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UNIDADE 1 » CAPÍTULO 1

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  • A geografia e seus pioneiros
  • A geografia moderna ou científica
  • A geopolítica e a conquista do poder global
  • A geografia e seus princípios metodológicos
  • O pensamento geográfico da metade do século XX aos dias atuais

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A geografia e seus pioneiros

Nova, et integra universi orbis descriptio (Mapa Moderno e Completo do Mundo Inteiro), de Oronce Fine (1494-1555), de 1531 é o mapa mais antigo em que aparece a Antártida, denominada Terra australis.

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Os gregos estavam preocupados em descrever as características físicas e humanas do mundo conhecido e em desvendar a forma, o tamanho e a geometria da Terra.

A geografia e seus pioneiros

A geografia e os gregos

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A geografia e seus pioneiros

A geografia e os gregos

Aristóteles (384-322 a.C.) demonstrou a esfericidade da Terra ao observar a forma da sombra da Terra na Lua, durante um eclipse lunar.

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  • Eratóstenes (276-194 a.C.), bibliotecário-chefe da biblioteca de Alexandria (Egito), matemático, filósofo, astrônomo, poeta e geógrafo, estimou a circunferência da Terra em 40.233 km;
  • A medida atual feita por satélite é de 40.072 km.

A geografia e seus pioneiros

A geografia e os gregos

Mapa mundo com base em concepções do antigo geógrafo grego Eratóstenes.

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Cláudio Ptolomeu (100-178 d.C.) desenvolveu contribuições geográficas importantes, entre elas, os conceitos de latitude e longitude com as quais elaborou mapas.

A geografia e seus pioneiros

A geografia e os gregos

Mapa do mundo de Ptolomeu, organizado com as coordenadas de latitude e longitude. Este mapa foi impresso em Ulm (Alemanha), em 1482.

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  • Na segunda metade do século XIX a Geografia consolidou-se como ciência. Tornou-se uma disciplina acadêmica e diversas teorias foram desenvolvidas para analisar a relação da sociedade com o meio geográfico;
  • Tiveram destaque os alemães Alexander von Humboldt, Karl Ritter e Friedrich Ratzel e o francês Paul Vidal de la Blache.

A geografia moderna ou científica

Universidade de Leipzig, onde o geógrafo Friedrich Ratzel lecionou de 1886 até o seu falecimento em 1904.

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  • As condições naturais moldam o comportamento e o destino das sociedades humanas e determinam seu grau de desenvolvimento.

  • De acordo com os defensores dessa teoria, como Ratzel e Ritter, as regiões tropicais são menos desenvolvidas que as zonas temperadas, porque a diversidade e abundância dos recursos naturais dos climas quentes não desafiam o desenvolvimento, não estimulam o trabalho duro e o desenvolvimento do esforço mental para garantir a sobrevivência.

A geografia moderna ou científica

Determinismo ambiental

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  • No século XIX, o determinismo ambiental serviu para justificar o neocolonialismo na África e na Ásia;

  • Afirmava-se o papel das grandes potências em levar as suas conquistas e o desenvolvimento para outras regiões atrasadas do mundo;

  • No século XX, essa teoria foi repudiada pela ausência de base científica e pela visão preconceituosa em relação aos povos das zonas tropicais.

A geografia moderna ou científica

Determinismo ambiental

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  • De acordo com Vidal de la Blache, o ambiente natural oferece uma série de possibilidades para que a sociedade possa traçar o seu destino de forma ativa;

  • O ser humano molda o ambiente de acordo com a sua cultura e o seu gênero de vida (técnicas, tradições, formas de organização social, valores e padrões de comportamento) necessários para a existência humana em determinado ambiente. 

O possibilismo se contrapõe ao determinismo ambiental.

A geografia moderna ou científica

Possibilismo

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O espaço vital é capaz de manter o equilíbrio entre a população e os recursos disponíveis em um território, conceito elaborado por Ratzel.

Esse conceito embutia a ideia de expansionismo territorial, que se adequava ao contexto imperialista do fim do século XIX, e foi retomado pela política expansionista da Alemanha nazista, no século XX.

  • No final do século XIX e início do século XX, duas teorias enfocaram de forma diferente o caminho da conquista do poder mundial: a do poder marítimo do almirante estadunidense Alfred Thayer Mahan (1840-1914) e a do poder terrestre do inglês Halford Mackinder (1861-1947).

A geopolítica e a conquista do poder global

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Alfred Mahan, de olho no vasto império britânico, defendia que o poder marítimo de uma nação era a premissa fundamental para a conquista do domínio mundial.

A geopolítica e a conquista do poder global

A geopolítica de Mahan

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O desenvolvimento dos meios de transporte ferroviário e rodoviário tornava o poder continental mais importante que o poder marítimo

A geopolítica e a conquista do poder global

A geopolítica de Mackinder

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O mundo do geógrafo inglês Halford John Mackinder, em 1904, era formado por três grandes regiões:

1. O Heartland, ou região-pivô;

2. O crescente marginal interno, correspondente às terras peninsulares que circundam o Heartland;

3. O crescente externo ou insular, correspondente às áreas marítimas da América, África-subsaariana, Austrália, Grã-Bretanha e Japão.

A geopolítica e a conquista do poder global

A geopolítica de Mackinder

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  • Princípio da extensão. Determina a necessidade de se localizarem os fatos no espaço geográfico, fazer sua medição (mensuração) e quantificação;
  • Princípio da analogia. Estabelece a necessidade de comparação entre fatos para que diferenças e semelhanças sejam percebidas;
  • Princípio da causalidade. Aponta a necessidade de se estabelecerem as causas que determinam os fatos geográficos;
  • Princípio da conexidade. Afirma que os fatos geográficos nunca ocorrem isoladamente, pois estão inseridos em um sistema de relações complexas;
  • Princípio da atividade. Afirma que os fatos geográficos são dinâmicos e mutáveis e que seu entendimento depende de uma análise histórica.

�A geografia e seus princípios metodológicos

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  • Métodos estatísticos avançados, na matemática, e uso de tecnologias para analisar o espaço geográfico;
  • Não considerava a produção histórica da sociedade e não examinava a essência da realidade social;
  • Década de 1950 nos Estados Unidos e na Inglaterra.

O pensamento geográfico da metade do século XX aos dias atuais

A geografia quantitativa

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  • Opõe-se aos valores da sociedade capitalista e tem como alvo a redução das desigualdades sociais e espaciais;
  • Enfoque na produção e transformação do espaço geográfico;
  • E nas relações entre a sociedade e a natureza, com a produção do espaço geográfico e com a construção de sociedades mais igualitárias;
  • Contexto mundial: vitória das revoluções Chinesa (1949) e Cubana (1959) e o processo de descolonização afro-asiático;
  • Década de 1960 e de 1970.

O pensamento geográfico da metade do século XX aos dias atuais

A geografia crítica

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  • Paisagem. É tudo aquilo que a vista abarca em determinado momento. É o que se vê e se percebe em certo trecho do espaço;
  • Espaço geográfico. É o conjunto de elementos construídos e naturais sob contínua ação da sociedade, que o modifica e o organiza por meio do trabalho e das diversas relações econômicas, sociais e políticas;
  • Lugar. É o espaço de vivência, onde corre a vida cotidiana, onde são estabelecidas relações afetivas com o lugar, o qual passa a ter um significado particular e individual;
  • Território. É um determinado trecho do espaço que tem limites definidos; um conjunto de paisagens que é controlado por pessoas, grupos (às vezes até ilegais, como gangues), ou por empresas ou por um Estado.

�A geografia no cotidiano

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