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RELACIONAMENTO � DO PROFISSIONAL DE PP X CLIENTE

REFLETINDO SOBRE AS POSSIBILIDADES DESTA RELAÇÃO E SUAS CONSEQUÊNCIAS

FÁTIMA E DANIEL

15/08/24

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“PRA COMEÇO DE CONVERSA”

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Experiência e Sucesso do Cliente

  • ADVENTO DA QUALIDADE
    • Brasil – final dos anos 80 e década de 90
    • A base desta relação – FOCO NO CLIENTE – mudança nos modos de organização do trabalho / mudança nos modos de produção
    • Final dos anos 90 – início dos anos 2.000 – a concepção/modelo é transposta para as áreas de serviço

Duas vertentes:

Aspectos positivos do modelo

Críticas ao modelo

CONVITE: REVISÃO – OLHAR DE NOVO – SOB UMA OUTRA ÓTICA

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�TRABALHO: Área Comunicação / Publicidade e Propaganda�

  • PRODUTO DE PRATELEIRA X DESENVOLVIMENTO PERSONALISADO DO PRODUTO

  • DESENVOLVIMENTO – IMPLICA EM CRI(AÇÃO)
    • DEPOSITAMOS SENTIDO AO QUE FAZEMOS (ALGO QUE ERA COMUM A TODOS – PASSA A TER UM SENTIDO ÚNICO PARA MIM (SUBJETIVIDADE)

    • CONHECIMENTO TÉCNICO – EXIGE HABILIDADES TÉCNICAS - PRODUTO E PROCESSO

    • CONHECIMENTO DAS NECESSIDADES DO OUTRO – EXIGE HABILIDADES INTERPESSOAIS
      • IMPLICA EM RELAÇÕES: EU ------ OUTRO
      • AUTO CONSCIÊNCIA E CONSCIÊNCIA DO OUTRO

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QUANDO CRIAMOS/DESENVOLVEMOS ALGO

  • o que se faz não está pronto/acabado portanto o cliente tem poucos parâmetros para avaliação - pode ter mudanças, alterações, mudança de direção ... quando da apresentação para o cliente
  • gera frustrações ... gera raiva ... gera sofrimento
    • a experiência com o sofrimento será singular ... uns sofrem menos ... por menos tempo/ outros sofrem mais ou por mais tempo ...
    • têm situações que as mudanças / alterações solicitadas “faz sentido” e outras vezes “não faz sentido”
  • NO FIM DAS CONTAS ... TEREMOS QUE FAZER!

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�Poderíamos agir de outra forma?�

O QUE ESTARIA EMBASANDO NOSSA AÇÃO?

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CRENÇAS / CONCEPÇÕES

  • SER HUMANO
  • INDEPENDÊNCIA X DEPENDÊNCIA
  • COMPETÊNCIAS E INCOMPETÊNCIAS
  • CONHECIMENTO / EXPERIÊNCIAS
  • PODER / SUCESSO
  • EMOÇÕES E SENTIMENTOS

  • SER NO MUNDO

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Para criarmos novos valores...

  • É preciso criar novas maneiras de PENSAR, SENTIR E AGIR

  • É preciso pensar o ser humano sobre outra perspectiva ... DIFERENTE DA PERCEPÇÃO MODERNA DE SUJEITO

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  • "O homem se torna EU na relação com o TU...“

  • Funda-se aí, na consideração pelo sentido ontogênico fundamental do dialógico inter-humano desta formulação

  • O “ENCONTRO” exige uma certa reciprocidade pontual, por uma atenção interessada e ativa, confirmativa, pela atualidade e presença pontual, diferença, do outro.

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  • COMO ESTAR NESTE ENCONTRO COM O CLIENTE?

(ANTES, DURANTE E DEPOIS)

O QUE EMBASA NOSSA AÇÃO?

  • CONDUZIR O ENCONTRO DEPENDE DE QUEM?

  • O QUE PODEMOS MUDAR NESTA RELAÇÃO?

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�Poderíamos agir de outra forma?�

  • O QUE ESTARIA EMBASANDO NOSSA AÇÃO?

  • DOIS MOVIMENTOS INTERLIGADOS

    • AFASTAR-SE / DISTANCIAR-SE PARA “VER DE NOVO” (RE-VER)

    • CONSCIÊNCIA

AUTOCONSCIENCIA E CONSCIÊNCIA DO OUTRO

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Roda de Conversa

Tempo:

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Visão centrada no modelo clinico (que pode nos levar a uma com-preensão – para além da explicação)

Ler a expectative/ desejo do outro (para além das palavras) – exige compreensão – nos obriga a saber FAZER PERGUNTAS

A Escuta autentica – RELAÇÃAO EMPÁTICA (EMPATIA COGNITIVA E EMOCIONAL)

MODO COLABORATIVO de se relacionar com o outro

Para isso, devo considerar aspectos ideológicos - concepção moderna de homem – individualismo/ independência x interdependência

Relação COM o cliente ---- conduzir à uma ampliação da visão / construção colaborativa

RELACIONAMENTO COM O CLIENTE

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“SEI QUE MEU CAMINHO SÓ DEPENDE DE MIM, E MAIS NINGUÉM. MAS TENHO ME SENTIDO MAL POR TODA ESSA RESPONSABILIDADE...

  • esta ideia certamente têm eco na grande maioria de nós
  • Arcar com a responsabilidade de escolher um caminho pessoal é quase um absurdo - e também impossível - se acreditamos que devemos fazê-lo "sozinhos".
  • Embora não possa ser tirada dos ombros de ninguém, a responsabilidade pela existência é sempre compartilhada. Não há gesto, pensamento, crença, sentimento, desejo que brote e cresça na solidão.

Crônica: INDEPENDÊNCIA OU INTERDEPENDÊNCIA - Publicado originalmente em: Folha de S. Paulo, São Paulo, 9 set. 2004. Folha Equilíbrio: Outras lias. Endereço eletrônico https://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq0909200413.htm

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PARA NÓS, HUMANOS, EXISTIR É ALGO QUE SÓ ACONTECE EM CONJUNTO.�

  • PORÉM...
  • Nossa cultura é cega para essa condição humana.
  • O que conta, para ela, é a onipotência da individualidade (individualismo).
  • O que se valoriza e cultiva é a maior independência possível entre as pessoas.
  • Acredita-se que uma pessoa seja forte, madura, adulta se jamais precisar de alguém.

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  • Cada homem, por si mesmo, deve poder mudar o mundo e transpor qualquer obstáculo. Pensa-se que precisar dos outros é vergonhoso, sinal de uma fraqueza que se deve esconder a todo custo, como um mal, um desvalor.
  • Parece que precisar dos outros - de imediato- nos faz dependentes. Sentimo-nos dominados, subalternos.
  • Assim, quanto mais pessoais as ações e decisões a serem tomadas mais solitárias elas se afiguram. E, por consequência, mais impotentes nos sentimos.

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  • É do espírito de nossa cultura, portanto, associar a independência ao isolamento e também à autossuficiência. E de confundir atos pessoais com atos solitários.

  • A tecnologia de consumo contribui muito para consolidar e manter essa meta de independência, de autossuficiência e de solidão.
    • A tecnologia de consumo para a vida diária dá a ilusão de podermos viver sozinhos e de sermos autossuficientes.
  • A crença subjacente, tanto para aquele que ajuda quanto para o que é ajudado, é que os que precisam de ajuda são os fracos e impotentes.
  • Essa é uma crença infeliz, alicerçada no equívoco de que os homens são indivíduos solitários e de que a sociedade é só o resultado de seu somatório.

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Para criarmos novos valores...

  • É preciso criar novas maneiras de PENSAR, SENTIR E AGIR

  • É preciso pensar o ser humano sobre outra perspectiva ... DIFERENTE DA PERCEPÇÃO MODERNA DE SUJEITO

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Expansão da consciência �

  • Mudança de paradigma – exige mudança de formas muito incorporada de sentir a si mesmo no outro e no mundo ... através da consciência podemos ter conhecimento, um conhecimento humanizado ... Uma consciência critica
  • Hoje – egocentrismo – se não nos contrapormos a ele, não mudamos valores ...
  • Consciência do outro – somos fundamentalmente sociais, somos essa complexa rede de saberes, fazeres conhecimentos, sentimentos, desejos, mitos em constante evolução e coletivamente construímos a cultura humana – um legado de todos nós. Não há mais como saber quem sou eu, sem se perguntar quem é o outro ... afinal, o outro está na gente!

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Consciência

Sempre pensamos que consciência tem a ver com – EU, EU, EU.

Acho que, no século XX, a grande pergunta foi: QUEM SOU EU?

e no século XXI, a pergunta precisa ser: QUEM É VOCÊ?

Roman Krznaric (filósofo e escritor)

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    • O ser humano não é aquele sujeito autônomo, independente, permanente, coeso, idêntico a si mesmo

    • O SUJEITO, EXISTINDO NESTE MUNDO É UM SER INTERRELACIONAL DE MULTIPLAS CAPACIDADES QUE AINDA NÃO FORAM DESENVOLVIDAS ...EM QUE SÓ CRESCE A PARTIR DA RELAÇÃO COM OS OUTROS E COM O ENTORNO

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  • Fixados no duelo entre a independência e a dependência, nem percebemos um estágio intermediário: o da interdependência. Nela ninguém comanda nem é comandado. Colaboramos uns com os outros. Fazemos acordos. Instauramos uma rede de cooperação. Nela garantimos nossa autonomia enquanto decidimos e agimos em conjunto.

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  • Na crise estrondosa que vivemos, em que pesam a violência, a corrupção, o esgarçamento dos sistemas políticos e de convivência, todo ato que busque superá-los depende da reflexão e da transformação dos valores básicos dos quais nos alimentamos. É ingênuo desconsiderá-los.

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  • É precisamente na interdependência, na cooperação e no agir em conjunto ou no contar com o outro - fundamentos da nossa condição humana- é que germina nossa salvação.

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RELAÇÃO COM O TRABALHO X RELAÇÃO COM O CLIENTE

  • Derivada do latim cum, com
  • Com = na presença do outro / ação humana
  • Indica PRESENÇA – não uma presença física ... Mas, uma dinâmica interacional

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  • "O homem se torna EU na relação com o TU...“

  • Funda-se aí, na consideração pelo sentido ontogênico fundamental do dialógico inter-humano desta formulação

  • O “ENCONTRO” exige uma certa reciprocidade pontual, por uma atenção interessada e ativa, confirmativa, pela atualidade e presença pontual, diferença, do outro.

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Na interdependência

garantimos nossa autonomia enquanto decidimos e agimos em conjunto.