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CÉSAR

ROBÉRIO

HISTÓRIA

05/05/2022

INSERÇÃO DOS EX-ESCRAVOS NO

PERÍODO INICIAL DA REPÚBLICA NO BRASIL

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ROTEIRO DA AULA:

  • Analisar os processos de inserção do ex-escravos no mundo do trabalho no período inicial da república no Brasil.

  • Identificar as permanências do passado escravista na sociedade brasileira republicana.

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O enfraquecimento da escravidão no Brasil, resultado do esforço do movimento abolicionista, é claramente identificado por meio da população de escravos que foi diminuindo consideravelmente ao longo do século XIX, conforme levantamento do historiador João José Reis:

  • 1818: 1.930.000
  • 1864: 1.715.000
  • 1874: 1.540.829
  • 1884: 1.240.806
  • 1887: 723.419

Redução dos escravizados

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  • Projeto abolicionista de Joaquim Nabuco. Rejeitado pela Câmara dos Deputados, em fins de 1880.

“Serão estabelecidas nas cidades e vilas aulas primárias para os escravos. Os senhores de fazendas e engenhos são obrigados a mandar ensinar a ler, escrever, e os princípios de moralidade aos escravos”.

Joaquim Nabuco

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  • Proposta de André Rebouças: grandes proprietários venderiam ou alugariam lotes de terras a libertos, imigrantes e lavradores.

  • Modalidade de reforma que prescinde da democratização fundiária, restringindo-se às regras do mercado então vigentes.

André Rebouças

Engenheiro militar, inventor, abolicionista e monarquista brasileiro. Foi exilado junto com a família imperial.

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  • No final da década de 1880, a manutenção da escravidão era praticamente inviável:

  • Afetava a imagem internacional do Brasil (o último país da América a ainda utilizar trabalhadores escravos),

  • Afetava a ordem interna do país, já que o Império não conseguia mais controlar a situação e as fugas eram frequentes

A escravidão se inviabiliza

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Em 1887 Marechal Deodoro da Fonseca envia uma petição à Princesa Isabel deixando claro que o exército já não participava mais da ordem escravista que ainda insistia em permanecer

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A resumida Lei Áurea

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  • Não agradou.
  • Não previa formas de amparar o liberto nesta nova situação.
  • Sem reformas agrária, educacional.
  • Foram das senzalas para as favelas.

Abolicionistas

  • Não agradou.
  • Abolição sem indenização.
  • Enorme prejuízo.
  • Surgem os “republicanos do 13 de maio”, como retaliação e na esperança que a república os indenizassem.

Escravocratas

  • Conclusão de um processo gradual, onde o Estado possibilitou uma adaptação dos proprietários de escravos à nova situação.

Leis Áurea

(1888)

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  • A primeira grande reação dos libertos com a Lei Áurea foi comemorar.

  • À medida que a notícia espalhava-se, grandes comemorações eram realizadas e festas aconteceram tanto nas grandes cidades, como nas zonas rurais do Brasil.

  • Passada a euforia, a nova situação levou os libertos a procurarem melhores alternativas para viver, uma das reações dos libertos foi mudarem-se de lugar.

Missa campal em Ação de Graças pela abolição da escravidão

Rio de Janeiro - 1888

A abolição é comemorada!

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“A festa tinha razão de ser. Afinal, era o fim da escravidão. Além disso, representava a vitória do movimento popular sobre aqueles que resistiram à abolição até as vésperas do Treze de Maio. Mas o que embalava também a festa era a expectativa de que dali por diante dias melhores viriam”

Walter Fraga

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  • Muitos escravos acabaram abandonando as fazendas nas quais foram escravizados e mudaram-se para outras ou então foram para cidades.

  • Os libertos mudavam-se para distanciarem-se dos locais em que foram escravizados, ou iam para outros lugares procurar parentes e estabelecer-se juntos desses ou até mesmo procurar melhores salários.

Livres, mas...

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  • Politicamente falando, os ex-escravos foram silencia-dos por uma lei de 1881, conhecida como Lei Saraiva.

  • Essa lei estipulava que o voto era direito daqueles que possuíssem renda anual de 200 mil-réis e vedava a participação de analfabetos — condições essas impossíveis para muitos libertos.

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“A desagregação do regime escravocrata e senhorial se operou, no Brasil, sem que se cercasse a destituição dos antigos agentes de trabalho escravo de assistência e garantias que os protegessem na transição para o sistema de trabalho livre. Os senhores foram eximidos da responsabilidade pela manutenção e segurança dos libertos, sem que assumisse encargos especiais, que tivessem por objeto prepará-los para o novo regime de organização da vida e do trabalho.”

Florestan Fernandes

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  • Muitos ex-escravos abandonaram as fazendas e engenhos em que foram escravizados e mudaram-se para outras fazendas ou foram para outras cidades.

  • Muitos se mudavam para retornar ao seu local de nascimento, para rever parentes, para procurar parentes dos quais foram separados, para conseguir um trabalho com melhor remuneração.

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  • Mecanismo de repressão desenvolvido pelos grandes proprietários contra a liberdade dos ex-escravos era impedir que eles se mudassem.

  • Existiram casos de ex-escravos que eram ameaçados e agredidos fisicamente para que não se mudassem.

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  • Grupos de ex-escravos que migravam começaram a sofrer com a repressão e foram sendo taxados de vadiagem e vagabunda-gem.

  • Essa medida focava, sobretudo, os libertos que eram mais “insubordinados” e que costumavam não aceitar as condições impostas pelos grandes proprietários.

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