| Núcleo Pedagógico
Diretoria de Ensino
Região de Sertãozinho
2 ATPC GERAL
PLANEJAMENTO COMO PRÁTICA EDUCATIVA
Registro é vida!
Registre tudo que puder para não perder nenhuma informação.
REGISTRO
Dirigente Regional de Ensino
Claudia Regina Lazarini Neves
Diretora do Núcleo Pedagógico
Rafaela Francisquete
Supervisores de Ensino - NPE
Maria Paula Ferreira
Valdir Zanella
DIRETORIA DE ENSINO
PAUTA DA ATPC
- Abertura e apresentação da temática;
- Epígrafe;
- Intencionalidade;
- Objetivos;
- Equipe responsável;
- Leitura de fruição;
- Planejamento e Organização:
- Definição;
- Ferramenta Educativa;
- Lei de Diretrizes e Bases da Educação;
- Foco;
- Elementos Essenciais;
- Identificação;
- Elementos de temporalidade;
- Objetivos da aprendizagem;
- Movimento metodológico;
- Acompanhamento e avaliação da aprendizagem;
- Agora é sua vez! – Sugestão;
- Recursos, links e materiais e plataformas disponíveis.
- Lista de presença, desdobramento e avaliação.
— Peter Drucker
“A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo.”
EPÍGRAFE
INTENCIONALIDADE
OBJETIVOS DA ATPC
EQUIPE RESPONSÁVEL
Débora Constante
PCNP Língua Portuguesa
Ana Claudia
PCNP História
Camila Marcolino
PCNP Educação Física
LEITURA DE FRUIÇÃO
PCNP HISTÓRIA
Ana Cláudia
É ator, apresentador, dublador, cineasta e escritor de literatura infantil, que iniciou a carreira artística no Bando de Teatro Olodum. �Durante os anos de 1998 a 2002, foi âncora do Fantástico. �É ativista dos Direitos Humanos e de conscientização contra o racismo.��Nasceu em 1 de novembro de 1978 na cidade de Salvador, Bahia�
Luís Lázaro Sacramento de Araújo Ramos
Trecho do livro “Na minha pele”, de Lázaro Ramos
Capítulo: Quero ser médico
“[...] Levávamos uma vida simples na casa em que minha tia orgulhosamente
dizia ter projetado. Naquela época, eu morava com meus cinco primos, que viraram meus irmãos postiços. Não tínhamos autorama, Playmobil ou Atari, mas tínhamos ele, o quintal. Ali nos divertíamos com brincadeiras de custo zero:
esconde-esconde, pega-pega, garrafão. Também gostávamos de construir brinquedos com latas de óleo, pedaços de pau.
Como criança cansa rápido de tudo, desenvolvemos uma criatividade enorme, sempre inventando coisas novas pra fazer.
Claro que tínhamos TV. Quando não se tem dinheiro, a falta de livros e de brinquedos é preenchida pela televisão, que ocupa boa parte do tempo.
O curioso é que minha referência infantil não foi a Xuxa. Não sei se por corporativismo baiano, preferíamos o programa da Mara Maravilha. Outro ídolo era o Jairzinho, do Balão Mágico. Durante a infância, toda criança quer ser “alguém”: elege um super-herói, um personagem de série preferido.
Pois eu queria ser o Jairzinho. Queria usar aquele macacão vermelho, ter aquele olhar de criança vivida e pegar carona na cauda do cometa com a turma que eu achava a mais legal do mundo.
Acho que isso acontecia porque existia uma identificação visual; por ser um dos poucos negros no universo televisivo infantil, Jairzinho parecia mais próximo de mim.
RAMOS, Lázaro. Na minha pele. 1ª ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 2017. pp. 32-34
O curioso é que nessa escola, tão mista, ignorava-se a história dos negros. Aprendi sobre a luta de Zumbi de forma muito superficial e breve. Nas aulas sobre a escravidão no Brasil, ele aparecia como um rebelde. E ponto. Em 1995, quando já tinha dezessete anos, vivi Zumbi no teatro.
O espetáculo do Bando de Teatro Olodum estabelecia uma relação direta entre uma favela e os quilombos, e eu fazia um garoto com poucas falas, o que me deu mais tempo para assimilar as informações da pesquisa: a importância de Zumbi dos Palmares; que a história negra é repleta de lutas e que eu não devia chamar meus ancestrais de escravos, e sim de africanos escravizados; que a liberdade não veio de uma canetada da princesa imperial, mas após muita luta. Esse foi mais um salto na compreensão sobre de onde vim e para onde podia ir. [...]”
Na minha infância, não tinha esse papo de ancestralidade. Mais recentemente, numa conversa com o professor Muniz Sodré, percebi que, mais do que a filosofia e a ciência, o que traz mudança mesmo são as representações coletivas, e a ficção tem o papel fundamental nessa construção.
“A literatura sempre disse mais sobre o homem no Brasil que a sociologia – até hoje, muito preocupada apenas com lutas de classes.
O cinema e a novela, com a força que têm hoje em nosso país, podem trazer um ataque forte aos preconceitos”, me disse o Muniz em uma entrevista para o Espelho.
Eu incluiria a literatura infantil e as biografias nesse rol e acho que ele concordaria comigo. Na Federação, As turmas tinham um número equilibrado de negros e brancos.
DEFINIÇÃO
Segundo o Dicionário Aurélio, planejar é:
FERRAMENTA EDUCATIVA
Conceituando planejamento de acordo com Sacristán:
“Planejar é dar tempo para pensar a prática, antes de realizá-la, esquematizando os elementos mais importantes numa sequência de atividades”.
LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO 9.394/96
TÍTULO IV
DA ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO NACIONAL
Art. 13. Os docentes incumbir-se-ão de:
II - elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino
FOCO
O professor ao planejar sua aula precisa ter em mente algumas questões, tais como:
ELEMENTOS ESSENCIAIS
Plano de Aula como instrumento de planejamento do professor
O quê?
Como?
Quais?
Elementos essenciais que devem estar presentes nos planos de aula
IDENTIFICAÇÃO
O planejamento deve conter informações básicas de identificação. Além do que será registrado no documento, há alguns pontos importantes ao observar para adequar o que for planejado ao público de estudantes:
ELEMENTOS DE TEMPORALIDADE
OBJETIVOS DA APRENDIZAGEM
MOVIMENTO METODOLÓGICO
As atividades propostas devem contribuir para o objetivo das aulas e prever metodologias adequadas para promover o engajamento e a aprendizagem dos estudantes, incluindo, por exemplo:
ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
AGORA É SUA VEZ!
SUGESTÃO
... AINDA ASSIM CORREMOS RISCO...
Até mesmo com todo planejamento e cuidados necessários, ainda corremos risco de errarmos e/ou sermos surpreendidos, já que não temos como prever o futuro, mas o planejamento é ainda o recurso mais seguro, para chegarmos mais preparados em nossas aulas, fazendo com que nas adversidades do dia-a-dia, possamos ter tempo de resposta e reação menores e melhores.
RECURSOS
O Planejamento deve prever a utilização de diversos recursos, buscando priorizar aqueles amplamente disponíveis para todos os estudantes
○ Material didático disponibilizado pela SEDUC
○ Livros (apoio)
○ Vídeos
○ Centro de Mídias SP
○ Plataformas educacionais (CAEd)
○ Recursos tecnológicos
MATERIAIS DISPONÍVEIS
PLATAFORMAS DE GESTÃO DA APRENDIZAGEM
LINKS DOS MATERIAIS
LISTA DE PRESENÇA, DESDOBRAMENTO E AVALIAÇÃO
JUNTOS SOMOS MUITO MAIS FORTES E VAMOS MUITO MAIS LONGE!
DÚVIDAS
MEDOS
DIFICULDADES
PANDEMIA
FALTA DE PLANEJAMENTO
ZONA DE CONFORTO
COMODISMO
DESORGANIZAÇÃO
INSEGURANÇA
FALTA DE ESTUDO E LEITURA
Aprendizagem significativa
GRATIDÃO!
REFERÊNCIAS
SACRISTÁN, G. Os professores como Planejadores. IN: SACRISTÁN, Gimeno; GÓMEZ, Pérez A.I. 4º ed. São Paulo: Artmed, 1998
https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/ensino-medio/materiais-de-apoio-2/
Libâneo JC. Didática. São Paulo, Cortez, 1994
FREIRE, Madalena et al. Avaliação e planejamento: a prática educativa em questão. Instrumentos Pedagógicos II. São Paulo: s.e., 1997, p.54-58.
Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 - Art. 13.