Design Educacional no contexto do IFSP
DIMENSÃO CONCEITUAL
DIMENSÃO ESTRATÉGICA
DIMENSÃO
PRÁTICA
Etapa de Análise:
1. Pesquisa e levantamento de dados a partir de checklists, fichamentos e criação de base de dados do curso.
2. Análise das informações, elaboração das primeiras premissas, geração de arquivos de textos e planilhas que vão auxiliar na elaboração do projeto do curso.
3. Criação de uma pasta ou local para compartilhamento dos arquivos e materiais com os demais colegas de equipe.
4. Reunião com os colegas de equipe para elaboração de cronogramas e tomada de decisões.
Etapa de Planejamento e Desenvolvimento:
1. Premissas para elaboração dos PPCs, seleção do modelo de design educacional.
2. Elaboração do plano de mídias,matrizes de detalhamento, plano de formação dos servidores envolvidos.
3. Curadoria e produção de materiais e recursos educacionais.
4. Fluxos de trabalho, roteiros, etc.
Premissas | Produtos |
Concepções sobre ensino e aprendizagem |
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Habilidades, competências, saberes historicamente construídos na área/profissão do curso |
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Mapeamento dos conteúdos básicos e complementares |
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Mediação educacional |
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Estratégias de interação e comunicação |
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Premissas | Produtos |
Concepções sobre ensino e aprendizagem |
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Habilidades, competências, saberes historicamente construídos na área/profissão do curso |
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Mapeamento dos conteúdos básicos e complementares |
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Mediação educacional |
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Estratégias de interação e comunicação |
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Primeiras estratégias interdisciplinares e metodologias de aprendizagem |
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Princípios avaliativos |
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Design Educacional Fechado | Design Educacional Aberto | Design Educacional “Contextualizado ( FILATRO,2009)” | Design Educacional “Complexo ( FREIRE, 2013)” |
A aprendizagem é autogerida; | A aprendizagem é autogerida e colaborativa; | A aprendizagem é predominantemente colaborativa; | A aprendizagem é centrada nas relações entre os sujeitos, na perspectiva da cooperação; |
Fases de produção e execução fixas e lineares na produção e execução, totalmente baseado no ADDIE; | Fases lineares mas flexíveis na produção e execução, baseado no ADDIE; | Fases de produção e execução lineares, porém, centrada nos contextos dos estudantes; | Embora haja fases, não é baseada no ADDIE e sim nos princípios de Preparação, Execução e Reflexão, não há linearidade; |
Foco no conteúdo, nos materiais, recursos e mídias, avaliação é fixa, baseada em atividades autogeridas; | Foco na interação entre os sujeitos que podem colaborar no processo de aprendizagem, porém, a proposta ainda é centrada em conteúdos e objetivos, avaliação passa a ser contextualizada | Foco maior no contexto dos estudantes, a avaliação é predominantemente contextualizada; | Foco nas relações humanas e cooperação entre os sujeitos que negociam ajustes e alterações na proposta durante as fases de Execução e Reflexão. A avaliação é multidimensional e inclui a autoavaliação entre pares; |
Design Educacional Fechado | Design Educacional Aberto | Design Educacional “Contextualizado” ( Filatro,2007) | Design Educacional “Complexo” ( FREIRE,2015) |
Não há restrições quanto ao número de estudantes; | Há restrições quanto ao número de estudantes; | Há restrições quanto ao número de estudantes; | Há restrições quanto ao número de estudantes; |
Mediação docente baixa, não há participação do estudante na construção da proposta pedagógica; | Mediação docente imprescindível, porém, há baixa participação do estudante na construção da proposta pedagógica; | Mediação docente imprescindível, a aprendizagem é centrada no estudante; | Mediação docente imprescindível, porém, a aprendizagem é centrada nas relações entre professores e estudantes, considerando os dois sujeitos como mediadores do conhecimento no desenvolvimento da proposta; |
Conteúdo pronto e não modificado por professores e estudantes durante a execução; | Proposta aberta às mudanças durante a execução; | Proposta aberta às mudanças durante a execução sem perder o foco no contexto dos estudantes, exige análise e indicadores para embasar as mudanças e ajustes; | Proposta aberta às mudanças desde as etapas de Preparação e principalmente, na execução envolvendo a participação dos estudantes no processo de adequação e atendimento das necessidades; |
Design Educacional Fechado | Design Educacional Aberto | Design Educacional “Contextualizado” | Design Educacional “Complexo” |
Controle como premissa do processo de produção e oferta, curso totalmente “pronto” na execução; | Há possibilidade de revisão de atividades na execução como premissa, porém, com limites; | Há possibilidade de revisão de atividades na execução como premissa, porém, com limites, estudantes podem complementar sua aprendizagem com materiais externos; | A premissa de incerteza é considerada nas três fases, o princípio da negociação de ajustes na proposta ocorre desde o início da execução; |
Exige mais requisitos validadores na curadoria e produção de materiais e recursos educacionais; | Exige requisitos tradicionais para a curadoria e validação na produção de materiais e recursos educacionais; | Necessita de requisitos contextualizadores para a curadoria e validação na produção de materiais e recursos educacionais; | Necessita o desenvolvimento de estratégias compartilhadas de curadoria com os estudantes. Exige validação na produção de recursos educacionais. |
No IFSP pode ser utilizado somente nos cursos MOOCs ou como apoio em outros projetos. | No IFSP pode ser utilizado nos projetos de diferentes modalidades de curso. | No IFSP pode ser utilizado nos projetos de diferentes modalidades de curso. | No IFSP pode ser utilizado nos projetos de diferentes modalidades de curso. |
Plano de mídias ( KENSKI, 2005-2006)
Deve contemplar os recursos tecnológicos e as mídias essenciais para o desenvolvimento do curso, como informações sobre o ambiente virtual de aprendizagem e ferramentas de webconferência disponíveis. A partir dessa versão do Plano de Mídias é que se torna mais viável estimar:
Plano de mídias:
1. Necessidade de curadoria ou produção de materiais didáticos e recursos educacionais digitais específicos para o curso;
2. Temas para a formação dos servidores e composição de uma equipe multidisciplinar para o projeto;
3. Modelos de design educacional mais adequados para a proposta;
4. Cronogramas e planos de atuação com os colegas de projeto.
Plano de mídias:
É importante reconhecer que cada mídia tem seus pontos fracos e fortes, para auxiliá-lo nesta tarefa, sugerimos a abordagem CASCOIME (Cost,
Accessibility,
Social-Political Suitability,
Cultural Friendliness,
Openness-Flexibility,
Interactivity,
Motivational Value,
Effectiveness):
CASCOIME ( Patsula’s,2002)
Custo: nenhuma necessidade de atualização que envolva custos;
Acessibilidade: na especificidade da educação inclusiva;
Adequação política e social: possuir coerência com as políticas e concepções educacionais do IFSP;
Empatia culturaL: se articula com os princípios pedagógicos e culturais da instituição;
CASCOIME:
Abertura e flexibilidade: pode ser utilizada em diferentes abordagens de ensino, ser atualizada, etc.;
Interatividade: possui interatividade discursiva, imersiva, semiótica, etc.;
Valores motivacionais: possui elementos que possam engajar e motivar os estudantes;
Eficácia: atende plenamente os objetivos de aprendizagem.
CURADORIA
Abordagem | Descrição |
Modelo LORI | Modelo de medição quantitativa da qualidade de recursos educacionais digitais disponíveis para uso denominado como Instrumento de Revisão de Objetos de Aprendizagem ou Learning Object Review Instrument – LORI baseado nos estudos de Nesbit, Belfer,& Leacock ( 2002). Consideram-se diferentes aspectos da qualidade dos recursos educacionais digitais e suas dimensões, inclusive, considerando as divergências de cada avaliador. É um modelo que considera, principalmente, a convergência entre a avaliação dos diversos avaliadores de diferentes áreas (professores especialistas, designers educacionais, desenvolvedores multimídia etc.) visando atingir uma única pontuação de qualidade para um determinado recurso. No LORI, a qualidade é avaliada de acordo com nove diferentes critérios que são pontuados em uma escala Likert de 1 a 5, sendo eles: 1) Qualidade de Conteúdo 2) Alinhamento com o objetivo de aprendizagem 3) Feedback e adaptação 4) Motivação 5) Design de apresentação 6) Usabilidade de interação 7) Acessibilidade ( acesso,interoperabilidade, metadados, etc) 8) Reusabilidade ( granularidade, etc) 9) Conformidade com padrões ( ISBN, ISSN, etc) |
Licenças | Serão selecionados recursos sob a licença livre “ Domínio Público” ou Creative Commons: Atribuição - CC BY Atribuição-Compartilha Igual - CC BY-SA Atribuição-Sem Derivações -CC BY-ND Atribuição-Sem Derivações-Sem Derivados -CC BY-NC-ND |
PRODUÇÃO DE MATERIAIS E REs: PREMISSAS E FLUXOS
Revisão Técnica
Revisão técnica do conteúdo quanto a evitar erros conceituais, uso de definições desatualizadas, etc. O revisor técnico é um especialista que revisa o conteúdo elaborado pelo autor.
Autoria
Elaboração do conteúdo do material didático ou recurso educacional. O autor é um especialista no conteúdo a ser elaborado.
Design Educacional
Garante que os objetivos educacionais sejam contemplados no conteúdo, valida a linguagem e as estratégias de elaboração que foram previamente definidas, verifica questões de plágio, uso adequado de mídias, etc. O responsável pelo design educacional atua colaborativamente com autores, revisores técnicos e equipe multidisciplinar.
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REFERÊNCIAS
FILATRO, A. Design Instrucional na prática. São Paulo: Pearson/Prentice Hall, 2008
Freire. M. M.Complex Educational Design: A Course Design Model Based On Complexity. Campus-Wide Information Systems, Vol. 30, no. 3. 2013.
Gomez.M. V. Educação em Rede: Uma visão emancipadora. São Paulo:Cortez: Instituto Paulo Freire- Guia da escola cidadã. 2004.
Nesbit, J. C., & Li, J. Learning Object Review Instrument. Disponível em: <https://www.academia.edu/7927907/Learning_Object_Review_Instrument_LORI_> Acesso em: 1 janeiro. 2018.
PATSULA’S, J.P. The Usableword Monitor-Guidelines for Selecting Media.2002. Disponível em: <http://www.patsulamedia.com/usefo/usableword/report20020201_mediaselection_criteria.shtml> . Acesso em: 12 mar.2018.
KENSKI, V. M. Gestão e uso das mídias em projetos de educação a distância. In: Revista E-Curriculum, São Paulo, v. 1, n. 1, dez./jul. 2005-2006. Disponível em: <http://revistas.pucsp.br/index.php/curriculum/article/viewFile/3099/2042..>. Acesso em: 1 mar. 2018.