- Observar que os horários de articulação entre os profissionais da educação devem constar na rotina da unidade, sendo possível utilizar as Aulas de trabalho Pedagógico Coletivo (ATPC);
- Manter canais de comunicação com os pais, responsáveis e comunidade escolar, voltadas para beneficiar o processo de ensino e aprendizagem dos estudantes.
Atuação do Professor do AEE
Atuação do Professor do AEE
Escola Especializada
Aluno PCD (Pessoa com Deficiência) em Sala Regular + Apoio + Serviços.
Encaminhamento para Escola Especializada
Matrícula ativa em Escola Pública Estadual.
Professor de Ação Judicial
Documentos:
Cada escola tem a sua pasta no “DRIVE”
Almoço
Registro no Ensino Colaborativo
Registro no Ensino Colaborativo
Ensino Colaborativo
O professor especializado do Projeto do Ensino Colaborativo deve atuar no período que o estudante elegível frequenta.
Avaliar na Educação
Uma boa avaliação envolve três passos:
1 - Saber o nível atual de desempenho do estudante (etapa também conhecida como diagnóstica),
2 – Comparar essa informação com aquilo que é necessário ensinar no processo educativo (qualificação),
3- Tomar as decisões que possibilitem atingir os resultados esperados (planejar atividades, sequências didáticas ou projetos de ensino, com os respectivos instrumentos avaliativos para cada etapa).
Avaliação no contexto da Educação Especial
API- AVALIAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DA API:
I - Das informações Gerais do Estudante, a partir de Estudo de Caso;
A) Informações referentes ao estudante:
B) Informações coletadas do /sobre o estudante:
C) Informações coletadas da/sobre a escola:
D) Informações coletadas da/sobre a família:
II- Aspectos Pedagógicos;
III- Dos encaminhamentos pedagógicos e das indicações de apoios, recursos e serviços na perspectiva inclusiva.
Algumas dicas para enriquecer a Avaliação Pedagógica Inicial
ROTEIRO PARA A ELABORAÇÃO DO PAEE:
1) Objetivos do plano;
2) Organização do atendimento;
3) Atividades a serem desenvolvidas para o atendimento do estudante;
4) Recursos a serem disponibilizados para o estudante;
5) Serviços a serem disponibilizados para inclusão do estudante;
6) Seleção de materiais e equipamentos a serem adquiridos pela unidade escolar, por meio dos recursos do PDDE-Paulista;
7) Profissionais da escola que receberão orientação do professor de AEE sobre os apoios, recursos e serviços oferecidos ao estudante, em conjunto com o professor do projeto ensino colaborativo;
8) Registro de planejamento e estratégias que serão adotadas junto aos familiares;
9) Acompanhamento e avaliação dos resultados do plano de AEE.
● Representação da vida escolar do estudante
O documento constitui a vida escolar do estudante; Deve ser atualizado e revisado periodicamente.
● Periodicidade e ajustes
Elaborado semestralmente com ajustes realizados a cada bimestre; Dependência da observação das mudanças no desenvolvimento do aluno.
● Responsabilidades na elaboração e acompanhamento
Colaboração necessária de professores regentes, professor especializado do projeto ensino colaborativo, gestão escolar, profissionais de apoio escolar e família.
● Envolvimento da família
Importância de garantir que a família esteja ciente e tenha acesso ao documento; Compreensão dos progressos do estudante pela família.
● Estratégias de apoio à família
Necessidade de destacar as estratégias de apoio à família quando o estudante não atinge os avanços esperados
Vídeo: O poder dos sentimentos
BIBLIOGRAFIA:
MANTOAN, Maria Teresa Égler; LANUTI, José Eduardo de Oliveira Evangelista. A escola que queremos para todos. Curitiba:CRV,2022, 96 p.
ROPOLI, E; A.; MANTOAN, M.T.E.; SANTOS, M.T.C.T.; MACHADO, R.A. A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: a escola comum inclusiva. Brasília; Fortaleza: MEC/ SEESP; UFCE, 2010.
Resolução SEDUC - 21, de 21-06-2023
Vera L. Messias Fialho Capellini & Ana Paula Zerbato, O que é ENSINO COLABORATIVO, Editora: Edicon
SÃO PAULO (Estado). Decreto nº 67.635 de 06 de abril de 2023. São Paulo, 2023. Disponível em: https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/decreto/2023/decreto-676
SÃO PAULO (Estado). Política de Educação Especial do Estado de São Paulo. São Paulo, 2021. Disponível em: https://www.educacao.sp.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/PEE-SP-DOCUMENTO-OFICIAL.pdf.